{"id":19694,"date":"2025-08-11T20:44:02","date_gmt":"2025-08-11T19:44:02","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=19694"},"modified":"2025-09-03T15:53:36","modified_gmt":"2025-09-03T14:53:36","slug":"luis-manuel-pereira-da-silva-para-que-o-humano-se-temos-o-progresso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/luis-manuel-pereira-da-silva-para-que-o-humano-se-temos-o-progresso\/","title":{"rendered":"Lu\u00eds Manuel Pereira da Silva | \u2018Para qu\u00ea o humano, se temos o progresso?\u2019"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: right;\">(Artigo republicado em <a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/para-que-o-humano-se-temos-o-progresso\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/para-que-o-humano-se-temos-o-progresso\/<\/a>)<\/h6>\n<h4 style=\"text-align: center;\">Lu\u00eds Manuel Pereira da Silva*<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ningu\u00e9m ousou formular a afirma\u00e7\u00e3o que chamei a t\u00edtulo, mas bem a poder\u00edamos reconhecer em muitas das op\u00e7\u00f5es, ao longo da hist\u00f3ria, e nos alicerces em que parece suportar-se o nosso tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 como que uma sedu\u00e7\u00e3o do porvir, talvez por se presumir a ele se dever o \u2018provir\u2019. Essa sedu\u00e7\u00e3o mata a tens\u00e3o pr\u00f3pria do ser humano que o faz situar-se entre o \u2018sido\u2019, o \u2018sendo\u2019 e o \u2018vir a ser\u2019, tens\u00e3o que, se quebrada, gera uma esp\u00e9cie de \u2018nado-morto\u2019 pouco humano. O humano faz-se de \u2018terra\u2019, de condi\u00e7\u00e3o vivida e n\u00e3o de um n\u00e3o-ser ut\u00f3pico. (N\u00e3o \u00e9 de hoje esta minha tese, mas revisito-a, pela oportunidade que proporciona para a reflex\u00e3o que pretendo desenvolver).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando germinavam em mim as ideias que pretendo verter para este texto, reavivaram-se na minha mem\u00f3ria, duas \u2018narrativas\u2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recordei um livro de M\u00e1rio Vargas Llosa, \u2018a civiliza\u00e7\u00e3o do espet\u00e1culo\u2019, onde o Nobel Peruano desenvolve uma leitura cr\u00edtica, n\u00e3o da divers\u00e3o e do espet\u00e1culo em si mesmos, mas da \u2018gravita\u00e7\u00e3o\u2019 (o termo \u00e9 meu) da nossa cultura em torno deste aspeto da mesma. Na minha formula\u00e7\u00e3o j\u00e1 se subentende a cr\u00edtica. O divertimento e o espet\u00e1culo integram a cultura, mas n\u00e3o s\u00e3o o seu todo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vivemos, por\u00e9m, na linha do que tamb\u00e9m sustenta Lipovetsky em v\u00e1rios dos seus livros, embrenhados num cultura que distrai, que vive de e para a divers\u00e3o, tudo reduzindo a espet\u00e1culo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o leio este fen\u00f3meno (no sentido original do termo, entendido como \u2018manifesta\u00e7\u00e3o\u2019, express\u00e3o vis\u00edvel, manifesta, de algo real que est\u00e1 impl\u00edcito, escondido sob a manifesta\u00e7\u00e3o) defendendo a recusa do papel do espet\u00e1culo, como se de um \u2018neo-luditismo\u2019 se tratasse (os luditas opunham-se \u00e0 mecaniza\u00e7\u00e3o e ao desenvolvimento industrial), mas antes com o intuito de secundar a ideia b\u00edblica de que \u2018onde estiver o teu tesouro, a\u00ed estar\u00e1 tamb\u00e9m o teu cora\u00e7\u00e3o (Mt 6, 21 \u2013 cito a partir da edi\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/www.paroquias.org\/biblia\/\">https:\/\/www.paroquias.org\/biblia\/<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Digo-o, de outro modo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A den\u00fancia feita por Llosa pretende evidenciar que estaremos perante uma nova aliena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marx, consequente com o que aprendera do seu mestre, G. W. F. Hegel, que desenvolvera o conceito de forma mais sistematizada, entendeu que a religi\u00e3o era \u2018\u00f3pio do povo\u2019 e fator de \u2018aliena\u00e7\u00e3o\u2019 em rela\u00e7\u00e3o aos problemas sociais da vida real.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entendo que Marx leu, de forma errada, o papel da religi\u00e3o, mas a sua \u2018populariza\u00e7\u00e3o\u2019 do conceito de \u2018aliena\u00e7\u00e3o\u2019 \u00e9 um m\u00e9rito que vale a pena recuperar. Hoje, por\u00e9m, a aliena\u00e7\u00e3o tem outra fonte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A religi\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o contribui para a aliena\u00e7\u00e3o, na minha perspetiva, como, pelo contr\u00e1rio, \u00e9 uma das escassas reservas de retorno \u00e0 \u2018humanidade\u2019. Hoje, vivemos uma aliena\u00e7\u00e3o de sinal contr\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A do s\u00e9culo XIX, denunciada (erradamente, como dizia, anteriormente) por Marx, atribu\u00eda a outro (alienus) aquilo que devia ser atribu\u00eddo ao ser humano: seja a causa das condi\u00e7\u00f5es sociais adversas, seja a sua pr\u00f3pria resolu\u00e7\u00e3o. (Feuerbach acrescentou a esta leitura da aliena\u00e7\u00e3o um outro tra\u00e7o que perdurou, paralelamente ao de Marx: a considera\u00e7\u00e3o de que o que era atribu\u00eddo a Deus \u2013 omnipresen\u00e7a, omnipot\u00eancia, omnisci\u00eancia \u2013 mais n\u00e3o era do que proje\u00e7\u00f5es em Deus do que o Homem desejava para si mesmo, sendo, por isso, para ele, de reduzir a \u2018Teologia\u2019 a uma \u2018Antropologia\u2019). Era uma aliena\u00e7\u00e3o negativa. Retirava-se ao Homem para entregar a Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, poderemos estar perante uma nova aliena\u00e7\u00e3o. Diz-se do Homem o que n\u00e3o lhe pertence. Pretende-se uma omnipot\u00eancia, uma omnisci\u00eancia, uma omnipresen\u00e7a que n\u00e3o s\u00e3o pr\u00f3prias do \u2018humano\u2019 que, por natureza e defini\u00e7\u00e3o, \u00e9 situado, terreno, feito de mundo e corpo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A \u2018civiliza\u00e7\u00e3o do espet\u00e1culo\u2019 distrai-nos dos limites e convence-nos da \u2018ilimitude\u2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma tal constata\u00e7\u00e3o fez-me revisitar uma outra narrativa. Esta, j\u00e1 n\u00e3o feita de texto no papel, mas de hist\u00f3ria na tela do cinema. Refiro-me \u00e0 primeira vers\u00e3o cinematogr\u00e1fica (em desenhos animados) de o Rei Le\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Est\u00e1vamos em 1994 quando o filme chegou \u00e0s salas de cinema portuguesas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu estava, nessa altura, na equipa do secretariado diocesano da pastoral juvenil de Aveiro, que contava com uma modelar lideran\u00e7a, que lembro, vezes sem conta, por nela reconhecer os tra\u00e7os de um aut\u00eantico mestre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A equipa foi convidada a assistir ao filme, em atividade de refor\u00e7o de esp\u00edrito de grupo. N\u00e3o consegui ir, mas rapidamente pressenti que tinha de participar da \u2018agenda comum\u2019 que aquele filme proporcionara. Tinha de o ver, para que as muitas \u2018agendas ocultas\u2019 se tornassem \u2018agendas expl\u00edcitas e comuns\u2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9, por\u00e9m, esta circunst\u00e2ncia o centro da minha reflex\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes, analisar o conte\u00fado da hist\u00f3ria. H\u00e1, nela, lentes de precis\u00e3o com que poderemos analisar a nossa sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Logo no primeiro visionamento, &#8211; sem que o tenha conseguido confirmar, por\u00e9m! \u2013 me pareceu que o filme tinha elementos impl\u00edcitos da leitura b\u00edblica (judaico-crist\u00e3) da sociedade: a voz do Pai (a consci\u00eancia como lugar sagrado), a figura de Rafiki (uma esp\u00e9cie de sacerdote, \u00e0 maneira de Melquisedec), as hienas e Scar (a sedu\u00e7\u00e3o do mal), a ideia da zona sombria (como que a lembrar os lugares \u2018\u00ednferos\u2019 e, ao mesmo tempo, a miss\u00e3o da moral), etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A estes elementos somava-se um muito bem desenvolvido enredo, em que o mal consegue disfar\u00e7ar-se de bem, criar ilus\u00e3o, afastar quem poderia denunci\u00e1-lo, seduzindo com disfarces, num primeiro momento, para, num segundo, revelar a sua pr\u00f3pria natureza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Simba, o protagonista, que \u00e9 afastado pelo tio, Scar, que criara uma cilada seu irm\u00e3o e pai de Simba, Mufassa, acaba por fugir da sua terra, convencido de ter sido o causador da morte do seu pai (o espetador sabe, \u00e0 maneira do que faziam as trag\u00e9dias gregas, aquilo que os protagonistas n\u00e3o sabem). Nesse per\u00edodo de fuga, a aliena\u00e7\u00e3o \u00e9 completa. Encontra dois amigos que, sem maldade, por\u00e9m, mas seduzidos pela \u2018civiliza\u00e7\u00e3o do espet\u00e1culo\u2019, o pretendem distrair do seu passado (em que ele v\u00ea culpa e necessidade de repara\u00e7\u00e3o), centrando a sua vida no c\u00e9lebre \u2018akuna matata\u2019, uma esp\u00e9cie de novo \u2018carpe diem\u2019: \u2018n\u00e3o h\u00e1 problema\u2019; \u2018vive o agora\u2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim se passa algum do tempo at\u00e9 que um encontro inesperado com \u2018Nala\u2019, uma sua amiga de inf\u00e2ncia, o desperta do torpor em que est\u00e1. N\u00e3o \u00e9, por\u00e9m, imediato, e as d\u00favidas tomam conta dele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; \u2018O que fazer? O passado j\u00e1 l\u00e1 vai e n\u00e3o pode regressar-se a ele. As hienas e o tio Scar t\u00eam o poder e n\u00e3o h\u00e1 que enfrent\u00e1-los.\u2019<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas Rafiki, o babu\u00edno que l\u00ea, nos sinais dos tempos, que Simba n\u00e3o est\u00e1, afinal, morto, n\u00e3o desiste de o procurar e f\u00e1-lo reconhecer que estava alienado e que a sua aliena\u00e7\u00e3o est\u00e1 a ter custos: a sua terra est\u00e1 tomada pela escurid\u00e3o, pois o poder desp\u00f3tico de Scar e das hienas (as hienas estarem no governo \u00e9 bela met\u00e1fora da invers\u00e3o da hierarquia dos valores e das verdades) tudo destruiu. O que era luz \u00e9, agora, sombra e escurid\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acordado, ent\u00e3o, por Rafiki, Simba abandona o \u2018akuna matata\u2019 e decide assumir a sua verdadeira natureza e miss\u00e3o. As sombras, os destro\u00e7os, a escurid\u00e3o, d\u00e3o lugar \u00e0 luz, ao renascimento da natureza, \u00e0 beleza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os tempos est\u00e3o sombrios\u2026 N\u00e3o \u00e9 uma sombra de hoje, de h\u00e1 dias, de h\u00e1 meses\u2026 \u00c9 de longa data. Temos vindo a aceitar a aliena\u00e7\u00e3o como uma condi\u00e7\u00e3o saborosa, sedutora. Como a Hidra de Lerna, que H\u00e9racles (\u2018H\u00e9rcules\u2019, como se popularizou) teve de enfrentar, e que com m\u00faltiplas cabe\u00e7as (6? 7? 100?) parecia invenc\u00edvel, por estas renascerem sem cessar, a aliena\u00e7\u00e3o ganha novas formas. \u00c9, hoje, a sedu\u00e7\u00e3o do progresso sem fim; a desvinculada certeza de que o novo \u00e9 realidade a acolher, sem reservas, sempre; a convic\u00e7\u00e3o de que mudar \u00e9 sempre virtuoso e que jamais envelheceremos ou deixaremos de ser fortes e pujantes, belos e formosos. E, quando, como espelho omnipresente, alguns se mostram disformes (pela defici\u00eancia, a doen\u00e7a, a velhice\u2026), h\u00e1 que afast\u00e1-los. Se poss\u00edvel, para sempre (veja-se como j\u00e1 alguns pa\u00edses n\u00e3o t\u00eam nascimentos de crian\u00e7as com defici\u00eancias! Ou como, entre n\u00f3s, a velhice \u00e9 tratada de forma ass\u00e9tica, distante e abandonada\u2026)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00f3 quando assoma \u00e0 nossa vida a dureza de uma doen\u00e7a, de uma morte, de um abandono, de uma desilus\u00e3o, de um desemprego, \u00e9 que vemos que os outros, alienados nas suas vidas, n\u00e3o nos acompanham, porque vivem torpores de que s\u00f3 despertar\u00e3o, solit\u00e1rios, quando tamb\u00e9m a eles assomarem circunst\u00e2ncias semelhantes. Mas cada um na sua vez. (N\u00e3o como condi\u00e7\u00e3o de humanos solid\u00e1rios.) E, nessa vez, individualizada e solit\u00e1ria, gritaremos, sem que nos ou\u00e7am, fechados nos seus \u2018phones\u2019 existenciais, distra\u00eddos, divertidos, porque, como afinal se diz, \u2018\u00e9 isso que levamos desta vida\u2019. Para onde? \u2013 Caber\u00e1 perguntar. Precisamos de nos acotovelar uns aos outros, para que nos despertemos. E n\u00e3o ter medo de que a religi\u00e3o nos desperte e nos diga que n\u00e3o somos deuses, mesmo que a ilus\u00e3o seja sedutora. \u00c9, curiosamente, a ilus\u00e3o de sempre: a ilus\u00e3o da serpente. A ilus\u00e3o de Ad\u00e3o, a ilus\u00e3o de Eva, a ilus\u00e3o da humanidade autossuficiente. A fonte de todos os males, a fonte dos pecados.<\/p>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: right;\">*Professor, Presidente da Comiss\u00e3o Diocesana da Cultura<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Autor de &#8216;Bem-nascido&#8230; Mal-nascido&#8230; Do &#8216;filho perfeito&#8221; ao filho humano&#8217;, &#8216;Ensaios <em>de<\/em> liberdade&#8217; e de &#8216;Teologia, ci\u00eancia e verdade: fundamentos para a defini\u00e7\u00e3o do estatuto epistemol\u00f3gico da Teologia, segundo Wolfhart Pannenberg&#8217;<\/h6>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: right;\">Imagem de\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/couleur-1195798\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=1401225\">Couleur<\/a>\u00a0por\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=1401225\">Pixabay<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Artigo republicado em<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":19695,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[146,55],"tags":[],"class_list":["post-19694","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-letra-viva-valores-de-uma-cultura-que-cuida-e-nao-mata","category-luis-manuel-pereira-da-silva"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19694","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19694"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19694\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19740,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19694\/revisions\/19740"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19695"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19694"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19694"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19694"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}