{"id":20436,"date":"2026-05-20T07:00:43","date_gmt":"2026-05-20T06:00:43","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=20436"},"modified":"2026-02-21T12:11:06","modified_gmt":"2026-02-21T12:11:06","slug":"os-sete-dias-da-criacao-9-luis-m-p-silva-continuamos-no-primeiro-dia-deus-disse-faca-se-a-luz-e-a-luz-foi-feita-a-luz-e-criada-as-trevas-sao-separadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/os-sete-dias-da-criacao-9-luis-m-p-silva-continuamos-no-primeiro-dia-deus-disse-faca-se-a-luz-e-a-luz-foi-feita-a-luz-e-criada-as-trevas-sao-separadas\/","title":{"rendered":"&#8216;Os Sete Dias da Cria\u00e7\u00e3o&#8217; |9| Lu\u00eds M. P. Silva &#8211; Continuamos no primeiro dia: \u2018Deus disse: \u00abFa\u00e7a-se a luz.\u00bb E a luz foi feita.\u2019 A luz \u00e9 criada; as trevas s\u00e3o separadas\u2026"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: right;\">(\u2018Os Sete Dias da Cria\u00e7\u00e3o\u2019 | Rubrica dedicada ao di\u00e1logo entre ci\u00eancia e religi\u00e3o)<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Artigo originalmente publicado na revista <a href=\"https:\/\/www.movimento-acr.pt\/historia-mundo-rural\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">&#8216;Mundo Rural&#8217;<\/a><\/h6>\n<hr \/>\n<h4 style=\"text-align: center;\">Lu\u00eds Manuel Pereira da Silva*<\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Continuamos a refletir sobre as rela\u00e7\u00f5es entre a ci\u00eancia e a religi\u00e3o, seguindo os \u2018sete dias da cria\u00e7\u00e3o\u2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mantemo-nos no primeiro dia. A densidade do texto a isso nos obriga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na tradu\u00e7\u00e3o da difusora b\u00edblica (de acordo com a publica\u00e7\u00e3o disponibilizada em <a href=\"https:\/\/www.paroquias.org\/biblia\/\">https:\/\/www.paroquias.org\/biblia\/<\/a>), assim foi o primeiro dia: \u2018Deus disse: \u00abFa\u00e7a-se a luz.\u00bb E a luz foi feita. Deus viu que a luz era boa e separou a luz das trevas. Deus chamou dia \u00e0 luz, e \u00e0s trevas, noite. Assim, surgiu a tarde e, em seguida, a manh\u00e3: foi o primeiro dia.\u2019<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0s in\u00fameras e significativas constata\u00e7\u00f5es que j\u00e1 nos foi poss\u00edvel fazer, a partir destes tr\u00eas vers\u00edculos, podem acrescentar-se as que, seguidamente, enunciaremos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o sem antes recordar, com Gerhard von Rad, que \u2018al\u00e9m dos dois enunciados sobre a cria\u00e7\u00e3o aduzidos at\u00e9 agora (diferen\u00e7a de ess\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o a Deus, e depend\u00eancia d\u2019Ele), aparece mais outro que \u00e9 digno de apre\u00e7o: a criatura que entrou na exist\u00eancia \u00e9 <em>tob<\/em> (boa), termo no qual mais do que um ju\u00edzo est\u00e9tico h\u00e1 uma indica\u00e7\u00e3o de que a criatura \u00e9 conforme ao seu fim, ajusta-se a ele [\u2026]\u2019<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 o t\u00ednhamos anotado, anteriormente (t\u00ednhamos sublinhado o alcance do significado da ideia de \u2018cria\u00e7\u00e3o\u2019 e evidenciado que, na perspetiva b\u00edblica, esta \u00e9 \u2018boa\u2019, contrariamente \u00e0s vis\u00f5es pessimistas que circundavam o povo b\u00edblico), mas pretendemos, agora, evidenciar um aspeto de que nos d\u00e1 conta Santo Agostinho, com enorme impacto e significado que s\u00f3 muito sumariamente aqui destacaremos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diz Santo Agostinho, no seu \u2018Da interpreta\u00e7\u00e3o do G\u00e9nesis: dois livros contra os maniqueus\u2019: \u2018<em>E Deus separou a luz das trevas e chamou Deus \u00e0 luz dia e \u00e0s trevas chamou noite<\/em>. N\u00e3o se diz neste passo \u00abDeus fez as trevas\u00bb pois estas [\u2026] mais n\u00e3o s\u00e3o que a aus\u00eancia de luz e, portanto, simplesmente se procedeu \u00e0 separa\u00e7\u00e3o entre ambas. De igual modo n\u00f3s, gritando, produzimos a voz; e, estando calados, produzimos o sil\u00eancio, porque a cessa\u00e7\u00e3o da voz \u00e9 o pr\u00f3prio sil\u00eancio; e, todavia, num certo sentido, distinguimos a voz do sil\u00eancio e a uma coisa chamamos voz e a outra chamamos sil\u00eancio. Do mesmo modo que com raz\u00e3o dizemos \u00abfazer sil\u00eancio\u00bb, tamb\u00e9m em m\u00faltiplos passos das Divinas Escrituras com raz\u00e3o se diz que Deus fez as trevas porque ou n\u00e3o d\u00e1 ou subtrai a luz \u00e0queles momentos e lugares que pretende.<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>\u2019<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estamos perante os alicerces da vis\u00e3o de Santo Agostinho sobre o problema do mal. Recorde-se que esta mat\u00e9ria \u00e9 uma daquelas em que mais notoriamente se evidencia o que o cristianismo trouxe a este genial santo. Na verdade, ele fora, durante longo per\u00edodo da sua vida, um maniqueu. Defendera, por isso, a \u2018substancialidade\u2019 do mal. O mal tinha, na perspetiva maniqueia, consist\u00eancia ontol\u00f3gica, pelo que se exigia, tal como para o bem, uma origem absoluta. Para os maniqueus, o mal e o bem tinham respetivos criadores, sendo o mundo o palco desse \u00abeterno\u00bb combate entre os dois princ\u00edpios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A leitura judaico-crist\u00e3 da cria\u00e7\u00e3o trouxe nova luz sobre esta mat\u00e9ria que, nesta passagem de Santo Agostinho, se torna particularmente evidente: s\u00f3 o bem tem consist\u00eancia ontol\u00f3gica, porque define a natureza daquilo que \u00e9, do ser que, por existir e corresponder ao que \u00e9, \u00e9 bem. O mal, a esta luz, \u00e9 a insufici\u00eancia do bem, a n\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o do bem, o n\u00e3o-ser, o nada-ser. N\u00e3o carece, por isso, de uma origem absoluta que, efetivamente, n\u00e3o tem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O bispo de Hipona explicita, deste modo, uma nova ponerologia (em grego, \u2018pon\u00ear\u00f3s\u2019 significa \u2018mau, em mau estado, defeituoso, etc.<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>\u2019), uma reflex\u00e3o sobre o mal, compreendendo-o como a \u2018insufici\u00eancia\u2019, a \u2018aus\u00eancia\u2019 do bem, o que n\u00e3o implica que \u2018ser insuficiente\u2019, \u2018ficar-se aqu\u00e9m do bem que se pode realizar\u2019 n\u00e3o seja sedutor e destrutivo. Mas tal dever\u00e1 compreender-se como \u2018n\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o\u2019 e n\u00e3o como uma outra criatura, originada por um criador negativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tendo em conta tal abordagem, \u00e9 poss\u00edvel concluir-se, como faz Andr\u00e9s Torres Queiruga<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>, que Deus \u00e9 o \u2018anti-mal\u2019, intrinsecamente pens\u00e1vel como origem do bem e o fim \u00faltimo da m\u00e1xima realiza\u00e7\u00e3o e n\u00e3o como o criador do mal, de que Ele mesmo \u00e9, afinal, o redentor, ao orientar tudo para o bem e ao compadecer-se da irrealiza\u00e7\u00e3o da Sua criatura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As implica\u00e7\u00f5es para as dimens\u00f5es existenciais da humanidade s\u00e3o in\u00fameras, em particular a que Von Rad deixava impl\u00edcita: a realiza\u00e7\u00e3o das criaturas (entre eles, sobremaneira, o ser humano) ocorre se elas corresponderem ao fim para que foram criadas. Realizar o fim para que se foi criado \u00e9 o bem. Dele desviar-se \u00e9 o mal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E assim se separa o bem (criado e pretendido por Deus) do mal, insufici\u00eancia e aus\u00eancia do bem, por diverg\u00eancia de realiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Concluamos esta nossa etapa da reflex\u00e3o com mais uma interessante constata\u00e7\u00e3o, recolhida, tamb\u00e9m, de Santo Agostinho. Num seu outro livro dedicado a G\u00e9nesis, o santo de Tagaste (lugar do seu nascimento) evidencia que a luz, primeira criatura de Deus<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>, \u2018seja corp\u00f3rea ou incorp\u00f3rea, \u00e9 mut\u00e1vel\u2019<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>. \u00c9 uma intui\u00e7\u00e3o que antecipa, em muitos s\u00e9culos, a de Einstein de que a luz \u00e9 finita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A riqueza que pode recolher-se de G\u00e9nesis, se a abordagem que dele fizermos n\u00e3o confundir os planos e n\u00e3o errar nas interroga\u00e7\u00f5es a fazer-lhe. Pretender de G\u00e9nesis que nos responda \u00e0s perguntas que cabem \u00e0 ci\u00eancia, baralha os planos e gera conflitos que a hist\u00f3ria j\u00e1 nos ensinou a evitar. Perguntar-lhe sobre o sentido do mundo e da exist\u00eancia \u00e9 encaminhar-se no sentido adequado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Disso precisaremos, ao avan\u00e7ar para os dias subsequentes. Assim, por exemplo, perante o sentido literal dos vers\u00edculos que se referem ao segundo dia, em que, implicitamente, se sup\u00f5e uma cosmologia (leitura da ordem que o universo tem) que n\u00e3o \u00e9, j\u00e1 a nossa. Fazer uma abordagem acomodat\u00edcia, como a j\u00e1 descrita, em passos anteriores da nossa reflex\u00e3o, pode dar-nos condi\u00e7\u00f5es para o in\u00edcio de uma compreens\u00e3o equilibrada, mas n\u00e3o \u00e9, ainda, a forma final que deveremos adotar, pois ainda sup\u00f5e a an\u00e1lise literalista do texto b\u00edblico. Esse ser\u00e1 o nosso desafio, nas reflex\u00f5es futuras: encontrar modos de recolher do texto b\u00edblico toda a densidade do que tem a transmitir-nos, como sagrada escritura; no justo equil\u00edbrio entre a redu\u00e7\u00e3o \u00e0 ci\u00eancia ou a redu\u00e7\u00e3o \u00e0 B\u00edblia. Como bem recordava, a pretexto da condi\u00e7\u00e3o humana, Viktor Frankl, o erro de todo o reducionismo \u00e9 o de pretender que uma determinada realidade \u2018nada mais \u00e9 do que\u2019\u2026 O saber, o conhecimento humano \u00e9 muito mais do que s\u00f3 este ou aquele discurso. Muito ganhar\u00e1 de recolher sabedoria dos diversos discursos. Com essa meta nos propomos avan\u00e7ar\u2026 Outros dias vir\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\">Sugest\u00f5es bibliogr\u00e1ficas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Andr\u00e9s Torres Queiruga, <em>Repensar el mal: de la ponerolog\u00eda a la teodicea<\/em>, Madrid, Editorial Trotta, 2011<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"2013\">\n<li>Ant\u00f3nio Couto, <em>O livro do G\u00e9nesis<\/em>, Le\u00e7a da Palmeira, Letras e Coiras-livros, 2013.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">Santo Agostinho, <em>Da interpreta\u00e7\u00e3o do G\u00e9nesis: dois livros contra os maniqueus<\/em>, Prior Velho, Paulinas, 2021.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gerhard von Rad, El libro del genesis, Salamanca, Ediciones S\u00edgueme, 1988<sup>7<\/sup>.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Gerhard von Rad, <em>El libro del genesis<\/em>, Salamanca, Ediciones S\u00edgueme, 1988<sup>7<\/sup>, p. 62.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Santo Agostinho, <em>Da interpreta\u00e7\u00e3o do G\u00e9nesis: dois livros contra os maniqueus<\/em>, Prior Velho, Paulinas, 2021, n\u00famero 15, pp. 67-68.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Isidro Pereira, <em>Dicion\u00e1rio grego-portugu\u00eas e portugu\u00eas-grego<\/em>, Braga, Livraria A.I., 19908, P. 474.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Cfr. Andr\u00e9s Torres Queiruga, <em>Repensar el mal: de la ponerolog\u00eda a la teodice<\/em>a, Madrid, Editorial Trotta, 2011, pp. 263ss.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Cfr. D. Ant\u00f3nio Couto, <em>O livro do G\u00e9nesis<\/em>, Le\u00e7a da Palmeira, Letras e Coisas-livros, 2013, p. 30.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Santo Agostinho, <em>Da interpreta\u00e7\u00e3o literal do G\u00e9nesis: uma obra inacabada<\/em>, Prior Velho, Paulinas, 2021, p. 158<\/p>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: right;\">*Professor, Presidente da Comiss\u00e3o Diocesana da Cultura<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Autor de &#8216;Bem-nascido&#8230; Mal-nascido&#8230; Do &#8216;filho perfeito&#8221; ao filho humano&#8217;, &#8216;Ensaios <em>de<\/em> liberdade&#8217; e de &#8216;Teologia, ci\u00eancia e verdade: fundamentos para a defini\u00e7\u00e3o do estatuto epistemol\u00f3gico da Teologia, segundo Wolfhart Pannenberg&#8217;<\/h6>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Imagem de\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/colin00b-346653\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=1125016\">Colin Behrens<\/a>\u00a0por\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=1125016\">Pixabay<\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(\u2018Os Sete Dias<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":20438,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[55,214],"tags":[],"class_list":["post-20436","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-luis-manuel-pereira-da-silva","category-os-sete-dias-da-criacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20436","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20436"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20436\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20440,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20436\/revisions\/20440"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20438"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20436"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20436"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20436"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}