{"id":19496,"date":"2025-07-23T07:07:26","date_gmt":"2025-07-23T06:07:26","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=19496"},"modified":"2025-12-16T13:40:55","modified_gmt":"2025-12-16T13:40:55","slug":"mysterios-lusitanos-contos-texto-e-locucao-14-misterio-na-fonte-da-costa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/mysterios-lusitanos-contos-texto-e-locucao-14-misterio-na-fonte-da-costa\/","title":{"rendered":"14 | Myst\u00e9rios lusitanos [contos &#8211; texto e locu\u00e7\u00e3o] | Mist\u00e9rio na fonte da Costa"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: right;\"><em>Myst\u00e9rios lusitanos<\/em> | A vinte e tr\u00eas (23) de cada m\u00eas, habitamos o mundo pelo imagin\u00e1rio de Alberto Ferreyra&#8230;<\/h6>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: right;\">(Nos ramos da escrita, repousam, vezes sem conta, as gralhas da distra\u00e7\u00e3o, ocultas, sob m\u00faltiplos disfarces, at\u00e9 que algu\u00e9m as enxote. Alberto Ferreyra contou com o fino olhar da sua amiga Teresa Correia, detentora do segredo da sua identidade, para afastar ou ca\u00e7ar o grasnar das gralhas. Est\u00e1-lhe, por isso, muito grato&#8230;)<\/h6>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Alberto Ferreyra*<\/strong><\/p>\n<p><iframe title=\"14   Mist\u00e9rio na fonte da Costa\" width=\"640\" height='360' src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/IdGtkh0pRtE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 ver\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As ramadas que cobrem o caminho da Costa criam densas sombras que aliviam, levemente, o peso do calor que torna tr\u00f4pegos os passos. J. e M. descem, entre conversas, o caminho que os levar\u00e1 ao Souto e \u00e0 fonte por que anseiam, extenuados, ap\u00f3s uma caminhada pelos carreiros da aldeia dos av\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 a aldeia dos sonhos a que voltam, em cada ver\u00e3o, desejosos dos mist\u00e9rios que aquelas vielas desvendam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Param junto a um tanque onde uns girinos sobem e descem em dan\u00e7as irregulares. Distra\u00eddos, conversam sobre os nadas da vida\u2026<\/p>\n<p>M. d\u00e1 uma cotovelada em J.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Avistara um vulto, um pouco adiante, na curva que antecede a ligeira descida para a fonte de cujas \u00e1guas s\u00e3o proverbiais a frescura e leveza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sentado, debru\u00e7ado sobre o cajado de sempre, com um c\u00e2ntaro de barro a seu lado, um homem, de rosto enrugado, parece de olhar perdido no infinito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o os viu. Repousando sobre um pequeno muro que limita a terra do Souto, mastiga, compassadamente, uma erva j\u00e1 meio seca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Olha para a fonte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Meneia, a espa\u00e7os, a cabe\u00e7a, fechando os olhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Volta a abri-los, como que desperto por uma ideia que o atordoa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Est\u00e1 nisto longos minutos.<\/p>\n<p>M. e J. apreciam, \u00e0 dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O c\u00e2ntaro est\u00e1 vazio, mas n\u00e3o seco. Tivera \u00e1gua, entretanto despejada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s longos e demorados minutos, ergueu-se e afastou-se do lugar onde o viam M. e J.<\/p>\n<p>J. ainda fez um gesto de quem pretendia chamar por ele, mas M. conteve-o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Viram aquele desconhecido desaparecer, entre as sombras lan\u00e7adas pelas ramadas, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 estrada que ladeia o largo vale.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acordados daquele momento de torpor, M. e J. correram em dire\u00e7\u00e3o ao assento onde descansara.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esquecera-se do c\u00e2ntaro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao pegar nele, M. viu que um resto de \u00e1gua se conservara no fundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todo o exterior do c\u00e2ntaro estava humedecido, ao contr\u00e1rio do seu interior que parecia ressequido, mantendo humidade apenas onde se conservava aquele restinho de \u00e1gua.<\/p>\n<p>M. estranhou aquele efeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; J\u00e1 reparaste, J.? O c\u00e2ntaro est\u00e1 todo ele molhado, por fora, mas seco, no interior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A curiosidade de M. n\u00e3o mais a deixou abandonar aquela observa\u00e7\u00e3o. Fixou o olhar no fundo do recipiente. As \u00e1guas, escassas, mas suficientes para criarem um efeito especular, num primeiro momento, refletiam o rosto que as via. Mas, ao manter o olhar atento, outras imagens ali se sucediam.<\/p>\n<p>M. ficou intrigada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chamou J. que continuava a procurar ver por onde aquele homem inc\u00f3gnito se encaminhara. Tamb\u00e9m ele estava at\u00f3nito. Parecia ter-se perdido entre os campos. N\u00e3o conseguia vislumbr\u00e1-lo entre as ramagens e os verdes. Mas, tamb\u00e9m, aquele calor n\u00e3o convidava a grandes pensamentos! Talvez apenas a lentid\u00e3o dos seus passos n\u00e3o acompanhasse a rapidez do olhar\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Encolheu os ombros, como que convencido com a sua conclus\u00e3o.<\/p>\n<p>M. acordou, entretanto, destes devaneios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; V\u00ea! V\u00ea! Consegues encontrar o teu reflexo?<\/p>\n<p>J. descortinara, num primeiro momento, os seus tra\u00e7os, que foram sendo substitu\u00eddos, lentamente, por outras imagens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Vejo\u2026 Vejo-me. Sim, vejo-me. Mas, estranhamente, nem sempre com a mesma idade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Tamb\u00e9m me dei conta disso, J.. Vemo-nos, num primeiro momento, com o rosto que agora temos, mas, ao fim de uns segundos, as \u00e1guas come\u00e7am a refletir-nos com outra idade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Mas nem sempre reconhe\u00e7o as cenas que aqui aparecem\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Intrigante. Muito intrigante, mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem perceber o que estavam a ver, desceram o que os separava da fonte da Costa e refrescaram-se.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sil\u00eancio tomara conta das suas vozes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Adivinhavam o reboli\u00e7o que assaltara a mente do outro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O jantar fizera-se num sil\u00eancio que deixara at\u00f3nitos os pais. N\u00e3o o percebiam, mas suspeitavam de noite de sobressalto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A noite confirmou as d\u00favidas do jantar.<\/p>\n<p>M. e J. n\u00e3o puseram olho. Mal a aurora se anunciou, levantaram-se e regressaram \u00e0 fonte, pela fresquinha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Levaram, consigo, o c\u00e2ntaro. A \u00e1gua, entretanto, secara e, com ela, as bordas de todo o c\u00e2ntaro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a inquieta\u00e7\u00e3o que assomara aos seus esp\u00edritos n\u00e3o os deixava sossegados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pousaram o c\u00e2ntaro na dire\u00e7\u00e3o do fio de \u00e1gua, distraindo o seu olhar com o cen\u00e1rio que os envolvia. Quando lhes parecera que a quantidade seria suficiente, pegaram no c\u00e2ntaro que, para sua surpresa, mantinha uma pequena reserva de \u00e1gua, no fundo, com as caracter\u00edsticas que tinham visto, na v\u00e9spera: o exterior, humedecido, e o interior, seco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voltaram a olhar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As imagens que refletia repetiram o que j\u00e1 tinham visto. Num primeiro momento, os reflexos atuais; num segundo momento, os seus rostos, mas j\u00e1 sem a idade que agora tinham.<\/p>\n<p>M. pensava\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Subitamente, abriu os olhos com um vigor que J. logo reconheceu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; J., J., v\u00ea bem o que est\u00e1 a acontecer aqui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Estamos os dois, no dia em que a m\u00e3e nos perguntou se quer\u00edamos acompanh\u00e1-la a casa do Tio Pedro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; E lembras-te do que aconteceu?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; N\u00e3o fomos e, nesse dia, quando est\u00e1vamos em casa, tentaram a arromb\u00e1-la. Como nos apercebemos, lig\u00e1mos \u00e0 pol\u00edcia que prendeu os assaltantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Isso mesmo. Agora, olha com aten\u00e7\u00e3o o que mostram as \u00e1guas deste c\u00e2ntaro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Vejo-te a entrar no carro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Sim. E que mais?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Eu tamb\u00e9m\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Pois\u2026 E depois?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; A casa \u00e9 assaltada sem que ali estejamos\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Percebeste?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Ainda n\u00e3o!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Este c\u00e2ntaro, com a \u00e1gua desta fonte, permite-nos ver o que aconteceria se outra tivesse sido a nossa op\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Isso deixa-me perturbado. \u2013 Reconheceu J. \u2013 N\u00e3o somos feitos de \u2018ses\u2019. Somos feitos de decis\u00f5es e s\u00e3o elas que constroem a nossa vida e hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; J., concordo contigo. N\u00e3o podemos deixar que este c\u00e2ntaro abra uma fenda na hist\u00f3ria e nos leve ao territ\u00f3rio da incondi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; \u2018Incondi\u00e7\u00e3o\u2019! Tens cada uma, M.. Essa \u00e9 digna de uma fil\u00f3sofa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A admira\u00e7\u00e3o de J. foi interrompida pelo s\u00fabito e penetrante som do c\u00e2ntaro a desfazer-se em cacos contra as pedras salpicadas pela \u00e1gua da fonte. J. olhou, fixamente, M., que mantinha, na m\u00e3o, o que restava de uma asa de barro, humedecida de \u00e1gua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Hoje, temos convite. Vamos jantar a casa do tio Pedro? \u2013 Perguntou a m\u00e3e a J. e M.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: right;\">Imagem de\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/tumisu-148124\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=4203628\">Tumisu<\/a>\u00a0por\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=4203628\">Pixabay<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align: justify;\">*Alberto Ferreyra diz que as suas letras habitam a mente e saem da m\u00e3o de algu\u00e9m nascido em terras gaulesas, ainda que afirme, em sussurro, que o seu real nascimento ocorreu nas margens do Antu\u00e3, em abril de 2024. \u00c9, por isso, um prematuro autor liter\u00e1rio, germinado da inspira\u00e7\u00e3o que a realidade proporciona quando se tem a companhia, nos livros, de g\u00e9nios como Jorge Luis Borges, Miguel Torga, Gabriel Garc\u00eda Marquez ou personagens como Poirot ou Padre Brown.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Na sua escrita, cruzam-se o real e o imaginado, o fict\u00edcio e o hist\u00f3rico, numa embrenhada teia em que o leitor continua a ler, mesmo j\u00e1 depois de fechado o conto. O real continua a fecundar hist\u00f3rias na mente de quem l\u00ea Ferreyra. Cada conto, feito dos mist\u00e9rios desvelados, aproxima o tempo e distancia o espa\u00e7o, esticando-o at\u00e9 ao eterno e ao infinito. Ao ler Ferreyra, faz-se &#8216;sil\u00eancio&#8217; (&#8216;myst\u00e9rio&#8217; alude \u00e0 etimologia grega da palavra, que remete para o &#8216;fazer sil\u00eancio&#8217;, &#8216;emudecer-se&#8217;&#8230;) para que possam ecoar as palavras, para que possa desenovelar-se o enredo sucintamente desvelado.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">J. e M., protagonistas de cada um dos contos, acompanhados, em alguns deles, pelo seu periquito &#8216;branquinho&#8217;, fazem emergir, do real em que se enredam, hist\u00f3rias que, nascendo da imagina\u00e7\u00e3o de Ferreyra, permanecem como realidades poss\u00edveis, deixando a suspeita de terem mesmo ocorrido.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Se n\u00e3o foi real, Ferreyra o criar\u00e1, inspirado numa cosmovis\u00e3o que tanto deve \u00e0quela religi\u00e3o que fez do encarnado a condi\u00e7\u00e3o fundamental do existir.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A vinte e tr\u00eas (23) de cada m\u00eas, habitaremos o mundo pelo imagin\u00e1rio de Alberto Ferreyra&#8230;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Myst\u00e9rios lusitanos |<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17814,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[208,209],"tags":[],"class_list":["post-19496","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-alberto-ferreyra","category-mysterios-lusitanos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19496","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19496"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19496\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20096,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19496\/revisions\/20096"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17814"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19496"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19496"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19496"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}