{"id":21394,"date":"2026-09-03T12:55:29","date_gmt":"2026-09-03T11:55:29","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=21394"},"modified":"2026-09-03T12:55:29","modified_gmt":"2026-09-03T11:55:29","slug":"pe-evelio-de-jesus-munoz-om-minimos-para-ser-grandes-no-amor-sao-francisco-de-paula-e-uma-mensagem-ainda-actual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/pe-evelio-de-jesus-munoz-om-minimos-para-ser-grandes-no-amor-sao-francisco-de-paula-e-uma-mensagem-ainda-actual\/","title":{"rendered":"Pe. Evelio de Jes\u00fas Mu\u00f1oz, OM | MINIMOS PARA SER GRANDES NO AMOR: S\u00e3o Francisco de Paula e uma mensagem ainda actual"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: right;\">Artigo recolhido de <a href=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/v3\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/diocese-aveiro.pt\/v3\/<\/a><\/h6>\n<p class=\"has-text-align-right\" style=\"text-align: center;\"><strong>Pe. Evelio de Jes\u00fas Mu\u00f1oz, OM \/ a Redac\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 \u00e9pocas em que o mundo parece respirar com dificuldade. Guerras que n\u00e3o acabam, economias que tremem, tecnologias que avan\u00e7am mais depressa do que o cora\u00e7\u00e3o consegue acompanhar, rela\u00e7\u00f5es humanas que se tornam fr\u00e1geis como vidro. E, no meio de tudo isto, a pergunta volta sempre: por onde recome\u00e7ar? Tamb\u00e9m na Igreja, o tema das voca\u00e7\u00f5es, da vida comunit\u00e1ria e da transmiss\u00e3o da f\u00e9 \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es permanece aberto, como uma ferida que pede luz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 precisamente neste cen\u00e1rio que a figura de S\u00e3o Francisco de Paula se ergue com uma actualidade surpreendente. O fundador dos M\u00ednimos n\u00e3o deixou apenas uma Regra; deixou um modo de respirar. A sua proposta espiritual, nascida h\u00e1 mais de cinco s\u00e9culos, continua a ser uma resposta silenciosa e firme para quem procura sentido num tempo de dispers\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Regra come\u00e7a por apontar para a humildade, n\u00e3o como diminui\u00e7\u00e3o, mas como verdade interior. Humildade \u00e9 lucidez: \u00e9 saber quem se \u00e9 diante de Deus, sem m\u00e1scaras, sem exageros, sem ilus\u00f5es. Num mundo saturado de autoafirma\u00e7\u00e3o, esta humildade torna-se liberta\u00e7\u00e3o. Francisco de Paula sabia que s\u00f3 quem desce ao fundo de si mesmo encontra o lugar onde Deus fala.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da humildade nasce a sobriedade, essa forma de liberdade que recusa o excesso para recuperar o essencial. A vida quadragesimal dos M\u00ednimos, tantas vezes mal compreendida, n\u00e3o \u00e9 uma ren\u00fancia exterior, mas uma forma de respirar. \u00c9 deixar cair o que pesa, o que dispersa, o que confunde, para que o cora\u00e7\u00e3o reencontre o seu ritmo. Num tempo dominado pelo consumo e pela ansiedade, esta sobriedade torna-se uma forma de resist\u00eancia espiritual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E quando a alma se torna s\u00f3bria, descobre o sil\u00eancio. N\u00e3o o sil\u00eancio vazio, mas o sil\u00eancio habitado. Para Francisco de Paula, o sil\u00eancio era caridade: era a forma de n\u00e3o ferir, de n\u00e3o agredir, de n\u00e3o dispersar. Hoje, quando tudo parece exigir resposta imediata, o sil\u00eancio torna-se um acto de maturidade. \u00c9 no sil\u00eancio que muitos reencontram equil\u00edbrio, clareza e verdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste caminho interior, a autoridade deixa de ser dom\u00ednio e torna-se servi\u00e7o. A Regra \u00e9 clara: quem orienta deve ser o primeiro a obedecer. A autoridade m\u00ednima nasce da coer\u00eancia, n\u00e3o do cargo. Num tempo em que \u00e9 f\u00e1cil apontar falhas nos outros, a Regra lembra que a credibilidade come\u00e7a no cora\u00e7\u00e3o de quem lidera.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, como fio que atravessa tudo, surge a perseveran\u00e7a. A Regra insiste que o bem n\u00e3o se cumpre se n\u00e3o se persevera at\u00e9 ao fim. Num tempo marcado por desist\u00eancias r\u00e1pidas e compromissos fr\u00e1geis, esta insist\u00eancia torna-se prof\u00e9tica. A vida espiritual n\u00e3o \u00e9 feita de impulsos, mas de fidelidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No meio de tudo isto, o tema das voca\u00e7\u00f5es permanece vivo. Muitos pensam que os jovens s\u00f3 respondem a propostas leves, pouco exigentes, quase decorativas. A experi\u00eancia mostra o contr\u00e1rio. Quando encontram autenticidade, clareza e testemunho, muitos continuam a interrogar-se seriamente sobre o chamamento de Deus. A vida de S\u00e3o Francisco de Paula mostra que a simplicidade, a ora\u00e7\u00e3o e a entrega aos outros n\u00e3o est\u00e3o fora do horizonte dos jovens. O desafio est\u00e1 em propor estas dimens\u00f5es com verdade e sem medo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ser \u201cM\u00ednimo\u201d n\u00e3o significa ser menos. Significa aceitar que a grandeza crist\u00e3 passa pela pequenez, pela discri\u00e7\u00e3o e pela caridade concreta. Significa compreender que a for\u00e7a do Evangelho n\u00e3o est\u00e1 no barulho, mas na fidelidade silenciosa. A palavra que melhor resume esta heran\u00e7a \u00e9 Charitas. Nela se concentra uma vis\u00e3o da vida feita de proximidade, servi\u00e7o e aten\u00e7\u00e3o aos outros. Num tempo que pede respostas humanas e espirituais s\u00f3lidas, a proposta de S\u00e3o Francisco de Paula continua a merecer aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ser M\u00ednimo \u00e9 escolher o essencial. \u00c9 viver com menos ru\u00eddo, menos vaidade, menos pressa \u2014 e com mais verdade, mais caridade, mais presen\u00e7a. \u00c9 descobrir que a pequenez n\u00e3o diminui, mas liberta. \u00c9 compreender que, diante de Deus, s\u00f3 o amor permanece.<\/p>\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><\/div>\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3553\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/v3\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/minimos-768x394-1.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 348px) 100vw, 348px\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/v3\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/minimos-768x394-1.jpg 348w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/v3\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/minimos-768x394-1-300x183.jpg 300w\" alt=\"\" width=\"348\" height=\"212\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">A diocese de Aveiro acolheu, desde o dia 16 de fevereiro, uma pequena comunidade da Ordem dos M\u00ednimos, fundada por S. Francisco de Paula, que reside na par\u00f3quia de Santo Andr\u00e9 de Vagos, arciprestado de Vagos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A 1 de mar\u00e7o D. Ant\u00f3nio Moiteiro nomeou o\u00a0<strong>Padre Ev\u00e9lio de Jes\u00fas Mu\u00f1oz, O.M<\/strong>., Colaborador Pastoral das par\u00f3quias de Calv\u00e3o, Gafanha da Boa Hora e Santo Andr\u00e9 de Vagos, confiadas ao cuidado pastoral do Padre Fernando Lacerda Ferros e tamb\u00e9m Colaborador Pastoral da par\u00f3quia de Vagos, confiada aos Padres Nicolau Claro Miranda Barroqueiro e Jos\u00e9 Carlos Gabriel Pereira, com especial aten\u00e7\u00e3o \u00e0 pastoral do Santu\u00e1rio de Nossa Senhora de Vagos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo recolhido de<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":21396,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[14],"tags":[],"class_list":["post-21394","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-temas-para-debate"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21394","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21394"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21394\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21397,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21394\/revisions\/21397"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21396"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21394"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21394"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21394"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}