{"id":18382,"date":"2024-10-27T10:49:07","date_gmt":"2024-10-27T10:49:07","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=18382"},"modified":"2024-10-27T10:50:54","modified_gmt":"2024-10-27T10:50:54","slug":"luis-manuel-pereira-da-silva-cidadania-e-desenvolvimento-o-explicito-e-o-implicito-paremos-para-pensar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/luis-manuel-pereira-da-silva-cidadania-e-desenvolvimento-o-explicito-e-o-implicito-paremos-para-pensar\/","title":{"rendered":"Lu\u00eds Manuel Pereira da Silva | &#8216;Cidadania e desenvolvimento&#8217; &#8211; O expl\u00edcito e o impl\u00edcito\u2026 Paremos para pensar."},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Lu\u00eds Manuel Pereira da Silva*<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A discuss\u00e3o sobre a disciplina (e a estrat\u00e9gia) de \u2018cidadania e desenvolvimento\u2019 regressou \u00e0 ribalta. A animosidade com que a mat\u00e9ria tem sido abordada evidencia muitos elementos impl\u00edcitos e muitos pressupostos, pelo que se exige centrar a aten\u00e7\u00e3o no que, verdadeiramente, est\u00e1 em causa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para contribuir para esta reflex\u00e3o, proponho-me iniciar com uma par\u00e1bola.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uma par\u00e1bola\u2026<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Imagine-se uma escola em que \u00e9 transmitida, aos professores, a informa\u00e7\u00e3o de que h\u00e1 uma ou duas crian\u00e7as de anos iniciais cujos pais se descobriu, recentemente, que n\u00e3o ser\u00e3o quem elas pensaram sempre ser e que essas crian\u00e7as est\u00e3o em vias de o descobrir, prevendo-se que seja para breve.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 guardada reserva sobre esta mat\u00e9ria, n\u00e3o sendo conhecida a identidade das crian\u00e7as com quem tal vai ocorrer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A escola come\u00e7a a organizar-se para encontrar formas de minorar os efeitos dessa \u2018demolidora\u2019 informa\u00e7\u00e3o nas respetivas crian\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1, por\u00e9m, um professor que decide criar uma estrat\u00e9gia mais ampla de abordagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Prop\u00f5e-se \u2013 diz \u2013 diminuir o efeito daquela dolorosa mensagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Come\u00e7a a criar din\u00e2micas com a sua turma atrav\u00e9s das quais suscita d\u00favidas em todas as crian\u00e7as sobre se os seus pais ser\u00e3o, efetivamente, quem elas pensam ser. Din\u00e2mica ap\u00f3s din\u00e2mica, texto ap\u00f3s texto, dramatiza\u00e7\u00e3o ap\u00f3s dramatiza\u00e7\u00e3o, as d\u00favidas v\u00e3o-se avolumando em todas as crian\u00e7as, \u2018garantindo\u2019, assim, &#8211; diz aquele professor \u2013 que todas perceber\u00e3o o que o seu \u2018ainda desconhecido\u2019 colega ir\u00e1 passar. Com que custo, por\u00e9m? \u2013 Perguntamos n\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Qual o efeito de tal estrat\u00e9gia? \u00c9 a estrat\u00e9gia adequada para o problema a enfrentar?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 a \u00fanica forma de se ser compassivo para com quem vive uma situa\u00e7\u00e3o dolorosa?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A par\u00e1bola, aplicada \u00e0 \u2018cidadania e desenvolvimento\u2019<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Feitas as devidas salvaguardas, a disciplina de \u2018cidadania e desenvolvimento\u2019 que est\u00e1 estreitamente associada \u00e0 \u2018estrat\u00e9gia nacional de educa\u00e7\u00e3o para a cidadania\u2018 parte do mesmo equ\u00edvoco do professor da nossa par\u00e1bola.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vejamos porqu\u00ea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A estrat\u00e9gia nacional de educa\u00e7\u00e3o para a cidadania define tr\u00eas grupos de dom\u00ednios: \u2018o primeiro, obrigat\u00f3rio para todos os n\u00edveis e ciclos de escolaridade (porque se trata de \u00e1reas transversais e longitudinais), o segundo, pelo menos em dois ciclos do ensino b\u00e1sico, o terceiro com aplica\u00e7\u00e3o opcional em qualquer ano de escolaridade\u2019 (ver https:\/\/www.dge.mec.pt\/sites\/default\/files\/Projetos_Curriculares\/Aprendizagens_Essenciais\/estrategia_cidadania_original.pdf).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1.\u00ba Grupo:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Direitos Humanos (civis e pol\u00edticos, econ\u00f3micos, sociais e culturais e de solidariedade);<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Igualdade de G\u00e9nero;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Interculturalidade (diversidade cultural e religiosa);<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Desenvolvimento Sustent\u00e1vel;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Educa\u00e7\u00e3o Ambiental;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Sa\u00fade (promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade, sa\u00fade p\u00fablica, alimenta\u00e7\u00e3o, exerc\u00edcio f\u00edsico).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2.\u00ba Grupo:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Sexualidade (diversidade, direitos, sa\u00fade sexual e reprodutiva);<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Media;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Institui\u00e7\u00f5es e participa\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Literacia financeira e educa\u00e7\u00e3o para o consumo;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Seguran\u00e7a rodovi\u00e1ria;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Risco.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3.\u00ba Grupo:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Empreendedorismo (na suas vertentes econ\u00f3mica e social);<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Mundo do Trabalho;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Seguran\u00e7a, Defesa e Paz;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Bem-estar animal;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Voluntariado.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Outras (de acordo com as necessidades de educa\u00e7\u00e3o para a cidadania diagnosticadas pela escola e que se enquadre no conceito de EC proposto pelo Grupo).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma leitura \u2018inocente\u2019 destes dom\u00ednios poder\u00e1 n\u00e3o compreender as d\u00favidas dos que a criticam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ter\u00e1 de se ouvir, por um lado, a palavra dos decisores pol\u00edticos que, por exemplo, em contexto de marchas do orgulho gay, em Lisboa, afirmaram, antes de esta estrat\u00e9gia estar definida, que haveria de se fazer chegar \u00e0s escolas o que ali se celebrava (declara\u00e7\u00f5es proferidas pela ent\u00e3o secret\u00e1ria de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Catarina Marcelino, em junho de 2017: \u201cn\u00e3o chega s\u00f3 mudar a lei, \u00e9 necess\u00e1rio ter educa\u00e7\u00e3o para a cidadania nas escolas\u201d \u2013 ver aqui: https:\/\/dezanove.pt\/catarina-marcelino-hoje-marchei-com-1093201).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A esta primeira constata\u00e7\u00e3o, que evidencia a inten\u00e7\u00e3o, ter\u00e1 de se juntar a leitura mais fina dos documentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um olhar j\u00e1 com a inoc\u00eancia mais burilada constatar\u00e1 que a estrat\u00e9gia define dom\u00ednios como obrigat\u00f3rios em todos os anos e ciclos, os do primeiro grupo, que, incluindo temas com que todos concordar\u00e3o, enuncia a \u2018igualdade de g\u00e9nero\u2019 que, na interpreta\u00e7\u00e3o de muitos, ser\u00e1 o esfor\u00e7o de aproxima\u00e7\u00e3o de direitos entre homens e mulheres. Seria \u00f3timo!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas os \u2018guias de educa\u00e7\u00e3o g\u00e9nero e cidadania\u2019, a come\u00e7ar no pr\u00e9-escolar (ver aqui: <a href=\"https:\/\/www.cig.gov.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/398_15_Guiao_Pre_escolar.pdf\">https:\/\/www.cig.gov.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/398_15_Guiao_Pre_escolar.pdf<\/a>) n\u00e3o deixam margem para d\u00favida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parece ter sido o professor da nossa par\u00e1bola a definir a estrat\u00e9gia. Ele n\u00e3o quer, apenas, que se suscite solidariedade e \u2018compaix\u00e3o\u2019 para com quem se encontra em d\u00favidas sobre a sua condi\u00e7\u00e3o sexuada. Quer que todos as tenham por igual. Quer gerar a confus\u00e3o em todos para que, assim, a compaix\u00e3o de todos seja por solidariedade na desgra\u00e7a\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Veja-se o que se afirma, na p\u00e1gina 12. Cito sem cortes\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00abNo sentido de clarificar a ideia de que as diferen\u00e7as observadas entre os sexos n\u00e3o se justificam simplesmente pela perten\u00e7a da pessoa a uma categoria biol\u00f3gica presente \u00e0 nascen\u00e7a, mas que resultam sobretudo de constru\u00e7\u00f5es culturais, Ann Oakley prop\u00f4s, em 1972, que se efetuasse a distin\u00e7\u00e3o entre os termos sexo e g\u00e9nero, distin\u00e7\u00e3o essa que passou a servir de refer\u00eancia para as Ci\u00eancias Sociais. Em seu entender, o sexo com que nascemos diz respeito \u00e0s caracter\u00edsticas anat\u00f3micas e fisiol\u00f3gicas que legitimam a diferencia\u00e7\u00e3o, em termos biol\u00f3gicos, entre masculino e feminino. Por seu turno, o g\u00e9nero que desenvolvemos envolve os atributos psicol\u00f3gicos e as aquisi\u00e7\u00f5es culturais que o homem e a mulher v\u00e3o incorporando, ao longo do processo de forma\u00e7\u00e3o da sua identidade, e que tendem a estar associados aos conceitos de masculinidade e de feminilidade. Assim, o termo sexo pertence ao dom\u00ednio da biologia e o conceito de g\u00e9nero inscreve-se no dom\u00ednio da cultura e remete para a constru\u00e7\u00e3o de significados sociais.\u00bb<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Destaco \u00abos sexos n\u00e3o se justificam simplesmente pela perten\u00e7a da pessoa a uma categoria biol\u00f3gica presente \u00e0 nascen\u00e7a, mas que resultam sobretudo de constru\u00e7\u00f5es culturais\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fica claro que os g\u00e9neros ser\u00e3o todos os que forem pens\u00e1veis e n\u00e3o os que, biologicamente, forem observ\u00e1veis e que s\u00e3o a base da organiza\u00e7\u00e3o da sociedade atual (progressivamente a ser revolucionariamente transformada\u2026).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A obsess\u00e3o dos \u2018estere\u00f3tipos\u2019 e a contradi\u00e7\u00e3o na pr\u00f3pria estrat\u00e9gia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Somado a este pressuposto te\u00f3rico, que dissolve qualquer liga\u00e7\u00e3o entre biologia e g\u00e9nero, acrescente-se toda a estrat\u00e9gia marxista da luta contra os estere\u00f3tipos, no pressuposto de que todo o estere\u00f3tipo \u00e9 necessariamente errado, devendo ser erradicado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como se a escola n\u00e3o fosse, ela mesma, um lugar carregado de estere\u00f3tipos (os nerds, os g\u00f3ticos, os dreds, etc.) que, curiosamente, n\u00e3o s\u00e3o enfrentados nesta disciplina, nem abordados pela estrat\u00e9gia nacional. Quantos custos resultam, por exemplo, do estere\u00f3tipo de que estudar \u00e9 para \u2018ratos de biblioteca\u2019! (N\u00e3o deveria reservar-se-lhe destacado lugar na referida estrat\u00e9gia?)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acrescente-se a estas j\u00e1 suficientemente esclarecedoras constata\u00e7\u00f5es que \u00e9 significativo verificar esta incid\u00eancia obsessiva nos estere\u00f3tipos de g\u00e9nero quando n\u00e3o s\u00e3o enunciados outros que, se a inten\u00e7\u00e3o era combater todos os estere\u00f3tipos, deveriam ser integrados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por exemplo, sendo Portugal um pa\u00eds com crise demogr\u00e1fica, quantos estere\u00f3tipos recaem, com custos, sobre as fam\u00edlias numerosas (Coitados! Irrespons\u00e1veis!); ou sobre os cat\u00f3licos que s\u00e3o a maioria, nas escolas portuguesas (s\u00e3o todos uns ped\u00f3filos ou inquisidores!) ou sobre os empres\u00e1rios (s\u00f3 pensam no lucro!) ou sobre os que professam uma religi\u00e3o (padecem de uma patologia e infantilidade!) \u2026 ou\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quer se queira, quer n\u00e3o, os estere\u00f3tipos fazem parte da nossa condi\u00e7\u00e3o de seres greg\u00e1rios que, muitas vezes, para se entenderem sem necessitarem de explicitar tudo, t\u00eam agendas subentendidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta obsess\u00e3o marxista com os estere\u00f3tipos, para mais apenas de um tipo, gera uma atitude moralista de censura permanente que retira a naturalidade na rela\u00e7\u00e3o e ficciona todas as dimens\u00f5es da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E se isto n\u00e3o \u00e9 ideologia!&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 a sedu\u00e7\u00e3o de construir um \u2018Homem novo\u2019 sem v\u00ednculo \u00e0 realidade, \u00e0 sua corporeidade, o que, curiosamente, contradiz o documento estruturante da escolaridade obrigat\u00f3ria \u2013 o PASEO (Perfil do Aluno \u2013 seguramente, tamb\u00e9m \u00e9 das alunas! &#8211; \u00e0 sa\u00edda da escolaridade obrigat\u00f3ria \u2013 ver aqui: https:\/\/dge.mec.pt\/sites\/default\/files\/Curriculo\/Projeto_Autonomia_e_Flexibilidade\/perfil_dos_alunos.pdf) \u2013 que inclui, entre as suas \u00e1reas de compet\u00eancias, \u2018a consci\u00eancia e dom\u00ednio do corpo\u2019, em que se prev\u00ea que uma das compet\u00eancias seja a de \u00abter consci\u00eancia de si pr\u00f3prios a n\u00edvel emocional, cognitivo, psicossocial, est\u00e9tico e moral por forma a estabelecer consigo pr\u00f3prios e com os outros uma rela\u00e7\u00e3o harmoniosa e salutar.\u00bb<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Algu\u00e9m que recusa o seu corpo revela esta compet\u00eancia? E se essa recusa \u00e9 promovida pela pr\u00f3pria estrat\u00e9gia, n\u00e3o \u00e9 uma estrat\u00e9gia contradit\u00f3ria em si mesma?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o deveriam ter deixado o professor da nossa par\u00e1bola com a miss\u00e3o de definir esta estrat\u00e9gia de cidadania. Ele n\u00e3o se compadece dos seus alunos sofredores (que nem sabe quem s\u00e3o!); lan\u00e7a sobre todos o mesmo sofrimento, pensando estar, assim, erradamente, a diminuir a dor dos sofredores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ser solid\u00e1rio e ser bom cidad\u00e3o n\u00e3o \u00e9 isto. \u00c9 acolher o outro, mesmo podendo divergir dele e das suas op\u00e7\u00f5es, que est\u00e3o sempre sujeitas a poss\u00edvel escrut\u00ednio.<\/p>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: right;\">*Professor, Presidente da Comiss\u00e3o Diocesana da Cultura<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Autor de &#8216;Bem-nascido&#8230; Mal-nascido&#8230; Do &#8216;filho perfeito&#8221; ao filho humano&#8217;, &#8216;Ensaios <em>de<\/em> liberdade&#8217; e de &#8216;Teologia, ci\u00eancia e verdade: fundamentos para a defini\u00e7\u00e3o do estatuto epistemol\u00f3gico da Teologia, segundo Wolfhart Pannenberg&#8217;<\/h6>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Imagem de\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/mohamed_hassan-5229782\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=5690627\">Mohamed Hassan<\/a>\u00a0por\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=5690627\">Pixabay<\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Lu\u00eds Manuel<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":18383,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[55,14],"tags":[],"class_list":["post-18382","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-luis-manuel-pereira-da-silva","category-temas-para-debate"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18382","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18382"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18382\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18385,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18382\/revisions\/18385"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18383"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18382"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18382"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18382"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}