{"id":21093,"date":"2026-08-07T07:07:55","date_gmt":"2026-08-07T06:07:55","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=21093"},"modified":"2026-06-18T11:21:38","modified_gmt":"2026-06-18T10:21:38","slug":"os-sete-dias-da-criacao-11-luis-m-p-silva-11-o-segundo-dia-a-preparar-o-terceiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/os-sete-dias-da-criacao-11-luis-m-p-silva-11-o-segundo-dia-a-preparar-o-terceiro\/","title":{"rendered":"&#8216;Os Sete Dias da Cria\u00e7\u00e3o&#8217; |11| Lu\u00eds M. P. Silva &#8211; 11 \u2013 O segundo dia\u2026 a preparar o terceiro!"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: right;\">(\u2018Os Sete Dias da Cria\u00e7\u00e3o\u2019 | Rubrica dedicada ao di\u00e1logo entre ci\u00eancia e religi\u00e3o)<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Artigo originalmente publicado na revista <a href=\"https:\/\/www.movimento-acr.pt\/historia-mundo-rural\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">&#8216;Mundo Rural&#8217;<\/a><\/h6>\n<hr \/>\n<h4 style=\"text-align: center;\">Lu\u00eds Manuel Pereira da Silva*<\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Avancemos para o segundo dia\u2026.<\/p>\n<p>Dia que nos reserva algumas curiosidades habitualmente n\u00e3o constatadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em primeiro lugar, observa-se \u2013 como refere G. V. Rad \u2013 que se sobrep\u00f5em, no relato deste dia, as caracter\u00edsticas de duas tradi\u00e7\u00f5es narrativas: numa, mais antiga, a obra criadora \u00e9 realizada, diretamente por Deus \u2013 \u2018Deus fez o firmamento\u2019-, enquanto na mais recente, a obra realiza-se por a\u00e7\u00e3o da palavra \u2013 \u2018Deus disse\u2019<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um segundo detalhe curioso s\u00f3 pode constatar-se ao cruzar a leitura desta narrativa com a leitura de narrativas contempor\u00e2neas desta, mas escritas pelos povos envolventes (exerc\u00edcio que j\u00e1 temos vindo a realizar\u2026). Nesse cruzar de leituras, observa-se que \u2018em <em>Enuma Elish<\/em> [mito da cria\u00e7\u00e3o babil\u00f3nico que, certamente, os autores b\u00edblicos conheciam] Marduk [o Deus mais poderoso de todo o pante\u00e3o babil\u00f3nico] criou o c\u00e9u como uma ab\u00f3bada, usando os despojoso da deusa primordial Tiamat como material de constru\u00e7\u00e3o. Esta ab\u00f3bada ret\u00e9m, por cima dela, \u00e1guas que de vez em quando se precipitam atrav\u00e9s dela, em forma de chuva. O G\u00e9nesis tamb\u00e9m concebe o c\u00e9u como uma ab\u00f3bada, mas para a criar, Deus n\u00e3o teve de matar ningu\u00e9m. Bastou a sua palavra.<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>\u2019<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O segundo dia reserva-nos, para al\u00e9m disto, uma particularidade que se constatar\u00e1 ao concluir a leitura de toda a narrativa do autor sacerdotal<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> (Gn1,1-2,4a). Para dar conta dessa particularidade, repare-se que, ao fim do terceiro dia (o seguinte), o autor b\u00edblico diz que \u2018Deus viu que isto era bom.\u2019(v.12); no quarto dia, diz \u2018E Deus viu que isto era bom.\u2019 (v.18); no quinto dia, diz, duas vezes: \u2018E Deus viu que isto era bom.\u2019 (v.21 e 25); e, no sexto, ap\u00f3s completar a obra, que inclui a humanidade, dir\u00e1: \u2018Deus, vendo toda a sua obra, considerou-a muito boa.\u2019 (v.31).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Curiosamente, por\u00e9m, ap\u00f3s concluir a obra do segundo dia, o autor b\u00edblico n\u00e3o qualifica a obra de Deus. O autor n\u00e3o refere que Deus constate que a obra \u00e9 boa\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Santo Agostinho regista, a prop\u00f3sito deste passo da obra criadora: \u2018N\u00e3o me recordo de que os maniqueus costumem criticar este passo.\u2019 (Este sil\u00eancio dos maniqueus \u00e9 interessante. Talvez eles pr\u00f3prios se sentissem surpreendidos com a expectativa deixada pelo autor b\u00edblico que omite aprecia\u00e7\u00e3o da obra de Deus\u2026)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0E acrescenta o Bispo de Hipona: \u2018No entanto, [\u2026] tendo a mat\u00e9ria informe sido designada pelo nome <em>\u00e1gua, <\/em>esta divis\u00e3o das \u00e1guas, colocando algumas acima do firmamento e outras abaixo, n\u00e3o significa outra coisa, creio, que a separa\u00e7\u00e3o feita pelo firmamento do c\u00e9u entre a mat\u00e9ria corporal das coisas vis\u00edveis e a mat\u00e9ria incorp\u00f3rea das coisas invis\u00edveis.<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>\u2019<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como interpretar, ent\u00e3o, esta aus\u00eancia de qualifica\u00e7\u00e3o da obra?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D. Ant\u00f3nio Couto, que nos prop\u00f5e tradu\u00e7\u00e3o sempre muito cuidada dos termos, repercutindo o esp\u00edrito concreto da l\u00edngua hebraica<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>, recorda, em nota de rodap\u00e9 que \u2018a exegese judaica explica assim esta aus\u00eancia da anota\u00e7\u00e3o da bondade na obra do segundo dia: \u00abN\u00e3o foi neste dia que a obra da \u00e1gua ficou acabada!\u00bb<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>\u2019. Como o mesmo D. Ant\u00f3nio refere, ainda est\u00e1 em curso da \u2018engenharia da \u00e1gua\u2019, que s\u00f3 se completar\u00e1 no terceiro dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cruzando todos estes dados em jogo, acima enumerados, podemos recolher, para a an\u00e1lise que temos em curso, alguns elementos significativos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o basta que haja uma separa\u00e7\u00e3o clara entre o \u00e2mbito divino e o humano para que a ordem seja assegurada. S\u00f3 conclu\u00edda a obra de separa\u00e7\u00e3o entre as \u00e1guas e a terra seca, no lugar onde o Homem pousar\u00e1 os seus p\u00e9s, \u00e9 que a ordem ficar\u00e1 estabelecida. Dito de outro modo: n\u00e3o basta que se separem o sagrado e o profano; ser\u00e1 necess\u00e1rio que, no \u00e2mbito do profano tamb\u00e9m se cumpra a ordem devida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um segundo elemento interessante a reter tem a ver com a cosmologia (o modo de pensar o mundo) impl\u00edcito nesta narrativa. O autor b\u00edblico n\u00e3o pretende vincular o leitor a uma determinada compreens\u00e3o (quase cient\u00edfica). A ser assim, ter\u00edamos de ficar vinculados \u00e0 cosmologia que t\u00e3o claramente nos descreve D. Ant\u00f3nio Couto (referida na anota abaixo). O autor b\u00edblico repercute a cosmologia do povo b\u00edblico para, com ela, enunciar, por um lado, que \u2018habitamos um mundo bom, criado por um Deus bom. A subst\u00e2ncia \u00faltima de tudo o que existe n\u00e3o \u00e9 a viol\u00eancia, mas a bondade insuflada pelo ato criador de Deus. Podemos viver felizes nesta Terra. Deus n\u00e3o sup\u00f5e nenhuma amea\u00e7a.\u2019<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>, mas tamb\u00e9m que, por outro lado, n\u00e3o basta constatar a bondade desejada por Deus: \u00e9 necess\u00e1rio que, no acontecer real, se preserve a ordem, seja a vertical (entre C\u00e9u e Terra), mas tamb\u00e9m a horizontal (entre \u00e1s \u00e1guas e a terra seca). Sendo esta a mensagem a colher, \u00e9 preciso, ent\u00e3o, ter em conta que, \u2018separadas as \u00e1guas entre o sagrado e o profano\u2019, \u00e0 ci\u00eancia e \u00e0 teologia caber\u00e3o miss\u00f5es distintas, mas que a nossa reflex\u00e3o permitir\u00e1 perceber que n\u00e3o s\u00e3o indiferentes, conflituantes ou, sequer contrastantes, mas convergentes e complementares. \u2018A ci\u00eancia investiga os processos pelos quais o universo se foi desenvolvendo e <em>como <\/em>a vida evoluiu no planeta Terra: pergunta-se como sucederam e sucedem as coisas. Fil\u00f3sofos e te\u00f3logos interrogam-se <em>porqu\u00ea<\/em>. Como se perguntava o matem\u00e1tico, f\u00edsico e fil\u00f3sofo Leibniz h\u00e1 mais de trezentos anos, \u00abpor que raz\u00e3o existe alguma coisa em vez de nada?\u00bb<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>.\u2019<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<hr \/>\n<p><strong>Sugest\u00f5es bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>D. Ant\u00f3nio Couto, <em>O livro do G\u00e9nesis<\/em>, Le\u00e7a da Palmeira, Letras e Coisas-livros, 2013.<\/p>\n<p>Gerhard von Rad, <em>El libro del G\u00e9nesis<\/em>, Salamanca, Ediciones S\u00edgueme, 1988<sup>7<\/sup>.<\/p>\n<p>Alberto de Mingo Kaminouchi, A B\u00edblia do princ\u00edpio ao fim: um guia de leitura para hoje, Apela\u00e7\u00e3o, Paulus Editora, 2021.<\/p>\n<p>Santo Agostinho, <em>Da interpreta\u00e7\u00e3o do G\u00e9nesis: dois livros contra os maniqueus<\/em>, Prior Velho, Paulinas, 2021.<\/p>\n<p>Xavier L\u00e9on-Dufour, <em>Vocabul\u00e1rio de Teologia B\u00edblica<\/em>, Petr\u00f3polis, Vozes, 2002<sup>7<\/sup>.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Cfr. Gerhard von Rad, <em>El libro del G\u00e9nesis<\/em>, Salamanca, Ediciones S\u00edgueme, 1988<sup>7<\/sup>, p. 63.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Alberto de Mingo Kaminouchi, A B\u00edblia do princ\u00edpio ao fim: um guia de leitura para hoje, Apela\u00e7\u00e3o, Paulus Editora, 2021, p. 54.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> \u2018Autor sacerdotal \u00e9 express\u00e3o com que os exegetas designam os redatores da passagem b\u00edblica que estamos a analisar. Obt\u00e9m a sua designa\u00e7\u00e3o do facto de se atribuir a sacerdotes (eventualmente regressados do ex\u00edlio, na Babil\u00f3nia) e que ter\u00e3o redigido partes significativas do livro de G\u00e9nesis e de outros livros do Pentateuco, no s\u00e9culo VI-V a.C.. Este \u2018autor\u2019 (n\u00e3o \u00e9, certamente, um autor individual, mas uma \u2018escola\u2019) \u00e9, muitas vezes, identificado com \u2018P\u2019, aludindo \u00e0 palavra alem\u00e3 \u2018Priester\u2019 (sacerdote).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Santo Agostinho, <em>Da interpreta\u00e7\u00e3o do G\u00e9nesis: dois livros contra os maniqueus<\/em>, Prior Velho, Paulinas, 2021, p. 69.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> \u2018\u00abFirmamento\u00bb diz-se, na l\u00edngua hebraica, raqia\u2019, que deriva do verbo raqa\u2019, na forma qal, que \u00e9 considerado como a pele de uma tenda ou uma l\u00e2mina trabalhada de cristal reluzente, mas que o mais das vezes significa \u00abtornar s\u00f3lido\u00bb, que \u00e9 o significado que tem nesta passagem. E \u00e9 \u00abfirmamento\u00bb, \u00abfirme\u00bb, porque se apoia em colunas s\u00f3lidas, \u00abcolinas\u00bb ou \u00abmontes eternos\u00bb, que o sustentam (Jb 26,11; cf. Dt 33,15; Hab 3,6). Sobre o formamento est\u00e3o as \u00e1guas superiores, conservadas em reservat\u00f3rios (Jb 38,22), de onde podem sair atrav\u00e9s de comportas (\u2018arb\u00f4t), formndo a chuva. Quando o firmamento se apresenta sereno, tem uma cor azul, que deriva das \u00e1guas de cima. Sobre o mar celeste, eleva-se uma vasta c\u00fapula, formada de tr\u00eas, sete ou dez c\u00e9us, chamada \u00abos c\u00e9us dos c\u00e9us\u00bb (sh<sup>e<\/sup>m\u00ea hashshama\u00eem) (Dt 10,14), habita\u00e7\u00e3o inacess\u00edvel de Deus. Segundo a mentalidade dos mestres do Talmud, estes c\u00e9us formam a chamada \u00abescada c\u00f3smica\u00bb. A espessura de cada c\u00e9u \u00e9 igual a uma viagem de 500 anos, e Deus senta-se no s\u00e9timo c\u00e9u, ou \u00faltimo c\u00e9u, caso se trate de mais. Em suma, os Hebreus v\u00eaem o universo como uma casa composta de tr\u00eas partes: o plano subterr\u00e2neo forma o sh<sup>e<\/sup>\u2019\u00f4l: o plano terreno a superf\u00edcie terrestre; as paredes as \u00abcolinas eternas\u00bb; o tecto a c\u00fapula celeste; o terra\u00e7o o \u00abc\u00e9u dos c\u00e9us\u00bb. Mas a engenharia das \u00e1guas continua no terceiro dizer de Deus. Tamb\u00e9m por isso a men\u00e7\u00e3o da bondade da obra feita \u00e9 diferida para o final do terceiro dizer de Deus.\u2019 D. Ant\u00f3nio Couto, <em>O livro do G\u00e9nesis<\/em>, Le\u00e7a da Palmeira, Letras e Coisas-livros, 2013., pp. 31-32<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Cfr. Ibidem, nota 77, p. 31.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Alberto de Mingo Kaminouchi, A B\u00edblia do princ\u00edpio ao fim: um guia de leitura para hoje, Apela\u00e7\u00e3o, Paulus Editora, 2021, p. 58.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Ibidem, p. 59.<\/p>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: right;\">*Professor, Presidente da Comiss\u00e3o Diocesana da Cultura<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Autor de &#8216;Bem-nascido&#8230; Mal-nascido&#8230; Do &#8216;filho perfeito&#8221; ao filho humano&#8217;, &#8216;Ensaios <em>de<\/em> liberdade&#8217; e de &#8216;Teologia, ci\u00eancia e verdade: fundamentos para a defini\u00e7\u00e3o do estatuto epistemol\u00f3gico da Teologia, segundo Wolfhart Pannenberg&#8217;<\/h6>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: right;\">Imagem de\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/venrike-24434403\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=6811874\">Venrike Artworks<\/a>\u00a0por\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=6811874\">Pixabay<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(\u2018Os Sete Dias<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":21094,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[55,214],"tags":[],"class_list":["post-21093","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-luis-manuel-pereira-da-silva","category-os-sete-dias-da-criacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21093","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21093"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21093\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21095,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21093\/revisions\/21095"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21094"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21093"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21093"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21093"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}