{"id":17984,"date":"2024-09-07T07:07:50","date_gmt":"2024-09-07T06:07:50","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=17984"},"modified":"2024-11-09T19:08:58","modified_gmt":"2024-11-09T19:08:58","slug":"sabes-leitor-9-marca-de-agua-do-livro-de-gabriele-kuby-a-revolucao-sexual-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/sabes-leitor-9-marca-de-agua-do-livro-de-gabriele-kuby-a-revolucao-sexual-global\/","title":{"rendered":"Sabes, leitor&#8230; | 9 | Marca de \u00e1gua do livro de Gabriele Kuby, &#8216;A revolu\u00e7\u00e3o sexual global&#8217;"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: right;\">Rubrica \u2018Sabes, leitor, que estamos ambos na mesma p\u00e1gina\u2019** | <em>Marca de \u00e1gua de livros que deixam marcas profundas<\/em><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Parceria:<a href=\"https:\/\/www.federacaopelavida.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <em>Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa pela Vida<\/em><\/a> e<em> Comiss\u00e3o Diocesana da Cultura<\/em><\/h6>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Lu\u00eds Manuel Pereira da Silva*<\/strong><\/p>\n<pre style=\"padding-left: 80px;\"><strong>O autor e a obra<\/strong><\/pre>\n<h5 style=\"padding-left: 120px; text-align: justify;\">Gabriele Kuby, <em>A revolu\u00e7\u00e3o sexual global: destrui\u00e7\u00e3o da liberdade em nome da liberdade<\/em>, Cascais, Princ\u00edpia Editora, 2019.<\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gabriele Kuby revela, em \u2018a revolu\u00e7\u00e3o sexual global\u2019, o olhar fino do soci\u00f3logo que percebe os liames com que se enla\u00e7a o tecido social. Faz jus \u00e0 sua forma\u00e7\u00e3o de base, somando-lhe o desejo vincado de respeito pela verdade, que foi buscar ao catolicismo, a que se converteu, em 1997. Nesta obra, acrescenta \u00e0 autoridade do que diz, que sempre fundamenta com precis\u00e3o, a companhia de destacadas figuras da cultura mundial que lhe reconhecem o m\u00e9rito. A edi\u00e7\u00e3o portuguesa re\u00fane pref\u00e1cios da edi\u00e7\u00e3o italiana, escrito pelo Cardeal Cafarra, do fil\u00f3sofo alem\u00e3o Robert Spaemann, e de D. Nuno Br\u00e1s (espec\u00edfico desta edi\u00e7\u00e3o portuguesa), sendo sabido que tamb\u00e9m o Papa Bento XVI nutria por esta oradora e escritora grande apre\u00e7o, repercutido em nota recolhida nesta edi\u00e7\u00e3o: \u2018A sra Kuby \u00e9 uma corajosa guerreira contra ideologias que, em \u00faltima inst\u00e2ncia, resultam na destrui\u00e7\u00e3o do Homem.\u2019<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O livro \u00e9 de leitura altamente recomend\u00e1vel que, somada \u00e0 que, nesta rubrica, j\u00e1 fui analisando, permite ao leitor ler em profundidade as op\u00e7\u00f5es que est\u00e3o a ser adotadas no sentido de uma reconstru\u00e7\u00e3o antropol\u00f3gica que \u00e9 necess\u00e1rio perceber para questionar e, concluindo-se essa oportunidade, travar e reverter.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que est\u00e1 em causa n\u00e3o s\u00e3o aspetos acess\u00f3rios da condi\u00e7\u00e3o humana, mas a pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o humana, pois falar sobre a sexualidade n\u00e3o \u00e9 mencionar um aspeto marginal da condi\u00e7\u00e3o de se ser Homem, mas dimens\u00e3o que, pelo seu car\u00e1cter sist\u00e9mico, afeta o todo do ser corp\u00f3reo. Ali\u00e1s, a interroga\u00e7\u00e3o (em espelho) fundamental que estas linhas nos deixam refere-se, precisamente, ao lugar do corp\u00f3reo na defini\u00e7\u00e3o do que se \u00e9 enquanto humano: Quanto de humano h\u00e1 no corp\u00f3reo e quanto de corp\u00f3reo \u00e9 o humano?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<pre style=\"padding-left: 80px;\"><strong>Marcas de \u00e1gua <\/strong><strong>(o que fica depois de se deixar o livro)<\/strong><\/pre>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gabriele Kuby revela-se, neste livro, como reconhece o Papa Bento XVI, uma autora corajosa. Lemo-la com o cora\u00e7\u00e3o apertado, solid\u00e1rio com as amea\u00e7as que adivinhamos (Os tempos s\u00e3o dados a \u2018cancelamentos\u2019 \u2013 a que, no passado, se chamava \u2018censura\u2019!) impenderem, certamente, sobre quem ousa dizer que o \u2018rei vai nu\u2019. \u00c9 o que Kuby faz, neste livro: denuncia que o rei vai nu e que todos est\u00e3o a v\u00ea-lo, assobiando para o lado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O t\u00edtulo anuncia ao que vai: descreve como est\u00e1 a processar-se, na ordem mundial, diante de todos, uma revolu\u00e7\u00e3o sexual, sob a capa da liberdade, mas pretendendo cercear a liberdade aut\u00eantica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A liberdade que se defende, nesta revolu\u00e7\u00e3o, confunde a condi\u00e7\u00e3o livre com a indetermina\u00e7\u00e3o da vontade. Ser livre \u00e9, para a revolu\u00e7\u00e3o em curso, poder fazer tudo o que se quer. O humano da revolu\u00e7\u00e3o em andamento n\u00e3o \u00e9 corpo (tem-no e disp\u00f5e dele como objeto), n\u00e3o tem limites nem condicionamentos, vive como se fosse s\u00f3 pensamento, sem hist\u00f3ria e sem mem\u00f3ria, tendo abandonado a busca da verdade, por nela ver um impedimento a realizar-se. Realizar-se \u00e9, para esta revolu\u00e7\u00e3o, fruir e sentir, num turbilh\u00e3o de sucessivas sensa\u00e7\u00f5es que se acumulam. O sujeito desta revolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9; tem! Possui!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gabriele Kuby n\u00e3o defende qualquer teoria conspiracionista, qualificativo tantas vezes utilizado pelos que desistiram de pensar diante de algu\u00e9m que possa estar a propor rever-se o que vai sendo decidido. Kuby observa, l\u00ea, re\u00fane informa\u00e7\u00e3o. A leitura do seu livro permite constatar como se est\u00e1 a processar esta \u2018revolu\u00e7\u00e3o\u2019, seja nos \u00e2mbitos internacionais, seja nos \u00e2mbitos educacionais mais restritos. A leitura deste livro ajuda a compreender como o modelo se reproduz, pa\u00eds a pa\u00eds, como se de uma cartilha se tratasse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No \u00e2mbito internacional, Kuby recorda que a mudan\u00e7a de metodologia, no processo de tomada de decis\u00f5es, nas confer\u00eancias internacionais, em que se passou da vota\u00e7\u00e3o e decis\u00e3o por maioria (respeitando as maiorias e expondo as divis\u00f5es) para o modelo de busca de consensos que nivela as diverg\u00eancias, sob a capa de um apaziguamento, tem, afinal, permitido veicular, sem o explicitar, conce\u00e7\u00f5es e ideias que, em vota\u00e7\u00e3o aberta, seriam reprovadas e recusadas. E evidencia como, nas confer\u00eancias internacionais referentes \u00e0 demografia e popula\u00e7\u00e3o, se tem vindo a estruturar, em nome de bondosas inten\u00e7\u00f5es, toda uma agenda que se prop\u00f5e isolar o indiv\u00edduo, separando-o da fam\u00edlia que o protegeria das agress\u00f5es exteriores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Kuby n\u00e3o refere, apenas. N\u00e3o fica na simples enuncia\u00e7\u00e3o de teses. Ao longo dos dezasseis cap\u00edtulos que comp\u00f5em este livro, n\u00e3o \u00e9 apenas defendida uma ideia, mas \u00e9 desenvolvida com dados, com informa\u00e7\u00e3o objetiva, com muitos elementos estat\u00edsticos, com muitas cita\u00e7\u00f5es de documenta\u00e7\u00e3o. Nela aborda, de modo frontal e muito bem argumentado e fundamentado, temas como \u2018o aborto como pretenso direito humano\u2019, a ideologia de g\u00e9nero, as estrat\u00e9gias de hipersexualiza\u00e7\u00e3o do ensino, as pol\u00edticas contra a natalidade, etc. O leitor sente-se profundamente respeitado. E termina incomodado\u2026 Os dados com ele partilhados geram desconcerto e perturba\u00e7\u00e3o, desafiando-o a posicionar-se para a reescrita do subt\u00edtulo: \u2018a constru\u00e7\u00e3o da liberdade atrav\u00e9s da aut\u00eantica liberdade\u2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sublinhe-se que esta reconstru\u00e7\u00e3o encontra, neste livro, muitos motivos de esperan\u00e7a, pois um dos cap\u00edtulos enuncia sinais de esperan\u00e7a, referindo como pol\u00edticas nacionais de alguns pa\u00edses e a pr\u00f3pria singularidade da atua\u00e7\u00e3o crist\u00e3 v\u00eam permitindo travar a \u2018destrui\u00e7\u00e3o da liberdade em nome da liberdade\u2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sonho de uma humanidade que se constr\u00f3i no respeito pela sua dignidade permanece vivo\u2026<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<pre style=\"padding-left: 80px;\"><strong>Na mesma p\u00e1gina que o autor (cita\u00e7\u00f5es)<\/strong><\/pre>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018O Papa Francisco aponta [\u2026] pois \u00e0 \u00abideologia <em>gender<\/em>\u00bb &#8211; ou \u00abideologia de g\u00e9nero\u00bb &#8211; quatro problemas essenciais: 1) Ela nega a diferen\u00e7a e a reciprocidade natural de homem e mulher; 2) Ela esvazia a base antropol\u00f3gica da fam\u00edlia com inevit\u00e1veis efeitos sociais; 3) Ela desvincula a identidade pessoal da diversidade biol\u00f3gica; 4) Ela \u00e9 habitualmente a imposi\u00e7\u00e3o colonizadora de um pensamento.\u2019 (D. Nuno Br\u00e1s, Pref\u00e1cio \u00e0 edi\u00e7\u00e3o portuguesa, p. 10)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018[\u2026] a cultura contempor\u00e2nea, segundo o Papa Francisco, \u00abexalta o individualismo narcisista, uma conce\u00e7\u00e3o da liberdade separada da responsabilidade pelo outro, um aumento da indiferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao bem comum\u00bb (25 de outubro de 2016).\u2019 (D. Nuno Br\u00e1s, Pref\u00e1cio \u00e0 edi\u00e7\u00e3o portuguesa, p. 15)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018[\u2026] o Papa Francisco sublinha a necessidade de \u00abajudar a aceitar o seu [pr\u00f3prio]corpo como foi criado\u00bb, com apre\u00e7o pela sua feminilidade ou masculinidade, \u00abpara se poder reconhecer a si mesmo no encontro com o outro que \u00e9 diferente\u00bb &#8211; o mesmo \u00e9 dizer, para abandonar pr\u00e1ticas e tend\u00eancias ego\u00edstas e individualistas. Com efeito, \u00e9 deste modo apenas que \u00ab\u00e9 poss\u00edvel aceitar com alegria o dom espec\u00edfico do outro ou da outra, obra de Deus criador, e enriquecer-se mutuamente\u00bb, \u00abperdendo o medo \u00e0 [sic] diferen\u00e7a\u00bb. E acrescenta: \u00abA edu\u00e7\u00e3o sexual deve ajudar a aceitar o pr\u00f3prio corpo, de modo que a pessoa n\u00e3o pretenda \u201ccancelar a diferen\u00e7a sexual, porque j\u00e1 n\u00e3o sabe confrontar-se com ela\u201d\u00bb (AL, n.\u00ba285).\u2019 (D. Nuno Br\u00e1s, Pref\u00e1cio \u00e0 edi\u00e7\u00e3o portuguesa, pp. 15-16)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018David Hume escreveu que os factos s\u00e3o teimosos: teimosamente, contestam qualquer ideologia.\u2019 (Cardeal Carlo Caffarra, Pref\u00e1cio \u00e0 edi\u00e7\u00e3o italiana, p. 21)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018A express\u00e3o <em>gender mainstreaming<\/em> (\u00abideologia de g\u00e9nero\u00bb) n\u00e3o \u00e9 familiar para a maioria das pessoas. Por isso, elas tamb\u00e9m desconhecem o facto de, durante anos, os governos, as autoridades europeias e uma parte dos <em>media<\/em> terem vindo a submet\u00ea-las a um programa de reeduca\u00e7\u00e3o cujo nome elas pr\u00f3prias desconhecem. O que essa reeduca\u00e7\u00e3o pretende remover das nossas cabe\u00e7as \u00e9 um h\u00e1bito milenar da humanidade: o h\u00e1bito de distinguir entre homens e mulheres. Isso implica extinguir a verdade fundamental de que a atra\u00e7\u00e3o sexual m\u00fatua entre um homem e uma mulher constitui a base da exist\u00eancia atual e futura da humanidade.\u2019 (Robert Spaemann, Pref\u00e1cio, p. 23)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018O conceito de <em>liberdade pol\u00edtica <\/em>foi cunhado na Antiga Gr\u00e9cia e inicialmente significava permitir que as pessoas vivessem de acordo com os seus costumes. Tirano era quem impedia as pessoas de fazerem isso, quem queria \u00abreeduca-las\u00bb. Este livro trata dessa tirania. \u00c9 um livro esclarecedor. Ilumina o que est\u00e1 a acontecer connosco agora, os m\u00e9todos que os \u00abreeducadores\u00bb usam e que repres\u00e1lias aguardam aqueles que se op\u00f5em a esse projeto. E isso inclui n\u00e3o s\u00f3 aqueles que tomam parte na discuss\u00e3o, mas tamb\u00e9m, como mostra este livro, todos aqueles que j\u00e1 defenderam a liberdade de expressar a sua opini\u00e3o sobre estes assuntos numa discuss\u00e3o aberta.\u2019 (Robert Spaemann, Pref\u00e1cio, p. 24)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018O conceito de normalidade \u00e9 indispens\u00e1vel quando se trata de lidar com processos vitais. Os erros neste \u00e2mbito amea\u00e7am a vida da humanidade. Gabriele Kuby tem a coragem de mostrar que a nossa liberdade est\u00e1 amea\u00e7ada por uma ideologia anti-humana. E merece os nossos agradecimentos por nos esclarecer com o seu trabalho. O maior n\u00famero poss\u00edvel de pessoas deve ler este livro, para que possam estar cientes do que devem esperar caso n\u00e3o reajam.\u2019 (Robert Spaemann, Pref\u00e1cio, p. 25)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018A premissa-base deste livro \u00e9 que o fant\u00e1stico dom da sexualidade precisa de ser educado, caso se destine a permitir que as pessoas tenham uma vida e rela\u00e7\u00f5es bem-sucedidas. O oposto \u2013 a grosseira passagem \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de todos os desejos \u2013 distorce a pessoa e a cultura.\u2019 (Gabriele Kuby, p. 33)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018[os] processos s\u00e3o globais e conduzidos por <em>lobbies<\/em> influentes em institui\u00e7\u00f5es internacionais. O n\u00facleo desta revolu\u00e7\u00e3o cultural global \u00e9 o desmantelamento das normas sexuais. A supress\u00e3o de limita\u00e7\u00f5es morais \u00e0 sexualidade poderia dar a ideia de aumentar a liberdade das pessoas, mas d\u00e1 lugar a indiv\u00edduos desenraizados, conduz \u00e0 dissolu\u00e7\u00e3o da estrutura social e origina caos social.\u2019 (Gabriele Kuby, p. 38)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018A ONU espera que a popula\u00e7\u00e3o mundial atinga os 8900 milh\u00f5es at\u00e9 2050 e, em seguida, comece a decrescer. Pela primeira vez, a ONU assume que a fertilidade na maioria dos pa\u00edses em desenvolvimento cair\u00e1 para baixo de 2,1 filhos por mulher no s\u00e9culo XXI. Espera-se que fique abaixo do n\u00edvel de substitui\u00e7\u00e3o em tr\u00eas de quatros pa\u00edses em desenvolvimento at\u00e9 2050. Esta \u00e9 a estimativa da Divis\u00e3o de Popula\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas na sua revis\u00e3o de 2002 das proje\u00e7\u00f5es oficiais para a popula\u00e7\u00e3o mundial das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU, 2002).\u2019 (Gabriele Kuby, p. 46)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Margaret Sanger (1879-1966) desempenhou um papel decisivo no controlo da popula\u00e7\u00e3o. Assumiu como miss\u00e3o da sua vida a elimina\u00e7\u00e3o dos elementos supostamente indesej\u00e1veis da popula\u00e7\u00e3o mediante a contrace\u00e7\u00e3o, a esteriliza\u00e7\u00e3o e o aborto. Nos Estados Unidos, o clima era adequado para a ideologia eug\u00e9nica.\u2019 (Gabriele Kuby, p. 47)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Em 1921, Sanger fundou a American Birth Control League (\u00abLiga Americana para o Controlo da Natalidade\u00bb), que defendia abertamente a eugenia com prop\u00f3sitos racistas. No mesmo ano, Marie Stopes abria uma cl\u00ednica de controlo da natalidade em Londres. Hoje, a Marie Stopes International \u00e9 uma das maiores organiza\u00e7\u00f5es abortistas do mundo.\u2019 (Gabriele Kuby, p. 48)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018A aplica\u00e7\u00e3o desta pol\u00edtica social exigiu uma palavra nova, porque a linguagem n\u00e3o se limita a refletir a realidade \u2013 cria-a. A palavra m\u00e1gica foi <em>g\u00e9nero<\/em>. Tinha de se substituir a palavra <em>sexo<\/em>. Porque, antes disso, se algu\u00e9m perguntasse pelo sexo, a resposta seria uma de duas: masculino ou feminino.\u2019 (Gabriele Kuby, p. 79)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018A pioneira da teoria de g\u00e9nero foi Judith Butler, nascida em 1956. [Para ela] n\u00e3o existem \u00abhomens\u00bb nem \u00abmulheres\u00bb. O sexo \u00e9 uma fantasia, algo em que s\u00f3 acreditamos porque nos foi repetido com frequ\u00eancia. O g\u00e9nero n\u00e3o est\u00e1 associado ao sexo biol\u00f3gico, que n\u00e3o desempenha nenhum papel \u2013 apenas surge porque foi criado pela linguagem e porque as pessoas acreditam no que ouvem repetidamente. Do ponto de vista de Butler, a identidade \u00e9 flex\u00edvel e flu\u00edda. N\u00e3o h\u00e1 masculino nem feminino, mas apenas um determinado <em>desempenho<\/em>, ou seja, um comportamento que pode ser alterado a qualquer momento.\u2019 (Gabriele Kuby, p. 82)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018No centro de tudo isto est\u00e1 o direito do indiv\u00edduo aut\u00f3nomo \u00e0 livre escolha. A palavra <em>liberdade <\/em>\u00e9 truncada, divorciada da verdade, da responsabilidade, do bem dos outros e do bem comum. O ego\u00edsmo faz com que o indiv\u00edduo aut\u00f3nomo seja facilmente seduzido por estes novos direitos.\u2019 (Gabriele Kuby, p. 93)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018A ONU e a Uni\u00e3o Europeia s\u00e3o seletivas no seu empenho em proteger certos grupos de pessoas contra a discrimina\u00e7\u00e3o. Hoje, as minorias religiosas perseguidas n\u00e3o recebem nem uma pequena parte da aten\u00e7\u00e3o que as institui\u00e7\u00f5es internacionais dedicam \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o baseada na orienta\u00e7\u00e3o sexual. Atualmente os crist\u00e3os s\u00e3o o grupo mais perseguido do mundo. H\u00e1 povoa\u00e7\u00f5es inteiras no M\u00e9dio Oriente, \u00c1frica e \u00c1sia que est\u00e3o a ser despovoadas de crist\u00e3os, que se veem privados de condi\u00e7\u00f5es de vida decentes; as suas igrejas s\u00e3o incendiadas e os fi\u00e9is s\u00e3o expulsos ou perseguidos, muitas vezes at\u00e9 \u00e0 morte. Mas, em contraste com a comparativamente pequena minoria de pessoas LGBTI, n\u00e3o h\u00e1 programas na ONU nem na Uni\u00e3o Europeia para proteger os crist\u00e3os.\u2019 (Gabriele Kuby, p. 117)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018O \u00eaxito da revolu\u00e7\u00e3o sexual em todo o mundo requer [\u2026] que se gere confus\u00e3o at\u00e9 ao ponto de n\u00e3o-retorno, at\u00e9 que toda a oposi\u00e7\u00e3o seja suprimida. A confus\u00e3o \u00e9 gerada de tr\u00eas formas:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Atrav\u00e9s de um presun\u00e7\u00e3o falsa de autoridade e legitimidade;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Mediante a utiliza\u00e7\u00e3o de termos indefinidos e amb\u00edguos;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Atrav\u00e9s de uma falsa pretens\u00e3o de concord\u00e2ncia com as leis internacionais existentes.\u2019 (Gabriele Kuby, p. 117)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018O <em>lobby <\/em>LGBTI considera que a investiga\u00e7\u00e3o sobre as causas da homossexualidade (LGBTI) e a oferta de assist\u00eancia terap\u00eautica para os que sofrem com as suas tend\u00eancias sexuais s\u00e3o \u00abdiscriminat\u00f3rias\u00bb e pretende suprimi-las, ainda que sejam as pr\u00f3prias pessoas afetadas a desejar aceder a essa ajuda.\u2019 (Gabriele Kuby, p.125)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018O que aconteceu ao sentido de responsabilidade dos l\u00edderes pol\u00edticos e de todos os que dele dependem para que os temas LGBTI se tenham tornado \u00e1reas pol\u00edticas-chave? N\u00e3o teremos outros problemas, tais como o inverno demogr\u00e1fico, a morte de milh\u00f5es e beb\u00e9s por nascer, a crise da imigra\u00e7\u00e3o, o colapso das fam\u00edlias, com o seu alto custo para a felicidade, a sa\u00fade e a educa\u00e7\u00e3o da pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o, o desemprego e a instabilidade econ\u00f3mica global? Por que raz\u00e3o tantos pol\u00edticos deixaram de ter o bem comum como nobre motiva\u00e7\u00e3o para a sua procura do poder?\u2019 (Gabriele Kuby, p. 149)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018[\u2026] a perspetiva de g\u00e9nero vai muito para al\u00e9m da promo\u00e7\u00e3o da igualdade entre homens e mulheres. Ela implica uma fabrica\u00e7\u00e3o da igualdade atrav\u00e9s da \u00ab<em>desconstru\u00e7\u00e3o\u00bb da ordem hier\u00e1rquica bin\u00e1ria de g\u00e9nero <\/em>para chegar a <em>uma diversidade de g\u00e9neros com igual valor e iguais direitos<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O programa do g\u00e9nero inclui aspetos como:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; plena igualdade (equival\u00eancia) entre homem e mulher;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; desconstru\u00e7\u00e3o das identidades masculina e feminina;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; luta contra a normatividade heterossexual, o que significa providenciar plena igualdade legal e social \u2013 ou, na pr\u00e1tica, privilegiar todos os modos de vida n\u00e3o heterossexuais;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; aborto como \u00abdireito humano\u00bb, apresentado como <em>direito reprodutivo;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; sexualiza\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as e dos adolescentes atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o sexual como disciplina obrigat\u00f3ria;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; priva\u00e7\u00e3o material e empobrecimento das fam\u00edlias.\u2019 \u2019 (Gabriele Kuby, p. 152)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Quem acredita que existe um limite para a derrocada dos valores morais dever\u00e1 tomar nota da \u00faltima decis\u00e3o da Deutscher Ethikrat (Comiss\u00e3o de \u00c9tica Alem\u00e3).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A 24 de setembro de 2014, o conselho decidiu que a lei que criminalizava o incesto deveria ser revogada e o incesto consensual (rela\u00e7\u00f5es sexuais entre irm\u00e3os a partir dos 14 anos) deveria ser permitido se eles viverem longe da fam\u00edlia.\u2019 \u2019 (Gabriele Kuby, p. 158)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Para onde quer que se olhe \u2013 pol\u00edtica, meios de comunica\u00e7\u00e3o, funda\u00e7\u00f5es, tribunais, empresas, escolas, infant\u00e1rios \u2013 a ideologia de g\u00e9nero \u00e9 o caminho para o progresso p\u00f3s-moderno. \u00c9 a ideologia dominante \u00e0 qual ningu\u00e9m se pode opor sem ser rejeitado e difamado. Ningu\u00e9m se atreve a submeter a ideologia de g\u00e9nero ao \u00abteste do stress\u00bb para determinar as consequ\u00eancias e adequa\u00e7\u00e3o ao futuro. Em vez disso, todas as leis s\u00e3o examinadas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 medida em que contribuem para a incorpora\u00e7\u00e3o da perspetiva ideol\u00f3gica de g\u00e9nero. Um documento do Senado de Berlim declara que \u00aba introdu\u00e7\u00e3o \u00e9 feita de cima para baixo, ou seja, o chefe pol\u00edtico de uma organiza\u00e7\u00e3o compromete-se com a implementa\u00e7\u00e3o da perspetiva de g\u00e9nero e decide como os processos devem ser orientados e avaliados\u00bb.\u2019 \u2019 (Gabriele Kuby, p. 158)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018O que o <em>materialismo dial\u00e9tico <\/em>foi outrora para as universidades sob ditaduras comunistas \u00e9 hoje a ideologia de g\u00e9nero para as universidades ocidentais, onde a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o de estudantes est\u00e1 a ser preparada para assumir posi\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7a na sociedade.\u2019 \u2019 (Gabriele Kuby, p. 160)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018\u00abA pervers\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o com a realidade\u00bb e a \u00abpervers\u00e3o do car\u00e1ter comunicativo\u00bb tornam a palavra inapropriada para o di\u00e1logo. Neste processo, podem ser distinguidas quatro caracter\u00edsticas:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Termos que exprimem valores tradicionais tornam-se suspeitos e s\u00e3o descartados. Por exemplo: \u00abcastidade\u00bb;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Termos com conota\u00e7\u00f5es positivas recebem um novo conte\u00fado e s\u00e3o depois explorados. Exemplo: \u00abdiversidade\u00bb;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; S\u00e3o inventados novos termos para transmitir novas ideologias. Exemplo: \u00abpoliamor\u00bb;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; S\u00e3o introduzidos novos termos para difamar os opositores. Exemplo: \u00abhomofobia\u00bb.\u2019 (Gabriele Kuby, p. 172)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018<em>Discrimen<\/em> \u00e9 a palavra latina para \u00abdistin\u00e7\u00e3o\u00bb ou \u00abdiferen\u00e7a\u00bb. A pessoa dotada de livre-arb\u00edtrio deve distinguir entre o certo e o errado, o bem e o mal, para lidar com a sua liberdade de forma a ter sucesso na sua pr\u00f3pria vida e n\u00e3o causar danos aos outros seres humanos. Para a pessoa que sabe que tem de responder perante Deus, esta distin\u00e7\u00e3o entre o bem e o mal \u00e9 essencial para a sua salva\u00e7\u00e3o eterna. Se lhe for proibido fazer esta distin\u00e7\u00e3o \u2013 e se lhe for proibido passar esse crit\u00e9rio para que a gera\u00e7\u00e3o seguinte possa faz\u00ea-lo tamb\u00e9m -, ent\u00e3o a liberdade religiosa ser\u00e1 <em>de facto<\/em> banida. Ser\u00e3o destru\u00eddas as ra\u00edzes da cultura crist\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Distinguir entre o bem e o mal n\u00e3o \u00e9 discriminar as pessoas. Cada pessoa, independentemente da sua orienta\u00e7\u00e3o sexual, \u00e9 igual em dignidade, e cada pessoa goza de prote\u00e7\u00e3o legal contra a difama\u00e7\u00e3o, a persegui\u00e7\u00e3o e a exclus\u00e3o. Julgar o comportamento de uma pessoa, no entanto, n\u00e3o \u00e9 uma ofensa \u00e0 sua dignidade, mas torna poss\u00edvel a coexist\u00eancia, a qual n\u00e3o pode acontecer sem princ\u00edpios morais.\u2019 (Gabriele Kuby, p. 178)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Diferentes tarefas e pap\u00e9is entre homens e mulheres s\u00e3o denegridos como \u00abestere\u00f3tipos\u00bb que devem ser eliminados pelas autoridades pol\u00edticas. A ideologia das diferen\u00e7as de g\u00e9nero \u00absocialmente constru\u00eddas\u00bb provou ser resistente aos resultados da investiga\u00e7\u00e3o em biologia, medicina, sociologia, psicologia, neuroci\u00eancias, que descrevem, cada vez com maior precis\u00e3o, as diferen\u00e7as entre homens e mulheres e as causas destas diferen\u00e7as.\u2019 (Gabriele Kuby, p. 179)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018O termo \u00abhomofobia\u00bb \u00e9 um neologismo cunhado no final dos anos 60 pelo psicanalista e ativista homossexual George Weinberg, para fazer com que as pessoas que rejeitam a homossexualidade parecessem doentes mentais. Uma <em>fobia<\/em> \u00e9 um medo neur\u00f3tico que \u00e9 tratado terapeuticamente, tal como o medo de aranhas (aracnofobia), de multid\u00f5es (agorafobia), de espa\u00e7os fechados (claustrofobia), do n\u00famero 13 (triscaidecafobia), etc. Com a sua perspicaz perce\u00e7\u00e3o de psicanalista, Weinberg pretendia demonstrar que as pessoas que sentem repulsa pela homossexualidade, na realidade, apenas receiam as pr\u00f3prias tend\u00eancias homossexuais. A profunda rejei\u00e7\u00e3o do estilo de vida homossexual por motivos antropol\u00f3gicos, psicol\u00f3gicos, m\u00e9dicos, sociais ou religiosos foi condenada pelo termo geral \u00abhomofobia\u00bb e por isso classificada como um medo neur\u00f3tico. Escusado ser\u00e1 dizer que insultar, ou at\u00e9 utilizar formas violentas de rejei\u00e7\u00e3o, s\u00e3o atitudes estigmatizadas nas intera\u00e7\u00f5es di\u00e1rias, inclusive, claro est\u00e1, contra pessoas com tend\u00eancias homossexuais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o aos homossexuais, a Igreja Cat\u00f3lica tem de se opor \u00e0 dissolu\u00e7\u00e3o da antropologia crist\u00e3 e \u00e0 moral sexual que da\u00ed derivou, se quiser conservar o seu dep\u00f3sito de f\u00e9. O <em>Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica<\/em> (CIC) diz aos crentes que \u00abdevem ser acolhidos com respeito, compaix\u00e3o e delicadeza. Evitar-se-\u00e1, em rela\u00e7\u00e3o a eles, qualquer sinal de discrimina\u00e7\u00e3o injusta\u00bb (CIC 2358). As palavras de Santo Agostinho a este respeito tornaram-se proverbiais: \u00abAma o pecador, detesta o pecado\u00bb.\u2019 (Gabriele Kuby, p. 180)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Uma investiga\u00e7\u00e3o p\u00fablica em larga escala, a National Health and Social Life Survey, divulgada pelo Center for Disease Control and Prevention em julho de 2014, descobriu que, ao contr\u00e1rio do que comummente se pensa, apenas 1,6% da popula\u00e7\u00e3o se identifica como homossexual, enquanto 96,6% dizem ser heterossexuais. Isto est\u00e1 em n\u00edtido contraste com uma pesquisa do Gallup de 2011. Nela se dizia que 52% dos americanos acreditavam que 25% da popula\u00e7\u00e3o era <em>gay<\/em> ou l\u00e9sbica. Apenas 4% das pessoas pesquisadas na \u00e9poca acreditavam que a popula\u00e7\u00e3o homossexual era inferior a 5%. O fosso entre a realidade e a opini\u00e3o p\u00fablica prova qu\u00e3o incrivelmente bem-sucedida \u00e9 a campanha de desinforma\u00e7\u00e3o e propaganda do movimento LGBTI, apoiada pela maioria dos <em>media<\/em>.\u2019 (Gabriele Kuby, p. 217)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018[\u2026] Os grupos de interesse LGBTI e os partidos alinhados com eles tentam culpar a \u00abdiscrimina\u00e7\u00e3o homof\u00f3bica\u00bb pelos elevados riscos do estilho de vida homossexual. Mas isso \u00e9 contrariado pelo facto de estes n\u00fameros serem semelhantes em todos os pa\u00edses ocidentais, independentemente de qu\u00e3o liberal e tolerante seja cada um deles. Um estudo recente realizado na Holanda, um dos pa\u00edses mais liberais do mundo, mostra que as mulheres homossexuais apresentam uma maior taxa de abuso de subst\u00e2ncias e que os homens homossexuais revelam uma maior taxa de perturba\u00e7\u00f5es de ansiedade.\u2019 (Gabriele Kuby, p. 225)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Numa altura em que o casamento entre um homem e uma mulher \u00e9 cada vez menos associado ao conceito de funda\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia, e cada vez mais filhos s\u00e3o criados por m\u00e3es solteiras, est\u00e1 em curso a batalha pela plena igualdade jur\u00eddica entre uni\u00f5es entre pessoas do mesmo sexo e o casamento. Os libertadores sexuais do final da d\u00e9cada de 1960 consideraram o casamento sufocante e antiquado, uma rel\u00edquia da possessividade burguesa. Isso revela uma contradi\u00e7\u00e3o evidente: o mesmo grupo social que luta para enfraquecer a institui\u00e7\u00e3o do casamento est\u00e1 agora a lutar para que o casamento seja estendido \u00e0s rela\u00e7\u00f5es entre pessoas do mesmo sexo. E isso \u00e9 proclamado como um \u00abdireito humano\u00bb. A batalha cultural imposta ao mundo pelos poderes pol\u00edticos ocidentais est\u00e1 em curso em todas as na\u00e7\u00f5es e a legisla\u00e7\u00e3o est\u00e1 a mudar rapidamente.\u2019 (Gabriele Kuby, p. 233)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018[\u2026] o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem decidiu em dois julgamentos (<em>Schalk &amp; Kopf vs. \u00c1ustria, <\/em>2010 e <em>Chapin e Charpentier vs. France<\/em>, 2016) que n\u00e3o h\u00e1 nenhum direito internacional vinculativo ao \u00abcasamento\u00bb de pessoas do mesmo sexo. Isso \u00e9 regulado pela legisla\u00e7\u00e3o nacional dos Estados-membros.\u2019 (Gabriele Kuby, p. 239)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Uma investiga\u00e7\u00e3o efetuada na [sic] Inglaterra com 1600 crian\u00e7as menores de 10 anos mostra como as crian\u00e7as sofrem com os div\u00f3rcios dos pais. Quando lhes perguntaram o que mudariam se fossem um rei ou uma rainha e pudessem promulgar novas leis, a resposta mais frequente foi: \u00abProibia o div\u00f3rcio\u00bb.\u2019 (Gabriele Kuby, p. 242)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018At\u00e9 que ponto \u00e9 humana uma sociedade que premeia o \u00abdireito ao filho\u00bb nos adultos, mas debilita o direito que o filho tem a ter um pai e uma m\u00e3e que o criaram e s\u00e3o respons\u00e1veis por ele? Muitos estudos demonstraram que uma crian\u00e7a cresce melhor com os seus pais, sempre que n\u00e3o sejam excessivamente negligentes nos seus deveres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando o Estado legitima a ado\u00e7\u00e3o por parte de pares do mesmo sexo, situa os pretensos direitos de uma minoria de adultos acima do bem-estar da crian\u00e7a. Isto contradiz toda a tradi\u00e7\u00e3o jur\u00eddica do Ocidente. Nem sequer os pais biol\u00f3gicos s\u00e3o \u00abdonos\u00bb dos seus filhos, mas meros \u00abdeposit\u00e1rios\u00bb da tarefa de lhes providenciar as melhores condi\u00e7\u00f5es poss\u00edveis para que alcancem a sua singular individualidade.\u2019 (Gabriele Kuby, p. 246)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Durante muito tempo houve quem pensasse que a batalha pelo \u00abcasamento\u00bb entre pessoas do mesmo sexo s\u00f3 tinha a ver com os direitos da minoria homossexual, mas isso \u00e9 uma ilus\u00e3o. Nada \u00e9 suficiente para os agentes da revolu\u00e7\u00e3o sexual, porque eles n\u00e3o conseguem encontrar paz em si pr\u00f3prios. Desde que o Supremo Tribunal dos Estados Unidos decidiu legalizar o \u00abcasamento\u00bb do mesmo sexo, em junho de 2015, o \u00abtsunami transg\u00e9nero\u00bb foi posto em marcha pela Administra\u00e7\u00e3o Obama. A mensagem \u00e9: pode-se mudar de sexo voluntariamente, basta afirmar a sua vontade. Sem diagn\u00f3stico m\u00e9dico, sem medidas terap\u00eauticas ou m\u00e9dicas, sem cirurgias.\u2019 (Gabriele Kuby, p. 249)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018A grande maioria dos jovens quer fam\u00edlias. Mas o Estado, todo o sistema educativo e quase todas as organiza\u00e7\u00f5es que t\u00eam alguma coisa a ver com a juventude deixaram de ensinar \u00e0s crian\u00e7as como amar e se relacionar.\u2019 (Gabriele Kuby, p. 298)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018O maior agente global no campo do aborto e da desregula\u00e7\u00e3o da sexualidade \u00e9 a International Planned Parenthood Federation (IPPF), que tem organiza\u00e7\u00f5es subsidi\u00e1rias em 180 pa\u00edses. No seu relat\u00f3rio anual de 2010, a IPPF orgulha-se de:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; ter evitado 22 milh\u00f5es de gravidezes;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; ter disponibilizado 131 milh\u00f5es de servi\u00e7os contracetivos;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; ter prestado 25 milh\u00f5es de servi\u00e7os relacionados com HIV;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; ter efetuado 38 milh\u00f5es de CYP (distribui\u00e7\u00e3o de contracetivos);<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; ter distribu\u00eddo 621 milh\u00f5es de preservativos;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; ter prestado 80 milh\u00f5es de servi\u00e7os a jovens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A IPPF n\u00e3o s\u00f3 realiza milh\u00f5es de abortos em todo o mundo, mas tamb\u00e9m vende partes intactas de corpos fetais obtidos atrav\u00e9s do procedimento ilegal do aborto por nascimento parcial. Isto foi revelado atrav\u00e9s de uma s\u00e9rie de v\u00eddeos secretos divulgados a partir de julho de 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A IPPF alega, enganadoramente, no seu Relat\u00f3rio Anual de Desempenho de 2007-2008, que o acesso ao aborto legal seguro \u00e9 um imperativo de sa\u00fade p\u00fablica e do respeito pelos direitos humanos. Mas isso \u00e9 uma mentira crassa, Nenhum documento internacional vinculativo da ONU ou da EU reconhece o aborto como parte da sa\u00fade sexual e reprodutiva (SPH), e muito menos como um direito humano. O relat\u00f3rio anula da IPPF de 2010 diz que a Uni\u00e3o Europeia \u00e9 o maior doador para o desenvolvimento internacional e que tem historicamente defendido a sa\u00fade e os direitos sexuais e reprodutivos. A Rede Europeia da IPPF lidera os esfor\u00e7os para garantir que a sa\u00fade sexual e reprodutiva permane\u00e7a no centro da pol\u00edtica de desenvolvimento da EU.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como revela um relat\u00f3rio de mar\u00e7o de 2012 da European Dignity Watch, os programas de aborto que a IPPF e a Marie Stopes International conduzem nos pa\u00edses em desenvolvimento s\u00e3o financiados pela EU, apensar de n\u00e3o haver base legal para isso. O principal grupo-alvo da IPPF s\u00e3o os adolescentes: \u00abNos \u00faltimos cinco anos, a IPPF passou de uma organiza\u00e7\u00e3o que trabalha com jovens para uma que tem o seu enfoque na juventude e onde a participa\u00e7\u00e3o dos jovens \u00e9 um princ\u00edpio para a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de sa\u00fade sexual e reprodutiva de qualidade\u00bb.\u2019<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a IPPF, os direitos sexuais dos jovens n\u00e3o ser limitados pela lei, nem pelas normas sociais ou religiosas. O relat\u00f3rio dos cinco anos diz, orgulhosamente, que a IPPF fez 238 altera\u00e7\u00f5es legais em 119 pa\u00edses a favor dos direitos reprodutivos e sexuais, dos quais 52 envolvem a liberaliza\u00e7\u00e3o do aborto. A IPPF forneceu 3,9 milh\u00f5es de servi\u00e7os relacionados com o aborto, 41,7% deles a jovens, o que corresponde a um aumento de 22%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Pro Familia, a sucursal alem\u00e3 da International Planned Parenthood Federation (IPPF), implementa a sua estrat\u00e9gia a n\u00edvel nacional e local. A Planned Parenthood foi fundada em 1942 por Margaret Sanger nos Estados Unidos e a Pro Familia em 1952 por Hans Ludwig Friedrich Harmsen. Como j\u00e1 tivemos ocasi\u00e3o de referir, Sanger e Harmsen viam-se como eugenistas que queriam reduzir o \u00abpatrim\u00f3nio gen\u00e9tico inferior na popula\u00e7\u00e3o\u00bb com o objetivo de promover um patrim\u00f3nio gen\u00e9tico \u00abdigno\u00bb para apoio ao Estado. Harmsen foi fundador e presidente da Pro Familia at\u00e9 1962 e seu presidente em\u00e9rito at\u00e9 1984. Nunca se distanciou da sua posi\u00e7\u00e3o sobre a eugenia. De 1973 a 1983, o marxista J\u00fcrgen Heinrichs foi presidente da associa\u00e7\u00e3o. O nome Pro Famili sugere o oposto do que a organiza\u00e7\u00e3o, patrocinada pelo Estado, na realidade promove.\u2019 (Gabriele Kuby, p. 301-303)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018[\u2026] Quase todas as organiza\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais que t\u00eam algo a ver com crian\u00e7as ou jovens investem o seu poder e os seus recursos na sexualiza\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as desde o nascimento e no afastamento dos limites morais \u00e0 atividade sexual. As organiza\u00e7\u00f5es juvenis de movimentos crist\u00e3os s\u00e3o uma exce\u00e7\u00e3o, mas, infelizmente, muitas delas est\u00e3o tamb\u00e9m a ser engolidas pela perspetiva dominante. A mensagem \u00e9 que a sexualidade serve apenas para o prazer. Os efeitos colaterais indesej\u00e1veis, como a gera\u00e7\u00e3o de uma nova vida humana, devem ser evitados pela contrace\u00e7\u00e3o ou eliminados pelo aborto. Os danos psicol\u00f3gicos causados por rela\u00e7\u00f5es desfeitas e o perigo das DST s\u00e3o banalizados e ignorados.\u2019 (Gabriele Kuby, p. 304)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Um estudo recente da Universidade de Harvard mostra que a incerteza acerca da identidade de g\u00e9nero em crian\u00e7as com menos de 11 anos aumenta a probabilidade de abuso sexual, f\u00edsico e psicol\u00f3gico e de transtornos de <em>stress<\/em> traum\u00e1tico duradouros. A desconstru\u00e7\u00e3o da identidade de g\u00e9nero atrav\u00e9s da \u00abeduca\u00e7\u00e3o diversificada\u00bb e da dissolu\u00e7\u00e3o dos \u00abestere\u00f3tipos de g\u00e9nero\u00bb \u00e9 uma experimenta\u00e7\u00e3o irrespons\u00e1vel em crian\u00e7as indefesas.\u2019 (Gabriele Kuby, p. 330)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018[\u2026] quem beneficia com a sexualiza\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as e adolescentes e com a sua educa\u00e7\u00e3o para a \u00abdiversidade\u00bb? V\u00e1rios intervenientes v\u00eam \u00e0 cabe\u00e7a:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Aqueles que querem produzir pessoas desenraizadas, que possam ser manipuladas para fins estrat\u00e9gicos globais;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Aqueles que t\u00eam interesse em reduzir o crescimento da popula\u00e7\u00e3o global sem mudar a distribui\u00e7\u00e3o global da riqueza;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Aqueles que t\u00eam interesse em ver as na\u00e7\u00f5es ocidentais afundarem-se num \u00abinverno demogr\u00e1fico\u00bb;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Aqueles que t\u00eam interessem eliminar a religi\u00e3o, especialmente o Cristianismo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Aqueles que sofrem sob a \u00abnormatividade heterossexual\u00bb e desejam obter reconhecimento por meio da sua dissolu\u00e7\u00e3o.\u2019 (Gabriele Kuby, p. 335-336)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018A propaganda medi\u00e1tica e pol\u00edtica cria a impress\u00e3o de que as fam\u00edlias constitu\u00eddas por pais casados e seus filhos s\u00e3o uma estrutura social desgastada do passado. Se assim for, ent\u00e3o os n\u00fameros do Eurostat de 2008 sobre estilos de vida na Uni\u00e3o Europeia [\u2026] s\u00e3o uma surpresa. Segundo o Eurostat, em 2008, em toda a EU, 74% de todas as crian\u00e7as com menos de 18 anos viviam com pais casados, 11,5% com dois pais em uni\u00e3o est\u00e1vel e apenas 13,6% com apenas um dos pais. Estes n\u00fameros mostram qu\u00e3o robusta \u00e9 a fam\u00edlia, como base natural da sociedade humana. Apesar de d\u00e9cadas de pol\u00edticas destrutivas da fam\u00edlia, tr\u00eas quartos das crian\u00e7as na Europa ainda vivem com pais casados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os jovens anseiam pelo verdadeiro amor e pela fidelidade. Mais de tr\u00eas quartos dos adolescentes acreditam que \u00ab\u00e9 preciso uma fam\u00edlia para se ser verdadeiramente feliz\u00bb.\u2019 [Nota de rodap\u00e9: Como Frank Schirrmacher demonstrou, nas crises que amea\u00e7am a vida, as hip\u00f3teses de sobreviv\u00eancia das fam\u00edlias s\u00e3o maiores do que as dos indiv\u00edduos, mesmo se estes forem homens jovens cheios de vitalidade. Ver Frank Schirrmacher, <em>Minimum<\/em>, Munique, Karl Blessing Verlag, 2006.]\u2019 (Gabriele Kuby, p. 337)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018A autora Gabriele Kuby e outras quatro mulheres, todas conservadoras e l\u00edderes de opini\u00e3o na Alemanha, foram retratadas como \u00ab<em>zombies<\/em> sa\u00eddas da tumba em 1945\u00bb numa pe\u00e7a de teatro chamada \u00abFEAR\u00bb da autoria de Folk Rixe, no teatro alem\u00e3o Schaub\u00fchne. Para destruir esses \u00abzombies\u00bb era necess\u00e1rio \u00abdar-lhes um tiro na cabe\u00e7a\u00bb. As fotografias das quatros mulheres eram mutiladas pelos atores em palco. Cita\u00e7\u00f5es de Gabriele Kuby foram manipuladas, rearranjadas e emitidas com a sua voz para a retratar como fascista. Gabriele Kuby moveu a\u00e7\u00f5es legais e perdeu na primeira inst\u00e2ncia com o argumento de que se tratava de \u00abliberdade art\u00edstica\u00bb.\u2019 (Gabriele Kuby, p. 360)<\/p>\n<hr \/>\n<h5 style=\"text-align: right;\"><strong>**(T\u00edtulo retirado de Daniel Faria, <em>Dos l\u00edquidos<\/em>, Porto, Edi\u00e7\u00e3o Funda\u00e7\u00e3o Manuel Le\u00e3o, 2000, p. 137)<\/strong><\/h5>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: right;\">*Professor, Presidente da Comiss\u00e3o Diocesana da Cultura<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Autor de &#8216;Ensaios <em>de<\/em> liberdade&#8217;, &#8216;Bem-nascido&#8230; Mal-nascido&#8230; Do &#8216;filho perfeito&#8221; ao filho humano&#8217; e de &#8216;Teologia, ci\u00eancia e verdade: fundamentos para a defini\u00e7\u00e3o do estatuto epistemol\u00f3gico da Teologia, segundo Wolfhart Pannenberg&#8217;<\/h6>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rubrica \u2018Sabes, leitor,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17985,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,55,198],"tags":[],"class_list":["post-17984","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-programa-diocesano-de-livros-e-leituras","category-luis-manuel-pereira-da-silva","category-sabes-leitor-que-estamos-ambos-na-mesma-pagina"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17984","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17984"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17984\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18124,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17984\/revisions\/18124"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17985"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17984"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17984"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17984"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}