{"id":18647,"date":"2025-03-07T07:00:53","date_gmt":"2025-03-07T07:00:53","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=18647"},"modified":"2025-01-02T13:26:03","modified_gmt":"2025-01-02T13:26:03","slug":"sabes-leitor-14-marca-de-agua-do-livro-de-enrique-rojas-o-homem-light","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/sabes-leitor-14-marca-de-agua-do-livro-de-enrique-rojas-o-homem-light\/","title":{"rendered":"Sabes, leitor&#8230; | 15 | Marca de \u00e1gua do livro de Enrique Rojas, &#8216;O homem light&#8217;"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: right;\">Rubrica \u2018Sabes, leitor, que estamos ambos na mesma p\u00e1gina\u2019** | <em>Marca de \u00e1gua de livros que deixam marcas profundas<\/em><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Parceria:<a href=\"https:\/\/www.federacaopelavida.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <em>Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa pela Vida<\/em><\/a> e<em> Comiss\u00e3o Diocesana da Cultura<\/em><\/h6>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Lu\u00eds Manuel Pereira da Silva*<\/strong><\/p>\n<pre style=\"padding-left: 80px;\"><strong>O autor e a obra<\/strong><\/pre>\n<h5 style=\"padding-left: 200px; text-align: justify;\">Enrique Rojas, <em>O homem light: uma vida sem valores<\/em>, Coimbra, Gr\u00e1fica de Coimbra, 1994.<\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\">.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abundam, em l\u00edngua portuguesa, os t\u00edtulos da autoria de Enrique Rojas. Pela m\u00e3o da mesma editora que nos garantiu \u2018o homem light\u2019, contam-se \u2018O amor inteligente\u2019, \u2018Tu, quem \u00e9s?\u2019, \u2018A conquista da vontade\u2019, \u2018As linguagens do desejo\u2019, \u2018Sonho de viver\u2019, \u2018Rem\u00e9dio para o desamor\u2019, a que podemos somar \u2018Uma teoria da depress\u00e3o\u2019 (Tenacitas), \u2018Adeus depress\u00e3o\u2019 (Livros d\u2019hoje), \u2018N\u00e3o te rendas\u2019, \u2018Vive a tua vida\u2019, \u2018Sos ansiedade\u2019, \u2018A vida n\u00e3o se improvisa\u2019, estes \u00faltimos com a chancela da editora \u2018Mat\u00e9ria prima\u2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Une-os, como o fio que alinhava a dobra de um tecido, a ideia de que o ser humano \u00e9 muito maior do que o seu presente, \u00e9 muito mais digno do que aquilo que o materialismo (te\u00f3rico e\/ou pr\u00e1tico) tem vincado e pretendido afirmar como verdade insofism\u00e1vel. Opondo-se a esta presun\u00e7\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o menor que se tem tornado \u2018paradigm\u00e1tica\u2019 (um paradigma em que todos assentam sem se interrogarem sobre a sua legitimidade ou pertin\u00eancia), Enrique Rojas socorre-se da sua experi\u00eancia de psiquiatra para, atrav\u00e9s de uma escrita clara e coerente, conduzir o leitor \u00e0 descoberta de que a aut\u00eantica felicidade n\u00e3o \u00e9 uma soma de pequenas alegrias, mas a convic\u00e7\u00e3o profunda e enraizada do sentido da vida. Ideia que Rojas vem difundindo pelos seus livros, mas tamb\u00e9m, enquanto pensador, ensa\u00edsta e conferencista, vem propondo nos mais diversos are\u00f3pagos, em particular de l\u00edngua espanhola (Rojas \u00e9 espanhol, nascido em Granada), desde Espanha ao M\u00e9xico, Argentina, onde vem publicando, seja pela via do livro, seja enquanto colaborador habitual na imprensa [ABC (Madrid), \u2018Excelsior\u2019 (M\u00e9xico), \u00a0\u2018El Mercurio\u2019 (Santiago do Chile), \u2018La Naci\u00f3n\u2019 (Buenos Aires)]. \u00c9, ainda, o presidente de uma funda\u00e7\u00e3o fundada pelo seu pai, Luis Rojas Ballesteros, um muito prestigiado psiquiatra e professor catedr\u00e1tico de Psiquiatria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como se afirma, na apresenta\u00e7\u00e3o deste Instituto Rojas-Estap\u00e9, o objetivo \u00e9 \u2018levar a psicologia e a psiquiatria \u00e0 rua (livros e publica\u00e7\u00f5es)\u2019. Percebe-se esse desiderato na obra de Enrique Rojas. O livro, na m\u00e3o do leitor, \u00e9 um guia de \u2018sobreviv\u00eancia\u2019, n\u00e3o como um receitu\u00e1rio inibidor da autonomia, mas como um \u2018canivete su\u00ed\u00e7o\u2019 que apela \u00e0 criatividade do seu utilizador.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<pre style=\"text-align: justify; padding-left: 80px;\"><strong>Marcas de \u00e1gua <\/strong>\r\n\r\n<strong>(o que fica depois de se deixar o livro)<\/strong><\/pre>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018O homem light\u2019 \u00e9 um livro que revisito, frequentemente. Desde que o li, em 1996, regresso a ele e retomo, dele, ideias que se tornaram lastro para muitas navega\u00e7\u00f5es, como o que equilibra, no mar alteroso, o navio de grandes descobertas. Entre elas, a que se repercute no t\u00edtulo. Como refere o pr\u00f3prio Rojas, no pr\u00f3logo, este livro diz, logo \u00e0 partida, ao que vai. A primeira frase predisp\u00f5e-nos para o que vamos encontrar: \u2018este \u00e9 um livro de den\u00fancia\u2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estamos anestesiados, inebriados com o bem-estar que a sociedade parece garantir-nos como seguro e para sempre. Mas o ser humano, feito de fragilidade, n\u00e3o \u00e9 apenas isso. E, quando confrontado com os limites, desiste porque n\u00e3o se preparou. \u00c9 que, \u00e0 maneira dos produtos designados como \u2018light\u2019, o Homem contempor\u00e2neo vive iludido na sua autossatisfa\u00e7\u00e3o. E, sob o efeito anest\u00e9sico dessa ilus\u00e3o, deixou de se inquietar com o que \u00e9 importante, bastando-se com o que, imediatamente, lhe d\u00e1 prazer e gozo. O \u2018homem light\u2019 \u00e9, assim, o ser humano que se pretende como o \u2018caf\u00e9 sem cafe\u00edna\u2019, o \u2018a\u00e7\u00facar sem sacarose\u2019, o \u2018tabaco sem nicotina\u2019. Pretende \u2018ser-se\u2019 sem ser quem \u00e9\u2026 E esse \u00e9 o risco que Rojas v\u00ea na proposta societ\u00e1ria atual: ao reduzir o ser humano ao hoje, ao agora, ao que d\u00e1 prazer, ao que gera satisfa\u00e7\u00e3o imediata, sem pretender o risco de ousar lutar por ideais ou de assumir compromissos que comportem sacrif\u00edcio e esfor\u00e7o, o ser humano desfigura-se. A proposta de Rojas define-se pelo reconhecimento de que a condi\u00e7\u00e3o humana genu\u00edna implica a aceita\u00e7\u00e3o de que a felicidade n\u00e3o \u00e9 um objetivo e fim em si mesma, mas o resultado de uma vida \u2018argumentativa e coerente\u2019, uma vida com sentido, assente numa trilogia fundamental: \u2018amor, trabalho e cultura\u2019 sob o inv\u00f3lucro de \u2018uma personalidade com um certo grau de maturidade e equil\u00edbrio psicol\u00f3gico\u2019 (p. 140).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u2018homem light\u2019 \u00e9, por isso, bem certo, um livro de den\u00fancia (talvez a raz\u00e3o principal do seu sucesso editorial)\u2026 Mas \u00e9, tamb\u00e9m, um livro de proposta. E, na minha perspetiva, dado assentar numa antropologia s\u00f3lida e bem estruturada, em que os vetores do tempo (passado-presente-futuro), e as dimens\u00f5es da exist\u00eancia (corporeidade e espiritualidade) se encontram devidamente concertados, o livro merece leitura por uma outra e outra raz\u00e3o. Denuncia com pertin\u00eancia, mas tamb\u00e9m prop\u00f5e com coer\u00eancia e novidade\u2026 Dezasseis cap\u00edtulos de uma narrativa que deixar\u00e1 ao leitor o desejo de revisita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o termino sem uma refer\u00eancia ao tradutor da edi\u00e7\u00e3o que tenho em m\u00e3os. Virg\u00edlio Miranda Neves foi um eminente professor de Teologia Moral do Instituto Superior de Teologia de Coimbra que, nos tempos em que foi docente naquela institui\u00e7\u00e3o superior entretanto extinta, deu mostras de fina intelig\u00eancia que se repercute na tradu\u00e7\u00e3o aqui apresentada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<pre style=\"text-align: justify; padding-left: 80px;\"><strong>Na mesma p\u00e1gina que o autor (cita\u00e7\u00f5es)<\/strong><\/pre>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Assim como nos \u00faltimos anos entraram na moda certos produtos <em>light<\/em> \u2013 o tabaco, algumas bebidas ou certos alimentos -, tamb\u00e9m se foi gerando um tipo de homem que poderia ser qualificado como o <em>homem light<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Qual \u00e9 o seu perfil psicol\u00f3gico? Como poderia ser definido? Trata-se de um homem relativamente bem informado, por\u00e9m com escassa educa\u00e7\u00e3o humana, entregue ao pragmatismo, por um lado, e a bastantes lugares comuns, por outro. Tudo lhe interessa, mas s\u00f3 a n\u00edvel superficial; n\u00e3o \u00e9 capaz de fazer a s\u00edntese daquilo que recolhe e por conseguinte, foi-se convertendo num sujeito trivial, v\u00e3o, f\u00fatil, que aceita tudo mas que carece de crit\u00e9rios s\u00f3lidos na sua conduta. Nele tudo se torna et\u00e9reo, leve, vol\u00e1til, banal, permissivo. Presenciou tantas mudan\u00e7as, t\u00e3o r\u00e1pidas e num tempo t\u00e3o curto, que come\u00e7a a n\u00e3o saber a que ater-se ou, o que \u00e9 o mesmo, faz suas afirma\u00e7\u00f5es como \u2018tudo vale\u2019, \u2018tanto faz\u2019 ou \u2018as coisas mudaram\u2019.\u2019 (pp. 7-8)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018O <em>homem light<\/em> n\u00e3o tem refer\u00eancias, perdeu o seu ponto de mira e encontra-se cada vez mais desorientado ante as grandes interroga\u00e7\u00f5es da exist\u00eancia.\u2019 (p. 11)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Como diz Julian Mar\u00edas, o ser humano necessita de uma \u00abhierarquia de verdades\u00bb que crie o subsolo no qual assentem as ideias, cren\u00e7as e opini\u00f5es fundadas na autoridade, as \u00abopini\u00f5es contrastadas\u00bb que vamos recebendo e essa sabedoria especial e profunda que constitui a <em>experi\u00eancia de vida<\/em>. Sobre esta variada gama de verdades se sustenta a nossa exist\u00eancia e entre todas elas se estabelecem umas rela\u00e7\u00f5es rec\u00edprocas, complexas e enredadas, muitas vezes dif\u00edceis de investigar, e entre as quais se articulam conex\u00f5es presididas pelo que foi e \u00e9 a nossa vida em concreto.\u2019 (p. 20)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018O <em>ocaso dos valores supremos \u00e9 um dos dramas do homem actual<\/em>, por\u00e9m como este necessita do mist\u00e9rio e da transcend\u00eancia, cria outros que, de alguma maneira <em>preencham esse vazio em que se encontra<\/em>. Aparecem assim aqueles j\u00e1 mencionados no curso destas p\u00e1ginas: <em>hedonismo <\/em>e o seu bra\u00e7o mais directo: <em>consumismo<\/em>; permissividade e o seu prolongamento: <em>subjectivismo<\/em>; e todos eles unidos pelo materialismo.\u2019 (p. 24)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018A informa\u00e7\u00e3o converteu-se num rio de dados e not\u00edcias, mas o importante \u00e9 saber captar o que flui debaixo dele. Quando algu\u00e9m se esquece do substancial, perde-se no aned\u00f3tico. Diante de tantas not\u00edcias negativas, desgra\u00e7as colectivas ou pessoais, o ser humano torna-se insens\u00edvel e imuniza a sua pele qual mecanismo de defesa ante o aluvi\u00e3o que o arrasta.\u2019 (p. 26)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018[\u2026] o amor verdadeiro torna o homem mais humano, transforma o seu passado e ilumina o seu porvir; \u00e9 uma s\u00edntese de ingredientes f\u00edsicos, psicol\u00f3gicos e espirituais.\u2019 (p. 49)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018[\u2026] o consumidor de zapping comunga com tudo e n\u00e3o se identifica com nada, o que representa a <em>entroniza\u00e7\u00e3o do individualismo mais atroz.<\/em>\u2019 (p. 65)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018O light leva impl\u00edcita uma verdadeira mensagem: tudo \u00e9 ligeiro, suave, descafeinado, leve, d\u00e9bil e tudo tem um baixo teor cal\u00f3rico; poder\u00edamos dizer que estamos ante o retrato de um novo tipo humano cujo lema \u00e9 tomar tudo sem calorias. [\u2026] A vida light caracteriza-se pelo facto de tudo estar descalorizado, carecido de interesse e j\u00e1 n\u00e3o importa a ess\u00eancia das coisas, sendo c\u00e1lido s\u00f3 o superficial.\u2019 (pp. 66.67)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Que fazer? H\u00e1 que lutar para vencer a vida light, porque esta conduz a uma exist\u00eancia vazia; e voltar a recuperar o sentido aut\u00eantico do amor \u00e0 verdade e da paix\u00e3o pela liberdade aut\u00eantica.\u2019 (p. 70)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018O homem actual est\u00e1 descontente porque perdeu a b\u00fassola, o rumo, e sente-se bastante vazio. Fomos fabricando um certo tipo de homem cada vez mais d\u00e9bil, inconsistente, que flutua num constante sem-sentido.\u2019 (p. 85)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018A toxicodepend\u00eancia \u00e9 a express\u00e3o permanente do mito de ambr\u00f3sia: aquela subst\u00e2ncia que ao ser tomada pelos deuses, os tornava imortais sem esfor\u00e7o algum.\u2019 (p. 106)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Numa palavra trata-se de regressar ao homem espiritual capaz de descobrir todo o belo, nobre e grande que h\u00e1 no mundo e de procurar lutar para o alcan\u00e7ar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Saber que a perda de todo o paradigma, em nome de uma mobilidade relampejante e climatizada n\u00e3o conduz \u00e0 felicidade. Esse n\u00e3o \u00e9 o caminho, mas sim aquele de escapar ao culto da novidade, que tanto embriaga a pessoa light e nos mostra outra s\u00e9rie de valores muito diferentes dos perdidos. Mais ainda, a religi\u00e3o chega a ser o novo, como necessidade do final do s\u00e9culo em decad\u00eancia que precisa duma renova\u00e7\u00e3o profunda e forte. Esta nova moral individualista, por encomenda, subjectivista, em que se escolhe o que se gosta e se recusa o que \u00e9 exigente, est\u00e1 constru\u00edda sobre umas bases amorais, onde existe a liberdade ilimitada de fazer o que cremos conveniente sem da\u00ed advir nenhum tipo de culpa pessoal, j\u00e1 que isso neurotiza.\u2019 (p. 138)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018A felicidade nunca \u00e9 uma oferta, h\u00e1 que conquist\u00e1-la e mold\u00e1-la com ilus\u00e3o. [\u2026] Alinham-se [\u2026] na felicidade verdadeira, a coer\u00eancia, a vida como argumento, o esfor\u00e7o para que se manifeste o melhor que carregamos dentro de n\u00f3s e a fidelidade. Cada ingrediente fixa e sust\u00e9m o que para mim \u00e9 a chave que a alimenta, essa trilogia composta de amor, trabalho e cultura. E o seu inv\u00f3lucro: ter uma personalidade com um certo grau de maturidade e equil\u00edbrio psicol\u00f3gico.\u2019 (p. 140)<\/p>\n<hr \/>\n<h5 style=\"text-align: right;\"><strong>**(T\u00edtulo retirado de Daniel Faria, <em>Dos l\u00edquidos<\/em>, Porto, Edi\u00e7\u00e3o Funda\u00e7\u00e3o Manuel Le\u00e3o, 2000, p. 137)<\/strong><\/h5>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: right;\">*Professor, Presidente da Comiss\u00e3o Diocesana da Cultura<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Autor de &#8216;Ensaios <em>de<\/em> liberdade&#8217;, &#8216;Bem-nascido&#8230; Mal-nascido&#8230; Do &#8216;filho perfeito&#8221; ao filho humano&#8217; e de &#8216;Teologia, ci\u00eancia e verdade: fundamentos para a defini\u00e7\u00e3o do estatuto epistemol\u00f3gico da Teologia, segundo Wolfhart Pannenberg&#8217;<\/h6>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Foto recolhida pelo autor<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rubrica \u2018Sabes, leitor,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":18648,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[55,198],"tags":[],"class_list":["post-18647","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-luis-manuel-pereira-da-silva","category-sabes-leitor-que-estamos-ambos-na-mesma-pagina"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18647","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18647"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18647\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18650,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18647\/revisions\/18650"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18648"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18647"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18647"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18647"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}