{"id":19517,"date":"2025-08-23T07:07:05","date_gmt":"2025-08-23T06:07:05","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=19517"},"modified":"2025-12-16T13:41:06","modified_gmt":"2025-12-16T13:41:06","slug":"mysterios-lusitanos-contos-texto-e-locucao-15-misterio-da-porta-da-praca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/mysterios-lusitanos-contos-texto-e-locucao-15-misterio-da-porta-da-praca\/","title":{"rendered":"15 | Myst\u00e9rios lusitanos [contos &#8211; texto e locu\u00e7\u00e3o] | Mist\u00e9rio da porta da pra\u00e7a"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: right;\"><em>Myst\u00e9rios lusitanos<\/em> | A vinte e tr\u00eas (23) de cada m\u00eas, habitamos o mundo pelo imagin\u00e1rio de Alberto Ferreyra&#8230;<\/h6>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: right;\">(Nos ramos da escrita, repousam, vezes sem conta, as gralhas da distra\u00e7\u00e3o, ocultas, sob m\u00faltiplos disfarces, at\u00e9 que algu\u00e9m as enxote. Alberto Ferreyra contou com o fino olhar da sua amiga Teresa Correia, detentora do segredo da sua identidade, para afastar ou ca\u00e7ar o grasnar das gralhas. Est\u00e1-lhe, por isso, muito grato&#8230;)<\/h6>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Alberto Ferreyra*<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=oJ4gaVd_pAU\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=oJ4gaVd_pAU<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O calor de agosto convida a robustas sombras. O branco calc\u00e1rio da pra\u00e7a reflete, com vigor, o sol t\u00f3rrido daquele ver\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A nascente, o edif\u00edcio dos pa\u00e7os do concelho \u00e9 encimado por uma sineta que, hora a hora, com tr\u00eas ligeiros toques, recorda, aos que passam, que o tempo passa como eles. N\u00e3o \u00e9 lugar de ilus\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o se pode parar sobre o branco do lajedo. As t\u00edlias que ladeiam a zona central n\u00e3o s\u00e3o, ainda, de copa suficientemente larga para acalmar o calor que queima. \u00c9 preciso acelerar o passo e procurar sombras que sosseguem o vigor do estio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No lado poente, uma pequena capela de Santo Ant\u00f3nio, fresca, acolhe os que se querem abrigados sob a prote\u00e7\u00e3o das \u00e1guas eternas. Reza-se por um menor rigor no tempo, esperando a condescend\u00eancia do eterno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No centro da pra\u00e7a, o vazio. S\u00f3 o branco da pedra calc\u00e1ria e a languidez das formas, desvirtuadas pela ebuli\u00e7\u00e3o de um \u00ednfero calor\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos esparsos bancos de jardim, no lado norte da pra\u00e7a, descansam, sobre as suas bengalas retorcidas, os esquecidos do tempo e de tempo. Aguardam\u2026 J\u00e1 n\u00e3o sabem por que hora. Mas aguardam, alquebrados.<\/p>\n<p>J. e M. vieram visitar os av\u00f3s e gostam, sempre, de uma r\u00e1pida visita \u00e0 pra\u00e7a. Fala-lhes de tempos em que tamb\u00e9m eles ali viveram, numa das moradas que hoje j\u00e1 s\u00f3 alguns recordam terem sido habitadas. Tudo \u00e9 loja ou aus\u00eancia\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sob as t\u00edlias mais robustas, pingando calor, deitam um olhar em redor. Pela zona central da pra\u00e7a, o seu olhar \u00e9 veloz. A brancura refletida da luz n\u00e3o se compadece com demoras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Det\u00eam o seu olhar, por\u00e9m, numa porta invulgar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como que incrustada entre portas que abrem para lojas, modernas e luminosas, uma porta de madeira, antiga, parece ter ali sido for\u00e7adamente pregada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tosca, rematando uma parede de tijolo mal pintada, tudo nela \u00e9 singular. S\u00f3 o n\u00famero \u2013 trinta e seis \u2013 garante a continuidade com o tempo. O resto \u00e9 invulgaridade.<\/p>\n<p>J. e. M. ousam sentar-se \u00e0 soleira daquela porta. Afagam umas poucas ervas nascidas sem terra e desviam a conversa para o tempo que passa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Divertem-se a comentar o que observam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(Sabem que o pai n\u00e3o acha piada que passem o tempo a comentar as vidas de outros, mas, na sua aus\u00eancia, atualizam a conversa\u2026 Talvez tomados por um rebate de consci\u00eancia, desviam os coment\u00e1rios para o significado daquele n\u00famero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Trinta e seis. Hum. N\u00e3o \u00e9 a idade que o pai tinha quando nasceste? \u2013 gracejou J.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; E a data em que Jesus poder\u00e1 ter morrido. Os c\u00e1lculos feitos, no s\u00e9culo VI, pelo monge Dion\u00edsio o ex\u00edguo, t\u00eam um pequeno erro de alguns anos: tr\u00eas ou quatro ou cinco ou, at\u00e9, seis\u2026 Jesus, que ter\u00e1 morrido com trinta e tr\u00eas anos, morreu no ano de trinta e seis ou trinta e sete ou trinta e oito ou, at\u00e9, trinta e nove.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; J\u00e1 est\u00e1s nas tuas derivas, M.)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Est\u00e3o nisto, quando, sem se aperceberem, se acerca deles um homem de caminhar tr\u00f4pego, pernas arqueadas e olhar estr\u00e1bico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assustam-se com a sua presen\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Num primeiro momento, tartamudeiam um mal-amanhado \u2018boa tarde\u2019, n\u00e3o percebendo, de imediato, se conseguir\u00e3o manter uma conversa l\u00edmpida com aquele estranho homem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parece-lhes desconexo o que ele diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s um \u2018t\u00eam um p\u00e3ozinho?\u2019, e um apontar com o bra\u00e7o para a pra\u00e7a, seguido de um \u2018explodir de bra\u00e7os\u2019, J. e M. olham um para o outro sem saberem o que esperar dali.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Subitamente, aquele deambular louco d\u00e1 lugar \u00e0 surpresa de um regresso ao tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aquele homem aparentemente desnorteado d\u00e1 lugar a um \u2018Sabem? Pensam que sou louco!\u2019<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Adotando uma postura de corpo hirta e robusta, retomando o olhar centrado, pediu para se sentar no meio deles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00f3nitos, esbo\u00e7aram um mec\u00e2nico movimento de afastamento que permitiu que os tr\u00eas partilhassem aquele improvisado banco de jardim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Chamo-me \u2018Ant\u00f3nio\u2019. \u00c9 assim que me chamam por aqui. Na verdade, sou \u2018L\u00e1zaro\u2019. Como todos os l\u00e1zaros de todos os tempos e todos os lugares\u2026 Sou aquele a quem \u2018Deus d\u00e1 ajuda\u2019. E, por mim, a outros.<\/p>\n<p>M. queria estar encostada a J. para poder dar-lhe uma cotovelada. Via-o perdido, surpreendido, de olhar suspenso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o era para menos. Aquele homem mudara de figura sem que tivessem conseguido compreender o que se passara diante dos seus olhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto os pensamentos se enrolavam nas cabe\u00e7as baralhadas de J. e M., aquele homem prosseguia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Todos os meus foram infelizes. Doen\u00e7as, mortes precoces, separa\u00e7\u00f5es, abandonos. Tudo o que podeis imaginar aconteceu aos meus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dia, vim aqui. Sentei-me neste lugar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta casa, viveu uma fam\u00edlia que deu teto a muitos. Das m\u00e3os do chefe desta fam\u00edlia sa\u00edram as paredes da morada de muitos. Mas uma fam\u00edlia muito sofrida. Numa noite de ver\u00e3o, em pleno agosto, ouviram-se uns gritos de desespero. Os que aqui passavam ouviram um: \u2018porque n\u00e3o a mim?\u2019 Nada mais se ouviu, desde ent\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ficaram estas paredes para o testemunhar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Despertando do seu espanto sonolento, M. atirou:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; N\u00e3o entendi nada. Ficaram estas paredes?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; S\u00f3 o tempo veio a explicar o que aqui aconteceu. Vendo os seus sofrerem desalmadamente, aquele pai desejou, para si, o sofrimento por que via passarem os seus. Foi-lhe concedido esse dom. A dor sofrida pelos seus foi aliviada, assumida por aquele compassivo pai. E, para o lembrar, as paredes exteriores desta casa escondem o segredo que jamais ser\u00e1 revelado. Ningu\u00e9m pode jamais voltar a entrar nela. Se algu\u00e9m o fizer, tudo regressar\u00e1 ao que era.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E encostou a m\u00e3o \u00e0 porta.<\/p>\n<p>M. era s\u00f3 olhos\u2026 No centro do seu olhar, interroga\u00e7\u00f5es. S\u00f3 interroga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Mas esta casa est\u00e1 assim. Velha, como que prestes a cair. O que tem isso a ver com o que nos est\u00e1 a contar?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; O exterior, esta porta, esconde o segredo que o seu interior reserva. No centro da casa, transfigurada, formou-se um profundo lago, feito das l\u00e1grimas e sofrimentos dos seus mais amados. Dizem que a profundidade do lago se deve a que nele estar\u00e3o todas as dores do mundo&#8230; Ao centro, uma s\u00f3 planta: uma victoria cruziana. Floresce, nos meses de ver\u00e3o, apenas uma vez ao ano, de noite. Atrai, com o seu odor, os males dos que, amados, sofrem dores que outros querem sofrer por si. A sua dimens\u00e3o compreende, em cada ano, a grandeza da compaix\u00e3o. No primeiro dia, a sua cor \u00e9 branca, luminosa. E fecha, de novo, ao alvorecer para, ao fim do mesmo dia, voltar a florescer, j\u00e1 com tons de rosa. \u2013 As dores do mundo s\u00e3o densas\u2026 Os que aqui se sentarem, em cada ano, e desejarem assumir sobre si as dores dos seus, talvez vejam, nesse singular florescer, reparados todos os sofrimentos de que desejam libert\u00e1-los.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda a \u00faltima palavra se soltava dos seus l\u00e1bios, o homem ergue-se de um salto e come\u00e7ou a andar, de novo com aquele andar tr\u00f4pego com que se acercara deles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas M. teve tempo de perguntar:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; \u2018Como sabe isso?\u2019<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O homem estacou\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; \u2018Nas m\u00e1scaras da vida h\u00e1 muitas personagens.\u2019 \u2013 E, retomando o passo, dirigiu-se para a pra\u00e7a, de andar desajeitado, olhar estr\u00e1bico e conversa enrodilhada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do interior, atrav\u00e9s das frinchas secas da madeira da porta trinta e seis, J. e M. sentiram exalar um doce odor de nen\u00fafar\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Avizinhava-se o anoitecer. Era um m\u00eas de ver\u00e3o!<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: right;\">Imagem de\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/tumisu-148124\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=4203628\">Tumisu<\/a>\u00a0por\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=4203628\">Pixabay<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align: justify;\">*Alberto Ferreyra diz que as suas letras habitam a mente e saem da m\u00e3o de algu\u00e9m nascido em terras gaulesas, ainda que afirme, em sussurro, que o seu real nascimento ocorreu nas margens do Antu\u00e3, em abril de 2024. \u00c9, por isso, um prematuro autor liter\u00e1rio, germinado da inspira\u00e7\u00e3o que a realidade proporciona quando se tem a companhia, nos livros, de g\u00e9nios como Jorge Luis Borges, Miguel Torga, Gabriel Garc\u00eda Marquez ou personagens como Poirot ou Padre Brown.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Na sua escrita, cruzam-se o real e o imaginado, o fict\u00edcio e o hist\u00f3rico, numa embrenhada teia em que o leitor continua a ler, mesmo j\u00e1 depois de fechado o conto. O real continua a fecundar hist\u00f3rias na mente de quem l\u00ea Ferreyra. Cada conto, feito dos mist\u00e9rios desvelados, aproxima o tempo e distancia o espa\u00e7o, esticando-o at\u00e9 ao eterno e ao infinito. Ao ler Ferreyra, faz-se &#8216;sil\u00eancio&#8217; (&#8216;myst\u00e9rio&#8217; alude \u00e0 etimologia grega da palavra, que remete para o &#8216;fazer sil\u00eancio&#8217;, &#8216;emudecer-se&#8217;&#8230;) para que possam ecoar as palavras, para que possa desenovelar-se o enredo sucintamente desvelado.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">J. e M., protagonistas de cada um dos contos, acompanhados, em alguns deles, pelo seu periquito &#8216;branquinho&#8217;, fazem emergir, do real em que se enredam, hist\u00f3rias que, nascendo da imagina\u00e7\u00e3o de Ferreyra, permanecem como realidades poss\u00edveis, deixando a suspeita de terem mesmo ocorrido.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Se n\u00e3o foi real, Ferreyra o criar\u00e1, inspirado numa cosmovis\u00e3o que tanto deve \u00e0quela religi\u00e3o que fez do encarnado a condi\u00e7\u00e3o fundamental do existir.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A vinte e tr\u00eas (23) de cada m\u00eas, habitaremos o mundo pelo imagin\u00e1rio de Alberto Ferreyra&#8230;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Myst\u00e9rios lusitanos |<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17814,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[208,209],"tags":[],"class_list":["post-19517","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-alberto-ferreyra","category-mysterios-lusitanos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19517","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19517"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19517\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20097,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19517\/revisions\/20097"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17814"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19517"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19517"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19517"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}