{"id":2075,"date":"2017-10-22T00:01:28","date_gmt":"2017-10-21T23:01:28","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=2075"},"modified":"2017-09-19T11:44:36","modified_gmt":"2017-09-19T10:44:36","slug":"padre-armenio-musico-a-sua-relacao-com-os-orgaos-de-aveiro-5","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/padre-armenio-musico-a-sua-relacao-com-os-orgaos-de-aveiro-5\/","title":{"rendered":"Padre Arm\u00e9nio \u2013 M\u00fasico. A sua rela\u00e7\u00e3o com os \u00f3rg\u00e3os de Aveiro\u00a0[5]\u00a0"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">No 20.\u00ba anivers\u00e1rio da Morte do Pe. Arm\u00e9nio<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>Padre Arm\u00e9nio \u2013 M\u00fasico. A sua rela\u00e7\u00e3o com os \u00f3rg\u00e3os de Aveiro\u00a0<\/strong>[5]<\/h3>\n<h5 style=\"text-align: center;\">Domingos Peixoto<\/h5>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong> O Pe. Arm\u00e9nio organista\/organeiro<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Refira-se, antes de mais, que os crit\u00e9rios de interven\u00e7\u00e3o nos \u00f3rg\u00e3os hist\u00f3ricos n\u00e3o foram sempre os mesmos. Durante s\u00e9culos, em toda a Europa foi pr\u00e1tica corrente arranjar os \u00f3rg\u00e3os de tubos, actualiz\u00e1-los e moderniz\u00e1-los, adaptando-os aos gostos da \u00e9poca e \u00e0s necessidades da liturgia. Durante a primeira metade do s\u00e9c. XX foi despertando, pouco a pouco, uma outra atitude perante os \u00f3rg\u00e3os hist\u00f3ricos: encar\u00e1-los como obra de arte no seu conjunto, preservando a sua identidade hist\u00f3rica, tanto relativamente \u00e0 caixa, como \u00e0 sonoridade. No final da d\u00e9cada de 50, partiu para a Holanda \u2013 um dos pa\u00edses pioneiros nesta corrente \u2013 o organeiro Jo\u00e3o Ramos Sampaio, membro da empresa portuguesa Jo\u00e3o Sampaio &amp; filhos, a mais credenciada na repara\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os. O est\u00e1gio foi na Casa holandesa Flentrop, que iria construir, alguns anos mais tarde, os \u00f3rg\u00e3os da S\u00e9 de Lisboa (o grande e o do coro alto) e do grande audit\u00f3rio da Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian. A mesma Casa Flentrop iria proceder, pouco depois, ao restauro dos primeiros \u00f3rg\u00e3os hist\u00f3ricos portugueses, segundo os novos par\u00e2metros: S\u00e9s de \u00c9vora, Faro e Porto e Capela da Universidade de Coimbra. Tanto a constru\u00e7\u00e3o como os restauros contaram com o suporte financeiro da Funda\u00e7\u00e3o Gulbenkian.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Por\u00e9m, a nova atitude de preserva\u00e7\u00e3o dos instrumentos hist\u00f3ricos demorou tempo a propagar-se e, em Portugal como noutros pa\u00edses, continuaram a fazer-se interven\u00e7\u00f5es noutro sentido. Entre n\u00f3s, bastar\u00e1 citar o caso do \u00f3rg\u00e3o da Igreja de S\u00e3o Roque (Lisboa) que, embora sendo da autoria do nosso emblem\u00e1tico organeiro Ant\u00f3nio Xavier Machado e Cerveira, foi remodelado em 1962, colocando-lhe mais um teclado e uma pedaleira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0Esta nota pretende apenas dizer que as interven\u00e7\u00f5es feitas nos \u00f3rg\u00e3os de Aveiro, a que nos vamos referir, t\u00eam que ser enquadradas no contexto de uma \u00e9poca, da qual j\u00e1 cerca de 50 anos nos separam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Embora utilizando habitualmente o harm\u00f3nio, o Pe. Arm\u00e9nio teve contacto com diversos \u00f3rg\u00e3os de tubos durante a sua forma\u00e7\u00e3o. Desde logo, na sua igreja paroquial (S\u00e3o Jer\u00f3nimo de Real \u2013 Braga) existia um instrumento constru\u00eddo por Jos\u00e9 Ant\u00f3nio de Sousa, em 1882. Tamb\u00e9m no coro da capela do Semin\u00e1rio Conciliar se encontrava um pequeno \u00f3rg\u00e3o pertencente \u00e0 Biblioteca Musical do Porto. E no Semin\u00e1rio de S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Paulo \u2013 o \u00fanico em que a liturgia era acompanhada por \u00f3rg\u00e3o de tubos \u2013 existiam dois instrumentos em funcionamento: o grande \u00f3rg\u00e3o no coro alto, da autoria de Augusto Joaquim Claro, e um pequeno \u00f3rg\u00e3o de coro na capela-mor. Al\u00e9m disso, durante a sua perman\u00eancia em Braga, o Pe. Arm\u00e9nio ouvia regularmente, nas cerim\u00f3nias solenes, um dos \u00f3rg\u00e3os da S\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 No Semin\u00e1rio dos Olivais n\u00e3o existia \u00f3rg\u00e3o de tubos; apenas no final da d\u00e9cada de 60 a\u00ed foi instalado por D. Flentrop um instrumento hist\u00f3rico da autoria de Joaquim Ant\u00f3nio Peres Fontanes, proveniente de uma igreja do Patriarcado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Para uma pessoa com extraordin\u00e1ria habilidade de m\u00e3os, a organaria era uma tenta\u00e7\u00e3o: \u00e9 t\u00e3o fascinante a riqueza da sonoridade do \u00f3rg\u00e3o, como a pr\u00f3pria mec\u00e2nica, em que se pode observar todo o percurso do movimento iniciado no teclado. Mas n\u00e3o se tratava apenas de uma \u2018tenta\u00e7\u00e3o\u2019; o Pe. Arm\u00e9nio sentia a necessidade de restituir a fala aos instrumentos, de lhes devolver a funcionalidade e de os adaptar \u00e0 renova\u00e7\u00e3o lit\u00fargica em curso. Assim, numa primeira fase, acompanhou o trabalho dos organeiros Rodrigues, indicando-lhes altera\u00e7\u00f5es que entendia deverem ser feitas e, numa segunda fase (como veremos adiante), procurou estudar e documentar-se para, aproveitando alguns materiais-base j\u00e1 existentes, se abalan\u00e7ar na constru\u00e7\u00e3o de um \u00f3rg\u00e3o para a Igreja do Semin\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A prop\u00f3sito, veja-se esta passagem do seu <em>curriculum<\/em> no programa do citado concerto pelos Pequenos Cantores da Gl\u00f3ria, em 1973:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c[&#8230;] Ele que \u00e9 organista, faz-se tamb\u00e9m organeiro; e consegue colocar no coro alto da S\u00e9, refundido e aumentado, o cansado \u00f3rg\u00e3o da velha igreja de S\u00e3o Domingos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No 20.\u00ba anivers\u00e1rio<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2076,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46,49,63,13],"tags":[],"class_list":["post-2075","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-autores","category-domingos-peixoto","category-notas-sobre-musica","category-olhares"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2075","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2075"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2075\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2077,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2075\/revisions\/2077"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2076"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2075"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2075"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2075"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}