{"id":2396,"date":"2017-10-22T12:22:12","date_gmt":"2017-10-22T11:22:12","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=2396"},"modified":"2017-10-20T14:27:47","modified_gmt":"2017-10-20T13:27:47","slug":"xxx-domingo-do-tempo-comum-ano-a","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/xxx-domingo-do-tempo-comum-ano-a\/","title":{"rendered":"XXX Domingo do Tempo Comum (Ano A)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">Pe. Franclim Pacheco<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2397\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/XXX-Domingo-Tempo-Comum-A.jpg\" alt=\"\" width=\"857\" height=\"482\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/XXX-Domingo-Tempo-Comum-A.jpg 857w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/XXX-Domingo-Tempo-Comum-A-300x169.jpg 300w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/XXX-Domingo-Tempo-Comum-A-768x432.jpg 768w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/XXX-Domingo-Tempo-Comum-A-600x337.jpg 600w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/XXX-Domingo-Tempo-Comum-A-533x300.jpg 533w\" sizes=\"auto, (max-width: 857px) 100vw, 857px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Breve coment\u00e1rio<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O texto evang\u00e9lico deste domingo continua a apresentar-nos a pol\u00e9mica entre Jesus e os v\u00e1rios grupos representativos do juda\u00edsmo da \u00e9poca. O texto come\u00e7a por fazer refer\u00eancia ao facto de Jesus ter feito calar o grupo dos saduceus, a prop\u00f3sito duma pergunta sobre a ressurrei\u00e7\u00e3o. Fariseus e saduceus eram inimigos uns dos outros, mas tornam-se amigos na cr\u00edtica contra Jesus. O tom de controv\u00e9rsia \u00e9 assinalado pelo evangelista ao referir que a pergunta feita \u00e9 para p\u00f4r \u00e0 prova Jesus: \u00abMestre, qual \u00e9 o maior mandamento da Lei?\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A palavra <em>fariseu<\/em> significa \u00abseparado\u00bb porque o seu modo r\u00edgido de observar a lei de Deus os separava dos outros. O estilo de vida da maioria dos fariseus constitu\u00eda um testemunho para o povo pois viviam do seu trabalho e dedicavam muitas horas do dia ao estudo e \u00e0 medita\u00e7\u00e3o da lei de Deus. Tinham mais confian\u00e7a no que eles pr\u00f3prios faziam por Deus do que Deus fazia por eles. Tinham perdido a no\u00e7\u00e3o da gratuidade que \u00e9 a fonte e o fruto do amor. Jesus reage com firmeza\u00a0 e insiste na pr\u00e1tica do amor que relativiza a observ\u00e2ncia da lei e do seu verdadeiro significado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quest\u00e3o do maior mandamento da Lei era uma preocupa\u00e7\u00e3o presente na antiga tradi\u00e7\u00e3o judaica, expressa no livro do Deuteron\u00f3mio e entre os rabinos, para encontrar um princ\u00edpio unificador para o conjunto dos 613 preceitos, 248 positivos e 365 negativos, nem mais nem menos, pois 613 era o n\u00famero das letras do Dec\u00e1logo, como no s\u00e9c. XII notava o Rabi Maim\u00f3nides. Al\u00e9m disso, o n\u00famero dos preceitos negativos e positivos correspondia \u00e0s 613 partes do corpo humano: 248 membros e 365 vasos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alguns diziam: \u00abTodas as leis t\u00eam o mesmo valor, sejam grandes ou pequenas, porque todas v\u00eam de Deus. N\u00e3o nos compete introduzir distin\u00e7\u00f5es nas coisas de Deus\u00bb. Outros diziam: \u00abAlgumas leis s\u00e3o mais importantes que outras e, por isso, obrigam mais\u00bb. Entende-se, pois, a pergunta feita a Jesus, apesar de envolver, uma vez mais, uma armadilha para tentar desacredit\u00e1-lo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aparentemente, Jesus limita-se a citar dois textos do Antigo Testamento: o Shem\u00e1 (Dt 6,5) que todo o judeu, ao tempo de Jesus recitava ao acordar, ao meio dia e ao deitar: \u00abAmar\u00e1s ao Senhor, teu Deus, com todo o teu cora\u00e7\u00e3o, com toda a tua alma e com toda a tua mente\u00bb e o Lv 19,18: \u00abAmar\u00e1s ao teu pr\u00f3ximo como a ti mesmo\u00bb. Por\u00e9m, a novidade total est\u00e1 em aproximar de tal forma um do outro que os torna insepar\u00e1veis. Mais ainda: \u00abDestes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas\u00bb, isto \u00e9, a revela\u00e7\u00e3o da vontade de Deus. Neste duplo mandamento do amor a vontade de Deus, testemunhada pela Lei e pelos profetas tem a sua m\u00e1xima e completa express\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este princ\u00edpio d\u00e1 sentido e unidade a toda a revela\u00e7\u00e3o b\u00edblica no seu aspecto normativo. Por isso, Mateus refere a acusa\u00e7\u00e3o de Jesus aos fariseus, pois eles s\u00e3o escrupulosos em observar prescri\u00e7\u00f5es minuciosas da lei, esquecendo o fundamental: a justi\u00e7a, a miseric\u00f3rdia e a fidelidade (Mt 23,23; 15,6).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Toda a revela\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da vontade de Deus encontra a sua consist\u00eancia e unidade no amor \u00edntegro a ele como \u00fanico Senhor e no amor activo e desinteressado para com o pr\u00f3ximo. A perfei\u00e7\u00e3o dos disc\u00edpulos consiste em reproduzir neste estilo de amor a sua rela\u00e7\u00e3o filial para com o Pai que est\u00e1 nos c\u00e9us (Mt 5,43.48).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. 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