{"id":1922,"date":"2017-09-03T19:30:49","date_gmt":"2017-09-03T18:30:49","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=1922"},"modified":"2017-09-03T19:30:49","modified_gmt":"2017-09-03T18:30:49","slug":"xxiii-domingo-do-tempo-comum-ano-a","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/xxiii-domingo-do-tempo-comum-ano-a\/","title":{"rendered":"XXIII Domingo do Tempo Comum (Ano A)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">Pe. Franclim Pacheco<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1923 aligncenter\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/XXIII-Domingo-Tempo-Comum.jpg\" alt=\"\" width=\"645\" height=\"449\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/XXIII-Domingo-Tempo-Comum.jpg 645w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/XXIII-Domingo-Tempo-Comum-300x209.jpg 300w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/XXIII-Domingo-Tempo-Comum-600x418.jpg 600w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/XXIII-Domingo-Tempo-Comum-431x300.jpg 431w\" sizes=\"auto, (max-width: 645px) 100vw, 645px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Breve coment\u00e1rio<br \/>\nO texto deste domingo faz parte do cap\u00edtulo 18 que refere o discurso eclesial ou discurso sobre a Igreja na sua concretiza\u00e7\u00e3o numa comunidade. Antes do texto de hoje \u00e9 apresentada a par\u00e1bola da ovelha \u00abextraviada\u00bb, que chama a aten\u00e7\u00e3o dos respons\u00e1veis da comunidade para o cuidado que devem ter para com aqueles que se afastam, terminando com a recomenda\u00e7\u00e3o: \u00ab\u00c9 da vontade do vosso Pai que est\u00e1 no c\u00e9u que n\u00e3o se perca um s\u00f3 destes pequeninos\u00bb.<br \/>\nAl\u00e9m desta aten\u00e7\u00e3o para com o irm\u00e3o extraviado, o discurso \u00e9 marcado pelo modelo do acolhimento e solicitude para com os \u00abpequenos\u00bb, na mesma linha da solicitude do Pai celeste, e pelo modelo do perd\u00e3o fraterno ilimitado. \u00c9 importante ter em conta este pano de fundo para situar bem o texto de hoje que se mostra como um regulamento de tipo disciplinar.<br \/>\nA comunidade crist\u00e3 \u00e9 constitu\u00edda pelo conjunto de pessoas que aderem \u00e0 proposta dum estilo de vida no seguimento de Jesus Cristo e que querem fazer essa viv\u00eancia de modo comunit\u00e1rio. No caso de algu\u00e9m ter uma atitude ou viv\u00eancia contr\u00e1ria, como deve a comunidade proceder? O texto de Mateus come\u00e7a por recordar que se trata dum \u00abirm\u00e3o\u00bb que pecou. A seguir apresenta tr\u00eas degraus poss\u00edveis: chamada de aten\u00e7\u00e3o directa mas pessoal e privada; no caso de n\u00e3o resultar, nova tentativa com mais uma ou duas pessoas; n\u00e3o resultando, \u00e9 chamada a comunidade a recordar ao \u00abirm\u00e3o\u00bb os princ\u00edpios fundamentais do caminho crist\u00e3o para que ele possa tomar uma decis\u00e3o.<br \/>\nE se ele quiser continuar no seu erro? Isso significa que ele mesmo se coloca fora da comunidade; em linguagem judaica, est\u00e1 a agir como um pag\u00e3o ou um publicano\u2026 N\u00e3o se trata duma expuls\u00e3o mas duma constata\u00e7\u00e3o dum irm\u00e3o que se p\u00f5e \u00e0 margem, que n\u00e3o quer partilhar o mesmo estilo de vida dos outros irm\u00e3os. Este estilo de di\u00e1logo fraterno corresponde \u00e0 vontade do Pai celeste que se preocupa com a procura e a recupera\u00e7\u00e3o do pequenino que se extraviou. Mesmo quando se afasta, n\u00e3o deixa de ser objecto do amor misericordioso de Deus.<br \/>\nNesta perspectiva pastoral, a senten\u00e7a sobre o princ\u00edpio de autoridade tem uma tonalidade religiosa mais ampla. A express\u00e3o \u00abligar-desligar\u00bb n\u00e3o pode limitar-se \u00e0 decis\u00e3o autorizada no campo da interpreta\u00e7\u00e3o da vontade de Deus nem reduzir-se ao \u00e2mbito disciplinar de excomunh\u00e3o (este sentido s\u00f3 tardiamente ocorre em textos rab\u00ednicos).<br \/>\nTendo em conta o contexto, a f\u00f3rmula \u00abligar-desligar\u00bb refere o princ\u00edpio de autoridade de todos os disc\u00edpulos chamados a praticar a norma do di\u00e1logo pastoral at\u00e9 \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias, depois de todas as tentativas para \u00abdesligar\u00bb o irm\u00e3o do pecado. N\u00e3o se trata duma linha de conduta pessoal mas eclesial.<br \/>\nO mesmo sentido eclesial est\u00e1 presente na senten\u00e7a seguinte. Aos dois irm\u00e3os que se p\u00f5em de acordo \u00absobre a terra\u00bb \u00e9 prometida a escuta da sua ora\u00e7\u00e3o \u00abno c\u00e9u\u00bb. O acento n\u00e3o est\u00e1 colocado tanto na ora\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria como na conc\u00f3rdia. \u00c9 o estar de acordo que d\u00e1 efic\u00e1cia \u00e0 ora\u00e7\u00e3o dos irm\u00e3os. A raz\u00e3o profunda est\u00e1 na promessa da senten\u00e7a seguinte, a prop\u00f3sito de dois ou tr\u00eas que se re\u00fanem em nome de Jesus. No juda\u00edsmo corria a senten\u00e7a: \u00abOnde est\u00e3o dois sentados (juntos) e entre si falam as palavras da Torah (Lei), ali mora entre eles a Shekhinah (a Presen\u00e7a = Deus)\u00bb. Agora \u00e9 Jesus, verdadeiro \u00abEmanuel\u00bb, Deus connosco (1,23; 28,20) a prometer a sua presen\u00e7a activa como garantia da escuta da ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. 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