{"id":19318,"date":"2025-05-09T20:17:22","date_gmt":"2025-05-09T19:17:22","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=19318"},"modified":"2025-05-09T20:17:22","modified_gmt":"2025-05-09T19:17:22","slug":"o-insubstituivel-papel-do-cristianismo-superando-o-outro-erro-de-descartes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/o-insubstituivel-papel-do-cristianismo-superando-o-outro-erro-de-descartes\/","title":{"rendered":"O insubstitu\u00edvel papel do cristianismo: superando o outro \u2018erro\u2019 de Descartes"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: right;\">Artigo originalmente publicado na<a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-insubstituivel-papel-do-cristianismo-superando-o-outro-erro-de-descartes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> Ag\u00eancia Ecclesia<\/a><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h4 style=\"text-align: center;\">Lu\u00eds Manuel Pereira da Silva*<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E se os desafios de hoje puderem ser iluminados pelos dos primeiros tempos do Cristianismo?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria e os tempos s\u00e3o \u00fanicos e irrepet\u00edveis. A perman\u00eancia, por\u00e9m, das inquieta\u00e7\u00f5es humanas, permite revisitar, amiudadamente, as solu\u00e7\u00f5es que, vez ap\u00f3s vez, se v\u00e3o revelando insuficientes, como \u00e9 pr\u00f3prio da condi\u00e7\u00e3o humana na hist\u00f3ria. Por este motivo, \u00e9 necess\u00e1rio manter o olhar atento e vivo, desperto para todas as solu\u00e7\u00f5es que se apresentem como \u2018fim da hist\u00f3ria\u2019 e o definitivo resolver dos elementos de tens\u00e3o pr\u00f3prios da condi\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em tudo o que somos, h\u00e1 uma dualidade. Dualidade respons\u00e1vel pelas situa\u00e7\u00f5es de tens\u00e3o pr\u00f3prias do existir. Colocam-nos em condi\u00e7\u00e3o de \u2018crise\u2019 constante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Perante a dualidade n\u00e3o pode resultar, por\u00e9m, a ced\u00eancia \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o do dualismo que tem a pretens\u00e3o de resolver esta tens\u00e3o, reduzindo o humano a uma s\u00f3 das suas dimens\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recordava, com s\u00e1bia leitura, Viktor Frankl, o criador da logoterapia e pensador luminoso, infelizmente, ainda pouco lido entre n\u00f3s (mas merecedor de uma tese de doutoramento por parte do eminente bispo de Bragan\u00e7a-Miranda, D. Nuno Almeida), cujas conclus\u00f5es foram fermentadas na dura experi\u00eancia de quatro campos de concentra\u00e7\u00e3o por que passou, que a tenta\u00e7\u00e3o \u00e9, muitas vezes, a de reduzir o humano ao \u2018n\u00e3o mais do que\u2019: \u2018O niilismo de ontem ensinava o \u00abnada\u00bb. O reducionismo de hoje prega o \u00abn\u00e3o \u00e9 mais do que\u00bb [\u2026] h\u00e1 diferen\u00e7as dimensionais que o reducionismo ignora e minimiza. (Viktor Frankl, <em>A voz que grita por um sentido,<\/em> p. 57.) \u2019<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta tenta\u00e7\u00e3o teve um particular impulso, ao longo da era de que ainda n\u00e3o teremos, definitivamente, sa\u00eddo (ainda que seja poss\u00edvel sentir o emergir do paradigma \u2018p\u00f3s-moderno\u2019, que se caracteriza pela volatiliza\u00e7\u00e3o da raz\u00e3o e a preval\u00eancia da sensibilidade e do afeto), designada como \u2018modernidade\u2019. Entre os contributos mais marcantes para este impulso est\u00e1, certamente, o de Descartes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para um leitor menos avisado, poder\u00e1 parecer que estou a ir demasiado longe, ao invocar o pensamento de um autor dos j\u00e1 long\u00ednquos s\u00e9culos XVI e XVII\u2026 Valer\u00e1 a pena, por\u00e9m, lembrar que, de algum modo, hoje, os nossos legisladores e, afinal, todos n\u00f3s, s\u00e3o (somos), de algum modo, disc\u00edpulos de Descartes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E s\u00ea-lo-emos por um de dois motivos: pelo seu dualismo ou pelo seu individualismo solipsista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ant\u00f3nio Dam\u00e1sio, no seu c\u00e9lebre e oportuno \u2018erro de Descartes\u2019<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, identifica no dualismo cartesiano o seu erro fundamental. E concordo que essa \u00e9 parte de um diagn\u00f3stico a reter, ainda que a valoriza\u00e7\u00e3o da dimens\u00e3o emocional, que Dam\u00e1sio parece sustentar como a escolha alternativa, n\u00e3o me mere\u00e7a igual subscri\u00e7\u00e3o. Mas vale a pena reter a ideia de que o dualismo \u00e9 uma das suas marcas e que ainda hoje a notamos, entre n\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ousaria, por\u00e9m, acrescentar um outro erro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Descartes adota um <em>modus cogitandi<\/em> (um modo de pensar) que ainda hoje temos, entre n\u00f3s. Descartes anda em busca de \u2018ideias claras e distintas\u2019, puras, isoladas da hist\u00f3ria. Essa sua busca f\u00e1-lo procurar uma primeir\u00edssima certeza que ele encontra e sintetiza no seu lapidar \u2018cogito\u2019: \u2018penso, logo existo\u2019. A primeira certeza do sujeito cartesiano \u00e9 a de que pensa e, por isso, existe. O outro, os outros, s\u00e3o, assim, acidentais e acess\u00f3rios para a defini\u00e7\u00e3o da identidade do sujeito cartesiano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sujeito cartesiano (e, com ele, o que pensam os disc\u00edpulos de Descartes) \u00e9 autossuficiente, pensa-se prescindindo dos demais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Regressar \u00e0s fontes crist\u00e3s: a certeza de que o gnosticismo n\u00e3o vence\u2026<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Paremos, aqui, momentaneamente, a nossa reflex\u00e3o para introduzir um elemento da hist\u00f3ria recente que cruzaremos com o percurso reflexivo feito at\u00e9 aqui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2022, o Papa Francisco proclamou Santo Ireneu de Lyon como Doutor da Igreja, com o t\u00edtulo de \u2018doctor unitatis\u2019 (\u2018doutor da Unidade\u2019). Francisco sabe quanto significa esta escolha. Uma das principais batalhas de Santo Ireneu, em finais do s\u00e9culo II, tem muito em comum com os tra\u00e7os da atualidade. Na sua obra mais conhecida, \u2018Adversus Haereses\u2019, Ireneu enfrenta os desafios do gnosticismo, poderoso modo de pensar que foi, qual hidra, emergindo na hist\u00f3ria de um e outro modo. Ent\u00e3o, como hoje, o humano ficava reduzido ao an\u00edmico e o corpo parecia ser prescind\u00edvel, n\u00e3o fazia parte da identidade\u2026 Veja-se como pensam a \u2018teoria de g\u00e9nero\u2019 ou os diversos transumanismos que se prop\u00f5em reduzir o humano \u00e0 sua \u2018alma\u2019, ao seu \u2018pensamento\u2019. O corpo, nesta vis\u00e3o, nada \u00e9\u2026 Agora, como outrora! E, agora, como outrora, o corpo, reduzido \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de n\u00e3o essencial, fica \u2018imune\u2019 \u00e0 abordagem \u00e9tica: tudo pode fazer-se sobre ele, pois n\u00e3o estar\u00e1 em causa o humano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Perante a sedu\u00e7\u00e3o gn\u00f3stica, Ireneu foi contundente: \u2018A gl\u00f3ria de Deus \u00e9 o homem vivente\u2019 (Santo Ireneu de Lyon, <em>Adversus Haereses<\/em>, 20,7<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>, evidenciando que \u00e9 a unidade corpo-alma que reflete a bondade da cria\u00e7\u00e3o e n\u00e3o, apenas, uma parte das duas. Ali\u00e1s, toda a escatologia crist\u00e3 evidencia e sustenta-se neste princ\u00edpio \u2018encarna\u00e7\u00e3o\u2019, sem o qual n\u00e3o temos o homem todo, \u2018alvo\u2019 da salva\u00e7\u00e3o com que Deus brinda a sua cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os tempos [em] que vivemos pedem, por isso, que correspondamos ao desafio conciliar, ainda n\u00e3o totalmente cumprido, de \u2018[\u2026] um cont\u00ednuo regresso \u00e0s fontes de toda a vida crist\u00e3\u2019 (<em>Perfectae Caritatis<\/em>, 2)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; \u2018E porqu\u00ea?\u2019 &#8211; Poderemos perguntar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Pe. Jos\u00e9 Miguel Cardoso, na sua muito aclamada tese de doutoramento, defendida em Roma e em boa hora editada em Portugal, responde a esta interroga\u00e7\u00e3o, sabendo-se que o assunto em an\u00e1lise, ali, s\u00e3o, precisamente, as mat\u00e9rias de escatologia: \u2018Por que raz\u00e3o o per\u00edodo patr\u00edstico \u00e9 crucial para toda a reflex\u00e3o teol\u00f3gica (e escatol\u00f3gica)? Porque \u00e9 o per\u00edodo que nos oferece o \u201calfabeto teol\u00f3gico\u201d, cujas [\u2026] formula\u00e7\u00f5es iniciais determinar\u00e3o todo o azimute teol\u00f3gico\u2019<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pede-se, por isso, que nos \u2018alfabetizemos\u2019, vez ap\u00f3s vez, no \u2018idioma crist\u00e3o\u2019 para que n\u00e3o percamos o norte, o azimute, quando o mundo parece desnorteado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas \u2013 dizem alguns \u2013 com que legitimidade pode o cristianismo falar, quando tantos erros cometeram os crist\u00e3os, ao longo da sua hist\u00f3ria?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nicol\u00e1i Berdi\u00e1iev responde, com a ironia que perpassa toda a sua obra e que faz, tantas vezes, lembrar Chesterton: \u2018Como pode condenar-se o cristianismo em fun\u00e7\u00e3o da indignidade dos crist\u00e3os quando ao mesmo tempo se repreendem os mesmos crist\u00e3os por faltarem \u00e0 dignidade do cristianismo?\u2019<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez quem mais necessite de ouvir estas palavras de Berdi\u00e1iev sejam os pr\u00f3prios crist\u00e3os, tantas vezes titubeantes e inseguros sobre a qualidade do tesouro que lhes foi confiado\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Regressemos, mais seguros, ao ponto da reflex\u00e3o sobre \u2018Cartesius\u2019. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Diz\u00edamos que Descartes deixou uma longa sombra de dualismo, j\u00e1 sobejamente identificada e recordada por Ant\u00f3nio Dam\u00e1sio. Mas identific\u00e1mos um outro erro que se lhe pode apontar, n\u00e3o menor no grau de impacto sobre as convic\u00e7\u00f5es e axiomas em que assenta a modernidade que temos constru\u00eddo: o sujeito cartesiano parece ter nascido sem pai nem m\u00e3e. Fundando um solipsismo te\u00f3rico, mas com profundo impacto sist\u00e9mico, Descartes convenceu-nos de que a primeira certeza de que nos damos conta \u00e9 da nossa exist\u00eancia, contrariando a nossa pr\u00f3pria natureza de seres umbilicais. No centro do nosso abd\u00f3men, est\u00e1 a marca que Descartes quis ofuscar: o sinal inequ\u00edvoco de que n\u00e3o nascemos de n\u00f3s. O umbigo \u00e9 a marca insofism\u00e1vel de que dependemos de um outro, na fase mais decisiva do nosso existir. Por isso, antes da certeza de que existimos, est\u00e1 a certeza de que existem os outros. Sem eles, nunca a potencial consci\u00eancia que nos habita como possibilidade poderia tornar-se atual e efetiva. S\u00e3o os humanos que nos antecedem (os in\u00fameros \u2018tus\u2019 de quem herdamos a vida, a cultura, a l\u00edngua) que criam as condi\u00e7\u00f5es para que o \u2018eu\u2019 possa consciencializar-se de si.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa condi\u00e7\u00e3o de intr\u00ednseca indig\u00eancia e relacionalidade do humano nos falam todos os mist\u00e9rios crist\u00e3os e, entre eles, o da pr\u00f3pria Trindade que diz que a natureza de Deus \u00e9 Amor, isto \u00e9, o amor com que Deus se expressa n\u00e3o \u00e9 um acidente, mas a express\u00e3o de Si Mesmo. E, sendo o humano criado \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus, \u00e9 enquanto amor que o ser humano se realiza. Sendo o ego\u00edsmo o contr\u00e1rio do amor!&#8230; O pecado de Ad\u00e3o (o outro nome de toda a humanidade) que outra coisa \u00e9 sen\u00e3o o solipsismo e a ilus\u00e3o de se bastar a si mesmo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do cristianismo espera-se, por isso, que continue a ser, ainda que em contracorrente com a ilus\u00e3o da solid\u00e3o espelhada em si mesmo, a b\u00fassola do azimute certo: o de que s\u00f3 chegamos \u00e0 meta, juntos. N\u00e3o nos geramos a n\u00f3s mesmos, n\u00e3o podemos pensar uma autonomia que dispensa os outros; verdadeira autonomia n\u00e3o \u00e9 anomia e falta de refer\u00eancias, como se o sujeito isolado gerasse as leis e as normas, e o mundo come\u00e7asse, ent\u00e3o. A liberdade em que queremos sustentar as nossas sociedades \u00e9 uma ilus\u00e3o: a do solipsista que se concebe como absoluto e sem depend\u00eancias. Isso \u00e9 algo, mas n\u00e3o ser\u00e1, certamente, humano. Sem os outros, n\u00e3o haver\u00e1 o eu, porque somos \u2018pessoas\u2019, seres racionais e relacionais, conceito gerado pelo cristianismo; uma d\u00edvida nunca saldada pelo mundo que n\u00e3o seria o mesmo se tal conceito n\u00e3o o tivesse criado esta religi\u00e3o que faz da rela\u00e7\u00e3o o seu tra\u00e7o definidor. Somos enquanto somos com os outros. Morremo-nos na solid\u00e3o e na ilus\u00e3o de nos bastarmos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Viktor Frankl, <em>A voz que grita por um sentido<\/em>, Alfragide, Lua de papel, 2021, p. 57.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Ant\u00f3nio Dam\u00e1sio, <em>O Erro de Descartes: Emo\u00e7\u00e3o, raz\u00e3o e c\u00e9rebro humano<\/em>, Mem Martins, Publica\u00e7\u00f5es Europa-Am\u00e9rica, 1998<sup>18<\/sup>, pp. 253ss.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> \u00a0Sigo a tradu\u00e7\u00e3o feita pelo saudoso biblista, Pe. Doutor Franclim Pacheco, em edi\u00e7\u00e3o publicada em <a href=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/\">https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Jos\u00e9 Miguel Cardoso, <em>Para uma escatologia sapiencial: A heran\u00e7a escatol\u00f3gica de Karl Rahner e Johann Baptist Metz<\/em>, Braga, Livraria DM, 2023, p. 97.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Nicol\u00e1i Berdi\u00e1iev, <em>Contra a indignidade dos crist\u00e3os: Por um cristianismo de cria\u00e7\u00e3o e liberdade<\/em>, Salamanca, Ediciones S\u00edgueme, 2019, p. 134.<\/p>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: right;\">*Professor, Presidente da Comiss\u00e3o Diocesana da Cultura<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Autor de &#8216;Bem-nascido&#8230; Mal-nascido&#8230; Do &#8216;filho perfeito&#8221; ao filho humano&#8217;, &#8216;Ensaios <em>de<\/em> liberdade&#8217; e de &#8216;Teologia, ci\u00eancia e verdade: fundamentos para a defini\u00e7\u00e3o do estatuto epistemol\u00f3gico da Teologia, segundo Wolfhart Pannenberg&#8217;<\/h6>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Imagem de\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/cdd20-1193381\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=6507059\">\u611a\u6728\u6df7\u682a Cdd20<\/a>\u00a0por\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=6507059\">Pixabay<\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo originalmente publicado<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":19319,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[55],"tags":[],"class_list":["post-19318","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-luis-manuel-pereira-da-silva"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19318","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19318"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19318\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19320,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19318\/revisions\/19320"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19319"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19318"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19318"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19318"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}