{"id":17870,"date":"2024-12-23T07:00:08","date_gmt":"2024-12-23T07:00:08","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=17870"},"modified":"2025-12-16T13:38:51","modified_gmt":"2025-12-16T13:38:51","slug":"mysterios-lusitanos-contos-6-misterio-no-mosteiro-perdido-de-sever","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/mysterios-lusitanos-contos-6-misterio-no-mosteiro-perdido-de-sever\/","title":{"rendered":"7 | Myst\u00e9rios lusitanos [contos &#8211; texto e locu\u00e7\u00e3o] | Mist\u00e9rio no mosteiro perdido de Sever"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: right;\"><em>Myst\u00e9rios lusitanos<\/em> | A vinte e tr\u00eas (23) de cada m\u00eas, habitamos o mundo pelo imagin\u00e1rio de Alberto Ferreyra&#8230;<\/h6>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: right;\">(Nos ramos da escrita, repousam, vezes sem conta, as gralhas da distra\u00e7\u00e3o, ocultas, sob m\u00faltiplos disfarces, at\u00e9 que algu\u00e9m as enxote. Alberto Ferreyra contou com o fino olhar da sua amiga Teresa Correia, detentora do segredo da sua identidade, para afastar ou ca\u00e7ar o grasnar das gralhas. Est\u00e1-lhe, por isso, muito grato&#8230;)<\/h6>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Alberto Ferreyra*<\/strong><\/p>\n<p><iframe title=\"7 Mist\u00e9rio no mosteiro perdido de Sever\" width=\"640\" height='360' src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/O9avoGh6RfM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">M. deliciava-se a deixar pequenos recados pela casa. Divertia-se, n\u00e3o s\u00f3 a escrev\u00ea-los, mas principalmente a espreitar os efeitos em quem os lia.<br \/>\nHoje, deixara um novo bilhete, na frequentada porta do frigor\u00edfico.<br \/>\nJ. leu e disse, para o meio da casa, na esperan\u00e7a de que algu\u00e9m ouvisse:<br \/>\n&#8211; \u2018Ele j\u00e1 sabe. N\u00e3o \u00e9 preciso dizer-lhe!\u2019<br \/>\nM. tinha deixado uma mensagem de gratid\u00e3o: \u2018hav\u00edamos de agradecer a Alberto Ferreyra. Sem ele, n\u00e3o pass\u00e1vamos de sombras na negritude do nada.\u2019<br \/>\n&#8211; Sendo que est\u00e1s a ficar uma fil\u00f3sofa de algibeira. \u2018Negritude do nada\u2019\u2026 N\u00e3o existir\u00edamos. Ponto!<br \/>\n&#8211; Essa de ele j\u00e1 saber e n\u00e3o ser preciso dizer-lhe parece-me de quem tem pouco cora\u00e7\u00e3o, J. Os humanos bem se sabem criaturas de Deus (alguns!), mas, ah, como Lhe sabe bem sentir que Lhe agradecem a vida! N\u00e3o tanto por Ele, mas por eles\u2026<br \/>\n&#8211; Pois, mas, no nosso caso, n\u00e3o passamos de personagens de hist\u00f3rias. Alberto Ferreyra n\u00e3o precisa de que lhe digamos quanto lhe estamos gratos por nos resgatar das sombras da aus\u00eancia.<br \/>\n&#8211; \u00c9s um pouco injusto. Sombras ou luzes, somos caminho que se faz pelos rumos da hist\u00f3ria. E tornamos real o que tinha menos exist\u00eancia na mem\u00f3ria do que a fic\u00e7\u00e3o. Por isso, agradecer-lhe desperta, neste algu\u00e9m que, agora, nos l\u00ea (- disfar\u00e7a, que est\u00e1 a olhar para n\u00f3s, neste momento preciso\u2026) sentimentos genu\u00ednos de gratid\u00e3o. \u00c9 essa uma das nobres miss\u00f5es da literatura\u2026<br \/>\n&#8211; Deixa-te de conversa. Sabes onde nos leva, hoje, a imagina\u00e7\u00e3o de Ferreyra?<br \/>\n&#8211; N\u00e3o me \u00e9 dif\u00edcil imaginar. Deixou-nos abrir a caixa de mist\u00e9rios que s\u00e3o as margens do Vouga, como poderia, agora, fech\u00e1-la num \u00e1pice?!<br \/>\n&#8211; Sim, regressamos a Sever do Vouga e ao seu long\u00ednquo mosteiro, de que nem os alicerces mais fundos se sabe onde ficam.<br \/>\n&#8211; Mosteiro? Talvez melhor fosse falares de \u2018mosteiros\u2019.<br \/>\n&#8211; Bem sei, bem sei. Havia um em Sever e outro em Rocas.<br \/>\n&#8211; Talvez at\u00e9 mais. Muito mais.<br \/>\n&#8211; Podes explicar-te?<br \/>\n&#8211; Vi, h\u00e1 tempos, que o que \u00e9, hoje, o concelho de Sever ter\u00e1 tido mosteiro em Cedrim, em Rocas, em Silva Escura e dois mosteiros em Sever, em momentos distintos.<br \/>\n&#8211; Bem. Que hist\u00f3ria, que hist\u00f3ria! E nada disso resistiu ao tempo.<br \/>\n&#8211; N\u00e3o \u00e9 bem assim. Algo ficou. Algo bem mais profundo do que a presen\u00e7a de pedras. Um certo modo de ser\u2026<br \/>\n&#8211; Um certo modo de ser? Tens cada uma\u2026<br \/>\n&#8211; J\u00e1 ouviste falar do \u2018fraile cem passos\u2019?<br \/>\n&#8211; N\u00e3o ouvi nem acho que ningu\u00e9m tenha alguma vez ouvido falar.<br \/>\n&#8211; Bem. Mais uma do Alberto Ferreyra, queres ver? Quem foi, ent\u00e3o, esse \u2018fraile cem passos\u2019?<br \/>\n&#8211; \u00c9 uma hist\u00f3ria muito longa. T\u00e3o longa que nos leva aos in\u00edcios da na\u00e7\u00e3o e ao malfadado mosteiro de Sever. Ali existira, no s\u00e9culo X, um primeiro mosteiro dedicado a Santo Andr\u00e9 e S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o, mas que os mouros destru\u00edram no in\u00edcio do s\u00e9culo XI. A este mosteiro estivera associada a tenebrosa figura de Froila Gon\u00e7alves. Nos in\u00edcios do s\u00e9culo XII, mais propriamente em 1135, surge o abade Jo\u00e3o Cirita, que fundar\u00e1 o mosteiro de Sever, dedicado a S\u00e3o Tiago e seguindo a regra de S\u00e3o Bento.<br \/>\n&#8211; \u00c9 Jo\u00e3o Cirita o nosso \u2018fraile cem passos\u2019?<br \/>\n&#8211; Espera\u2026 Jo\u00e3o Cirita era um homem simples, que parecia ter tanto de altura como de largura. No mosteiro, deram-lhe o t\u00edtulo de \u2018cem passos\u2019, dado o seu ar moleng\u00e3o. \u2018Cem passos\u2019 at\u00e9 seriam exagerados\u2026 Talvez fosse a conta de uma semana. O seu percurso reduzia-se ao espa\u00e7o entre o scriptorium e a quinta que se estendia do mosteiro at\u00e9 ao ribeiro. A\u00ed se passaram os mist\u00e9rios onde nos leva, agora, a imagina\u00e7\u00e3o de Alberto Ferreyra.<br \/>\nDe \u2018cem passos\u2019 ficaram as mem\u00f3rias de um fundador de mosteiros, pois de Sever haveria de partir para S. Jo\u00e3o de Tarouca, ironizando a hist\u00f3ria com o tom jocoso com que pretenderam atribuir-lhe o ep\u00edteto. Cem passos haveriam de passar a quinhentos, a mil ou muitos mais.<br \/>\n&#8211; Ou \u2018a nenhum\u2019! \u2013 atalhou M.<br \/>\n&#8211; Porque dizes a \u2018nenhum\u2019?<br \/>\nM. estava com uma edi\u00e7\u00e3o do Jornal de Mafra, guardada na \u00faltima viagem por Sintra e arredores. Em grande destaque, anunciava-se que a correspond\u00eancia de Claraval trouxera novidades. Entre manuscritos perdidos e, agora, encontrados, aparecera troca de correspond\u00eancia do abade de Claraval com o abade Jo\u00e3o Cirita, fundador do Mosteiro de Tarouca.<br \/>\n&#8211; V\u00eas? Ningu\u00e9m se lembra de Sever.<br \/>\n&#8211; Espera. Ainda estou a ler. Diz, um pouco abaixo, que a hist\u00f3ria regista correspond\u00eancia real entre o Abade de Claraval, em meados da d\u00e9cada de 30 do s\u00e9culo XII, e o abade Cirita, a quem o abade de Claraval chama \u2018sans pieds\u2019.<br \/>\n&#8211; \u2018Sans pieds\u2019 n\u00e3o \u00e9 \u2018cent pieds\u2019.<br \/>\n&#8211; Isto \u00e9 muito esquisito. Parece que teremos de nos embrenhar nas mem\u00f3rias perdidas para recuperar da bruma do tempo o que nem os registos permitem vislumbrar. \u00c9 estranho chamarem-lhe \u2018sans pieds\u2019 e n\u00e3o \u2018cent pieds\u2019. Acho que os arquivos nos est\u00e3o a tentar dizer alguma coisa.<br \/>\nA M. s\u00f3 lhe ocorria uma solu\u00e7\u00e3o para perceberem se a intui\u00e7\u00e3o com que estavam teria rumo. O pai sempre lhes dissera que, a haver mem\u00f3rias recuper\u00e1veis das margens do Vouga, teriam de falar com a ti\u2019 Custodinha, que morava na Lombinha. Era um aut\u00eantico arquivo vivo. O que j\u00e1 nem os livros guardavam habitava, ainda, nas suas mem\u00f3rias.<br \/>\nO tempo voou e, com ele, J. e M.<br \/>\n&#8211; Ti\u2019 Custodinha, lemos uma not\u00edcia que fala de um \u2018fraile cem passos\u2019.<br \/>\n&#8211; Ai, o \u2018sem passos\u2019\u2026 (A ti\u2019 Custodinha parecia saber bem de quem se falava\u2026) A gente destas terras \u00e9 muito generosa e muito deve ao \u2018sem passos\u2019.<br \/>\n&#8211; Como assim, ti\u2019 Custodinha? Um frade que n\u00e3o sa\u00eda do seu quadrado, confinado ao scriptorium e a quinta, pode l\u00e1 ser assim t\u00e3o marcante!<br \/>\n&#8211; Isso \u00e9 um engano. \u2018Cem passos\u2019 era um monge com muitas faces. Quando chegava o luar \u2013 ai como eram escuras as noites sem a lua! \u2013 um vulto descia do mosteiro e percorria os caminhos de breu. Nas casas mais pobres, a soleira da porta tornava-se m\u00e3o estendida em que robusto sustento era deixado. Sempre durante a noite, porque longas e tenebrosas s\u00e3o as noites da mem\u00f3ria! Enquanto dormiam os miser\u00e1veis sobre que se suportam os poderosos do mundo, um generoso cora\u00e7\u00e3o percorria os atalhos da noite da hist\u00f3ria. Era \u2018Cem passos\u2019, que, nesses momentos, se transfigurava em \u2018sem passos\u2019. Num dia em que a noite se abatera sobre as terras do Vouga, \u2018Cem passos\u2019 decidira distribuir dos bens do mosteiro pelos mais necessitados das imedia\u00e7\u00f5es. Quisera faz\u00ea-lo sem que se soubesse, pois \u2018n\u00e3o saiba a tua esquerda o que faz a tua direita\u2019.<br \/>\nAo chegar \u00e0 \u00faltima casita de Solago, o lugar que, agora, se chama \u2018S\u00f3ligo\u2019, a porta abriu-se, mal dando tempo para que \u2018Cem passos\u2019 se escondesse. Correu, por entre arbustos e vegeta\u00e7\u00e3o, sobre o ch\u00e3o de lama que as primeiras chuvas de outono tinham criado.<br \/>\nNo seu peito, o cora\u00e7\u00e3o batia, acelerado.<br \/>\nSeria descoberto e, com isto, recebida, j\u00e1, a sua recompensa, quando s\u00f3 na eternidade a pretendia?<br \/>\nAtr\u00e1s de si, algu\u00e9m corria, mas cedo estacou.<br \/>\n&#8211; N\u00e3o vejo ningu\u00e9m, m\u00e3e. Ouvi uns passos, mas n\u00e3o se v\u00ea pegada nenhuma. Deixou-nos um cesto com hortali\u00e7as e castanhas.<br \/>\n&#8211; Volta para casa. N\u00e3o te quero ao frio.<br \/>\nSeguro de que n\u00e3o fora descoberto, \u2018Cem passos\u2019 voltou-se. Estranhara n\u00e3o ter sido desmascarado, mas agora percebia. O ch\u00e3o n\u00e3o guardava qualquer pegada do seu caminhar. Como que a sua bondade fora recompensada, por Deus, com a invisibilidade. Os seus passos tinham-se tornado passos escondidos, ainda que longe fosse chegando a sua a\u00e7\u00e3o. Sob a prote\u00e7\u00e3o da invisibilidade, multiplicaria, ainda, os seus passos pelas povoa\u00e7\u00f5es que rodeavam o mosteiro. A sua fama espalhara-se, por\u00e9m, e por isso dele se guardou, em Claraval, o nome de \u2018fraile sans pieds\u2019, frade \u2018sem p\u00e9s\u2019. De dia, parecia \u2018cem passos\u2019, mas a noite tornava-o \u2018sem passos\u2019, levando longe o bem que habitava o seu cora\u00e7\u00e3o.<br \/>\nTi\u2019 Custodinha parecia feliz por ter recuperado a mem\u00f3ria daquele singular frade.<br \/>\n&#8211; No cora\u00e7\u00e3o das nossas gentes mora um \u2018sem passos\u2019, tantas vezes \u2018cem passos\u2019, feito de generosidade e bondade. Tamb\u00e9m eu, quando mi\u00fada, assisti \u00e0 a\u00e7\u00e3o de \u2018sem passos\u2019. O vosso bisav\u00f4, que bem conheci, perdera um dos seus mais importantes sustentos de ent\u00e3o. As fam\u00edlias viviam de uma vaquinha, um porquito e umas aves. Quando lhes morria a vaquita, da qual recolhiam leite para as crian\u00e7as, e a carne, que se haveria de salgar, como que se abatia sobre tal fam\u00edlia uma trag\u00e9dia. Isso mesmo aconteceu ao vosso bisav\u00f4. A noite foi de choro, mas a aurora trouxe a alegria. No curral onde, na v\u00e9spera, se estendera, pela morte, a vaca de \u2018ovos de ouro\u2019, aparecera, sem deixar rasto de passo generoso, uma pequena vitela.<br \/>\n\u2018Sem passos\u2019 continuava a percorrer os caminhos do Vouga.<br \/>\nAinda hoje ali se ouvem os rumores do seu andar\u2026<\/p>\n<p style=\"padding-left: 440px; text-align: justify;\">Alberto Ferreyra,<br \/>\nO autor reconhece ter-se comovido com o gesto de gratid\u00e3o de M., pois raras s\u00e3o as personagens que se lembram do seu criador.<br \/>\n&#8211; Obrigado, M.!<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Imagem de\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/tumisu-148124\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=4203628\">Tumisu<\/a>\u00a0por\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=4203628\">Pixabay<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align: justify;\">*Alberto Ferreyra diz que as suas letras habitam a mente e saem da m\u00e3o de algu\u00e9m nascido em terras gaulesas, ainda que afirme, em sussurro, que o seu real nascimento ocorreu nas margens do Antu\u00e3, em abril de 2024. \u00c9, por isso, um prematuro autor liter\u00e1rio, germinado da inspira\u00e7\u00e3o que a realidade proporciona quando se tem a companhia, nos livros, de g\u00e9nios como Jorge Luis Borges, Miguel Torga, Gabriel Garc\u00eda Marquez ou personagens como Poirot ou Padre Brown.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Na sua escrita, cruzam-se o real e o imaginado, o fict\u00edcio e o hist\u00f3rico, numa embrenhada teia em que o leitor continua a ler, mesmo j\u00e1 depois de fechado o conto. O real continua a fecundar hist\u00f3rias na mente de quem l\u00ea Ferreyra. Cada conto, feito dos mist\u00e9rios desvelados, aproxima o tempo e distancia o espa\u00e7o, esticando-o at\u00e9 ao eterno e ao infinito. Ao ler Ferreyra, faz-se &#8216;sil\u00eancio&#8217; (&#8216;myst\u00e9rio&#8217; alude \u00e0 etimologia grega da palavra, que remete para o &#8216;fazer sil\u00eancio&#8217;, &#8216;emudecer-se&#8217;&#8230;) para que possam ecoar as palavras, para que possa desenovelar-se o enredo sucintamente desvelado.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">J. e M., protagonistas de cada um dos contos, acompanhados, em alguns deles, pelo seu periquito &#8216;branquinho&#8217;, fazem emergir, do real em que se enredam, hist\u00f3rias que, nascendo da imagina\u00e7\u00e3o de Ferreyra, permanecem como realidades poss\u00edveis, deixando a suspeita de terem mesmo ocorrido.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Se n\u00e3o foi real, Ferreyra o criar\u00e1, inspirado numa cosmovis\u00e3o que tanto deve \u00e0quela religi\u00e3o que fez do encarnado a condi\u00e7\u00e3o fundamental do existir.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A vinte e tr\u00eas (23) de cada m\u00eas, habitaremos o mundo pelo imagin\u00e1rio de Alberto Ferreyra&#8230;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Myst\u00e9rios lusitanos |<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17814,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[208,209],"tags":[],"class_list":["post-17870","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-alberto-ferreyra","category-mysterios-lusitanos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17870","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17870"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17870\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20089,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17870\/revisions\/20089"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17814"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17870"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17870"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17870"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}