{"id":2040,"date":"2017-09-17T14:56:56","date_gmt":"2017-09-17T13:56:56","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=2040"},"modified":"2017-09-17T14:58:24","modified_gmt":"2017-09-17T13:58:24","slug":"2040-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/2040-2\/","title":{"rendered":"XXV Domingo do Tempo Comum (Ano A)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">Pe. Franclim Pacheco<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2041 aligncenter\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/XXV-Domingo-Tempo-Comum-Ano-A.jpg\" alt=\"\" width=\"424\" height=\"532\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/XXV-Domingo-Tempo-Comum-Ano-A.jpg 424w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/XXV-Domingo-Tempo-Comum-Ano-A-239x300.jpg 239w\" sizes=\"auto, (max-width: 424px) 100vw, 424px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Breve coment\u00e1rio<br \/>\nO texto desde domingo \u00e9 o primeiro duma s\u00e9rie de tr\u00eas textos que apresentam a imagem da vinha. Al\u00e9m deste, temos a par\u00e1bola do pai que manda os dois filhos trabalhar na vinha (Mt 21,28-30) e a hist\u00f3ria dos arrendat\u00e1rios que maltratam os diversos enviados pelo dono e que, por fim, matam o filho do dono para ficar com a vinha (Mt 22,33-41).<br \/>\nNa figura da vinha, aparentemente simples e quotidiana, a Escritura condensa uma realidade muito rica e profunda, cada vez mais densa de significado \u00e0 medida que os textos se v\u00e3o aproximando da revela\u00e7\u00e3o plena em Jesus. Em 1Rs 21 \u00e9 narrado o epis\u00f3dio violento que envolve Nabot, um s\u00fabdito do corrupto rei Acab, que possu\u00eda uma vinha pr\u00f3ximo do pal\u00e1cio do rei. Por amor \u00e0 vinha, heran\u00e7a dos pais, ele acabou por perder a vida e a vinha. Isa\u00edas 5 diz-nos claramente que a vinha \u00e9 uma imagem do povo de Israel: \u00abA vinha do Senhor dos ex\u00e9rcitos \u00e9 a casa de Israel; os habitantes de Jud\u00e1 a sua planta\u00e7\u00e3o preferida (Is 5,7). O Senhor amou este povo com um amor infinito e eterno, selado com uma alian\u00e7a inviol\u00e1vel; Ele cuida dele, precisamente como faria um vinhateiro com a sua vinha, fazendo tudo para que possa dar os melhores frutos. Mas a hist\u00f3ria evang\u00e9lica de hoje centra-se na rela\u00e7\u00e3o entre o propriet\u00e1rio da vinha e os v\u00e1rios contratados a horas diferentes, pagos com crit\u00e9rios diversos.<br \/>\nA par\u00e1bola dos oper\u00e1rios contratados para trabalhar na vinha em diversas horas do dia pode criar dificuldades aos leitores que, colocando-se do lado dos trabalhadores da primeira hora, consideram injusto o que fez o dono da vinha e, em \u00faltima an\u00e1lise, contestam a atitude de Deus.<br \/>\nCom os da primeira hora, o dono da vinha ajustou um den\u00e1rio por dia. Com os seguintes ficou acordado \u00abo que for justo\u00bb. Com os da \u00faltima hora nada foi acordado nem prometido. Mais surpreendente \u00e9 o sistema de pagamento em que os da primeira hora podem constatar que os da \u00faltima hora recebem o mesmo que foi acordado com eles: um den\u00e1rio, que efectivamente lhes \u00e9 dado. Parece ser injusto mas, de facto, n\u00e3o \u00e9. \u00abN\u00e3o acordaste comigo um den\u00e1rio? Toma o que \u00e9 teu e vai\u2026\u00bb. O dono da vinha age numa perspectiva de bondade e generosidade: os da \u00faltima hora t\u00eam o mesmo direito a viver. N\u00e3o trabalharam mais apenas porque ningu\u00e9m os contratou.<br \/>\nO \u00fanico dinheiro que \u00e9 dado a todos \u00e9 o reino dos c\u00e9us que Jesus trouxe sobre a terra; \u00e9 a possibilidade de entrar a fazer parte da salva\u00e7\u00e3o messi\u00e2nica. A par\u00e1bola come\u00e7a por dizer: \u00abO reino dos c\u00e9us \u00e9 semelhante a um homem propriet\u00e1rio\u2026\u00bb.<br \/>\nO problema \u00e9, uma vez mais, o da posi\u00e7\u00e3o de hebreus e pag\u00e3os, de justos e pecadores, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 salva\u00e7\u00e3o anunciada por Jesus. Jesus apresenta, uma vez mais, um Deus diferente: n\u00e3o um Deus tipo comerciante que paga a cada um conforme as ac\u00e7\u00f5es, estabelecendo diferen\u00e7as de tratamento, mas um Deus que \u00e9 um pai bondoso, acolhedor.<br \/>\nMesmo os pag\u00e3os (e os pecadores, os publicanos, as prostitutas, etc.) que com a prega\u00e7\u00e3o de Jesus se decidiram por Deus, enquanto estavam longe (\u00abociosos\u00bb), n\u00e3o ocupar\u00e3o no reino uma posi\u00e7\u00e3o diferente e inferior. Tamb\u00e9m eles se sentar\u00e3o \u00e0 mesma mesa e gozar\u00e3o da plenitude dos bens messi\u00e2nicos. E mais: porque muitas vezes eles se mostram mais prontos a acolher o Evangelho, ao contr\u00e1rio dos \u00abjustos\u00bb da \u00abprimeira hora\u00bb, realiza-se o que Jesus diz na conclus\u00e3o da par\u00e1bola: \u00abos \u00faltimos ser\u00e3o os primeiros e os primeiros \u00faltimos\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. 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