{"id":19925,"date":"2025-11-12T08:00:57","date_gmt":"2025-11-12T08:00:57","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=19925"},"modified":"2025-11-07T10:40:34","modified_gmt":"2025-11-07T10:40:34","slug":"luis-manuel-p-silva-ecos-do-jubileu-do-mundo-educativo-30-de-outubro-a-2-de-novembro-de-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/luis-manuel-p-silva-ecos-do-jubileu-do-mundo-educativo-30-de-outubro-a-2-de-novembro-de-2025\/","title":{"rendered":"Lu\u00eds Manuel P. Silva | Ecos do Jubileu do mundo educativo  [30 de outubro a 2 de novembro de 2025]"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: right;\">Artigo publicado no <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/correiodovouga\/?locale=pt_PT\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Correio do Vouga<\/a><\/h6>\n<h4 style=\"text-align: center;\">Lu\u00eds Manuel Pereira da Silva*<\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fomos convocados. N\u00e3o para um jogo na sele\u00e7\u00e3o, mas para celebrar. Francisco convocou-nos e Le\u00e3o XIV renovou o convite para um ano jubilar, na j\u00e1 sete vezes centen\u00e1ria tradi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica dos jubileus (o primeiro foi convocado por Bonif\u00e1cio VIII, em 1300) e enraizada na ainda mais profunda tradi\u00e7\u00e3o b\u00edblica de celebrar os jubileus do perd\u00e3o, ao som do \u2018jobel\u2019, um chifre de carneiro que entoava, pelas serranias, que era hora de perdoar, libertar da servid\u00e3o e dar descanso aos campos (cfr. Lv 25, 1-28).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Peregrinos da esperan\u00e7a\u2019 \u00e9 a tradu\u00e7\u00e3o portuguesa do lema latino deste ano jubilar, \u2018peregrinantes in spem\u2019. \u00c9 denso o seu significado original, que se perde na tradu\u00e7\u00e3o lusitana. O original diz-nos que somos \u2018peregrinos na esperan\u00e7a\u2019, bem certo, mas tamb\u00e9m diz que somos peregrino \u2018para a esperan\u00e7a\u2019 (o \u2018in spem\u2019 latino, registado numa preposi\u00e7\u00e3o \u2018in\u2019 seguida de \u2018acusativo\u2019, tem impl\u00edcita a ideia de um \u2018movimento em dire\u00e7\u00e3o a\u2026\u2019). A esperan\u00e7a \u00e9, n\u00e3o s\u00f3, uma realidade do presente, que nos habita, aqui e agora, mas \u00e9, tamb\u00e9m, o horizonte para onde vamos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O crist\u00e3o sabe que a esperan\u00e7a tem um rosto e um nome: Jesus Cristo. \u00c9 Ele e a certeza que, com ele, nos vem, de que a morte foi vencida, de que o dia venceu a noite, de que as sombras foram iluminadas pela luz, a aut\u00eantica fonte da esperan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A esperan\u00e7a \u00e9, ali\u00e1s, distinta da utopia que nasce do sujeito humano, como sinal de um desejo profundo, mas que pode n\u00e3o ter consist\u00eancia real. Assim n\u00e3o \u00e9 com a esperan\u00e7a. Ela habita o desejo, mas \u00e9-lhe transcendente, vem de fora, vem do amanh\u00e3 para o hoje e assoma \u00e0 janela do nosso existir como luz de um sol que est\u00e1 bem alto. N\u00e3o somos os autores da esperan\u00e7a; somos os seus \u2018contadores\u2019, os seus narradores, porque com ela constru\u00edmos a narrativa que podemos ler e dar a ler.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desta esperan\u00e7a se fez o jubileu do mundo educativo, em que me foi dada a honra e o privil\u00e9gio de participar, entre os dias 30 de outubro de 2 de novembro, integrado num grupo de 45 peregrinos de todas as dioceses do pa\u00eds, sob o t\u00edtulo de \u2018constela\u00e7\u00e3o SNEC\u2019 (Constela\u00e7\u00e3o dos educadores do secretariado nacional da educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A met\u00e1fora da constela\u00e7\u00e3o acompanhou a viv\u00eancia deste grupo de quem muito se espera, por ser constitu\u00eddo por professores, dirigentes de escolas cat\u00f3licas, autores de manuais e recursos did\u00e1ticos, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em torno da ideia de \u2018constela\u00e7\u00e3o\u2019, criaram-se simbologias que gostaria de sublinhar como s\u00edntese da viv\u00eancia acontecida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uma met\u00e1fora da e para a educa\u00e7\u00e3o: a \u2018constela\u00e7\u00e3o\u2019<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A constela\u00e7\u00e3o remete, bem certo, para uma primeira ideia que este jubileu sublinhou, de m\u00faltiplos modos: a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 lugar de cultivo do respeito pelo outro, na sua singularidade e diversidade (entre os diversos contextos deste jubileu do mundo educativo, concretizou-se a \u2018aldeia educativa\u2019, espa\u00e7o de apresenta\u00e7\u00e3o de experi\u00eancias educativas). Essa diversidade repercute-se na pluralidade de respostas educativas, vis\u00edveis na multiplicidade de movimentos e congrega\u00e7\u00f5es que, ao longo destes 2000 anos, o cristianismo foi fazendo germinar, como resposta aos desafios de cada tempo, lugar e exist\u00eancia pessoal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A constela\u00e7\u00e3o alude, tamb\u00e9m, \u00e0 ideia da perenidade e perman\u00eancia. O c\u00e9u que hoje vemos \u00e9 o mesmo c\u00e9u que viram os homens e mulheres do ano mil, ou do ano de quinhentos, ou do tempo de Jesus Cristo, ou do tempo de Plat\u00e3o ou, mesmo de Hammurabi\u2026 O c\u00e9u permanece, diante da efemeridade do tempo terreno. Em \u00e9pocas de mudan\u00e7a de \u00e9poca como a que vivemos, falar de \u2018constela\u00e7\u00e3o\u2019, em contexto educativo, \u00e9 recordar que da educa\u00e7\u00e3o se espera que aponte para o que permanece, que ajude a superar os acidentes das conjunturas, promovendo, assim, a aut\u00eantica esperan\u00e7a. A educa\u00e7\u00e3o deve promover o que n\u00e3o caduca, o que permanece, falando, \u2018a linguagem do cora\u00e7\u00e3o\u2019, na terminologia do Papa Francisco, lembrada pelo Dicast\u00e9rio para a Cultura e Educa\u00e7\u00e3o que promoveu este jubileu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A \u2018constela\u00e7\u00e3o\u2019 fala, ainda, da firmeza dos valores. Vemos e precisamos de nos guiar pelas estrelas principais das constela\u00e7\u00f5es (por exemplo, pela \u2018estrela polar\u2019 que nos aponta o norte) quando \u00e9 noite. Em pleno dia, dispensamo-las. Nem sequer as vemos, pois uma luz comum (o sol) guia-nos a todos, em simult\u00e2neo. Mas, na noite dos nossos dias, precisamos de procurar sinais que nos orientem. Fala disto a ideia de \u2018constela\u00e7\u00e3o\u2019: na noite dos tempos, precisamos de nos nortear. De outro modo, a noite dar\u00e1 lugar ao relativismo: cada luz querer\u00e1 impor-se \u00e0s outras e abafar as mais fr\u00e1geis. Ou, ainda pior, sobrar\u00e1 a pequena centelha de cada um, fr\u00e1gil lusco-fusco sem capacidade de orientar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ideia de \u2018constela\u00e7\u00e3o\u2019 comporta, igualmente, a ideia de uma unidade que se concretiza por meio de algo que n\u00e3o vemos, n\u00e3o dominamos; alude \u00e0 ideia de que o que somos se deve mover pelo que n\u00e3o se reduz \u00e0 ordem material. As for\u00e7as que agregam as estrelas, compondo-as como \u2018constela\u00e7\u00e3o\u2019, n\u00e3o as vemos nem as podemos manipular: escapam-nos. O mundo da educa\u00e7\u00e3o decai e degrada-se, se n\u00e3o aponta para a dimens\u00e3o espiritual e para a tens\u00e3o para o transcendente, que habita o Homem. Educa\u00e7\u00e3o que abafa o grito que ecoa no cora\u00e7\u00e3o humano dever\u00e1 inquietar-se e interrogar-se sobre os seus fins, pois longe estar\u00e1 da sua aut\u00eantica meta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Le\u00e3o XIV aponta quatro pontos cardeais para a educa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com estes horizontes se realizou o Jubileu do mundo educativo, do qual as palavras de Le\u00e3o XIV continuam a ressoar, sulcando na pedra que toda a aut\u00eantica educa\u00e7\u00e3o deve realizar-se em torno de quatro pontos cardeais: \u2018interioridade, unidade, amor e alegria\u2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Palavras proferidas no dia 31 de outubro, pelo Papa Le\u00e3o XIV, perante os milhares de educadores que enchiam a Pra\u00e7a de S. Pedro. A meu lado, uma irm\u00e3 dominicana, provinda de Detroit. Americana como o Papa Le\u00e3o XIV. Feliz por ser americano o Papa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Le\u00e3o XIV recordou, com estas palavras, que n\u00e3o h\u00e1 educa\u00e7\u00e3o sem o apelo ao que permanece (interioridade), sem a busca da verdade (para que converge a ideia de \u2018unidade\u2019), sem o \u2018cora\u00e7\u00e3o\u2019 (o \u2018cora\u00e7\u00e3o\u2019, a marca agostiniana no pontificado de Le\u00e3o) e, bem certo, sem a alegria, esse sinal de que nos encaminhamos para o que Deus pretende.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No dia 1 de novembro, associou-se, \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o de todos os Santos, a proclama\u00e7\u00e3o de S. John Henry Newman como doutor da Igreja. Entre os doutores da Igreja, s\u00f3 se conta um portugu\u00eas: Santo Ant\u00f3nio, proclamado doutor por Pio XII, em 1946.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A proclama\u00e7\u00e3o de S. John Henry Newman como Doutor da Igreja merece reflex\u00e3o, pela enorme oportunidade. Antes de mais, pelo sinal hist\u00f3rico: na celebra\u00e7\u00e3o, estavam presentes representantes da Igreja de Inglaterra. Um importante sinal ecum\u00e9nico, dado que S. Henry Newman \u00e9, ele mesmo, um anglicano convertido ao catolicismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas importa guardar, tamb\u00e9m, uma outra constata\u00e7\u00e3o de enorme significado para a atualidade, marcada por clivagens e polariza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Newman tem, entre as suas mais importantes contribui\u00e7\u00f5es para a teologia, a ideia do \u2018desenvolvimento do dogma\u2019, ideia que me parece de particular relev\u00e2ncia, por, por um lado, sublinhar que a nuclearidade do dogma permanece, perante os riscos de relativismo que, hoje, assomam ao nosso viver, mas tamb\u00e9m observa que este se desenvolve, tornando-se mais significativo e compreensivo para os diversos tempos, perante os riscos de um fundamentalismo que petrifica a verdade, com o risco de interpretar o dogma como formula\u00e7\u00f5es sem vida, formula\u00e7\u00f5es sem significado. Dogma que n\u00e3o se torne iluminador do existir humano n\u00e3o cumpre a sua fun\u00e7\u00e3o. Dito de outro modo. A leitura do pensamento de Henry Newman torna-se mais compreens\u00edvel se articulada com o princ\u00edpio formulado no Vaticano II, no documento <em>Unitatis Redintegratio<\/em>, de que h\u00e1 uma \u2018hierarquia das verdades\u2019. Nem todas as verdade s\u00e3o igualmente importantes, para a f\u00e9 crist\u00e3, devendo, por isso, fazer-se uma hermen\u00eautica que secundarize o que \u00e9 secund\u00e1rio e priorize o que \u00e9 priorit\u00e1rio, sem inverter estas ordens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Newman devemos um importante contributo para este caminho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Num contexto como o do jubileu educativo, esta proclama\u00e7\u00e3o de S. Henry Newman como doutor da Igreja \u00e9, por isso, densamente relevante. Os tempos precisam desta intelig\u00eancia da f\u00e9, como \u2018luz tenra, suave, no meio da noite\u2019 (hino de completas da autoria de S. John Henry Newman).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>De errantes a peregrinos\u2026<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fui a Roma, como educador, mas, principalmente, como peregrino. Muitas vezes me recordei do que diz a Nota Pastoral da Confer\u00eancia Episcopal para a semana nacional da educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3 de 2024: \u2018um peregrino n\u00e3o \u00e9 um errante\u2019. Um peregrino \u00e9, diferentemente do errante, algu\u00e9m que, mesmo que erre, n\u00e3o fica eternamente no erro, tornando-se um errante. Errar n\u00e3o tem de nos tornar errantes. Um peregrino cai e, com m\u00e3o na m\u00e3o que o levanta, continua o caminho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um peregrino sabe para onde vai e despoja-se do que o aprisiona, para poder, livremente, caminhar mais ligeiro. Qu\u00e3o significativo \u00e9, para a educa\u00e7\u00e3o, este s\u00edmbolo que \u00e9 o \u2018ser peregrino\u2019. Ele n\u00e3o \u00e9 um \u2018sem-abrigo\u2019 (quantos vi, na cidade de Roma! E com que inc\u00f3modo passei por eles, sem saber o que fazer!&#8230;), pois \u00e9 habitado pelo futuro (sob a forma de \u2018esperan\u00e7a\u2019) e habita esse mesmo futuro, porque sabe que o que o espera \u00e9 a Casa do Amor que Deus \u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como peregrino, atravessei a Portas Santa, essoutro s\u00edmbolo de que, do lado de dentro, Algu\u00e9m nos abre a porta e nos espera. Comovi-me, partilhei, esperei e recebi. Essa \u00e9 a realidade do peregrino. E, como educador, levei no meu cora\u00e7\u00e3o a hist\u00f3ria dos in\u00fameros alunos com quem a minha vida se cruzou, ao longo destes 25 anos (um jubileu, tamb\u00e9m!) que tenho, enquanto docente. Com eles, as suas dores e ang\u00fastias, as suas alegrias e esperan\u00e7as, caminhei, pelas ruas de Roma, e celebrei, na Pra\u00e7a de S\u00e3o Pedro, nos dias 31 e 1, e, na Igreja de Santo Ant\u00f3nio dos Portugueses, a f\u00e9 que agrega, de todos os cantos do mundo, as diversidades unidas por uma s\u00f3 certeza: errar, na vida, n\u00e3o tem de nos tornar uns errantes, se de Deus aceitarmos o perd\u00e3o. \u00c9 esse o sentido profundo da celebra\u00e7\u00e3o de um Jubileu de denso significado para a educa\u00e7\u00e3o. Os que, um dia, erraram, n\u00e3o t\u00eam de permanecer, para sempre, no erro.<\/p>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: right;\">*Professor, Presidente da Comiss\u00e3o Diocesana da Cultura<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Autor de &#8216;Bem-nascido&#8230; Mal-nascido&#8230; Do &#8216;filho perfeito&#8221; ao filho humano&#8217;, &#8216;Ensaios <em>de<\/em> liberdade&#8217; e de &#8216;Teologia, ci\u00eancia e verdade: fundamentos para a defini\u00e7\u00e3o do estatuto epistemol\u00f3gico da Teologia, segundo Wolfhart Pannenberg&#8217;<\/h6>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Imagem recolhida de <a href=\"https:\/\/oducal.com\/br\/jubileo-del-mundo-educativo-la-constelacion-de-la-esperanza\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/oducal.com\/br\/jubileo-del-mundo-educativo-la-constelacion-de-la-esperanza\/<\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo publicado no<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":19927,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[146,55],"tags":[],"class_list":["post-19925","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-letra-viva-valores-de-uma-cultura-que-cuida-e-nao-mata","category-luis-manuel-pereira-da-silva"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19925","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19925"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19925\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20242,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19925\/revisions\/20242"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19927"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19925"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19925"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19925"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}