{"id":20937,"date":"2026-05-19T11:00:47","date_gmt":"2026-05-19T10:00:47","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=20937"},"modified":"2026-05-19T11:01:30","modified_gmt":"2026-05-19T10:01:30","slug":"rosa-lopes-hoje-os-jovens-tem-ou-nao-tem-fe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/rosa-lopes-hoje-os-jovens-tem-ou-nao-tem-fe\/","title":{"rendered":"Rosa Lopes | Hoje, os jovens t\u00eam ou n\u00e3o t\u00eam f\u00e9?"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: right;\">Temas para debate | Reflex\u00f5es que ajudam a ler os tempos&#8230;<\/h6>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Rosa Lopes*<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vivemos um tempo em que as perguntas adquirem um novo sentido e import\u00e2ncia, talvez mais verdadeiro do que as respostas r\u00e1pidas ou as explica\u00e7\u00f5es fechadas. Tamb\u00e9m, na nossa vida de f\u00e9 j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel partir de certezas simples sobre aquilo que os jovens acreditam, aquilo que vivem ou que procuram. Entre a perten\u00e7a e a dist\u00e2ncia, entre a tradi\u00e7\u00e3o recebida e a experi\u00eancia pessoal, a f\u00e9 juvenil aparece hoje como um lugar de tens\u00e3o, de procura e de reinven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 neste horizonte que partilho esta reflex\u00e3o pessoal, nascida do estudo e da experi\u00eancia, com o desejo de ler o mundo a partir de uma sensibilidade crist\u00e3 em di\u00e1logo com a cultura contempor\u00e2nea. Abre-se aqui um espa\u00e7o de reflex\u00e3o onde a f\u00e9 se confronta com a vida concreta, nas suas contradi\u00e7\u00f5es, inquieta\u00e7\u00f5es e possibilidades. N\u00e3o pretendo formular diagn\u00f3sticos definitivos, mas antes escutar os \u201csinais\u201d do tempo, discernir percursos e permitir que a pr\u00f3pria realidade se torne lugar de interpela\u00e7\u00e3o para a Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na continuidade de um percurso de 25 anos como Catequista e no acompanhamento regular de grupos de jovens em contexto paroquial, a quest\u00e3o que orienta esta reflex\u00e3o <strong>\u2014 <\/strong><em>Hoje, os jovens t\u00eam ou n\u00e3o t\u00eam f\u00e9?<\/em><strong> \u2014<\/strong> n\u00e3o procura uma resposta fechada. Procura, antes, abrir caminhos de discernimento. Porque, talvez a quest\u00e3o mais profunda n\u00e3o seja apenas saber se h\u00e1 ou n\u00e3o f\u00e9, mas a de compreender a forma como ela se expressa, se transforma e, por vezes, se reorganiza em linguagens novas, menos institucionalizadas, mais fragmentadas, mas nem por isso menos densas do ponto de vista existencial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A reflex\u00e3o sobre a religiosidade juvenil contempor\u00e2nea, \u00e0 luz de um estudo sobre os grupos de jovens cat\u00f3licos no norte de Portugal<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, remete-nos para uma quest\u00e3o de fundo que ultrapassa a mera an\u00e1lise sociol\u00f3gica: a transforma\u00e7\u00e3o da forma como a f\u00e9 \u00e9 subjetivada, mediada e eclesialmente incorporada na contemporaneidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que se observa n\u00e3o \u00e9 simplesmente um fen\u00f3meno de seculariza\u00e7\u00e3o linear, mas antes um processo complexo de recomposi\u00e7\u00e3o do religioso, no qual a perten\u00e7a eclesial se reconfigura sob modalidades fragmentadas, seletivas e altamente reflexivas. A f\u00e9 deixa de se apresentar como um <em>habitus social<\/em> herdado para emergir como um itiner\u00e1rio existencial em permanente discernimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Como compreender, ent\u00e3o, hoje, a perten\u00e7a eclesial enquanto realidade em tens\u00e3o?<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os nossos grupos de jovens constituem um espa\u00e7o eclesial de particular densidade teol\u00f3gica e pastoral, pois, funcionam simultaneamente como lugares de inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3, de media\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria e de experi\u00eancia identit\u00e1ria da f\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contudo, uma an\u00e1lise emp\u00edrica mostra uma crescente tens\u00e3o estrutural entre a participa\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria e a \u201cades\u00e3o normativa\u201d. A presen\u00e7a ativa nas atividades e din\u00e2micas eclesiais n\u00e3o corresponde necessariamente \u00e0 sua integra\u00e7\u00e3o est\u00e1vel na <em>praxis sacramental<\/em> e na configura\u00e7\u00e3o doutrinal da f\u00e9 cat\u00f3lica. Pelo contr\u00e1rio, observa-se uma pluraliza\u00e7\u00e3o interna das formas de cren\u00e7a, frequentemente acompanhada por processos de recomposi\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica que integram elementos de espiritualidades diversas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste sentido, poder\u00edamos falar de uma forma contempor\u00e2nea de \u201ccatolicidade porosa\u201d, na qual a perten\u00e7a n\u00e3o \u00e9 negada mas reconfigurada ao n\u00edvel da intensidade, seletividade e fluidez.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Como compreender, ent\u00e3o, hoje, a \u201cbricolage religiosa\u201d <a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> e a subjetiva\u00e7\u00e3o da f\u00e9?<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parece-nos, \u00e0 primeira vista, uma express\u00e3o estranha esta de \u201cbricolage religiosa\u201d, mas o professor e soci\u00f3logo Thomas Luckmann ajuda-nos a perceber algo muito concreto e real: na modernidade, o religioso j\u00e1 n\u00e3o se organiza apenas a partir de estruturas institucionais est\u00e1veis mas tende a ser apropriado de forma mais pessoal, mais seletiva e, muitas vezes, mesmo fragmentada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Numa leitura teol\u00f3gico-pastoral, importa sublinharmos que este processo n\u00e3o deve ser entendido apenas como uma perda ou enfraquecimento da ortodoxia. Pode ser lido tamb\u00e9m como sinal de uma subjetiva\u00e7\u00e3o mais profunda da f\u00e9, na qual acreditar deixa de ser apenas uma ades\u00e3o exterior a um conjunto de regras, passando a ser algo que necessita de ser interiormente assumido e integrado na pr\u00f3pria hist\u00f3ria de vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quest\u00e3o desloca-se, assim, de uma simples conformidade com um conte\u00fado doutrinal para a forma como a f\u00e9 \u00e9 apropriada, reinterpretada e vivida na experi\u00eancia concreta de cada um.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda assim, esta subjetiva\u00e7\u00e3o levanta uma quest\u00e3o eclesiol\u00f3gica que n\u00e3o podemos evitar: como articular a liberdade do sujeito crente com a media\u00e7\u00e3o objetiva da f\u00e9 transmitida e celebrada pela Igreja?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Que frutos deixou, ent\u00e3o, a JMJ 2023 na compreens\u00e3o da f\u00e9 juvenil contempor\u00e2nea?<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste horizonte interpretativo, a Jornada Mundial da Juventude de 2023, realizada em Lisboa, pode ser compreendida como um acontecimento eclesiol\u00f3gico de elevada relev\u00e2ncia teol\u00f3gico-pastoral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para al\u00e9m da dimens\u00e3o celebrativa e comunicacional, a JMJ constituiu um espa\u00e7o de constata\u00e7\u00e3o da diversidade das formas contempor\u00e2neas de experi\u00eancia da f\u00e9 juvenil. Um dos seus frutos mais significativos reside na capacidade de reativar din\u00e2micas de perten\u00e7a eclesial em sujeitos previamente distanciados das pr\u00e1ticas regulares da vida da Igreja, promovendo processos de reintegra\u00e7\u00e3o progressiva nas comunidades locais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tive oportunidade de participar diretamente neste acontecimento, n\u00e3o enquanto jovem, mas enquanto respons\u00e1vel de um grupo de jovens, o que me permitiu uma leitura particularmente mais pr\u00f3xima e concreta destes processos. Esta experi\u00eancia confirma, de forma muito viva, a complexidade e ao mesmo tempo a vitalidade das formas atuais de ades\u00e3o e de viv\u00eancia da f\u00e9, tal como aqui se procura refletir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todavia, a rece\u00e7\u00e3o da JMJ n\u00e3o elimina a tens\u00e3o constitutiva da religiosidade juvenil contempor\u00e2nea. Pelo contr\u00e1rio, torna-a mais vis\u00edvel, pois \u00e9 vis\u00edvel a coexist\u00eancia de intensidades espirituais elevadas com percursos ainda n\u00e3o estabilizados de integra\u00e7\u00e3o eclesial, revelando uma f\u00e9 em estado de itiner\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desta forma, e do ponto de vista teol\u00f3gico, este fen\u00f3meno pode ser interpretado como sinal de uma eclesiologia em movimento, na qual a Igreja se apresenta menos como uma estrutura estabilizada de perten\u00e7a e mais como um espa\u00e7o de acolhimento e de discernimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Quais, ent\u00e3o, as implica\u00e7\u00f5es para a teologia pastoral e para a educa\u00e7\u00e3o na f\u00e9?<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir desta configura\u00e7\u00e3o, a teologia pastoral \u00e9 convocada a repensar as categorias cl\u00e1ssicas de inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3, perten\u00e7a e maturidade na f\u00e9. A linearidade normativa cede lugar a uma l\u00f3gica processual, na qual o acompanhamento espiritual e formativo \u00e9 central.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No \u00e2mbito da educa\u00e7\u00e3o da f\u00e9, particularmente na disciplina de Educa\u00e7\u00e3o Moral e Religiosa Cat\u00f3lica e Catequese, esta realidade exige uma desloca\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica e epistemol\u00f3gica, pois, o modelo predominantemente transmissivo revela-se insuficiente perante sujeitos marcados por uma identidade religiosa reflexiva e fragmentada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A centralidade passa a residir numa pedagogia do discernimento, entendida n\u00e3o como mera adapta\u00e7\u00e3o ao contexto, mas como uma media\u00e7\u00e3o cr\u00edtica entre a tradi\u00e7\u00e3o e a experi\u00eancia, entre a objetividade da f\u00e9 e a subjetividade da sua apropria\u00e7\u00e3o. Contudo, esta abertura n\u00e3o pode ser confundida com relativiza\u00e7\u00e3o. O desafio teol\u00f3gico consiste precisamente em sustentar a densidade cristol\u00f3gica da f\u00e9 num contexto de pluraliza\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica evitando tanto o reducionismo normativo como a dissolu\u00e7\u00e3o experiencial do conte\u00fado da f\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>A f\u00e9 \u00e9 o lugar teol\u00f3gico de discernimento eclesial<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A experi\u00eancia religiosa juvenil contempor\u00e2nea deve, ent\u00e3o, ser compreendida como um <em>locus theologicus<\/em> privilegiado para o discernimento da Igreja no mundo atual. N\u00e3o se trata apenas de um fen\u00f3meno a interpretar a partir das diferentes categorias sociol\u00f3gicas ou pastorais mas de um espa\u00e7o vivo onde a pr\u00f3pria Igreja \u00e9 chamada a repensar as formas da sua presen\u00e7a hist\u00f3rica, da sua linguagem e dos seus modos de media\u00e7\u00e3o da f\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A f\u00e9 juvenil emerge, assim, n\u00e3o como um problema a resolver nem como uma realidade em decl\u00ednio inevit\u00e1vel mas como um espa\u00e7o teol\u00f3gico onde se torna vis\u00edvel a tens\u00e3o constitutiva entre a tradi\u00e7\u00e3o e a liberdade, a institui\u00e7\u00e3o e o carisma, a objetividade da f\u00e9 e a subjetividade do crente. E, \u00e9 precisamente nesta tens\u00e3o, muitas vezes dif\u00edcil de habitar, que jogamos a possibilidade de uma compreens\u00e3o mais aut\u00eantica da experi\u00eancia crist\u00e3 no presente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quest\u00e3o decisiva, por isso, n\u00e3o reside apenas na forma como os jovens vivem ou n\u00e3o vivem a f\u00e9, mas na forma como a Igreja, enquanto comunidade de discernimento, \u00e9 capaz de reconhecer nesta viv\u00eancia um lugar leg\u00edtimo de interpela\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica. Ou seja, n\u00e3o apenas como destinat\u00e1rios da pastoral, mas como sujeitos que interpelam a pr\u00f3pria forma como a f\u00e9 \u00e9 pensada, \u00e9 transmitida e \u00e9 celebrada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste horizonte, a pergunta que orienta esta reflex\u00e3o \u2014 <em>Hoje, os jovens t\u00eam ou n\u00e3o t\u00eam f\u00e9?<\/em> \u2014 revela-se intencionalmente aberta. N\u00e3o d\u00e1 nem procura respostas fechadas ou conclusivas, mas antes, prop\u00f5e abertura a caminhos de discernimento. Porque, talvez a quest\u00e3o mais profunda n\u00e3o seja simplesmente saber se h\u00e1 ou n\u00e3o f\u00e9, mas compreender de que forma ela se expressa, se transforma e, por vezes, se reorganiza nas novas linguagens eminentes, menos institucionalizadas, mais fragmentadas, mas nem por isso menos densas do ponto de vista existencial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre a continuidade e a rutura, a perten\u00e7a e a dist\u00e2ncia, a certeza e a procura, a f\u00e9 juvenil contempor\u00e2nea n\u00e3o desaparece, ela desloca-se, reconfigura-se e, neste movimento, desafia a Igreja a voltar a escutar o modo como Deus continua a falar tamb\u00e9m atrav\u00e9s das novas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Cardoso, C.M., T. Medina e S. M. Silva, <em>\u201cGrupos de Jovens Cat\u00f3licos: um estudo sobre identidades viv\u00eancias e pr\u00e1ticas religiosas no norte de Portugal\u201d<\/em>,\u00a0<em>REVER,\u00a0<\/em>vol. 22, n\u00ba 1 (2022),\u00a0\u00a0p. 22-111.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Conceito central na sociologia da religi\u00e3o associado a <em>Thomas Luckmann<\/em> que descreve o processo pelo qual os indiv\u00edduos, na modernidade, constroem as suas cren\u00e7as e pr\u00e1ticas espirituais, combinando elementos provenientes de diferentes tradi\u00e7\u00f5es religiosas e culturais.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: right;\"><i>*Arquiteta \u2013 OA n\u00ba 21505 \u2013 CCP n\u00ba F660345\/2017<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Temas para debate<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":20938,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[190,14],"tags":[],"class_list":["post-20937","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-rosa-isabel-lopes","category-temas-para-debate"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20937","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20937"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20937\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20940,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20937\/revisions\/20940"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20938"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20937"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20937"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20937"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}