{"id":17903,"date":"2025-02-23T07:00:10","date_gmt":"2025-02-23T07:00:10","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=17903"},"modified":"2025-12-16T13:39:17","modified_gmt":"2025-12-16T13:39:17","slug":"mysterios-lusitanos-contos-texto-e-locucao-9-misterio-nas-minas-do-bracal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/mysterios-lusitanos-contos-texto-e-locucao-9-misterio-nas-minas-do-bracal\/","title":{"rendered":"9 | Myst\u00e9rios lusitanos [contos &#8211; texto e locu\u00e7\u00e3o] | Mist\u00e9rio nas minas do Bra\u00e7al"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: right;\"><em>Myst\u00e9rios lusitanos<\/em> | A vinte e tr\u00eas (23) de cada m\u00eas, habitamos o mundo pelo imagin\u00e1rio de Alberto Ferreyra&#8230;<\/h6>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Alberto Ferreyra*<\/strong><\/p>\n<p><iframe title=\"Mist\u00e9rio nas minas do Bra\u00e7al   final\" width=\"640\" height='360' src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/TFspufs7CNc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8211; Oh, av\u00f4, encontrei esta pe\u00e7a preta, nos seus arrumos.<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o te disse para n\u00e3o andares a remexer nas minhas coisas? \u2013 No olhar do av\u00f4 de M. adivinhava-se um brilho de regozijo por aquela aparente coincid\u00eancia ocorrer. Uma pe\u00e7a de chumbo preta dava-lhe o pretexto de que precisava para contar umas das suas vivas mem\u00f3rias que descrevia como quem est\u00e1 a narrar-nos num evento atual.<\/p>\n<p>&#8211; Tem aqui qualquer coisa escrita.<\/p>\n<p>&#8211; 3 de agosto de 1958.<\/p>\n<p>&#8211; Isso mesmo! \u2013 M. n\u00e3o desprendia os olhos da pe\u00e7a de chumbo, como que desejando dar-lhe a leveza que o chumbo n\u00e3o tem e faz\u00ea-la voar no tempo e no espa\u00e7o. \u2013 Como \u00e9 que isso veio aqui parar? Diga, av\u00f4, diga. \u2013 M. suspeitava que grandes mist\u00e9rios se ocultavam naquela aparentemente simples pe\u00e7a de chumbo.<\/p>\n<p>&#8211; Recebi-a das m\u00e3os do Manel \u2018dois gumes\u2019, momentos antes de partir para a eternidade.<\/p>\n<p>&#8211; Credo, av\u00f4!<\/p>\n<p>&#8211; Temos de partir destas terras do Antu\u00e3 para as serranias do bra\u00e7al, onde desde o tempo dos romanos se explorava o interior da terra para dela retirar min\u00e9rios. Sem explora\u00e7\u00e3o durante s\u00e9culos, foram reativadas em 1836, tendo sido, mesmo as primeiras do pa\u00eds a que foi feita concess\u00e3o de explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>M. n\u00e3o descansou enquanto n\u00e3o convenceu o av\u00f4 a fazer uma viagem at\u00e9 ao belo cen\u00e1rio da hist\u00f3ria de que falava a pe\u00e7a de chumbo com data j\u00e1 um pouco delida do tempo\u2026<\/p>\n<p>Quando o desejo toma conta da alma, o espa\u00e7o parece esfumar-se\u2026<\/p>\n<p>A estrada dera lugar \u00e0 terra batida, outrora lisa como a mais atapetada autoestrada de hoje\u2026 Os arbustos e ervas assumiram o lugar do outrora buli\u00e7oso s\u00edtio de um labor que exalava das entranhas da terra. O sil\u00eancio era, agora, a \u00fanica voz que restava.<\/p>\n<p>O av\u00f4 de M. adiantou-se um pouco. Os olhos ficaram rasos de l\u00e1grimas, mas conteve-se, para que M. e o irm\u00e3o, J., que os acompanhara, n\u00e3o se apercebessem.<\/p>\n<p>Mas M. era atenta.<\/p>\n<p>Pousou, delicadamente, a m\u00e3o sobre o ombro do av\u00f4 e recostou a cabe\u00e7a. Ambos olhavam para o cen\u00e1rio, agora destru\u00eddo pelas enx\u00f3s e britadeiras do tempo\u2026<\/p>\n<p>&#8211; Isto \u00e9 o que resta do forno alto. Aqui trabalhou Manel \u2018dois gumes\u2019 os seus \u00faltimos anos de vida. Daqui recolheu, da \u00faltima produ\u00e7\u00e3o, a pe\u00e7a que encontraste. Este era o fim da linha. Aqui, o min\u00e9rio extra\u00eddo era fundido, com outros produtos qu\u00edmicos, de modo a obter-se em estado de fus\u00e3o, o chumbo que, l\u00edquido, era vertido para as formas que tinham um peso correspondente a cerca de 40 ou 50 quilos. Esta pe\u00e7a era apenas uma amostra para se poder apreciar a qualidade do produto que sa\u00eda de cada campanha. S\u00f3 era posto em funcionamento quando havia quantidade suficiente para produzir as quantidades necess\u00e1rias \u00e0 venda, na maioria, para exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8211; Quem aqui trabalhava estava em melhores condi\u00e7\u00f5es do que os que tinham de descer \u00e0s minas, n\u00e3o, av\u00f4?<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o era bem assim. Bem certo que, nesses tempos, n\u00e3o havia m\u00e1quinas nem as condi\u00e7\u00f5es de que, hoje, dispomos. No interior da terra, a temperatura \u00e9 sempre baixa e a humidade \u00e9 abundante. Os homens tinham de subir, com frequ\u00eancia, para secar os grossos casacos com que se cobriam, mas que, quase que de hora a hora tinham de vir secar. Mas havia a vantagem de se contar com uma temperatura est\u00e1vel e previs\u00edvel. No forno alto, que tinha este nome mas era, afinal, o \u00faltimo ponto de todo o circuito de produ\u00e7\u00e3o e o que se encontrava mais perto do rio, as temperaturas era de inferno. Os trabalhadores tinham de sair a cada duas horas para beber leite e respirar. Sa\u00edam amarelos. Os gases exalados pelos produtos envolvidos na produ\u00e7\u00e3o do chumbo pareciam queimar at\u00e9 \u00e0s f\u00edmbrias da alma.<\/p>\n<p>&#8211; O av\u00f4 parece um poeta a falar\u2026<\/p>\n<p>&#8211; Mas estou ainda a ver todo o movimento. E a recordar-me da cara daqueles pobres diabos. Tamb\u00e9m eu trabalhei nestas minas, ainda mi\u00fado\u2026 (Quem me dera andar, como tu, na escola. Mas os tempos eram outros!). Aqui trabalhou, tamb\u00e9m, o Manel \u2018dois gumes\u2019. Teria uns trinta e poucos anos, quando nos conhecemos. Regressara de uns tempos na regi\u00e3o das Antilhas. Todos tinham enorme admira\u00e7\u00e3o por ele. Era um homem fechado, de poucas palavras, mas com quem se podia contar, sempre. As recomenda\u00e7\u00f5es eram de que, no forno alto, se fizesse uma pausa a cada duas horas, mas ele s\u00f3 fazia ao fim de tr\u00eas horas, para permitir que os seus outros tr\u00eas companheiros pudessem fazer mais intervalos. Acompanhavam-no, neste forno, tr\u00eas irm\u00e3os, filhos do Joaquim da Fonte.<\/p>\n<p>&#8211; Os nomes, nestas terras, s\u00e3o muito engra\u00e7ados, av\u00f4.<\/p>\n<p>&#8211; Estes s\u00e3o os nomes com que os lembramos, mas, muitos deles eram \u2018silvas\u2019 ou \u2018bastos\u2019 ou \u2018macedos\u2019\u2026 Mas as \u2018alcunhas\u2019 colavam-se \u00e0 pele e pegavam-se ao esp\u00edrito. Tom\u00e1vamos nova identidade que n\u00e3o mais se desprendia de n\u00f3s. O Joaquim da Fonte morrera, em in\u00edcios da d\u00e9cada de quarenta, na \u00faltima trag\u00e9dia acontecida nestas minas. O sistema de minas aqui criado era longo e prolongava-se pelas minas da malhada, chegando at\u00e9 \u00e0 mina Francisca. Existiam sistemas de drenagem da \u00e1gua para evitar acumula\u00e7\u00e3o excessiva de \u00e1guas. Um desses meios de drenagem era garantido pela mina do esgoto. Esse ano fora, por\u00e9m, particularmente chuvoso. Com as chuvas, vieram ramos, troncos e entulhos que se acumularam na entrada da mina do esgoto.<\/p>\n<p>Os oitos homens, sete adultos e uma crian\u00e7a de doze anos, estavam no fundo do po\u00e7o, a um salto da escada que lhes dava acesso ao cimo. A \u00e1gua acumulada ia-se encaminhando, pela mina do esgoto, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00edda, rumo \u00e0s \u00e1guas do rio que, destas minas para baixo, toma o nome de rio mau. (Dizem os que aqui trabalharam que a hist\u00f3ria que agora te conto \u00e9 que determinou que o rio bom passasse a chamar-se, daqui para baixo, \u2018rio mau\u2019. Mas outros dizem que o chumbo que inquinava estas \u00e1guas foi o respons\u00e1vel pela mudan\u00e7a de nome. Deixo \u00e0 tua imagina\u00e7\u00e3o, M., decidir quem melhor batizar\u00e1 de \u2018mau\u2019 um rio\u2026) Os entulhos acumulados fizeram, por\u00e9m, refluir a \u00e1gua, apanhando desprevenidos os sete homens e a crian\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8211; Ent\u00e3o e que mist\u00e9rio se esconde nesta pe\u00e7a, av\u00f4?<\/p>\n<p>&#8211; Quando a tempestade acalmou, os muitos trabalhadores destas minas partiram em busca dos sete homens e da crian\u00e7a. Nunca mais foram vistos. Fizeram-se funerais e as l\u00e1grimas n\u00e3o mais secaram nos rostos das vi\u00favas, e daquela pobre m\u00e3e, j\u00e1 vi\u00fava. Diz-se que morreu pouco tempo depois, de desgosto.<\/p>\n<p>&#8211; Continuo sem perceber, av\u00f4.<\/p>\n<p>J. ouvia, apenas. Deixava-se levar pela curiosidade da irm\u00e3, que verbalizava o que ele mesmo pensava.<\/p>\n<p>&#8211; Disse-te que recebi esta pe\u00e7a das m\u00e3os do Manel \u2018dois gumes\u2019. Curiosamente, n\u00e3o me perguntaste porque tinha tal alcunha. O mist\u00e9rio esconde-se nas suas m\u00e3os. Encontrei o Manel \u2018dois gumes\u2019 j\u00e1 em 1956, pouco antes da \u00faltima produ\u00e7\u00e3o de chumbo destas minas, de que se guarda registo nessa pe\u00e7a que achaste entre as minhas recorda\u00e7\u00f5es. Quando ma entregou, contou-me a sua hist\u00f3ria e porque tinha vindo das Antilhas.<\/p>\n<p>Fugira para l\u00e1 em meados da d\u00e9cada de 40, depois de ter andado fugido. Fugira da sombra do seu passado, da culpa de se sentir um indevido escolhido. Manel era a crian\u00e7a que, com os outros sete homens, fora chorada. No \u00faltimo momento, o ombro de Joaquim da Fonte servira-lhe de trampolim para o \u00faltimo degrau da escada a que se agarrara, escapando ao infort\u00fanio dos seus outros sete companheiros. Ao lan\u00e7ar a m\u00e3o ao degrau, uma dor lancinante quase o fez desprender-se. Mas resistiu, pois as \u00faltimas palavras de Joaquim que lhe mandara que se erguesse para a vida sobre o seu ombro, ainda lhe ressoavam ao ouvido: \u2018foge desta vida desgra\u00e7ada\u2026\u2019. Ganhou for\u00e7as e subiu, entre as grossas gotas de \u00e1gua que continuavam a escorrer. Obedecera, durante anos, ao que lhe impusera o Joaquim da Fonte, mas a culpa de ter abandonado a m\u00e3e e de n\u00e3o ter deixado qualquer ind\u00edcio de que a sua vida dependera da generosidade daquele samaritano do fundo da terra fizeram-no regressar. Ningu\u00e9m o reconheceu, pois partira crian\u00e7a e regressara homem feito. A marca nas suas m\u00e3os sempre as explicara com uma qualquer luta pr\u00f3pria das ilhas Antilhas. Escolhera trabalhar junto dos filhos daquele a cujo ombro devia a vida, mas nunca denunciando, sen\u00e3o pela generosidade, quanto devia ao seu pai. Procurara que as vidas deles fossem mais longevas do que a sua, dispensando-os, por isso, da exposi\u00e7\u00e3o aos qu\u00edmicos que o forno alto sempre dispensava. Feita a \u00faltima extra\u00e7\u00e3o, em agosto de 1958, guardou a amostra que s\u00f3 p\u00f4de conservar sua por mais uns meses, pois um doloroso tumor lhe tomara conta dos pulm\u00f5es, ainda que a generosidade com que preservou os seus companheiros os tenham salvado de igual fim. Quando me entregou esta pe\u00e7a, confiou-me, ainda, um arbusto, que me pediu que plantasse \u00e0 entrada da mina do esgoto. Estranhei aquele pedido, mas cumpri-o. A planta que me confiou trouxera-a das Antilhas e d\u00e1 pelo nome de \u2018dama da noite\u2019. S\u00f3 floresce \u00e0 noite, exalando um intenso perfume que se sente ao longe e atrai at\u00e9 os mais cegos dos morcegos. Queria assegurar-me, assim, que, \u00e0 triste noite dos mineiros, sobrev\u00e9m a esperan\u00e7a que rompe toda a escurid\u00e3o da vida humana\u2026<\/p>\n<p>Se bem procurares, ainda ali floresce, vi\u00e7osa. Se n\u00e3o a v\u00eas, sente-lhe o odor.<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Imagem de\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/tumisu-148124\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=4203628\">Tumisu<\/a>\u00a0por\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=4203628\">Pixabay<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align: justify;\">*Alberto Ferreyra diz que as suas letras habitam a mente e saem da m\u00e3o de algu\u00e9m nascido em terras gaulesas, ainda que afirme, em sussurro, que o seu real nascimento ocorreu nas margens do Antu\u00e3, em abril de 2024. \u00c9, por isso, um prematuro autor liter\u00e1rio, germinado da inspira\u00e7\u00e3o que a realidade proporciona quando se tem a companhia, nos livros, de g\u00e9nios como Jorge Luis Borges, Miguel Torga, Gabriel Garc\u00eda Marquez ou personagens como Poirot ou Padre Brown.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Na sua escrita, cruzam-se o real e o imaginado, o fict\u00edcio e o hist\u00f3rico, numa embrenhada teia em que o leitor continua a ler, mesmo j\u00e1 depois de fechado o conto. O real continua a fecundar hist\u00f3rias na mente de quem l\u00ea Ferreyra. Cada conto, feito dos mist\u00e9rios desvelados, aproxima o tempo e distancia o espa\u00e7o, esticando-o at\u00e9 ao eterno e ao infinito. Ao ler Ferreyra, faz-se &#8216;sil\u00eancio&#8217; (&#8216;myst\u00e9rio&#8217; alude \u00e0 etimologia grega da palavra, que remete para o &#8216;fazer sil\u00eancio&#8217;, &#8216;emudecer-se&#8217;&#8230;) para que possam ecoar as palavras, para que possa desenovelar-se o enredo sucintamente desvelado.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">J. e M., protagonistas de cada um dos contos, acompanhados, em alguns deles, pelo seu periquito &#8216;branquinho&#8217;, fazem emergir, do real em que se enredam, hist\u00f3rias que, nascendo da imagina\u00e7\u00e3o de Ferreyra, permanecem como realidades poss\u00edveis, deixando a suspeita de terem mesmo ocorrido.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Se n\u00e3o foi real, Ferreyra o criar\u00e1, inspirado numa cosmovis\u00e3o que tanto deve \u00e0quela religi\u00e3o que fez do encarnado a condi\u00e7\u00e3o fundamental do existir.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A vinte e tr\u00eas (23) de cada m\u00eas, habitaremos o mundo pelo imagin\u00e1rio de Alberto Ferreyra&#8230;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Myst\u00e9rios lusitanos |<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17814,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[208,209],"tags":[],"class_list":["post-17903","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-alberto-ferreyra","category-mysterios-lusitanos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17903","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17903"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17903\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20091,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17903\/revisions\/20091"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17814"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17903"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17903"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17903"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}