{"id":20802,"date":"2026-04-23T07:07:46","date_gmt":"2026-04-23T06:07:46","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=20802"},"modified":"2026-04-22T19:06:02","modified_gmt":"2026-04-22T18:06:02","slug":"23-alberto-ferreyra-mysterios-lusitanos-contos-texto-e-locucao-misterio-no-alto-do-calvario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/23-alberto-ferreyra-mysterios-lusitanos-contos-texto-e-locucao-misterio-no-alto-do-calvario\/","title":{"rendered":"23 | Alberto Ferreyra | Myst\u00e9rios lusitanos [contos &#8211; texto e locu\u00e7\u00e3o] | Mist\u00e9rio no alto do Calv\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: right;\"><em>Myst\u00e9rios lusitanos<\/em> | A vinte e tr\u00eas (23) de cada m\u00eas, habitamos o mundo pelo imagin\u00e1rio de Alberto Ferreyra&#8230;<\/h6>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: right;\">(Nos ramos da escrita, repousam, vezes sem conta, as gralhas da distra\u00e7\u00e3o, ocultas, sob m\u00faltiplos disfarces, at\u00e9 que algu\u00e9m as enxote. Alberto Ferreyra contou com o fino olhar da sua amiga Teresa Correia, detentora do segredo da sua identidade, para afastar ou ca\u00e7ar o grasnar das gralhas. Est\u00e1-lhe, por isso, muito grato&#8230;)<\/h6>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Alberto Ferreyra*<\/strong><\/p>\n<p><iframe title=\"23 Mist\u00e9rio no alto calv\u00e1rio\" width=\"640\" height='480' src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/wCuoLRtYbJc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; \u2018Comove-me ouvir esta pe\u00e7a de Bach. Um luterano que se decidiu a compor uma missa cat\u00f3lica soma, \u00e0 beleza da obra, uma mensagem intemporal: sempre que algu\u00e9m ouvir cada nota destes coros saber\u00e1 que nos falam de uma harmonia poss\u00edvel.\u2019<br \/>\nM. contemplava e meditava sobre a vida, dando gra\u00e7as, como se em plena eucaristia, melodiosamente celebrada ao som da missa em si menor do barroco compositor de Leipzig.<br \/>\nAs sextas-feiras da Quaresma despertavam, no esp\u00edrito de M., a abertura ao eterno que a aliena\u00e7\u00e3o dos dias parecia embotar. E aquela era uma grande sexta-feira. Preparava-se para participar na via-sacra que a levaria a percorrer as ruas e vielas de uma aldeia pr\u00f3xima da casa dos tios, onde vinha passar uns sumidos dias de f\u00e9rias.<br \/>\nA casa tinha a cor j\u00e1 esmaecida pelo tempo. (N\u00e3o ser\u00e1, certamente, fortuito que, para os gregos antigos, Cronos, filho de \u00darano e Gaia, seja pensado como um tit\u00e3 pr\u00e9-ol\u00edmpico que devorava os seus filhos. Ah, como parece devorar-nos o tem\u00edvel tempo!&#8230;)<br \/>\nUm rosa-salm\u00e3o com janelas debruadas a branco. No r\u00e9s-do ch\u00e3o, cinco portas abriam a casa para a rua que levava \u00e0 esta\u00e7\u00e3o, a maior delas integrada no recanto mais nobre da fachada, em que se contavam, ainda uma pequena balaustrada e duas trabalhadas janelas de maior dimens\u00e3o. Nos dois andares superiores, duas filas compostas por cinco belas aberturas fenestrais cada uma. No interior, adivinhava-se alguma sobriedade, mas de bom gosto. As cortinas ligeiras prenunciavam um toque delicado. O ligeiro vento que ousava entrar pela pequena fresta de uma das janelas denunciava a leveza dos tecidos.<br \/>\nM. estava sentada a um canto da sala maior, no primeiro andar, num belo e ornamentado canap\u00e9 que a fam\u00edlia mantinha, desde longa data. Os temas lembravam os frisos do pal\u00e1cio de Wawel, heran\u00e7a dos tempos em que um antepassado combatera, pelos polacos, nos tempos napole\u00f3nicos, permitindo a Crac\u00f3via manter-se uma cidade de liberdade perante o apetite voraz dos seus sempre sedentos vizinhos. O reconhecimento eterno tinha a forma do descanso ef\u00e9mero.<br \/>\nDe olhos fechados, M. ouvia o longo di\u00e1logo de flautas que preparava o \u2018domine Deus\u2019. O eterno parecia fazer ali morada fugaz.<br \/>\nO tempo estendia-se, atrabili\u00e1rio, como tapete de barregana repousado na madeira do soalho.<br \/>\nA realidade acabaria, por\u00e9m, por impor-se. Ouvia-se, como o aproximar de um ladr\u00e3o na socapa da noite, o arrastar dos passos do irm\u00e3o que subia o escad\u00f3rio de madeira. Ainda que pretendesse passar despercebido, tudo rangia.<br \/>\nAs sobrancelhas de M. uniram-se, temendo o breve finar daquele momento.<br \/>\n&#8211; Dev\u00edamos preparar-nos para sair. Ainda demoramos a chegar\u2026<br \/>\nO entardecer tornava vizinho o s\u00e1bado e era necess\u00e1rio partir das margens do Antu\u00e3 rumo ao lugar onde a montanha beija o Vouga.<br \/>\nM. deixou, prontamente, a sua atitude ign\u00e1via e, ligeira, desceu as escadas.<br \/>\nJ. esperava-a, com ar complacente.<br \/>\nFizeram-se \u00e0 estrada, tra\u00e7ando um percurso oposto ao do sol, que se punha, nas suas costas.<br \/>\nComo desejavam aquele momento! A via dolorosa levava-os a caminhar, interiormente, pelas dores maiores da humanidade, criando um o\u00e1sis na aliena\u00e7\u00e3o quotidiana.<br \/>\n&#8211; \u00c9 um regresso \u00e0 nascente! \u2013 Confidenciava J.<br \/>\nPartiram da igreja, descendo at\u00e9 \u00e0 pequena, mas moderna, capela de Nossa Senhora da Sa\u00fade. O recente restauro da c\u00fapula devolvera o brilho met\u00e1lico que lhe permitia fazer-se vista ao longe.<br \/>\nAs esta\u00e7\u00f5es sucediam-se, entre descidas e longas subidas, por cristelos e lugares de antigas forcas.<br \/>\nA derradeira esta\u00e7\u00e3o estava reservada para o ermo lugar do calv\u00e1rio. Dali, avistavam as serranias em que se acomodavam, l\u00e2nguidas, as \u00e1guas nascidas na Lapa.<br \/>\nOs olhares estavam baixos, meditativos.<br \/>\nUma pequena capela, onde mal cabia uma fam\u00edlia de dois filhos, tinha a perene companhia de um cruzeiro, o lugar onde, qual erg\u00e1stulo eternizado, Cristo cumprira a pena de nos redimir.<br \/>\nA pequena multid\u00e3o, ofegante, recuperava for\u00e7as.<br \/>\nUm homem de tez morena, fundamente sulcada pelo correr da hist\u00f3ria, saindo como que do lugar onde nasce o sol, e trazendo no olhar o desejo de perd\u00e3o entre andrajos velhos de tempo, encaminhou-se para o cruzeiro. Depositou, na pedra maior, uma pequena bolsa de atilhos, mais pequena do que um saco de p\u00e3o. Inclinou-se como se fizesse uma subtil v\u00e9nia e correu, monte abaixo. N\u00e3o mais foi visto.<br \/>\nAo respirar ofegante sucedera, agora, a silenciosa surpresa.<br \/>\nNingu\u00e9m parecia saber quem seria aquele andrajoso estranho de sobrecasaca feita de peda\u00e7os e movimento r\u00e1pido.<br \/>\nCorajosa, M. abeirou-se da bolsa e leu um pequeno bilhete, preso a um dos atilhos. Dizia, apenas: \u2018bolsa de Te\u00f3dico\u2019.<br \/>\nNo seu interior, brilhava uma moeda antiga.<br \/>\nM. olhou para o senhor Abade \u2013 assim chamavam ao prior da terra, evocando os tempos em que aquelas terras viviam sob a luz de um renomado mosteiro -, como que pedindo assentimento para ficar com aquele s\u00fabito presente. O abade fora, em tempos, mission\u00e1rio nas terras do Isl\u00e3o. Dif\u00edceis, mas robustecedores tempos!<br \/>\nOs seus olhares suspenderam-se.<br \/>\nO prior encaminhou-se para M., aproximou-se do seu ouvido, e, tomando as suas duas m\u00e3os, fechou-as, com a bolsa: &#8211; Descobre quem \u00e9 este \u2018Te\u00f3dico\u2019.<br \/>\n&#8211; Parece-me um \u2018dinar\u2019 mongol. \u2013 Sussurrou J. \u2013 Encontro uma inscri\u00e7\u00e3o \u00e1rabe que parece evocar a derrota destes \u00e0s m\u00e3os dos homens das estepes asi\u00e1ticas.<br \/>\nDepois daquela Via-sacra, M. n\u00e3o mais dormira descansada. Pretendia corresponder ao pedido que lhe formulara o senhor prior, entre a curiosidade e o assombro, mas o mist\u00e9rio adensava-se \u00e0 medida que desempoeiravam a Hist\u00f3ria.<br \/>\n&#8211; \u00c9 estranho que haja uma inscri\u00e7\u00e3o \u00e1rabe, sendo a moeda mongol.<br \/>\n&#8211; N\u00e3o era invulgar que os mong\u00f3is assim o fizessem.<br \/>\n&#8211; Tem sentido. Vejo, nesta moeda, o que parece ser a derrota de um ex\u00e9rcito de soldados munidos de cimitarras. Mas n\u00e3o se percebe a inscri\u00e7\u00e3o \u00e1rabe sob a imagem dos derrotados.<br \/>\nM. e J. sentiam-se sem rumo.<br \/>\nTalvez fosse de assumirem a derrota e reconhecerem, perante o prior da par\u00f3quia, a impossibilidade de desvendar este mist\u00e9rio.<br \/>\nNo dia seguinte, regressariam \u00e0s terras do Vouga, devolveriam a bolsa e dariam por finalizado o seu trabalho.<br \/>\nCabisbaixos, deixaram, na caixa do correio, a bolsa, esperando n\u00e3o serem vistos. Regressaram a casa.<br \/>\nMal regressados, receberam uma chamada telef\u00f3nica.<br \/>\n&#8211; Tenho novidades. \u2013 Disse-lhes, entusiasmado, o prior da terra.<br \/>\nN\u00e3o se demoraram. J\u00e1 os esperava, \u00e0 porta, o p\u00e1roco, que os recebeu, feliz e de bra\u00e7os abertos, pronto para partilhar com eles a surpresa.<br \/>\nEncaminhou-os para a sala de visitas, onde uma lareira acesa permitia aquecer as m\u00e3os. Pois que frias vinham as suas almas.<br \/>\n&#8211; Penso ter desvendado a nossa enigm\u00e1tica bolsa de atilhos. As minhas reservas de grego permitem-me chegar \u00e0 conclus\u00e3o de que esta bolsa se referir\u00e1 \u00e0 \u2018justi\u00e7a de Deus\u2019, resumida no nome que o nosso estranho visitante deixou escrito no bilhete. Deixo para o fim o alcance de t\u00e3o significativo nome. E conto, ainda, com o meu amigo Iussuf, conhecido dos tempos em que missionei pelas terras do Isl\u00e3o, para nos ajudar a desvendar os restantes tra\u00e7os enigm\u00e1ticos.<br \/>\nIussuf tomou a moeda.<br \/>\nLogo o seu olhar se deteve na inscri\u00e7\u00e3o sob o ex\u00e9rcito de cimitarras tombado no ch\u00e3o.<br \/>\nUma grossa l\u00e1grima sulcou-lhe a face.<br \/>\n&#8211; \u2018Haxaxin\u2019! \u2013 A voz embargada deixou brotar esta solit\u00e1ria palavra. Seguiu-se um longo sil\u00eancio.<br \/>\nE prosseguiu, recuperado.<br \/>\n&#8211; Esta moeda traz-me mem\u00f3rias duras. Muito dolorosas para o meu povo. Esta batalha fala da derrota de uma seita cruel de que ainda hoje permanecem, entre n\u00f3s, as marcas. Por volta do ano mil, o \u2018Velho da Montanha\u2019 \u2013 assim o recorda a hist\u00f3ria &#8211; criou a seita dos \u2018Haxaxin\u2019, homens cru\u00e9is, que passavam tudo ao fio das suas cimitarras: os \u2018assassinos\u2019. Acabaram tombados \u00e0 m\u00e3o dos Mong\u00f3is. Nunca, at\u00e9 hoje, por\u00e9m, se tinham reconciliado com o bem. O seu nome \u00e9 dado a todos os que vivem da morte dos outros: assassinos! \u2013 E repetia o nome, como que procurando redimir cada um dos titulados.<br \/>\n&#8211; Quando vencidos, os mong\u00f3is depositaram, na sobrecasaca do \u00fanico sobrevivente, uma pequena bolsa. Nela, repousava, apenas uma moeda. Multiplicar-se-ia, se fizesse o bem. Sumiriam, por\u00e9m, todas as moedas acumuladas se voltasse a praticar o mal.<br \/>\n&#8211; No alto do calv\u00e1rio, quem vistes foi o derradeiro herdeiro dos \u2018haxaxin\u2019. Convertido, pois depositara, aos p\u00e9s do Redentor, a moeda do in\u00edcio, intacta. Fechava-se, assim, o ciclo do mal.<br \/>\nM. e J. olharam um para o outro, adivinhando a interroga\u00e7\u00e3o que assaltava o fraternal interior.<br \/>\n&#8211; Quem possuir tal bolsa tem enorme responsabilidade.<br \/>\n&#8211; Chamem-lhe \u2018alma\u2019. Ela \u00e9 a bolsa de Te\u00f3dico que habita em cada um de n\u00f3s. Vede quantos dinares ainda tendes. No dia definitivo, abrireis a bolsa e contar-se-\u00e1 o que acumulastes. Entretanto, devolveremos a bolsa de Te\u00f3dico ao local onde o derradeiro herdeiro do \u2018Velho da Montanha\u2019 no-la ofereceu. Talvez olhando o alto do Calv\u00e1rio os dinares da humanidade se multipliquem.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: right;\">Imagem de\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/tumisu-148124\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=4203628\">Tumisu<\/a>\u00a0por\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=4203628\">Pixabay<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align: justify;\">*Alberto Ferreyra diz que as suas letras habitam a mente e saem da m\u00e3o de algu\u00e9m nascido em terras gaulesas, ainda que afirme, em sussurro, que o seu real nascimento ocorreu nas margens do Antu\u00e3, em abril de 2024. \u00c9, por isso, um prematuro autor liter\u00e1rio, germinado da inspira\u00e7\u00e3o que a realidade proporciona quando se tem a companhia, nos livros, de g\u00e9nios como Jorge Luis Borges, Miguel Torga, Gabriel Garc\u00eda Marquez ou personagens como Poirot ou Padre Brown.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Na sua escrita, cruzam-se o real e o imaginado, o fict\u00edcio e o hist\u00f3rico, numa embrenhada teia em que o leitor continua a ler, mesmo j\u00e1 depois de fechado o conto. O real continua a fecundar hist\u00f3rias na mente de quem l\u00ea Ferreyra. Cada conto, feito dos mist\u00e9rios desvelados, aproxima o tempo e distancia o espa\u00e7o, esticando-o at\u00e9 ao eterno e ao infinito. Ao ler Ferreyra, faz-se &#8216;sil\u00eancio&#8217; (&#8216;myst\u00e9rio&#8217; alude \u00e0 etimologia grega da palavra, que remete para o &#8216;fazer sil\u00eancio&#8217;, &#8216;emudecer-se&#8217;&#8230;) para que possam ecoar as palavras, para que possa desenovelar-se o enredo sucintamente desvelado.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">J. e M., protagonistas de cada um dos contos, acompanhados, em alguns deles, pelo seu periquito &#8216;branquinho&#8217;, fazem emergir, do real em que se enredam, hist\u00f3rias que, nascendo da imagina\u00e7\u00e3o de Ferreyra, permanecem como realidades poss\u00edveis, deixando a suspeita de terem mesmo ocorrido.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Se n\u00e3o foi real, Ferreyra o criar\u00e1, inspirado numa cosmovis\u00e3o que tanto deve \u00e0quela religi\u00e3o que fez do encarnado a condi\u00e7\u00e3o fundamental do existir.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A vinte e tr\u00eas (23) de cada m\u00eas, habitaremos o mundo pelo imagin\u00e1rio de Alberto Ferreyra&#8230;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Myst\u00e9rios lusitanos |<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17814,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[208,209],"tags":[],"class_list":["post-20802","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-alberto-ferreyra","category-mysterios-lusitanos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20802","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20802"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20802\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20804,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20802\/revisions\/20804"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17814"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20802"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20802"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20802"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}