{"id":2067,"date":"2017-09-19T10:42:31","date_gmt":"2017-09-19T09:42:31","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=2067"},"modified":"2017-09-19T10:42:31","modified_gmt":"2017-09-19T09:42:31","slug":"divorciados-recasados-fazem-caminho-em-equipa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/divorciados-recasados-fazem-caminho-em-equipa\/","title":{"rendered":"Divorciados recasados fazem caminho em equipa"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>DIVORCIADOS RECASADOS\u00a0<\/strong><strong>FAZEM CAMINHO EM EQUIPA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Pe. Georgino Rocha<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Constitui uma fonte preciosa o legado de D. Ant\u00f3nio Francisco dos Santos em v\u00e1rios \u00e2mbitos do agir pastoral da Igreja. No caso presente da rela\u00e7\u00e3o a promover com os divorciados recasados. Em entrevista de 2015 para a revista \u201cVida Nueva\u201d, afirma: \u201cDiante da Igreja e na Igreja todas as pessoas t\u00eam nome, rosto, alma e cora\u00e7\u00e3o. Muitas vezes, um cora\u00e7\u00e3o partido, a sofrer, dorido, por muitas desventuras! Mas a Igreja tem de saber acolher e fazer um caminho em comum nesse sentido\u201d E mais adianta, como informa Ant\u00f3nio Marujo: \u201cTemos tamb\u00e9m de saber reflectir com eles, n\u00e3o apenas acolher. Importa saber ouvir e decidir com os casais divorciados recasados os caminhos de cada um no empenhamento concreto na vida da Igreja. Mesmo com aqueles que estejam em situa\u00e7\u00f5es de ruptura ou de n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o das orienta\u00e7\u00f5es da Igreja, sabemos que nunca podem ser marginalizados e que podem sempre encontrar a Igreja aberta.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Saber acolher, ouvir, decidir, acompanhar, fomentar e reconhecer espa\u00e7os de encontro e de partilha com outros casais, de apoio na rela\u00e7\u00e3o iniciada e a necessitar de revigoramento, na caminhada em conjunto como formas concretas adequadas \u00e0 situa\u00e7\u00e3o vivida, ao ideal sonhado, \u00e0 integra\u00e7\u00e3o poss\u00edvel na comunidade eclesial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com este prop\u00f3sito, v\u00e3o surgindo equipas em diversas dioceses apoiadas por par\u00f3quias ou por movimentos. Sobretudo, onde a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais clamorosa. Fran\u00e7a e Brasil surgem em revistas com experi\u00eancias que podem ser verdadeira refer\u00eancia. Em Portugal, est\u00e1 menos divulgado este esfor\u00e7o que visa despertar a consci\u00eancia pastoral dos crist\u00e3os, quer estejam abrangidos ou n\u00e3o por este desafio. Mesmo assim, v\u00eam referenciadas frequentemente as Equipas de Santa Isabel, Lisboa, inspiradas no movimento franc\u00eas \u201cReliance\u201d ligado \u00e0s Equipas de Nossa Senhora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u201cReliance\u201d surge como resposta organizada ao convite\/apelo de Jo\u00e3o Paulo II em 1997 que refere, entre outras coisas, os casais em dificuldade, os separados, os divorciados e os divorciados recasados e manifesta o desejo de que \u201cpudessem encontrar na Igreja casais que estivessem dispostos a ajud\u00e1-los\u201d. (A miss\u00e3o do Amor, tema de estudo 2017-2018, p. 58). O Papa Francisco relan\u00e7a o apelo pontif\u00edcio de 1997 e d\u00e1-lhe novo vigor e amplitude em v\u00e1rias interven\u00e7\u00f5es, designadamente com a exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica \u201cA Alegria do Amor\u201d. As fam\u00edlias n\u00e3o s\u00e3o um problema, s\u00e3o sobretudo uma oportunidade. O seu amor \u00e9 tamb\u00e9m o j\u00fabilo da Igreja, pode ler-se no in\u00edcio. \u00a0Dirigindo-se directamente \u00e0s Equipas de Nossa Senhora, em 2015, atribui-lhes o servi\u00e7o de, em virtude do dom recebido e da experi\u00eancia vivida, &#8220;ajudar as comunidades crist\u00e3s a discernir as situa\u00e7\u00f5es concretas destas pessoas, a acolh\u00ea-las com as suas feridas e a ajud\u00e1-las a caminhar na f\u00e9 e na verdade\u2026\u201d. O Movimento quer ser fiel e tra\u00e7a linhas de rumo para os casais acompanhantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cQuando n\u00e3o concordo que se ponham de lado os divorciados, Senhor d\u00e1-me coragem de lhes abrir as portas do meu cora\u00e7\u00e3o e da minha comunidade social e religiosa\u201d, reza o Padre Joaquim Batalha, no Farol, boletim das suas par\u00f3quias. Coragem para abrir as portas do cora\u00e7\u00e3o e da comunidade, criar espa\u00e7os de encontro e de conv\u00edvio, organizar grupos com os que mostram vontade de rever com outros a sua situa\u00e7\u00e3o e dar o passo conforme a evolu\u00e7\u00e3o, tendo sempre presente que o protagonista \u00e9 cada pessoa e\u00a0 o casal, sem esquecer a beleza atraente do matrim\u00f3nio, alian\u00e7a de amor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O clima de confian\u00e7a \u00e9 indispens\u00e1vel. A reuni\u00e3o segue normalmente as fases de uma equipa amiga que reconhece a situa\u00e7\u00e3o de cada um\/a e quer caminhar. Ap\u00f3s o acolhimento, pode fazer-se um instante de sil\u00eancio para serenar os poss\u00edveis ru\u00eddos interiores, faz-se uma ora\u00e7\u00e3o, l\u00ea-se um texto motivador, debate-se o tema previamente indicado, segue-se a partilha, destaca-se a sua incid\u00eancia na vida de cada um e o esfor\u00e7o a fazer para ser coerente. Na parte final, pode haver um momento de descontra\u00e7\u00e3o com algum bolinho e ch\u00e1 ou algo semelhante e a invoca\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora, patrona dos lares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recentemente, refere o diretor da Civilt\u00e0 Cattolica, o Papa Francisco reiterou \u201ca import\u00e2ncia de que esse documento seja recebido na sua inteireza, para colocar em a\u00e7\u00e3o din\u00e2micas positivas na Igreja\u201d. Que resposta est\u00e1 a dar a nossa Igreja diocesana? \u00c9 hora de nos perguntarmos e refor\u00e7armos os esfor\u00e7os em curso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DIVORCIADOS RECASADOS\u00a0FAZEM CAMINHO<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2068,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46,13,50,14],"tags":[],"class_list":["post-2067","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-autores","category-olhares","category-pe-georgino-rocha","category-temas-para-debate"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2067","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2067"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2067\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2069,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2067\/revisions\/2069"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2068"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2067"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2067"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2067"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}