{"id":20033,"date":"2025-12-23T07:00:04","date_gmt":"2025-12-23T07:00:04","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=20033"},"modified":"2025-12-16T13:41:54","modified_gmt":"2025-12-16T13:41:54","slug":"alberto-ferreyra-mysterios-lusitanos-contos-texto-e-locucao-19-misterio-na-noite-de-natal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/alberto-ferreyra-mysterios-lusitanos-contos-texto-e-locucao-19-misterio-na-noite-de-natal\/","title":{"rendered":"19 | Alberto Ferreyra | Myst\u00e9rios lusitanos [contos &#8211; texto e locu\u00e7\u00e3o] | Mist\u00e9rio na noite de Natal"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: right;\"><em>Myst\u00e9rios lusitanos<\/em> | A vinte e tr\u00eas (23) de cada m\u00eas, habitamos o mundo pelo imagin\u00e1rio de Alberto Ferreyra&#8230;<\/h6>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: right;\">(Nos ramos da escrita, repousam, vezes sem conta, as gralhas da distra\u00e7\u00e3o, ocultas, sob m\u00faltiplos disfarces, at\u00e9 que algu\u00e9m as enxote. Alberto Ferreyra contou com o fino olhar da sua amiga Teresa Correia, detentora do segredo da sua identidade, para afastar ou ca\u00e7ar o grasnar das gralhas. Est\u00e1-lhe, por isso, muito grato&#8230;)<\/h6>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Alberto Ferreyra*<\/strong><\/p>\n<p><iframe title=\"19   Mist\u00e9rio na noite de Natal\" width=\"640\" height='480' src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/vuF7qo8u9Fw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; As noites de outrora eram escuras; as noites de agora s\u00e3o longas\u2026 &#8211; M. meditava na vida. Parecia distante, mas dificilmente poderia supor-se mais presente \u00e0 vida.<br \/>\nE continuou, como se J., o seu irm\u00e3o, n\u00e3o estivesse ali, mesmo ao p\u00e9 de si.<br \/>\n&#8211; Quando a noite \u00e9 assim, escura como o breu, dou-me conta do sentido profundo das palavras b\u00edblicas \u2018o povo que andava nas trevas viu uma grande luz\u2019. Como se anseia a luz quando o mais pequeno cascalho nos serve de esc\u00e2ndalo, como gigante pedra de trope\u00e7o! Sabes, J.? Se Mateus decidiu voltar a p\u00f4r o profeta Isa\u00edas a repetir, s\u00e9culos volvidos, as palavras que a esperan\u00e7a fervilhante do seu cora\u00e7\u00e3o inspirava, para as ver confirmadas no nascimento de um pobre Menino, \u00e9, provavelmente, porque nelas se diz muito que ainda n\u00e3o conseguimos ver.<br \/>\nFranziu o sobrolho e rematou:<br \/>\n&#8211; Bem. \u00c9 o que vou tentar descobrir.<br \/>\n&#8211; Vem a\u00ed fantasia! \u2013 Rematou o irm\u00e3o, correndo atr\u00e1s de M., que saltara do pequeno muro da ponte chamada \u2018da Senhora da Sa\u00fade\u2019, repousada sobre o pequeno ribeiro moleng\u00e3o que atravessava as terras do Vouga. Correra para um lugar simbolicamente denominado \u2018ch\u00e3o de al\u00e9m\u2019. Correra como quem confia, porque a noite era densa. Uma leve neblina elevava-se, com frescura.<br \/>\nPercorridas algumas centenas de metros, M. estacara. Sentara-se e olhava, ao longe, a luz da lua enamorada dos montes da margem esquerda do rio.<br \/>\nOlhava, de novo perdida nas suas medita\u00e7\u00f5es.<br \/>\nJ. reconhecia aquele olhar. Sabia-o denunciador de uma viagem long\u00ednqua.<br \/>\n&#8211; V\u00eas aqueles caminhos? Por eles andou, h\u00e1 muito tempo, o nosso bisav\u00f4. Lembro-me de o contar o nosso pai. Numa das vezes em que fora visitar a mulher para quem falava (assim chamavam ao namoro\u2026), a noite escura fez renascer todos os fantasmas que habitam as noites do pensamento. S\u00f3 a lua o acompanhava. Mas, sob as ramadas, nem a lua servia de candeeiro. \u00c0 medida que andava, parecia acompanh\u00e1-lo o caminhar de algu\u00e9m. Parava e dizia, balbuciando: \u2018Quem estiver a\u00ed que se mostre!\u2019 Mas o \u2018fantasma\u2019 n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o se revelava como se silenciava.<br \/>\nE o bisav\u00f4 acelerava o passo, compassado com o medo que se abatia no cora\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s v\u00e1rias tentativas de convencer o tenebroso companheiro da noite, decidiu-se. Voltou-se. No momento em que o fez, deu conta de que o tac\u00e3o da sua bota estava solto, provocando o \u2018caminhar\u2019 que o acompanhava. N\u00e3o mais se deitou com o medo. Passaram a dormir em camas diversas.<br \/>\n&#8211; Grande Bisa\u2019! \u2013 Gritou J., efusivo.<br \/>\n&#8211; Mas as noites de muitos continuam a ser o ber\u00e7o de in\u00fameros fantasmas. E os dias de alguns, noites constantes.<br \/>\nInterrompeu-se para voltar a deliciar-se com a paisagem escura, apenas iluminada pela lua e como que edulcorada pela neblina.<br \/>\n&#8211; Sabes o que me lembra esta colina?<br \/>\nE fez um curto sil\u00eancio, como que a reavivar a mem\u00f3ria para dizer, com certeza, o que o irm\u00e3o esperava ouvir.<br \/>\n&#8211; Aquela que criou o cen\u00e1rio em que S\u00e3o Francisco emoldurou o primeiro pres\u00e9pio da hist\u00f3ria depois do original; a bela colina de Greccio. De ent\u00e3o para c\u00e1, a imagina\u00e7\u00e3o n\u00e3o mais se limitou e encheu de figuras o modesto pres\u00e9pio do in\u00edcio.<br \/>\n&#8211; Mas, se da condi\u00e7\u00e3o humana se adornou o pr\u00f3prio Deus?!<br \/>\n&#8211; Que belo o que dizes, J.! Penso exatamente assim. S. Francisco bem o sabia. Toda a condi\u00e7\u00e3o do humano pode fazer sua morada naquele modesto lugar de Bel\u00e9m. E eu, habitada pela imagina\u00e7\u00e3o franciscana, sinto-me enlevada e com perguntas que abrem novas portas \u00e0 fantasia. Sempre me intrigou aquele momento.<br \/>\n&#8211; Adivinho hist\u00f3ria\u2026<br \/>\n&#8211; Nunca te inquietou que s\u00f3 Mateus e Lucas tenham dedicado letras dos evangelhos a este momento da Hist\u00f3ria do Jesus de quem Marcos e Jo\u00e3o s\u00f3 nos falam adulto?<br \/>\n&#8211; O curioso \u00e9 que t\u00e3o tardiamente a pr\u00f3pria hist\u00f3ria crist\u00e3 tenha voltado a sua aten\u00e7\u00e3o para este quadro.<br \/>\n&#8211; J., os tempos de persegui\u00e7\u00e3o exigiam, bem certo, um ir ao essencial, deixando, para depois da paz, a aprecia\u00e7\u00e3o dos arcos mais distantes da espiral da f\u00e9. Celebrar o ressuscitado era o centro. O ressuscitado de quem um jovem que os primeiros disc\u00edpulos n\u00e3o ouviram chegar falou como tendo resistido \u00e0 for\u00e7a e ao poder da morte.<br \/>\n&#8211; N\u00e3o ouviram chegar! Que intrigante\u2026<br \/>\n&#8211; Sabes o que te digo? A minha imagina\u00e7\u00e3o diz-me que esse seu sil\u00eancio pode ter muito a dizer-nos sobre o primeiro momento. Os seus passos s\u00e3o como os de um Primeiro Jardineiro que, no tempo da inoc\u00eancia, tamb\u00e9m n\u00e3o ouv\u00edamos, mas pass\u00e1mos a ouvir depois de termos desejado ser como deuses. O ch\u00e3o da eternidade n\u00e3o faz barulho.<br \/>\n&#8211; Estou curioso, M. Explica-te. N\u00e3o estou a perceber nada.<br \/>\n&#8211; Porque escaparam os Magos do Oriente ao poderoso Herodes?<br \/>\n&#8211; N\u00e3o seguiram por outro caminho, M.? N\u00e3o \u00e9 assim que diz o evangelho?<br \/>\n&#8211; Mas, com os seus esbirros, o grande Herodes teria sabido bem como segui-los. E n\u00e3o foram os s\u00e1bios do Oriente guiados por uma estrela que poisou sobre a gruta onde estaria o Menino? Que melhor forma de localiza\u00e7\u00e3o?<br \/>\n&#8211; Densificas a hist\u00f3ria com as tuas perguntas, M. Explica-te l\u00e1.<br \/>\n&#8211; Tenho uma hip\u00f3tese. O evangelho n\u00e3o o diz. N\u00e3o tinha de nos dizer tudo. Mas deixa-nos sinais. \u2018O povo que andava nas trevas viu uma grande luz.\u2019 A estrela que poisou sobre o lugar da manjedoura era, ainda, s\u00f3bria. Sinal simples para os que dela precisavam. Localizada, por\u00e9m, a morada onde decidira habitar connosco o Eterno, essa luz elevou-se e toda aquela noite se tornou um s\u00f3 dia. A Judeia ficou iluminada como se o sol tivesse madrugado. Os Herodes de ent\u00e3o ficaram sem b\u00fassola. Toda a terra de Jud\u00e1 era, neste momento, uma noite luminosa. Entretanto, entravam naquela modesta morada os s\u00e1bios que a tradi\u00e7\u00e3o posterior identificou como sendo tr\u00eas \u2013 pois se tr\u00eas eram os presentes! \u2013, e a quem Beda, o vener\u00e1vel, associou, para sempre, nomes que haveriam de dar rosto e aspeto a cada um deles. Certamente, diante daquele Menino, haveriam de descal\u00e7ar o que lhes cobria os p\u00e9s. Bem sabiam estar perante Deus humanado! Curvaram-se e depositaram, talvez aos p\u00e9s da m\u00e3e ou, at\u00e9, nas m\u00e3os do emudecido pai adotivo, aquele que unia, por gera\u00e7\u00f5es cont\u00ednuas, ao grande rei David, as prendas com que simbolizavam a condi\u00e7\u00e3o de rei, de sacerdote e de Homem com que se revestia aquele Menino.<br \/>\n&#8211; Descal\u00e7aram-se? Est\u00e1 boa. Nunca tinha pensado em tal coisa.<br \/>\n&#8211; Pois se Deus estava, ali, presente naquele Menino, aquele que haveria de ir ao Egito, como outrora o fora o povo submetido ao Fara\u00f3, conquistando a liberdade pela m\u00e3o de Mois\u00e9s, ap\u00f3s este viver, descal\u00e7o, a presen\u00e7a do Eterno, no Monte Sinai!? O Menino vai ao Egito\u2026 O primog\u00e9nito que sobreviver\u00e1 \u00e0 praga que matara, s\u00e9culos antes, os primog\u00e9nitos s\u00fabditos do Fara\u00f3. Uma praga, j\u00e1 n\u00e3o realizada pela natureza, mas pela m\u00e3o humana. A praga de um fragelante Herodes\u2026 E do Egito regressar\u00e1 para libertar, de vez, o povo. J\u00e1 n\u00e3o um povo \u00fanico, mas o povo que \u00e9 a humanidade.<br \/>\n&#8211; Lindo o que dizes! Jesus \u00e9 o novo Mois\u00e9s. Mas, M., mesmo que a estrela tenha iluminado toda a noite, os passos de um s\u00e1bio do oriente s\u00e3o inconfund\u00edveis. Herodes e os seus capatazes haveriam de descobrir, no ch\u00e3o do p\u00f3 da Judeia os seus tra\u00e7os. O cal\u00e7ado de um s\u00e1bio do Oriente identifica-se com facilidade.<br \/>\n&#8211; N\u00e3o h\u00e1 natal sem presentes. O Menino n\u00e3o haveria de deixar de m\u00e3os vazias os que o receberam antes de todos.<br \/>\n&#8211; Bem. Tinha a salva\u00e7\u00e3o para lhes oferecer.<br \/>\n&#8211; Certamente! Mas, ali, a salva\u00e7\u00e3o tinha um nome mais pr\u00f3ximo: sobreviver ao desejo de Herodes. Os s\u00e1bios j\u00e1 n\u00e3o sa\u00edram dali com o mesmo caminhar. Nos seus p\u00e9s, levavam as sand\u00e1lias do jardineiro inicial, as que transfiguram o ch\u00e3o de p\u00f3 em ch\u00e3o do al\u00e9m, o ch\u00e3o que n\u00e3o guarda marca e \u00e9 percorrido como passo silencioso.<br \/>\n&#8211; Que fantasia habita a tua mente, M.<br \/>\n&#8211; E estou certa, J\u2026. Aos p\u00e9s da cruz, trinta e tr\u00eas volvidos, tr\u00eas pares de sand\u00e1lias foram depositados e entregues aos disc\u00edpulos no regresso de Ema\u00fas. As mesmas sand\u00e1lias que ter\u00e1 cal\u00e7ado o jovem jardineiro que lhes anunciaria que a morte tinha sido vencida. Talvez por isso depositamos na lareira do natal as sand\u00e1lias que cobrem os nossos p\u00e9s. Mas essas ainda se fazem do p\u00f3 do ch\u00e3o de aqu\u00e9m. Cal\u00e7\u00e1-las-emos, um dia\u2026 Quando o nosso for o definitivo ch\u00e3o do Al\u00e9m.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: right;\">Imagem de\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/tumisu-148124\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=4203628\">Tumisu<\/a>\u00a0por\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=4203628\">Pixabay<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align: justify;\">*Alberto Ferreyra diz que as suas letras habitam a mente e saem da m\u00e3o de algu\u00e9m nascido em terras gaulesas, ainda que afirme, em sussurro, que o seu real nascimento ocorreu nas margens do Antu\u00e3, em abril de 2024. \u00c9, por isso, um prematuro autor liter\u00e1rio, germinado da inspira\u00e7\u00e3o que a realidade proporciona quando se tem a companhia, nos livros, de g\u00e9nios como Jorge Luis Borges, Miguel Torga, Gabriel Garc\u00eda Marquez ou personagens como Poirot ou Padre Brown.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Na sua escrita, cruzam-se o real e o imaginado, o fict\u00edcio e o hist\u00f3rico, numa embrenhada teia em que o leitor continua a ler, mesmo j\u00e1 depois de fechado o conto. O real continua a fecundar hist\u00f3rias na mente de quem l\u00ea Ferreyra. Cada conto, feito dos mist\u00e9rios desvelados, aproxima o tempo e distancia o espa\u00e7o, esticando-o at\u00e9 ao eterno e ao infinito. Ao ler Ferreyra, faz-se &#8216;sil\u00eancio&#8217; (&#8216;myst\u00e9rio&#8217; alude \u00e0 etimologia grega da palavra, que remete para o &#8216;fazer sil\u00eancio&#8217;, &#8216;emudecer-se&#8217;&#8230;) para que possam ecoar as palavras, para que possa desenovelar-se o enredo sucintamente desvelado.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">J. e M., protagonistas de cada um dos contos, acompanhados, em alguns deles, pelo seu periquito &#8216;branquinho&#8217;, fazem emergir, do real em que se enredam, hist\u00f3rias que, nascendo da imagina\u00e7\u00e3o de Ferreyra, permanecem como realidades poss\u00edveis, deixando a suspeita de terem mesmo ocorrido.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Se n\u00e3o foi real, Ferreyra o criar\u00e1, inspirado numa cosmovis\u00e3o que tanto deve \u00e0quela religi\u00e3o que fez do encarnado a condi\u00e7\u00e3o fundamental do existir.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A vinte e tr\u00eas (23) de cada m\u00eas, habitaremos o mundo pelo imagin\u00e1rio de Alberto Ferreyra&#8230;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Myst\u00e9rios lusitanos |<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17814,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[208,209],"tags":[],"class_list":["post-20033","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-alberto-ferreyra","category-mysterios-lusitanos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20033","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20033"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20033\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20102,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20033\/revisions\/20102"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17814"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20033"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20033"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20033"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}