{"id":18623,"date":"2025-02-07T07:00:52","date_gmt":"2025-02-07T07:00:52","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=18623"},"modified":"2024-12-23T17:40:59","modified_gmt":"2024-12-23T17:40:59","slug":"sabes-leitor-14-marca-de-agua-do-livro-de-gilles-lipovetsky-o-imperio-do-efemero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/sabes-leitor-14-marca-de-agua-do-livro-de-gilles-lipovetsky-o-imperio-do-efemero\/","title":{"rendered":"Sabes, leitor&#8230; | 14 | Marca de \u00e1gua do livro de Gilles Lipovetsky, &#8216;O imp\u00e9rio do ef\u00e9mero&#8217;"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: right;\">Rubrica \u2018Sabes, leitor, que estamos ambos na mesma p\u00e1gina\u2019** | <em>Marca de \u00e1gua de livros que deixam marcas profundas<\/em><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Parceria:<a href=\"https:\/\/www.federacaopelavida.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <em>Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa pela Vida<\/em><\/a> e<em> Comiss\u00e3o Diocesana da Cultura<\/em><\/h6>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Lu\u00eds Manuel Pereira da Silva*<\/strong><\/p>\n<pre style=\"padding-left: 80px;\"><strong>O autor e a obra<\/strong><\/pre>\n<h5 style=\"padding-left: 200px; text-align: justify;\">Gilles Lipovetsky, <em>O imp\u00e9rio do ef\u00e9mero: a moda e o seu destino nas sociedades modernas<\/em>, Lisboa, Publica\u00e7\u00f5es Dom Quixote, 1989.<\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\">.Foi com \u2018O imp\u00e9rio do ef\u00e9mero\u2019 que cheguei a Lipovetsky. Est\u00e1vamos em 1996. O livro fora editado, pela primeira vez, em Portugal, em 1989, sendo o original franc\u00eas de 1987. As minhas anota\u00e7\u00f5es registam que o comprei na livraria \u2018Latina\u2019, na cidade do Porto, onde frequentava, ent\u00e3o, o curso de Teologia. Recordo-me de quanto me marcou a leitura deste livro, associada \u00e0 de dois outros, desta feita de autores espanh\u00f3is: \u2018Ideias e cren\u00e7as do homem atual\u2019, de Luis Gonz\u00e1lez-Carvajal, e \u2018O homem light\u2019, de Enrique Rojas. Pela pertin\u00eancia das an\u00e1lises, talvez venha a dedicar-lhes uma destas rubricas.<br \/>\nMas detenhamo-nos, agora, em Lipovetsky e no seu \u2018O imp\u00e9rio do Ef\u00e9mero\u2019.<br \/>\nOutros livros de Lipovetsky vieram a preencher os meus tempos de leitura. \u2018O crep\u00fasculo do dever: a \u00e9tica indolor dos novos tempos democr\u00e1ticos\u2019, \u2018a cultura-mundo: resposta a uma sociedade desorientada\u2019, \u2018a era do vazio\u2019, \u2018a sociedade da dece\u00e7\u00e3o\u2019. Neste \u00faltimo, encontramos o conceito de hipermodernidade, fazendo justi\u00e7a a uma caracter\u00edstica deste soci\u00f3logo franc\u00eas: a sua capacidade de criar termos e conceitos novos. Assim acontece, ali\u00e1s, com a ideia de \u2018moda\u2019, omnipresente neste livro em que, agora, detemos a nossa aten\u00e7\u00e3o. O termo, em si, n\u00e3o \u00e9 novo. \u00c9-o, sim, o conceito que ele lhe associar\u00e1, como veremos, mais adiante.<br \/>\nSurpreendeu-me, desde a primeira hora, no pensamento de Lipovesty, a coragem e a fina an\u00e1lise da sociedade, que, n\u00e3o sendo pessimista, ousa p\u00f4r em causa o otimismo e a \u2018generosidade\u2019 com que muitos a pretendem ler. N\u00e3o o faz por motivos religiosos (tende-se a associar o pessimismo em rela\u00e7\u00e3o ao progressismo otimista\u2026), mas pela lupa que lhe faculta a linha sociol\u00f3gica que adota (lembrando, ali\u00e1s, atitude que iremos encontrar, tamb\u00e9m, num outro afamado soci\u00f3logo contempor\u00e2neo, Zigmunt Bauman). Revi-me, ao longo da leitura dos seus livros, em muita da sua cr\u00edtica. N\u00e3o, certamente, pelas motiva\u00e7\u00f5es de fundo (n\u00e3o se lhe percebe uma leitura transcendente da exist\u00eancia\u2026), mas pela atitude de quem antecipa o futuro das decis\u00f5es hoje tomadas. Recupero, a este prop\u00f3sito, convic\u00e7\u00e3o que tenho como profundamente enraizada: a distin\u00e7\u00e3o entre o progressista e o conservador est\u00e1 no papel do futuro. O progressista nada se preocupa com o impacto futuro da sua decis\u00e3o atual: pode faz\u00ea-la, tom\u00e1-la. Ent\u00e3o, toma-a! N\u00e3o \u00e9 assim com o conservador que antecipa o futuro e vislumbra o impacto da sua hipot\u00e9tica decis\u00e3o atual. Prevendo ser-lhe nefasta, desiste dela ou ameniza-a, de forma a diminuir os custos futuros, mesmo que se lhe apresente como prazerosa a hip\u00f3tese na mesa.<br \/>\nFace a este retrato, mesmo que ele n\u00e3o se entenda assim, interpreto Lipovetsky como um conservador, isto \u00e9, algu\u00e9m que olha para o agora e v\u00ea nele os custos das nossas decis\u00f5es. (Que me perdoe se n\u00e3o gosta do ep\u00edteto, mas estou certo de que reconhecer que algu\u00e9m conserva \u00e9 elogioso, pois \u2018quem n\u00e3o conserva deixa estragar\u2019, como venho dizendo, repetidamente.)<br \/>\nMesmo se n\u00e3o se reconhece como um conservador, este soci\u00f3logo e fil\u00f3sofo franc\u00eas \u00e9 um cr\u00edtico do otimismo progressista. Veremos como \u00e9 adequada esta nossa leitura, na an\u00e1lise ao livro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<pre style=\"text-align: justify; padding-left: 80px;\"><strong>Marcas de \u00e1gua <\/strong>\r\n\r\n<strong>(o que fica depois de se deixar o livro)<\/strong><\/pre>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018O imp\u00e9rio do ef\u00e9mero\u2019 gravita em torno de um conceito axial: a moda. Entende-a, por\u00e9m, n\u00e3o como o \u00e2mbito da economia dedicado \u00e0 decora\u00e7\u00e3o ou ao \u2018estilo\u2019 mais ou menos afetado da indument\u00e1ria ou seus adere\u00e7os, mas como uma categoria interpretativa, como algo que define o \u2018modus cogitandi\u2019 contempor\u00e2neo. Ele fala de \u2018forma-moda\u2019. Como, na escol\u00e1stica a forma era o que conferia a natureza pr\u00f3pria a uma mat\u00e9ria, a forma-moda \u00e9 o modo pr\u00f3prio de ser da contemporaneidade.<br \/>\nE como a define Lipovestky?<br \/>\nComo um estado permanente de mudan\u00e7a.<br \/>\nToma, para a sua an\u00e1lise, a refer\u00eancia hist\u00f3rica da revolu\u00e7\u00e3o do maio de 68. Na senda do que defendeu Raymond Aron, que a designou como a \u2018revolu\u00e7\u00e3o inexistente\u2019, Lipovetsky considera esta como a primeira revolu\u00e7\u00e3o sem causa. Para a defesa desta tese, discorda da ideia de que a moda tenha origem em motivos de ordem econ\u00f3mica ou de distin\u00e7\u00e3o de classes para a fazer emergir do individualismo e do esp\u00edrito da fugacidade. A concretizar este motivo est\u00e1 a associa\u00e7\u00e3o entre a moda e a juventude, identificada como o modelo a seguir (tamb\u00e9m nesta mat\u00e9ria Lipovestky coincidir\u00e1 com um autor conotadamente conservador: Roger Scruton). Esta associa\u00e7\u00e3o comportar\u00e1 um risco: o da perda da mem\u00f3ria, tornando tudo ef\u00e9mero e prontamente ultrapassado.<br \/>\n\u00c9 a for\u00e7a desta constata\u00e7\u00e3o que explica a controv\u00e9rsia que o livro gerou, no contexto franc\u00eas, aquando da sua publica\u00e7\u00e3o. O autor ousara colocar a m\u00e3o na toca da v\u00edbora sobre o qual, como franc\u00eas, assentava morada. Como poderia pensar-se a Fran\u00e7a de ent\u00e3o e de hoje sem lhe associarmos a omnipresen\u00e7a da moda? Mas, a dar como certeira a an\u00e1lise de Lipovetsky, n\u00e3o estar\u00e1 j\u00e1, neste esp\u00edrito, a origem da sua caducidade e n\u00e3o estaremos, j\u00e1, a sentir o odor f\u00e9tido do seu sucumbir?<br \/>\nAdivinharam-no os advers\u00e1rios do nosso autor e por isso n\u00e3o lho perdoaram.<br \/>\nMas o que eco das terras gaulesas, que preconizam o individualismo total, defensor de que seja um direito a m\u00e3e eliminar o seu filho totalmente dependente de si, nos leva a reconhecer \u00e9 que Lipovetsky tinha raz\u00e3o e a mudan\u00e7a pela mudan\u00e7a retira o Humano do ch\u00e3o donde emergiu. O individualismo extremo destr\u00f3i a pessoa, cinde as rela\u00e7\u00f5es e p\u00f5e em risco as pr\u00f3prias democracias. O imp\u00e9rio do ef\u00e9mero torna ef\u00e9mero tudo o que devia permanecer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<pre style=\"text-align: justify; padding-left: 80px;\"><strong>Na mesma p\u00e1gina que o autor (cita\u00e7\u00f5es)<\/strong><\/pre>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018[\u2026] a moda \u00e9 menos o sinal das ambi\u00e7\u00f5es de classe do que a sa\u00edda do mundo da tradi\u00e7\u00e3o, \u00e9 um desses espelhos onde se d\u00e1 a ver o que faz o nosso destino hist\u00f3rico mais singular: a nega\u00e7\u00e3o do poder imemorial do passado tradicional, a febre moderna de novidades, a celebra\u00e7\u00e3o do presente social.\u2019 (p. 17)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018A moda come\u00e7ou a exprimir, no luxo e na ambiguidade, esta inven\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria do Ocidente: o indiv\u00edduo livre, desamarrado, criador, e o seu correlativo, o \u00eaxtase fr\u00edvolo do Eu.\u2019 (p. 65)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018A moderna idade democr\u00e1tica honrou as frivolidades, elevou \u00e0 categoria de arte sublime a moda e os temas subalternos. Num movimento de que o dandismo oferece uma ilustra\u00e7\u00e3o peculiar mas exemplar, o f\u00fatil (decora\u00e7\u00e3o, lugares frequentados, trajos, cavalos, charutos, refei\u00e7\u00f5es) tornou-se coisa primordial, em igualdade com as ocupa\u00e7\u00f5es tradicionalmente nobres.\u2019 (p. 116)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Na raiz da promo\u00e7\u00e3o da moda, o rep\u00fadio do pecado, a reabilita\u00e7\u00e3o do amor de si, das paix\u00f5es e do desejo humano em geral.\u2019 (p. 119)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018A Alta Costura, menos do que disciplinar ou uniformizar a moda, individualizou-a.\u2019 (p. 130)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Na origem do pronto-a-vestir est\u00e1 a democratiza\u00e7\u00e3o \u00faltima dos gostos de moda trazida pelos ideais individualistas, pela multiplica\u00e7\u00e3o de jornais femininos e pelo cinema, mas tamb\u00e9m pelo apetite de viver no presente, estimulado pela nova cultura hedonista de massa.\u2019 (p. 155)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018A expans\u00e3o de uma cultura jovem durante os anos cinquenta e sessenta acelerou a difus\u00e3o dos valores hedonistas e contribuiu para dar um novo rosto \u00e0 reivindica\u00e7\u00e3o individualista.\u2019 (p. 162)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Um novo princ\u00edpio de imita\u00e7\u00e3o social se imp\u00f4s, o do modelo jovem.\u2019 (p. 165)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Com o individualismo moderno, o Novo encontra a sua plena consagra\u00e7\u00e3o: por ocasi\u00e3o de cada moda, h\u00e1 um sentimento, por muito t\u00e9nue que seja, de liberta\u00e7\u00e3o subjetiva, de alforria dos h\u00e1bitos passados\u2019. (p. 246)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018[\u2026] as ind\u00fastrias culturais instituem na esfera do espet\u00e1culo o primado do eixo temporal peculiar \u00e0 moda: o presente.\u2019 (p. 282)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018A uma cultura da narrativa substitui-se at\u00e9 certo ponto uma cultura do movimento; a uma cultura l\u00edrica ou mel\u00f3dica substitui-se uma cultura cinem\u00e1tica constru\u00edda com base no choque e no dil\u00favio de imagens, na busca da sensa\u00e7\u00e3o imediata, da emo\u00e7\u00e3o da cad\u00eancia sincopada.\u2019 (p. 283-284)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Maio de 68 encarna [\u2026] uma figura in\u00e9dita: sem objetivo bem programa definidos, o movimento foi uma insurrei\u00e7\u00e3o sem futuro, uma revolu\u00e7\u00e3o no presente que demonstrou ao mesmo tempo o decl\u00ednio das escatologias e a incapacidade de propor um caminho claro para a sociedade do futuro.\u2019 (p. 327)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018A deriva flu\u00edda do sentido \u00e9, por certo, acompanhada da banaliza\u00e7\u00e3o-espetaculariza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica, da queda do militantismo e dos efetivos sindicais, do alinhamento do esp\u00edrito de cidadania pela atitude de consumo, de indiferen\u00e7a e por vezes de desafeta\u00e7\u00e3o perante as elei\u00e7\u00f5es: outros tantos aspetos reveladores de uma crise do homo democraticus idealmente concebido.\u2019 (p. 332-333)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018[\u2026] a moda tem raz\u00f5es que a raz\u00e3o desconhece.\u2019 (p. 353)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018A moda \u00e9 a nossa lei porque toda a nossa cultura sacraliza o Novo e consagra a dignidade do presente.\u2019 (p. 359)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018H\u00e1 mais est\u00edmulos de toda a esp\u00e9cie, mas mais inquieta\u00e7\u00f5es de viver, h\u00e1 mais autonomia privada, mas mais crises \u00edntimas. Eis a grandeza da moda, que reconduz sempre o indiv\u00edduo a si pr\u00f3prio; eis a mis\u00e9ria da moda, que nos torna cada vez mais problem\u00e1ticos a n\u00f3s mesmos e aos outros.\u2019 (p. 382)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h5 style=\"text-align: right;\"><strong>**(T\u00edtulo retirado de Daniel Faria, <em>Dos l\u00edquidos<\/em>, Porto, Edi\u00e7\u00e3o Funda\u00e7\u00e3o Manuel Le\u00e3o, 2000, p. 137)<\/strong><\/h5>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: right;\">*Professor, Presidente da Comiss\u00e3o Diocesana da Cultura<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Autor de &#8216;Ensaios <em>de<\/em> liberdade&#8217;, &#8216;Bem-nascido&#8230; Mal-nascido&#8230; Do &#8216;filho perfeito&#8221; ao filho humano&#8217; e de &#8216;Teologia, ci\u00eancia e verdade: fundamentos para a defini\u00e7\u00e3o do estatuto epistemol\u00f3gico da Teologia, segundo Wolfhart Pannenberg&#8217;<\/h6>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Foto recolhida pelo autor<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rubrica \u2018Sabes, leitor,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":18624,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[55,198],"tags":[],"class_list":["post-18623","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-luis-manuel-pereira-da-silva","category-sabes-leitor-que-estamos-ambos-na-mesma-pagina"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18623","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18623"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18623\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18625,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18623\/revisions\/18625"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18624"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18623"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18623"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18623"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}