{"id":17872,"date":"2025-01-23T07:00:05","date_gmt":"2025-01-23T07:00:05","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=17872"},"modified":"2025-12-16T13:39:00","modified_gmt":"2025-12-16T13:39:00","slug":"mysterios-lusitanos-contos-7-misterio-na-noite-de-pascoa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/mysterios-lusitanos-contos-7-misterio-na-noite-de-pascoa\/","title":{"rendered":"8 | Myst\u00e9rios lusitanos [contos &#8211; texto e locu\u00e7\u00e3o] | Mist\u00e9rio na noite de P\u00e1scoa"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: right;\"><em>Myst\u00e9rios lusitanos<\/em> | A vinte e tr\u00eas (23) de cada m\u00eas, habitamos o mundo pelo imagin\u00e1rio de Alberto Ferreyra&#8230;<\/h6>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: right;\">(Nos ramos da escrita, repousam, vezes sem conta, as gralhas da distra\u00e7\u00e3o, ocultas, sob m\u00faltiplos disfarces, at\u00e9 que algu\u00e9m as enxote. Alberto Ferreyra contou com o fino olhar da sua amiga Teresa Correia, detentora do segredo da sua identidade, para afastar ou ca\u00e7ar o grasnar das gralhas. Est\u00e1-lhe, por isso, muito grato&#8230;)<\/h6>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Alberto Ferreyra*<\/strong><\/p>\n<p><iframe title=\"8 Mist\u00e9rio na noite de P\u00e1scoa\" width=\"640\" height='360' src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/fOy5LSZ7w1Y?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O rito do lume novo, no adro da igreja, a entrada na igreja, \u00e0s escuras, a longa sequ\u00eancia de leituras que percorria a bela hist\u00f3ria do amor com que Deus conduz a hist\u00f3ria\u2026 Aquela noite era sempre muito desejada, uma noite \u00fanica. A noite da vig\u00edlia pascal.<br \/>\nNa escola, o assunto passava ao lado. Poucos eram, j\u00e1, os colegas que participavam nas celebra\u00e7\u00f5es pascais das suas terras. Aquilo parecia-lhes opaco. Mas, como dizia o pai de J. e M. um s\u00edmbolo \u00e9 sempre algo que transparece, no vis\u00edvel, uma realidade que se esconde. \u00c9 preciso, por isso, fazer o esfor\u00e7o de se abri ao simb\u00f3lico, para que ele n\u00e3o se torne uma coisa opaca.<br \/>\nNaquela noite, por\u00e9m, a for\u00e7a dos s\u00edmbolos parecia dispensar a disponibilidade pr\u00e9via. Era-se invadido pela sua for\u00e7a. Mas era preciso estar l\u00e1.<br \/>\nJ. e M. estavam de f\u00e9rias de escola, nas terras do Vouga.<br \/>\nA Igreja de Sever, pequena mas bela, criava um adequado cen\u00e1rio para uma celebra\u00e7\u00e3o cheia de jogo de escurid\u00e3o-luz, de frio-calor, que fazia daquele um momento \u00fanico no ano.<br \/>\nOs pais tinham escolhido sentar-se do lado esquerdo da igreja, frente ao p\u00falpito de madeira de m\u00faltiplas cores repousado sobre uma figura curvada de olhar fixo.<br \/>\nLogo que se sentaram, ainda a igreja estava escura, com a assembleia de velas na m\u00e3o, M. ficou extasiada com aquela imagem.<br \/>\nContrastando com a alegria contagiante com que toda a assembleia saiu daquela celebra\u00e7\u00e3o noturna, M. permaneceu no lugar.<br \/>\n&#8211; Reparaste no mesmo que eu? \u2013 disse, um pouco assustada, ao irm\u00e3o.<br \/>\n&#8211; Reparei em qu\u00ea? Reparei que foi uma celebra\u00e7\u00e3o bel\u00edssima. Isto \u00e9 t\u00e3o cheio de s\u00edmbolos, de cor, de luminosidade e contrastes\u2026<br \/>\n&#8211; N\u00e3o. N\u00e3o me estou a referir \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o. Estou a falar desta imagem que sustenta este p\u00falpito. Devo estar ainda tomada pela for\u00e7a desta noite. Pareceu-me que me piscou o olho.<br \/>\n&#8211; Tens cada uma, M. A noite elevou-te t\u00e3o alto que te dotaste de poderes novos.<br \/>\nJ. sabia que, quando M. era tomada por uma sensa\u00e7\u00e3o destas, n\u00e3o descansava enquanto n\u00e3o esclarecia as suas d\u00favidas.<br \/>\nA noite foi de sobressalto. J. ouviu a M. levantar-se, vezes sem conta. E, claro, ele pr\u00f3prio n\u00e3o pusera olho.<br \/>\nO sol de Sever era madrugador. Parecia ser o primeiro sol do planeta, de t\u00e3o precocemente se elevar nos c\u00e9us.<br \/>\nOs pais espantaram-se com t\u00e3o matutino erguer, e suspeitaram de que novo mist\u00e9rio se avizinhava.<br \/>\n&#8211; Podemos ir falar com a ti\u2019 Custodinha? \u2013 disseram como que em coro, J. e M., mal beberam o \u00faltimo trago de caf\u00e9 com leite.<br \/>\nTi\u2019 Custodinha era a mem\u00f3ria viva daquelas terras. O que j\u00e1 nem os livros conservavam, mantinha-se vivo como recorda\u00e7\u00e3o atual, na mente daquela bela mulher quase centen\u00e1ria e de lutuosas vestes.<br \/>\n&#8211; Ela haveria de saber se M. sonhara\u2026<br \/>\n-Quereis saber do \u2018janardo\u2019.<br \/>\n\u2018Janardo\u2019 era o atlante curvado de que M. n\u00e3o desprendera o olhar, desde que entrara na igreja. Era uma pe\u00e7a do s\u00e9culo XVIII, sobre a qual repousava um p\u00falpito. Parecia sustentar, sobre as suas curvadas costas, todo o mal do mundo.<br \/>\n&#8211; J\u00e1 o tentaram vender, ainda o meu Manel era vivo \u2013 Manel era o marido que ela perdera, no Ultramar, mas de que guardara luto eterno, pois, &#8211; dizia -, um amor \u00e9 para sempre e n\u00e3o tem substituto.- Mas o povo apercebeu-se e, a tempo, impediu a sua partida destas terras. Com o Janardo cruza-se a hist\u00f3ria do mundo.<br \/>\n-Bem sabeis que estas terras est\u00e3o cheias de mist\u00e9rios. Este \u00e9 um dos mais bem guardados. Nestes tempos, talvez j\u00e1 s\u00f3 eu o saiba. Conto-vos, mas com a certeza de que apenas o passareis a um ouvido. \u00c9 segredo que n\u00e3o pode ser passado a dois ouvidos.<br \/>\nPara conhecermos a sua hist\u00f3ria, temos de recuar at\u00e9 ao in\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o desta igreja. O janardo, na forma com que o vemos, hoje, \u00e9 do s\u00e9culo rico de Portugal, o s\u00e9culo XVIII, mas a igreja come\u00e7a a ser constru\u00edda na segunda metade do s\u00e9culo XVI. A hist\u00f3ria do homem que janardo esconde \u00e9 do tempo do in\u00edcio do reinado dos Filipes.<br \/>\n&#8211; Filipes? Bem, estamos, ent\u00e3o, em in\u00edcio da d\u00e9cada de 80 do s\u00e9culo XVI. \u2013 disse, prontamente, M. \u2013 Lembro-me bem. Depois da crise que se gerou na sucess\u00e3o, por morte do nosso D. Sebasti\u00e3o, Filipe II torna-se o nosso Filipe I, dando in\u00edcio \u00e0 dinastia filipina.<br \/>\n&#8211; \u00c9 mesmo nessa altura. Mas a hist\u00f3ria do nosso janardo depende mais de Roma do que de Madrid.<br \/>\n&#8211; Ena. Estou cheio de curiosidade. Diga, diga, ti\u2019 Custodinha. \u2013 atalhou J.<br \/>\n&#8211; Por essa altura, o Papa era Greg\u00f3rio XIII. Decidira constituir uma comiss\u00e3o para resolver os problemas associados ao calend\u00e1rio, pois ainda se estava sob a organiza\u00e7\u00e3o do tempo prevista no calend\u00e1rio juliano. Era preciso resolver quest\u00f5es matem\u00e1ticas, que exigiam os melhores matem\u00e1ticos de ent\u00e3o. Entre 1577 e 1582, uma equipa que contou com Clavius, Gliglio, e outros reputados matem\u00e1ticos, astr\u00f3nomos, encontraram uma solu\u00e7\u00e3o que deu origem ao que \u00e9, hoje, o calend\u00e1rio que seguimos e que tem, precisamente, o nome de \u2018calend\u00e1rio gregoriano ou liliano\u2019.<br \/>\n&#8211; Ti\u2019 Custodinha, estou suspenso. N\u00e3o estou a ver onde entra o nosso janardo.<br \/>\nTi\u2019 Custodinha parou. Susteve o ar, olhou para o horizonte e pousou a m\u00e3o sobre a de J.<br \/>\n&#8211; Ver\u00e1s como o tempo \u00e9 t\u00e3o ef\u00e9mero e escorre como \u00e1gua fina entre os dedos\u2026 Levo-te, sobre os limites do espa\u00e7o, ao tempo onde est\u00e1vamos. Volta, comigo, a Roma.<br \/>\n&#8211; O Papa recebeu, ainda em 1581, os resultados da equipa que ele mesmo acompanhara. Mas resistiu ao que os dados apontavam, pois era preciso tomar uma dif\u00edcil decis\u00e3o. A aplica\u00e7\u00e3o do calend\u00e1rio implicava congelar dez dias do tempo. Tal determina\u00e7\u00e3o comportava custos s\u00e9rios. Como podia um humano eliminar dez dias? Isso era poder de Deus. N\u00e3o comportaria isso repetir a ousadia de Ad\u00e3o, com os custos de uma nova maldi\u00e7\u00e3o?<br \/>\nE que maldi\u00e7\u00e3o seria essa? O Papa refor\u00e7ou a equipa com te\u00f3logos que refletiram sobre o alcance de tamanha determina\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA discuss\u00e3o foi acesa. Mas ressaltava uma certeza: Deus bom n\u00e3o deixaria, nunca, que as maldi\u00e7\u00f5es se sobrepusessem \u00e0 reden\u00e7\u00e3o.<br \/>\nE que maldi\u00e7\u00e3o adviria de ousar interromper o tempo? E que reden\u00e7\u00e3o, afinal, adviria?<br \/>\nA maldi\u00e7\u00e3o parecia clara: o tempo petrificado reduziria a pedra ou a fixidez o mal realizado, mas restava compreender como se operaria a reden\u00e7\u00e3o.<br \/>\nOs estudos continuaram. Greg\u00f3rio XIII sabia, no in\u00edcio de 1581, que a decis\u00e3o de avan\u00e7ar do dia 4 para o dia 15 de outubro do ano da publica\u00e7\u00e3o da bula com o novo calend\u00e1rio implicaria que os males realizados nesse mesmo per\u00edodo, no ano anterior, transformariam em pedra ou forma firme e r\u00edgida, os que tinham sido violentos, nesse mesmo per\u00edodo. N\u00e3o havia volta a dar. Mas Deus bom n\u00e3o deixaria o mundo assim.<br \/>\nN\u00e3o foi, por isso, sem receios, mas confiante na bondade de Deus, que o Papa publicou, em in\u00edcios de 1582, a bula \u2018inter gravissimas\u2019 que determinava que o primeiro dia do novo calend\u00e1rio seria 15 de outubro desse mesmo ano, sucedendo ao dia 4 de outubro. Curiosamente, por\u00e9m, sendo bula de 1582, Greg\u00f3rio XIII d\u00e1-lhe data de 1581, seguindo uma das poss\u00edveis data\u00e7\u00f5es seguidas ent\u00e3o, mas, certamente, com o desejo de ainda contornar algum resqu\u00edcio do tr\u00e1gico modo de pensar dos gregos. Quem sabe se, deste modo, se contornaria a maldi\u00e7\u00e3o?<br \/>\n&#8211; Que hist\u00f3ria, Ti\u2019 Custodinha. Estou espantada! Ent\u00e3o, e o nosso janardo?<br \/>\n&#8211; Por essa altura, decorria a primeira fase da constru\u00e7\u00e3o da igreja. O homem que \u00e9, hoje, o janardo\u2026<br \/>\n&#8211; Estranho. O homem que \u00e9, hoje, o janardo? N\u00e3o me diga\u2026<br \/>\n&#8211; Sim, j\u00e1 vais perceber. O homem que \u00e9, hoje, o janardo, conduzia as obras desta igreja. Mas era um homem pouco dado a compreens\u00f5es. Era rude, duro. Conta-se que n\u00e3o pagava aos pedreiros que talhavam a pedra, exigindo horas e horas sob o peso da vergasta e do chicote. Quando, em 1582, no dia 15 de outubro, entrou em vigor a bula que estabelecia o novo calend\u00e1rio, o capataz das obras da igreja de Sever desapareceu e n\u00e3o mais foi visto. Dizia-se que decidira p\u00f4r termo \u00e0 vida, com remorso.<br \/>\nMas, quando, no s\u00e9culo XVIII, o entalhador fez o p\u00falpito que aqui repousa, foi surpreendido, na realiza\u00e7\u00e3o da sua obra. Ao escavar a \u00e1rvore de que retirava as lascas, para construir a sua pe\u00e7a, n\u00e3o precisou de muito, pois prontamente a forma deste atlante emergiu, bem definida. O interior guardara, fixa, a figura j\u00e1 acabada. A maldade do capataz, realizada naquele per\u00edodo petrificado pela decis\u00e3o pontif\u00edcia, enrijecera no interior daquela \u00e1rvore.<br \/>\n&#8211; E assim ficar\u00e1, para sempre? N\u00e3o tinham os te\u00f3logos dito que Deus n\u00e3o haveria de deixar que a maldi\u00e7\u00e3o se impusesse \u00e0 for\u00e7a da salva\u00e7\u00e3o?<br \/>\n&#8211; E assim \u00e9, de facto. \u00c9 sabido que, na perspetiva crist\u00e3, o bem eleva e transfigura o mal. O bem feito por poucos participar\u00e1 da reden\u00e7\u00e3o operada por Jesus. Diz, por isso, a lenda que vos conto que o Janardo voltar\u00e1 a erguer-se e tornar-se de carne quando um severense for elevado aos altares. Suspeito, M., que o Janardo viu em ti algo de especial\u2026<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Imagem de\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/tumisu-148124\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=4203628\">Tumisu<\/a>\u00a0por\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=4203628\">Pixabay<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align: justify;\">*Alberto Ferreyra diz que as suas letras habitam a mente e saem da m\u00e3o de algu\u00e9m nascido em terras gaulesas, ainda que afirme, em sussurro, que o seu real nascimento ocorreu nas margens do Antu\u00e3, em abril de 2024. \u00c9, por isso, um prematuro autor liter\u00e1rio, germinado da inspira\u00e7\u00e3o que a realidade proporciona quando se tem a companhia, nos livros, de g\u00e9nios como Jorge Luis Borges, Miguel Torga, Gabriel Garc\u00eda Marquez ou personagens como Poirot ou Padre Brown.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Na sua escrita, cruzam-se o real e o imaginado, o fict\u00edcio e o hist\u00f3rico, numa embrenhada teia em que o leitor continua a ler, mesmo j\u00e1 depois de fechado o conto. O real continua a fecundar hist\u00f3rias na mente de quem l\u00ea Ferreyra. Cada conto, feito dos mist\u00e9rios desvelados, aproxima o tempo e distancia o espa\u00e7o, esticando-o at\u00e9 ao eterno e ao infinito. Ao ler Ferreyra, faz-se &#8216;sil\u00eancio&#8217; (&#8216;myst\u00e9rio&#8217; alude \u00e0 etimologia grega da palavra, que remete para o &#8216;fazer sil\u00eancio&#8217;, &#8216;emudecer-se&#8217;&#8230;) para que possam ecoar as palavras, para que possa desenovelar-se o enredo sucintamente desvelado.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">J. e M., protagonistas de cada um dos contos, acompanhados, em alguns deles, pelo seu periquito &#8216;branquinho&#8217;, fazem emergir, do real em que se enredam, hist\u00f3rias que, nascendo da imagina\u00e7\u00e3o de Ferreyra, permanecem como realidades poss\u00edveis, deixando a suspeita de terem mesmo ocorrido.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Se n\u00e3o foi real, Ferreyra o criar\u00e1, inspirado numa cosmovis\u00e3o que tanto deve \u00e0quela religi\u00e3o que fez do encarnado a condi\u00e7\u00e3o fundamental do existir.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A vinte e tr\u00eas (23) de cada m\u00eas, habitaremos o mundo pelo imagin\u00e1rio de Alberto Ferreyra&#8230;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Myst\u00e9rios lusitanos |<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17814,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[208,209],"tags":[],"class_list":["post-17872","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-alberto-ferreyra","category-mysterios-lusitanos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17872","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17872"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17872\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20090,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17872\/revisions\/20090"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17814"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17872"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17872"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17872"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}