{"id":21119,"date":"2026-06-23T19:02:42","date_gmt":"2026-06-23T18:02:42","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=21119"},"modified":"2026-06-23T19:03:03","modified_gmt":"2026-06-23T18:03:03","slug":"sinais-45-o-atraso-de-leao-xiii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/sinais-45-o-atraso-de-leao-xiii\/","title":{"rendered":"Sinais | 45 | O atraso de Le\u00e3o XIII"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: right;\"><em>Sinais<\/em> | Leitura de &#8216;sinais&#8217; inquietantes | Rubrica promovida em parceria com o <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/correiodovouga\/?locale=pt_PT\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Correio do Vouga<\/a><\/h6>\n<hr \/>\n<h2 style=\"font-weight: 400; text-align: center;\"><strong>O atraso de Le\u00e3o XIII<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: center;\">Ant\u00f3nio Jorge Pires Ferreira<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muito se tem falado da \u201cMagnifica humanistas\u201d, a enc\u00edclica de Le\u00e3o XIV sobre a IA, geralmente de forma positiva. Clara Ferreira Alves escreveu, na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do \u201cExpresso\u201d: \u201cFoi a Igreja Cat\u00f3lica, os s\u00e1bios cientistas do Vaticano mais do que o Papa, a primeira grande institui\u00e7\u00e3o a compreender a infinitude de que estamos a falar. A Igreja Cat\u00f3lica acumula s\u00e9culos de conhecimento com o instinto de autopreserva\u00e7\u00e3o. Percebeu o perigo de um fen\u00f3meno que pode conduzir \u00e0 extin\u00e7\u00e3o\u201d (Revista do Expresso, 19-06-2026). E por causa deste documento \u2013 e do nome do atual papa \u2013 evoca-se a \u201cRerum novarum\u201d de Le\u00e3o XIII. Dizem alguns que a nova enc\u00edclica \u00e9 a \u201cRerum novarum\u201d dos nossos tempos. Mas h\u00e1 uma diferen\u00e7a fundamental. Le\u00e3o XIV, em 2026, foi muito mais r\u00e1pido do que Le\u00e3o XIII, em 1891. Dir\u00e3o que os tempos s\u00e3o outros, o ritmo \u00e9 mais acelerado, agora, que a compara\u00e7\u00e3o n\u00e3o se pode fazer. Na realidade, a Igreja Cat\u00f3lica, no s\u00e9culo XIX, a partir de Roma, demorou muito a perceber o drama dos trabalhadores e a revolu\u00e7\u00e3o industrial, a chamada \u201cquest\u00e3o oper\u00e1ria\u201d, entretida que estava com a perda dos Estados Pontif\u00edcios durante a reunifica\u00e7\u00e3o italiana. Pio IX isola-se, voluntariamente, no Vaticano (1870). Entretanto, Marx e Engels tinham publicado, em 1848, o &#8216;Manifesto Comunista&#8217;, que termina com as frases que inspiraram muitas lutas oper\u00e1rias: \u201cOs prolet\u00e1rios nada t\u00eam a perder a n\u00e3o ser as suas grilhetas. T\u00eam um mundo a ganhar. Prolet\u00e1rios de todos os pa\u00edses, uni-vos!\u201d. Na sequ\u00eancia, muitos trabalhadores abandonam as igrejas crist\u00e3s. E, antes que o Papa desse alguma orienta\u00e7\u00e3o, cat\u00f3licos como Adolphe Kolpin, na Alemanha, e Albert de Mun e Maurice Maignen, em Fran\u00e7a, criaram os C\u00edrculos Oper\u00e1rios para reaproximar a classe oper\u00e1ria da f\u00e9 cat\u00f3lica. A \u201cRerum novarum\u201d, sem d\u00favida importante para o que se seguiu, chegou mais de quarenta anos depois do &#8216;Manifesto Comunista&#8217; e mais de vinte anos depois do ativismo de cat\u00f3licos, leigos e padres, \u201cno terreno\u201d.<\/p>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: right; padding-left: 280px;\">Foto de Albert de Mun , pioneiro do catolicismo social | By [Isidore Alphonse] Chalot, Paris &#8211; This image is available from the New York Public Library&#8217;s Digital Library under the digital ID 1158451: digitalgallery.nypl.org \u2192 digitalcollections.nypl.org, Public Domain, https:\/\/commons.wikimedia.org\/w\/index.php?curid=12740255<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sinais | Leitura<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":21121,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48,228],"tags":[],"class_list":["post-21119","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-antonio-jorge-pires-ferreira","category-sinais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21119","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21119"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21119\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21123,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21119\/revisions\/21123"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21121"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21119"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21119"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21119"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}