{"id":18817,"date":"2025-05-07T07:07:27","date_gmt":"2025-05-07T06:07:27","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=18817"},"modified":"2025-02-09T13:03:13","modified_gmt":"2025-02-09T13:03:13","slug":"sabes-leitor-17-marca-de-agua-do-livro-de-maria-margarida-teixeira-o-que-quero-dizer-ao-morrer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/sabes-leitor-17-marca-de-agua-do-livro-de-maria-margarida-teixeira-o-que-quero-dizer-ao-morrer\/","title":{"rendered":"Sabes, leitor&#8230; | 17 | Marca de \u00e1gua do livro de Maria Margarida Teixeira, &#8216;O que quero dizer ao morrer&#8217;"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: right;\">Rubrica \u2018Sabes, leitor, que estamos ambos na mesma p\u00e1gina\u2019** | <em>Marca de \u00e1gua de livros que deixam marcas profundas<\/em><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Parceria:<a href=\"https:\/\/www.federacaopelavida.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <em>Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa pela Vida<\/em><\/a> e<em> Comiss\u00e3o Diocesana da Cultura<\/em><\/h6>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Lu\u00eds Manuel Pereira da Silva*<\/strong><\/p>\n<pre style=\"padding-left: 80px;\"><strong>O autor e a obra<\/strong><\/pre>\n<h5 style=\"padding-left: 200px; text-align: justify;\">Maria Margarida Teixeira, <em>O que quero dizer ao morrer<\/em>, Braga, Editorial AO, 2024.<\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 autores que, pela densidade das palavras com que se fazem as suas obras, gostar\u00edamos de ter conhecido antes de os conhecermos como autores da sua obra. De algu\u00e9m luminoso nos falam as obras que deixam.<br \/>\nN\u00e3o conhe\u00e7o Maria Margarida Teixeira, mas a autora que conheci, em \u2018O que quero dizer ao morrer\u2019, fala-me de uma pessoa brilhante, que irradia luminosidade em seu redor.<br \/>\nMaria Margarida Teixeira \u00e9 m\u00e9dica oncologista. No seu livro, ficamos a saber que \u00e9, tamb\u00e9m, esposa e m\u00e3e. Acima de tudo, percebemos quanto de humanidade h\u00e1 no seu ser m\u00e9dica. A pessoa de quem nos falam as palavras escritas no livro que nos faz coabitar, amigo leitor, contemporaneamente, nestas linhas (eu, enquanto escritor, e, enquanto leitor, o car\u00edssimo amigo ou amiga que aceitou percorrer, comigo, esta breve recens\u00e3o), \u00e9 algu\u00e9m que, pela presen\u00e7a, enche de vida e esperan\u00e7a o entardecer das pessoas com quem se cruzou. O que nos conta \u00e9 mais do que narrativas em terceira pessoa; \u00e9 um dizer-se no morrer dos outros. As palavras de John Donne ganham um renovado significado ao conhecer-se o que nos conta Maria Margarida Teixeira: os sinos que dobram pelo partir de algu\u00e9m s\u00e3o sinais do nosso pr\u00f3prio partir. Sem o drama do desespero: antes, com a serenidade da esperan\u00e7a.<\/p>\n<pre style=\"text-align: justify; padding-left: 80px;\"><strong>Marcas de \u00e1gua <\/strong>\r\n\r\n<strong>(o que fica depois de se deixar o livro)<\/strong><\/pre>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 livros que n\u00e3o quer\u00edamos acabar, nunca, de ler. Acabar a sua leitura deixa-nos em luto.<br \/>\nEste \u00e9 um deles. E soma-se ao luto resultante de nos morrer, na \u00faltima p\u00e1gina, o livro que n\u00e3o quer\u00edamos deixar, o pr\u00f3prio conte\u00fado do livro. Fazemos um luto porque o livro termina e fazemos o luto por cada uma das pessoas que Maria Margarida Teixeira nos apresentou e permitiu que acompanh\u00e1ssemos no derradeiro momento.<br \/>\n\u2018O que quero dizer ao morrer\u2019 \u00e9 um livro cheio de vida, apesar de nos falar do morrer.<br \/>\nTem a originalidade que s\u00f3 a vida pode ter. Originalidade que encontramos na pr\u00f3pria criatividade do t\u00edtulo. \u2018O que quero dizer ao morrer\u2019 fala-nos, bem certo, das palavras que queremos que guardem de n\u00f3s, quando morremos, mas, tamb\u00e9m, do que significa o nosso pr\u00f3prio morrer e do que, de algum modo, queremos dizer ao personificado momento do morrer. Muito lhe queremos dizer. Mas, principalmente, queremos mostrar-lhe que a sua \u2018palavra\u2019 n\u00e3o \u00e9 a derradeira e definitiva. Por ser um livro de esperan\u00e7a, tudo nele fala da vida, apesar de o cen\u00e1rio ser o da morte e o do morrer.<br \/>\nCuriosamente, apesar de a morte ser ali apresentada como o enquadramento de todas as vidas ali descritas, fala-se, em todo o livro, do \u2018morrer\u2019. Nenhum dos \u2018protagonistas\u2019 \u00e9 um \u2018entregue\u2019: todos s\u00e3o protagonistas do seu morrer, pela determina\u00e7\u00e3o com que acolhem o morrer natural, na \u2018hora\u2019.<br \/>\nN\u00e3o s\u00e3o protagonistas como os que o pretendem ser pela decis\u00e3o do momento do morrer. Como conta a pr\u00f3pria Maria Margarida, em cerca de trinta anos de exerc\u00edcio profissional, s\u00f3 uma pessoa lhe falou de eutan\u00e1sia, mas ocultando-se, neste seu pedido, o desejo de reencontro com a m\u00e3e, com quem se tinha desentendido e cujo amor pensava ter perdido.<br \/>\nEste \u00e9, por isso, um livro de humanidade e sobre como pelo modo de vivermos o morrer nos definimos enquanto humanos.<br \/>\nNo viver o morrer se define que o morrer \u00e9 viver. Sem que a autora nunca o refira, pressenti, enquanto um apaixonado pelo pensamento de Viktor Frankl, em cada p\u00e1gina deste gigante livro (apesar das suas poucas p\u00e1ginas), a intui\u00e7\u00e3o fundamental do criador da logoterapia: aqueles que assentam a sua vida na f\u00e9 (seja religiosa, expl\u00edcita ou n\u00e3o) sobrevivem \u00e0 morte, porque nela fundam a esperan\u00e7a.<br \/>\nEste livro, escrito por uma pessoa cujos pilares assentam na f\u00e9 crist\u00e3, recorda que o humano que somos se distingue pela abertura ao que transcende, ao que est\u00e1 mais al\u00e9m. E da\u00ed refulge a luz para iluminar as zonas sombrias do existir.<br \/>\nLeia, meu bom amigo, \u2018O que quero dizer ao morrer\u2019. Aqui, vive-se para sempre\u2026<\/p>\n<pre style=\"text-align: justify; padding-left: 80px;\"><strong>Na mesma p\u00e1gina que o autor (cita\u00e7\u00f5es)<\/strong><\/pre>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018H\u00e1 muita vida no fim de uma vida.\u2019 (p.11)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Tudo se manteve inteiro, vivo e inabal\u00e1vel. Por isso, quando a morte por cancro chegou, compreendi por dentro que s\u00f3 o cancro tinha morrido.\u2019 (p. 12)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018[\u2026] sem estas pessoas, eu seria uma m\u00e9dica muito diferente daquela que sou hoje. N\u00e3o saberia valorizar como \u00e9 importante dar tempo \u00e0 pessoa que est\u00e1 a morrer, nem teria apreendido como pessoas com doen\u00e7a terminal e pessoas moribundas t\u00eam ainda, no tempo que lhes resta, momentos para viver, coisas para destinar, palavras para dizer, ideias para ponderar e gestos de afeto a oferecer.\u2019 (p. 12)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018O meu Tutor lembrava-me apenas isto: &#8211; \u00abN\u00f3s n\u00e3o temos resposta para todas as interroga\u00e7\u00f5es do doente\u00bb. [\u2026] \u2013 Deixa, sem pressa, que o doente te mostre o tamanho dos seus problemas, para que tu lhe mostres a grandeza do ato m\u00e9dico, porque quando parece n\u00e3o haver mais nada a fazer \u00e9 quando tudo h\u00e1 a fazer.\u2019 (p. 17-18)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Com o tempo, consegui perceber o que j\u00e1 intu\u00eda e aceitar aquilo a que, at\u00e9 \u00e0quele momento, eu n\u00e3o tinha conseguido dar voz, nem querido reconhecer. Na vida de uma interna de oncologia h\u00e1 uma diferen\u00e7a entre perguntas sem resposta e perguntas n\u00e3o escutadas!\u2019 (p. 22)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Todos aqueles que amam ficam parecidos com Deus e n\u00f3s sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos (1Jo 3,14).\u2019 (p. 32)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Uma mulher com cancro n\u00e3o \u00abtem\u00bb s\u00f3 corpo, mas \u00ab\u00e9\u00bb tamb\u00e9m o seu pr\u00f3prio corpo.\u2019 (p. 35)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018[\u2026] h\u00e1 tanto para viver no fim de uma vida!\u2019 (pp. 35-36)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Deixei que o seu olhar despenteasse o meu cora\u00e7\u00e3o.\u2019 (p. 42)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Durante a espera, lembre-se que a morte \u00e9 como um espelho, o que nele vemos desenhado \u00e9 a dignidade da vida humana\u2019. (p. 46)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Certo dia, sentadas na biblioteca da Quinta das L\u00e1grimas, a Mila coloca em cima da mesa um embrulho.<br \/>\n&#8211; \u00c9 para si Margarida, abra.<br \/>\nAbri em sil\u00eancio, muito comovida. Um galheteiro de cristal. Fiquei sem palavras.<br \/>\n&#8211; Sabe o que significa um galheteiro?<br \/>\nN\u00e3o respondi.<br \/>\n&#8211; Margarida, o galheteiro simboliza o equil\u00edbrio. Azeite e vinagre temperam a vida.\u2019 (p. 98)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\u2018- Margarida, olhe para mim, isto j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 viver\u2026 Porque n\u00e3o me d\u00e1 a inje\u00e7\u00e3o letal?<br \/>\n&#8211; A Mila sabe que \u00e9 uma pessoa muito importante para mim\u2026<br \/>\nSil\u00eancio.<br \/>\n&#8211; Eu n\u00e3o consigo dar-lhe uma inje\u00e7\u00e3o que eu sei que a vai matar.<br \/>\nSil\u00eancio.<br \/>\n&#8211; N\u00e3o consigo despedir-me de si dessa maneira t\u00e3o brutal.<br \/>\n&#8211; Mas porqu\u00ea, Margarida? Isto j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 viver\u2026<br \/>\n&#8211; Mila, porque \u00e9 que diz que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 viver?<br \/>\n&#8211; Porque estou aqui deitada, sem fazer nada, n\u00e3o sirvo para nada, s\u00f3 penso, mas n\u00e3o chego a conclus\u00e3o nenhuma\u2026<br \/>\n&#8211; Ah! Afinal havia algo \u2013 pensei eu.<br \/>\n&#8211; Mila, em que \u00e9 que pensa?<br \/>\nSil\u00eancio.<br \/>\n&#8211; Na minha m\u00e3e\u2026 &#8211; confessou. O seu olhar era triste.<br \/>\n&#8211; Porque sente tanta tristeza no seu cora\u00e7\u00e3o? \u2013 perguntei.<br \/>\n&#8211; A minha m\u00e3e j\u00e1 me trouxe a roupa que eu quero que me vistam, quando morrer\u2026 est\u00e1 tudo\u2026 \u00e9 escusado a minha m\u00e3e voltar aqui\u2026 ela est\u00e1 muito cansada\u2026 Ontem discutimos\u2026 mandei-a embora\u2026<br \/>\n&#8211; Mas a Mila quer voltar a ver a sua m\u00e3e antes de morrer?<br \/>\nSil\u00eancio.<br \/>\n&#8211; Sim, Margarida.<br \/>\n&#8211; Muito bem, eu vou ligar \u00e0 sua m\u00e3e.<br \/>\nE a partir desse momento, a conversa sobre eutan\u00e1sia acabou.\u2019 (pp. 99-100)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Alguns poder\u00e3o pensar qual era o sentido desta agonia e porque n\u00e3o administrar a inje\u00e7\u00e3o. A resposta est\u00e1 na vontade da Mila em continuar a alimentar-se para viver. Na verdade, o seu pedido para morrer depressa escondia um medo terr\u00edvel: o medo de morrer sozinha, longe da sua m\u00e3e. Assim, mas valia morrer rapidamente do que sentir essa dor dilacerante de filha abandonada.\u2019 (p. 101)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Sou oncologista e a Mila foi o \u00fanico pedido de eutan\u00e1sia em quase trinta anos de pr\u00e1tica cl\u00ednica. Resolvi contar este caso cl\u00ednico para mostrar ao leitor como os pedidos de eutan\u00e1sia n\u00e3o s\u00e3o frequentes e para esclarecer como o pedido de eutan\u00e1sia da Mila n\u00e3o era sin\u00f3nimo de querer a morte. Imagine, caro leitor, que a inje\u00e7\u00e3o letal tinha sido administrada. Certamente, eu teria acertado no alvo errado, porque havia outra coisa que era pedida. A Mila n\u00e3o pedia a morte. O que desejava era o amor da sua m\u00e3e.\u2019 (p. 102)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018[\u2026] permitir a chegada da morte natural \u00e9 totalmente diferente de dar a morte com uma inje\u00e7\u00e3o letal.\u2019 (p. 103)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018No in\u00edcio deste livro, manifestei a minha cren\u00e7a de que o modo como enfrentamos a morte nos define. Os casos relatados mostram que todas estas pessoas n\u00e3o tiveram e morrer um sofrimento atroz, nem excruciante, nem intoler\u00e1vel. Por isso pergunto: porque \u00e9 que n\u00e3o tiveram um morrer violento? O que ter\u00e1, realmente, feito a diferen\u00e7a na doen\u00e7a e na morte destas pessoas? Na minha opini\u00e3o existiram tr\u00eas fatores determinantes: f\u00e9, samaritanos e cuidados de sa\u00fade.\u2019 (p. 117)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018A f\u00e9 de cada uma destas pessoas foi um raio de luz na escurid\u00e3o. Mudou tudo. E foi gra\u00e7as a estas pessoas que eu creio que todos temos f\u00e9. Creio que todos ao longo da vida temos admir\u00e1veis coincid\u00eancias, encontros felizes, acasos de sorte ou o que lhe queiramos chamar. Eu chamo a estes acontecimentos singulares \u00abinstantes de f\u00e9\u00bb. Tecem uma s\u00e9rie de redes de reconhecimento e liga\u00e7\u00e3o nas profundezas de cada ser humano.\u2019 (p. 119)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Todos far\u00edamos bem em fazer da hist\u00f3ria destas pessoas sementes para o caminho.\u2019 (p. 119)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Foram eles [os samaritanos], com a sua am\u00e1vel presen\u00e7a, com as suas palavras serenas, com os seus gestos de ternura, que tornaram a morte do outro n\u00e3o apenas uma hist\u00f3ria, mas sim uma mem\u00f3ria com identidade.\u2019 (pp. 119-120)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018[\u2026] s\u00e3o cada vez mais os meus doentes com doen\u00e7a oncol\u00f3gica a morrer tragicamente sozinhos. Isto radiografa uma desumanidade cortante, em crescendo no nosso pa\u00eds. [\u2026] Contudo, recentemente, em Portugal, surgiram as cidades\/comunidades compassivas \u2013 uma nova esperan\u00e7a para quem precisa e est\u00e1 s\u00f3.\u2019 (p. 120-121)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Sofrimento intoler\u00e1vel s\u00f3 existe quando ningu\u00e9m cuida. Por isso, escrever este livro foi a forma que encontrei para partilhar um modo de morrer, pois existem diversas formas de morrer. Eu escolhi contar a morte natural acompanhada por acreditar que vale a pena morrer assim. \u00abValeu a pena\u00bb foram as \u00faltimas palavras que eu ouvi do meu pai quando se abandonou \u00e0 transcend\u00eancia e, serenamente, se deixou ir. Tr\u00eas palavras de esperan\u00e7a, tr\u00eas sementes para o caminho\u2026\u2019 (p. 122)<\/p>\n<hr \/>\n<h5 style=\"text-align: right;\"><strong>**(T\u00edtulo retirado de Daniel Faria, <em>Dos l\u00edquidos<\/em>, Porto, Edi\u00e7\u00e3o Funda\u00e7\u00e3o Manuel Le\u00e3o, 2000, p. 137)<\/strong><\/h5>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: right;\">*Professor, Presidente da Comiss\u00e3o Diocesana da Cultura<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Autor de &#8216;Ensaios <em>de<\/em> liberdade&#8217;, &#8216;Bem-nascido&#8230; Mal-nascido&#8230; Do &#8216;filho perfeito&#8221; ao filho humano&#8217; e de &#8216;Teologia, ci\u00eancia e verdade: fundamentos para a defini\u00e7\u00e3o do estatuto epistemol\u00f3gico da Teologia, segundo Wolfhart Pannenberg&#8217;<\/h6>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Foto recolhida do site &#8216;Rede Mundial de Ora\u00e7\u00e3o do Papa&#8217;<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rubrica \u2018Sabes, leitor,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":18819,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[55,198],"tags":[],"class_list":["post-18817","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-luis-manuel-pereira-da-silva","category-sabes-leitor-que-estamos-ambos-na-mesma-pagina"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18817","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18817"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18817\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18821,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18817\/revisions\/18821"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18819"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18817"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18817"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18817"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}