{"id":2260,"date":"2017-10-08T18:29:56","date_gmt":"2017-10-08T17:29:56","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=2260"},"modified":"2017-10-08T18:40:15","modified_gmt":"2017-10-08T17:40:15","slug":"xxviii-domingo-do-tempo-comum-ano-a","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/xxviii-domingo-do-tempo-comum-ano-a\/","title":{"rendered":"XXVIII Domingo do Tempo Comum (Ano A)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">Pe. Franclim Pacheco<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-2261\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/XXVIII-Domingo-Tempo-Comum-A-916x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"916\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/XXVIII-Domingo-Tempo-Comum-A-916x1024.jpg 916w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/XXVIII-Domingo-Tempo-Comum-A-268x300.jpg 268w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/XXVIII-Domingo-Tempo-Comum-A-768x859.jpg 768w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/XXVIII-Domingo-Tempo-Comum-A-600x671.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 916px) 100vw, 916px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Breve coment\u00e1rio<br \/>\nAp\u00f3s a par\u00e1bola dos vinhateiros homicidas, em que Jesus termina afirmando: \u00abSer-vos-\u00e1 tirado o Reino de Deus e ser\u00e1 dado a um povo que produzir\u00e1 os seus frutos\u00bb, os chefes dos sacerdotes e os fariseus perceberam que se referia a eles. Procuravam prend\u00ea-lo, mas tiveram medo das multid\u00f5es, pois elas consideravam-no um profeta (21,46).<br \/>\nEnt\u00e3o, Jesus dirige-se uma vez mais aos respons\u00e1veis do juda\u00edsmo com uma par\u00e1bola pol\u00e9mica na linha da anterior em que os vinhateiros ultrajaram e mataram os servos enviados e, por fim, o filho do dono da vinha. Esta imagem de viol\u00eancia vai encontrar eco na nova par\u00e1bola: um grupo de convidados n\u00e3o s\u00f3 rejeita o convite do rei, mas ultraja e mata os servos enviados. Tendo em conta a simetria das situa\u00e7\u00f5es, somos tentados a identificar os servos enviados pelo rei, como na par\u00e1bola anterior, com os profetas que em nome de Deus fazem a proposta de salva\u00e7\u00e3o \u2013 o banquete nupcial \u2013 ao povo de Israel.<br \/>\nA imagem do banquete era, na cultura da \u00e9poca, entendida como lugar do encontro, de comunh\u00e3o. Era tamb\u00e9m uma maneira de confirmar a categoria social de cada fam\u00edlia pela categoria dos convidados. Por outro lado, ser convidado por uma pessoa muito importante era considerado uma grande honra. O convite feito por um rei era irrecus\u00e1vel, sob pena de se tornar uma ofensa bastante grave. No caso da nossa par\u00e1bola, j\u00e1 n\u00e3o se trata de mera recusa mas de guerra aberta, com a morte dos servos.<br \/>\nUm elemento decisivo para a interpreta\u00e7\u00e3o da par\u00e1bola proposta por Mateus \u00e9 a reac\u00e7\u00e3o do rei indignado: \u00abMandando as suas tropas, exterminou aqueles assassinos e incendiou a sua cidade\u00bb. \u00c9 f\u00e1cil reconhecer aqui uma clara refer\u00eancia \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o da cidade de Jerusal\u00e9m no ano 70 d.C.. Tendo isto em conta, devemos ver nos servos enviados pelo rei n\u00e3o uma refer\u00eancia aos profetas mas aos mission\u00e1rios crist\u00e3os que, efectivamente, foram rejeitados, perseguidos e mortos. Um outro elemento \u00e9 a imagem do banquete nupcial. J\u00e1 no Antigo Testamento, o reino de Deus e o conjunto dos bens messi\u00e2nicos s\u00e3o apresentados com a imagem dum grande banquete preparado para todos os povos (Is 25,6). Mas, no nosso texto, trata-se dum banquete nupcial que o rei preparou para o seu filho. Facilmente vemos Deus Pai na figura do rei e o seu filho Jesus.<br \/>\nSempre nesta linha, o terceiro envio dos servos, depois da puni\u00e7\u00e3o dos primeiros convidados, refere-se \u00e0 miss\u00e3o junto dos pag\u00e3os. Estes tomam o lugar dos judeus que, com a sua recusa, se mostraram indignos do banquete nucpial. Na nova miss\u00e3o, o objectivo \u00e9 reunir todos aqueles que se encontram, maus e bons, desde que aceitem o convite.<br \/>\nMas os novos convocados pela nova miss\u00e3o crist\u00e3 n\u00e3o podem ter ilus\u00f5es. Se na comunidade actual existem agora \u00abmaus e bons\u00bb, n\u00e3o ser\u00e1 assim no final pois o ju\u00edzo de separa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 feito. Por isso, Mateus actualizou a par\u00e1bola original, completando-a com a sequ\u00eancia final da inspec\u00e7\u00e3o do rei \u00e0 sala do banquete em que encontra um convidado sem a veste nupcial, que era gratuitamente posta \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o \u00e0 entrada do banquete, pelo que \u00e9 posto fora. O sentido do traje nupcial exigido para o banquete das n\u00fapcias do \u00abCordeiro\u00bb \u00e9 a coer\u00eancia entre f\u00e9 e vida, entre palavras e obras, isto \u00e9, uma fidelidade activa. N\u00e3o basta dizer sim ao chamamento: \u00e9 necess\u00e1rio estar em condi\u00e7\u00f5es de poder ser escolhido.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. 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