{"id":1961,"date":"2017-09-10T19:33:24","date_gmt":"2017-09-10T18:33:24","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=1961"},"modified":"2017-09-10T19:34:03","modified_gmt":"2017-09-10T18:34:03","slug":"1961-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/1961-2\/","title":{"rendered":"XXIV Domingo do Tempo Comum (Ano A)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">Pe. Franclim Pacheco<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-1962 aligncenter\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/0001-913x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"913\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/0001-913x1024.jpg 913w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/0001-268x300.jpg 268w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/0001-768x861.jpg 768w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/0001-600x673.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 913px) 100vw, 913px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Breve coment\u00e1rio<br \/>\nO texto deste domingo faz ainda parte do discurso eclesial (cap\u00edtulo 18 de Mateus) em que s\u00e3o indicados alguns princ\u00edpios fundamentais apara a viv\u00eancia da nova comunidade. Os irm\u00e3os que comp\u00f5em a comunidade crist\u00e3 s\u00e3o respons\u00e1veis uns pelos outros, com uma aten\u00e7\u00e3o privilegiada aos que s\u00e3o mais fracos na f\u00e9. Expressam tal responsabilidade tanto na correc\u00e7\u00e3o e reconcilia\u00e7\u00e3o fraterna como na ora\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria (ver Evangelho do domingo passado). E vivem-na de uma forma particular quando exercem o perd\u00e3o rec\u00edproco.<br \/>\nPedro j\u00e1 tinha percebido que era necess\u00e1rio perdoar. Mas entende que essa obriga\u00e7\u00e3o tem um limite. Na pr\u00e1tica, Pedro pergunta: devo mesmo perdoar sempre ao meu irm\u00e3o (membro da comunidade crist\u00e3)? O n\u00famero sete indica a plenitude, a totalidade. Jesus, respondendo, esclarece: \u00abAinda muito mais do que sempre\u00bb, referindo-se ao estilo de vingan\u00e7a tribal representado por Lamec que se vangloriava de se vingar \u00absetenta vezes sete\u00bb (Gn 4,23-24).<br \/>\nA par\u00e1bola contada por Jesus \u00e9 constru\u00edda \u00e0 volta da imagem da d\u00edvida e dos devedores que exprime a rela\u00e7\u00e3o primeiro entre rei\/senhor e o seu funcion\u00e1rio e, depois, entre este e um companheiro. O acento da hist\u00f3ria est\u00e1 no contraste entre o modo de agir do rei e o do seu servo perdoado. Tal contraste \u00e9 salientado pela enorme despropor\u00e7\u00e3o entre a d\u00edvida do primeiro para com o seu senhor e a d\u00edvida que o companheiro tinha: 10.000 talentos para cem den\u00e1rios. Apresentando estes n\u00fameros em sal\u00e1rios mensais da \u00e9poca: 2 400 000 sal\u00e1rios mensais para 2,5 meses de sal\u00e1rio, temos um contraste enorme.<br \/>\nO primeiro servo recebe um perd\u00e3o inesperado que, de facto, \u00e9 a \u00fanica sa\u00edda para uma situa\u00e7\u00e3o imposs\u00edvel de resolver doutra forma. Por isso o seu modo de agir para com o companheiro torna-se desapiedado, incompreens\u00edvel para quem acabou de ser perdoado. \u00c9 precisamente aqui que assenta o novo encontro entre o servo e o seu senhor: \u00abN\u00e3o devias tamb\u00e9m tu ter compaix\u00e3o do teu companheiro, como eu tive compaix\u00e3o de ti?\u00bb.<br \/>\nDeus \u00e9 sempre apresentado como o modelo: na perfei\u00e7\u00e3o, na compaix\u00e3o, no perd\u00e3o. Em Jesus, nas suas palavras e gestos a favor dos pecadores revela-se de modo definitivo o perd\u00e3o esperado para os tempos messi\u00e2nicos. Ao anunciar o perd\u00e3o gratuito de Deus, Mateus recomenda \u00e0 sua comunidade o perd\u00e3o fraterno. Este perd\u00e3o recebido de Deus de modo gratuito e inesperado \u00e9 o modelo do perd\u00e3o que deve caracterizar as rela\u00e7\u00f5es na comunidade crist\u00e3.<br \/>\nMas o texto termina, chamando a aten\u00e7\u00e3o para o ju\u00edzo \u00faltimo que ser\u00e1 de condena\u00e7\u00e3o para quem n\u00e3o realizou a miseric\u00f3rdia na forma de perd\u00e3o fraterno: \u00abAssim tamb\u00e9m o meu Pai celeste far\u00e1 a cada um de v\u00f3s se n\u00e3o perdoardes de cora\u00e7\u00e3o ao vosso irm\u00e3o\u00bb. O ensino de Jesus j\u00e1 tinha sido claro: \u00abse perdoardes aos homens as suas ofensas, tamb\u00e9m o vosso Pai celeste vos perdoar\u00e1; se, por\u00e9m, n\u00e3o perdoardes\u2026\u00bb (Mt 6,14-15). Numa comunidade onde h\u00e1 pequenos e grandes, bons e maus, pecadores e fi\u00e9is, irm\u00e3os em crise e extraviados, o estatuto fundamental \u00e9 o do amor que se exprime em atitudes de reconcilia\u00e7\u00e3o e de perd\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. 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