{"id":18306,"date":"2024-10-03T21:04:42","date_gmt":"2024-10-03T20:04:42","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=18306"},"modified":"2024-10-03T21:06:40","modified_gmt":"2024-10-03T20:06:40","slug":"documentos-nota-pastoral-para-a-semana-educacao-crista-construtores-do-futuro-como-peregrinos-de-esperanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/documentos-nota-pastoral-para-a-semana-educacao-crista-construtores-do-futuro-como-peregrinos-de-esperanca\/","title":{"rendered":"Documentos | Nota Pastoral para a Semana Nacional da Educa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3: \u00abConstrutores do Futuro como Peregrinos de Esperan\u00e7a\u00bb"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Recolhida de <a href=\"https:\/\/www.educris.com\/v3\/noticias\/13302-semana-educacao-crista-construtores-do-futuro-como-peregrinos-de-esperanca\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.educris.com<\/a><\/p>\n<pre>Nota Pastoral da Comiss\u00e3o Episcopal da Educa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 e Doutrina da F\u00e9 para a Semana Nacional da Educa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 2024<\/pre>\n<pre><strong>\u00abConstrutores do Futuro como Peregrinos de Esperan\u00e7a\u00bb<\/strong><\/pre>\n<address>6 a 13 de outubro de 2024<\/address>\n<address>\u00a0<\/address>\n<p style=\"text-align: justify;\">Educa\u00e7\u00e3o e Esperan\u00e7a s\u00e3o como que os dois p\u00e9s do caminhar da humanidade. Educar \u00e9 preparar o cora\u00e7\u00e3o para a esperan\u00e7a, \u00e9 abrir ao amanh\u00e3, avizinhar-nos do futuro, sendo que ela precisa de ser aprendida, pois \u00e9 grande o risco de a noite tomar conta do olhar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem educa, \u00e9 \u201cconstrutor do agora e do futuro como peregrino da esperan\u00e7a\u201d. Habitamos o agora, mas certos de onde vimos e para onde caminhamos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA esperan\u00e7a n\u00e3o confunde!\u201d, como recorda o Papa Francisco, retomando o que diz S\u00e3o Paulo na Carta aos Romanos, na Bula de proclama\u00e7\u00e3o do ano jubilar que toda a Igreja celebrar\u00e1 em 2025. Sob o lema da esperan\u00e7a, o Papa dirige-se aos homens de todo o mundo, convocando-os para serem \u201cperegrinos da esperan\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta circunst\u00e2ncia proporciona motivos particularmente significativos e inspiradores, num contexto de celebra\u00e7\u00e3o desta semana, enquanto tempo de escuta, planifica\u00e7\u00e3o e compromisso: a fragilidade e o erro n\u00e3o nos prendem o caminhar, mas devem colocar-nos em atitude de procura, pelo que somos convidados a adotar a atitude de peregrinos, movidos pela(na) Esperan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A fragilidade e o erro colocam-nos em atitude de procura<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Educar \u00e9 pr\u00f3prio e espec\u00edfico dos humanos que, perante a fragilidade e o erro, querem \u201cconduzir a crian\u00e7a\u201d a novos patamares. \u00c9, por isso, um estado de caminhar permanente feito de \u201cerro\u201d e \u201csupera\u00e7\u00e3o\u201d, que interpela a que n\u00e3o se desista de prosseguir, apesar da sedu\u00e7\u00e3o da acomoda\u00e7\u00e3o e da tenta\u00e7\u00e3o de se bastar com o j\u00e1 obtido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste contexto, a celebra\u00e7\u00e3o jubilar, a que somos convidados pelo Papa Francisco, \u00e9 motivo particularmente fecundo e oportuno para a renova\u00e7\u00e3o do olhar sobre a Educa\u00e7\u00e3o, onde \u201cerrar\u201d n\u00e3o pode ser sin\u00f3nimo de se tornar \u201cerrante\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0quele que erra, que cai no erro, deve ser dada uma nova oportunidade para que se reencontre, que rejubile de alegria por se sentir amado e perdoado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como ser\u00e3o diferentes as nossas escolas, as nossas aulas de Educa\u00e7\u00e3o Moral e Religiosa Cat\u00f3lica (EMRC), as nossas catequeses, as nossas comunidades educativas se o esp\u00edrito do ano jubilar as perpassar da certeza de que o amor, com que somos perdoados, permite recome\u00e7ar, vez ap\u00f3s vez, e superar os medos da novidade do Caminho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Porque n\u00e3o somos errantes, mas peregrinos!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Adotar a atitude de peregrino<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ser peregrino \u00e9 muito mais do que percorrer ou atravessar o espa\u00e7o e o tempo. \u00c9 habit\u00e1-los, sabendo, por\u00e9m, n\u00e3o ter \u201caqui morada permanente\u201d. Logo no s\u00e9culo II, uma c\u00e9lebre carta de autor desconhecido, dirigida a um \u201cDiogneto\u201d, recordava que \u201c[os crist\u00e3os] habitam p\u00e1trias pr\u00f3prias, mas como peregrinos: participam de tudo, como cidad\u00e3os, e tudo sofrem como estrangeiros.\u201d (Carta a Diogneto, cap. VI, n.\u00ba 3).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta condi\u00e7\u00e3o faz do ser humano um ser \u201cem\u201d e \u201ca\u201d caminho, n\u00e3o como algu\u00e9m que erra e deriva, sem rumo, mas, pelo contr\u00e1rio, como algu\u00e9m que tem um horizonte, uma meta. O seu viver \u00e9 levantar-se e caminhar para o Outro, nos outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A condi\u00e7\u00e3o de peregrino, revestido do essencial, \u00e9 simb\u00f3lica e fonte de inspira\u00e7\u00e3o eficaz para as nossas comunidades crist\u00e3s, para os seus agentes educativos, para a disciplina de EMRC, para a Catequese e para as Escolas Cat\u00f3licas. Em tempos de abund\u00e2ncia de intermitentes propostas e caminhos, de (des)encontros entre o relativismo e o fundamentalismo, a imagem do peregrino desafia a que se escolha a perenidade e se consciencialize de que o saber, que se busca, permanece no horizonte como verdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Movidos pela(na) Esperan\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A esperan\u00e7a n\u00e3o \u00e9 um vago sentimento de que tudo correr\u00e1 bem. \u00c9, antes, \u201ca confian\u00e7a em que existem, de forma latente, possibilidades inimagin\u00e1veis, inclusive nas situa\u00e7\u00f5es mais desesperadas. Na era da ci\u00eancia, a aut\u00eantica f\u00e9 \u00e9 a convic\u00e7\u00e3o ac\u00e9rrima de que o futuro se encontra aberto e de que o espera uma culmina\u00e7\u00e3o incalcul\u00e1vel, n\u00e3o s\u00f3 para o ser humano, mas para a totalidade do cosmos\u201d (Haught, John,\u00a0<em>Ci\u00eancia e f\u00e9: uma introdu\u00e7\u00e3o)<\/em>. Como recorda Bento XVI, na sua enc\u00edclica \u201cSalvos na Esperan\u00e7a\u201d, a \u201cf\u00e9 \u00e9 esperan\u00e7a\u201d, explicitando que acreditar \u00e9 ser tomado pela for\u00e7a da esperan\u00e7a, que n\u00e3o \u00e9 originada no sujeito, mas ao que este acolhe. A esperan\u00e7a n\u00e3o \u00e9 fruto de um desejo, n\u00e3o \u00e9 uma v\u00e3 ilus\u00e3o. Sendo o fruto mais vis\u00edvel da f\u00e9, ela nasce do que a f\u00e9 \u00e9: \u201ca f\u00e9 n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma inclina\u00e7\u00e3o da pessoa para realidades que h\u00e3o de vir (\u2026). D\u00e1-nos, j\u00e1 agora, algo da realidade esperada, e esta realidade presente constitui para n\u00f3s uma prova das coisas que ainda n\u00e3o se veem. Ela atrai o futuro para dentro do presente; (\u2026) o presente \u00e9 tocado pela realidade futura, e assim as coisas futuras derramam-se nas presentes e as presentes nas futuras.\u201d (Bento XVI,\u00a0<em>Spe Salvi<\/em>, 7)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A esperan\u00e7a \u00e9, por isso, muito mais do que utopia (um desejo de um \u201cn\u00e3o-lugar\u201d), mais do que \u201cpensamento positivo\u201d, \u00e9 a antecipa\u00e7\u00e3o, na hist\u00f3ria, dos sinais do sentido \u00faltimo de toda a realidade. No agora da hist\u00f3ria, a esperan\u00e7a v\u00ea acontecer e sabe que tem motivos para tal, o sentido definitivo, antecipado na vit\u00f3ria de Jesus Cristo sobre a morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto o desespero corr\u00f3i, a esperan\u00e7a constr\u00f3i, pois esta nasce de uma viv\u00eancia n\u00e3o meramente subjetiva, mas objetivamente existente e pessoalmente interiorizada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nestes tempos, necessitados de esperan\u00e7a, somos convidados, como crist\u00e3os na fam\u00edlia, no trabalho, nas comunidades eclesiais e nas escolas, a sermos focos de luz de esperan\u00e7a, sinais de que ela n\u00e3o nasce de cada um, mas habita o cora\u00e7\u00e3o de cada ser humano, como certeza da vit\u00f3ria da vida sobre a morte, sobre todas as mortes do existir: da morte da ignor\u00e2ncia, do erro, da desilus\u00e3o, da tristeza, da derrota, da insatisfa\u00e7\u00e3o e da err\u00e2ncia\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como educadores, constitu\u00edmo-nos como aprendizes do amanh\u00e3, construtores do futuro, enquanto peregrinos \u201cda\u201d e \u201cna\u201d esperan\u00e7a, habitando o mundo com atitude de caminhantes, rumo a um horizonte sempre mais adiante e mais de todos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Maria, invocada como \u2018estrela da manh\u00e3\u2019 e \u2018estrela do mar\u2019, interpela-nos a ser lugares onde brilha, como farol na costa de mar revolto, a aut\u00eantica e perene fonte da esperan\u00e7a: Jesus Cristo, o Amor ardente e o Sol nascente que d\u00e1 vida!<\/p>\n<address>27 de setembro de 2024,<\/address>\n<address>Dia de S. Vicente de Paulo<\/address>\n<address>Comiss\u00e3o Episcopal da Educa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 e Doutrina da F\u00e9<\/address>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recolhida de www.educris.com<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":18307,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-18306","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18306","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18306"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18306\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18310,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18306\/revisions\/18310"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18307"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18306"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18306"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18306"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}