{"id":17678,"date":"2024-06-28T07:00:00","date_gmt":"2024-06-28T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=17678"},"modified":"2024-06-28T12:11:24","modified_gmt":"2024-06-28T11:11:24","slug":"luis-manuel-pereira-da-silva-a-liberdade-que-habitamos-ou-de-que-somos-construtores-absolutos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/luis-manuel-pereira-da-silva-a-liberdade-que-habitamos-ou-de-que-somos-construtores-absolutos\/","title":{"rendered":"Lu\u00eds Manuel Pereira da Silva | A liberdade que habitamos ou de que somos construtores absolutos?"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"font-weight: 400; text-align: right;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\">Artigo originalmente publicado no <a href=\"https:\/\/app.box.com\/s\/dr0a59sz073utjgkddqmwtufg6zsvy5p\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">n\u00famero de junho de 2024<\/a> do <a href=\"https:\/\/diocesedaguarda.pt\/boletim-o-alforge-junho-de-2024\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">boletim do Arciprestado de Seia &#8211; Gouveia, &#8216;O Alforge&#8217;<\/a><\/h6>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\"><strong>Lu\u00eds Manuel Pereira da Silva*<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\">A nossa condi\u00e7\u00e3o de seres racionais faz-nos altamente dependentes dos conceitos que moram na nossa mente. Do conceito que temos resulta um certo modo de vivermos a realidade de que eles falam.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\">Deste modo, o conceito de felicidade que habitar a nossa mente condicionar\u00e1 a nossa forma de nos pensarmos felizes (ou infelizes), o conceito do outro condicionar\u00e1 o nosso modo de nos abeirarmos dele, o conceito que tivermos de Deus, etc\u2026 Assim tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 liberdade.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\">Do conceito de liberdade que tivermos resulta uma certa forma de a vivermos e uma certa forma de nos pensarmos como livres ou n\u00e3o livres.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\">Com este pressuposto, importa, ent\u00e3o, limar os conceitos, para que n\u00e3o aconte\u00e7a que de quimeras que constru\u00edmos na nossa mente redundem aventuras votadas \u00e0 desilus\u00e3o, pois nada h\u00e1 de mais perigoso do que uma enorme ilus\u00e3o: o resultado \u00e9, certamente, a desilus\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\">Pela centralidade que ocupa nas nossas sociedades modernas (ali\u00e1s, muitos definem a modernidade como a afirma\u00e7\u00e3o da autonomia &#8211; mais um termo cujo conceito \u00e9 necess\u00e1rio precisar, para que n\u00e3o se torne fonte de desilus\u00f5es!), o conceito de liberdade deve ser analisado, vez ap\u00f3s vez, para que n\u00e3o se transforme num \u2018fantasma\u2019 respons\u00e1vel pela destrui\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria sociedade.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\">Neste registo, ouso desafiar \u00e0 constata\u00e7\u00e3o de que o conceito de liberdade em que muitos discursos se v\u00eam estruturando mostra enfermar de quatro tra\u00e7os que podem conduzir a uma ideia de liberdade que favore\u00e7a a sua pr\u00f3pria destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\">Enuncio esses quatro tra\u00e7os: a liberdade tem sido definida num registo voluntarista, solipsista (individualista) e incondicionado.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\">Analisemos cada um destes tra\u00e7os em busca de uma defini\u00e7\u00e3o que fa\u00e7a da liberdade aut\u00eantica fonte de liberta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\"><span data-original-tag=\"O:P\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\"><strong data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;}\">A liberdade \u00e9 ato da vontade?<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\">Uma leitura atenta do conceito de liberdade ter\u00e1 de, rapidamente, concluir que o conceito \u00e9 espec\u00edfico da humanidade e s\u00f3 por compara\u00e7\u00e3o poder\u00e1 atribuir-se a outros seres criados. Por este facto (de ser especificamente humano), dever\u00e1 procurar-se no ser humano aquilo que o distingue e que far\u00e1 da liberdade uma condi\u00e7\u00e3o que s\u00f3 nos humanos poder encontrar-se. Prontamente nos teremos de encaminhar para o facto de o ser humano olhar o mundo como quem o l\u00ea. O ser humano interpreta, pensa a realidade. Ora, a liberdade dever\u00e1, por isso, participar desta forma de aceder ao mundo. Ser livre n\u00e3o ter\u00e1, por isso, de ser definido como a possibilidade de querer (tornando-a um ato da vontade, que tamb\u00e9m os n\u00e3o humanos possuem), mas sim como a capacidade de ler, de iluminar a vontade e o que se sente (os afetos) com o contributo da intelig\u00eancia. Ser livre \u00e9, assim, escolher, discernir, mobilizar a vontade e os afetos \u00e0 luz da intelig\u00eancia. A liberdade ter\u00e1 de concluir-se ser um ato da intelig\u00eancia e n\u00e3o um ato da vontade. Costumo ilustrar com a experi\u00eancia do toxicodependente que tudo faz seguindo o desejo, o que a vontade lhe pede. Chega ao ponto de, se a vontade lho pedir, matar para obter o que ela quer. Mas poderemos definir estes atos como sendo livres? Falta-lhes serem iluminados pela intelig\u00eancia e consequentes com essa ilumina\u00e7\u00e3o. O ato livre \u00e9 o que resulta dessa ilumina\u00e7\u00e3o e dessa mobiliza\u00e7\u00e3o dos afetos e da vontade seguindo essa ilumina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\">Curiosamente, por\u00e9m, as defini\u00e7\u00f5es que pululam de liberdade fazem-na confinar-se \u00e0 vontade, o que se expressa de forma mais cabal na afirma\u00e7\u00e3o de que \u2018ser livre \u00e9 fazer-se o que se quer\u2019.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\">N\u00e3o foi esta a vis\u00e3o sobre a liberdade que nos ofereceu a hist\u00f3ria do pensamento e da filosofia (que sempre a identificou como determina\u00e7\u00e3o da vontade e do afeto \u00e0 luz da raz\u00e3o), mas, por influ\u00eancia nominalista e, mais recentemente, nietzscheana e schopenhaueriana, fomos afunilando a liberdade para o \u00e2mbito da vontade, com custos que a nossa reflex\u00e3o nos ajudar\u00e1 a identificar.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\">O primeiro grande custo \u00e9 o que resulta de uma caracter\u00edstica da vontade: a vontade tudo quer; \u00e9 indeterminada, m\u00f3vel, vol\u00favel; o seu objeto \u00e9 o que lhe aponta o desejo\u2026 As vontades sobrep\u00f5em-se, op\u00f5em-se, estorvam-se, enquanto as intelig\u00eancias se encontram, apontam para um horizonte comum \u2013 a verdade \u2013 e caminham juntas, podendo auxiliar-se umas \u00e0s outras na busca do horizonte comum.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\"><span data-original-tag=\"O:P\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\"><strong data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;}\">A liberdade \u00e9 um \u2018fechar-se\u2019 ou um \u2018abrir-se\u2019 ao outro?<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\">F\u00e1cil \u00e9 constatar que, se a liberdade \u00e9 ato da vontade, com estas caracter\u00edsticas apontadas, ent\u00e3o, os sujeitos que se pretendem livres s\u00e3o seres fechados sobre si, excluindo os outros, pois s\u00e3o portadores de vontades que se anulam.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\">\u00c9 o drama do liberalismo que padece deste conceito voluntarista de liberdade. Como definia Herbert Spencer, se a liberdade \u00e9 assim pens\u00e1vel, ent\u00e3o, \u2018a minha liberdade acaba onde come\u00e7a a liberdade do outro\u2019.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\">Mas n\u00e3o penso que este conceito de liberdade corresponda ao que somos, como humanos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\">Em primeiro lugar, porque n\u00e3o podemos ser s\u00f3 uma parte de n\u00f3s (a vontade) e, em segundo lugar, porque n\u00e3o \u00e9 verdade que o que somos possa prescindir dos outros.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\">Pelo contr\u00e1rio, esta vis\u00e3o solipsista e individualista da liberdade (defendida pelos liberalismos) trai o reconhecimento de que nascemos de outros (nascemos de dois; n\u00e3o de um s\u00f3\u2026 Somos seres que logo na sua origem dependem da rela\u00e7\u00e3o e n\u00e3o da solid\u00e3o\u2026) e de que a consci\u00eancia que temos de n\u00f3s mesmos precisou de outros humanos para poder emergir.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\">Isso o demonstra a hist\u00f3ria dos meninos selvagens que, se abandonados na selva, por volta dos tr\u00eas anos, conseguiram sobreviver, mas nunca desenvolver consci\u00eancia de si mesmos. S\u00e3o os outros (os nossos pais, os nossos cuidadores, os que nos rodeiam\u2026.) quem faz emergir a consci\u00eancia de n\u00f3s que est\u00e1 em pot\u00eancia, em n\u00f3s, mas que, sem os outros, jamais emergir\u00e1.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\">Sendo assim, o solipsismo \u00e9 uma trai\u00e7\u00e3o \u00e0 condi\u00e7\u00e3o humana. Somos, contrariamente a esse solipsismo, liberdades que precisam das demais liberdades para serem livres. Por isso, h\u00e1 que superar o pensamento de Herbert Spencer com a convic\u00e7\u00e3o alternativa de que uma aut\u00eantica liberdade \u00e9 a a\u00e7\u00e3o ou determina\u00e7\u00e3o pela qual as outras liberdades tamb\u00e9m podem desenvolver-se; a minha liberdade n\u00e3o acaba onde come\u00e7a a do outro, mas sim, a minha liberdade precisa da do outro para realmente ser, existir e poder acontecer.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\"><span data-original-tag=\"O:P\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\"><strong data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;}\">Liberdade humana ou inumana?<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\">Superados o voluntarismo e o solipsismo, cabe constatar que \u00e9 preciso ultrapassar, tamb\u00e9m, o \u2018incondicionalismo\u2019 de certas conce\u00e7\u00f5es de liberdade que pressup\u00f5em a possibilidade de uma liberdade n\u00e3o condicionada, completamente indeterminada. \u00c9 a l\u00f3gica dos movimentos de autodetermina\u00e7\u00e3o de g\u00e9nero que pressup\u00f5em um sujeito sem qualquer \u2018hist\u00f3ria\u2019, sem qualquer condicionamento pr\u00e9vio. Um sujeito assim n\u00e3o \u00e9 humano; poderia ser divino, mas n\u00e3o humano. Nenhum ser humano est\u00e1 fora de condi\u00e7\u00f5es concretas. Toda a liberdade humana \u00e9 condicionada: pela l\u00edngua, pela cultura, pela condi\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica, pelas circunst\u00e2ncias v\u00e1rias, diante das quais se constr\u00f3i como ser capaz de transcender essas circunst\u00e2ncias, mas sem as apagar. Tendo-as como pressupostos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\">O nosso acesso ao mundo \u00e9 sempre condicionado pela cultura em que nos fazemos, pela l\u00edngua com que acedemos ao mundo, pelas rela\u00e7\u00f5es que constru\u00edmos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\">Pressupor um sujeito humano sem estes condicionamentos \u00e9 referir-se a algu\u00e9m que n\u00e3o existe.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\">E percebem-se as consequ\u00eancias nefastas dessa ilus\u00e3o de um sujeito completamente indeterminado.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\">Como seria se algu\u00e9m decidisse prescindir de uma qualquer l\u00edngua para comunicar?<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\">Teria de instruir os demais na sua pr\u00f3pria l\u00edngua, pois ela tornar-se-ia ineficaz, na medida em que n\u00e3o comunicaria coisa nenhuma, por s\u00f3 ser compreens\u00edvel pelo seu criador\u2026<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\">Uma autodetermina\u00e7\u00e3o absoluta isola numa m\u00f3nada fechada cada sujeito humano, coisa absurda e inumana (ou, mesmo, desumana). Somos, intrinsecamente, seres relacionais.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\">E esses s\u00e3o os dois conceitos de liberdade em jogo: um de tipo individualista, fechado, solipsista, perante um de tipo personalista, em que todos somos pessoas, seres essencialmente definidos como seres de e para a rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\">Um humano \u00e9 um ser feito do \u2018h\u00famus\u2019, por isso, fr\u00e1gil, vulner\u00e1vel, um indigente do outro, do \u2018fora de si\u2019, um ser aberto.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\">Curiosamente, poderia constatar-se que os dois conceitos de liberdade aqui em jogo evidenciam a tenta\u00e7\u00e3o de Ad\u00e3o: fechar-se em si mesmo, ser autossuficiente, bastar-se a si mesmo ou reconhecer-se como ser aberto ao outro, ao mundo, ao Outro.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}\">Estamos, vez ap\u00f3s vez, a ser expulsos do para\u00edso\u2026<\/p>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: right;\">*Professor, Presidente da Comiss\u00e3o Diocesana da Cultura<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Autor de &#8216;Bem-nascido&#8230; Mal-nascido&#8230; Do &#8216;filho perfeito&#8221; ao filho humano&#8217;, &#8216;Ensaios <em>de<\/em> liberdade&#8217; e de &#8216;Teologia, ci\u00eancia e verdade: fundamentos para a defini\u00e7\u00e3o do estatuto epistemol\u00f3gico da Teologia, segundo Wolfhart Pannenberg&#8217;<\/h6>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: right;\">https:\/\/pixabay.com\/pt\/photos\/vista-a%C3%A9rea-alpes-janela-do-avi%C3%A3o-1117812\/<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo originalmente publicado<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17679,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[165,146,55],"tags":[],"class_list":["post-17678","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura-devida","category-letra-viva-valores-de-uma-cultura-que-cuida-e-nao-mata","category-luis-manuel-pereira-da-silva"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17678","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17678"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17678\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18056,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17678\/revisions\/18056"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17679"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17678"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17678"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17678"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}