{"id":17440,"date":"2024-03-16T13:05:48","date_gmt":"2024-03-16T13:05:48","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=17440"},"modified":"2024-03-16T13:05:48","modified_gmt":"2024-03-16T13:05:48","slug":"um-olhar-sobre-o-patrimonio-5-a-pretexto-dos-600-anos-da-catedral-d-pedro-o-infante-das-sete-partidas-duque-de-coimbra-senhor-de-aveiro-e-fundador-do-mosteiro-de-nossa-senhora-da-misericordi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/um-olhar-sobre-o-patrimonio-5-a-pretexto-dos-600-anos-da-catedral-d-pedro-o-infante-das-sete-partidas-duque-de-coimbra-senhor-de-aveiro-e-fundador-do-mosteiro-de-nossa-senhora-da-misericordi\/","title":{"rendered":"Um olhar sobre o patrim\u00f3nio | 5 | A pretexto dos 600 anos da Catedral &#8211; D. Pedro, o Infante das sete partidas: Duque de Coimbra, Senhor de Aveiro e fundador do Mosteiro de Nossa Senhora da Miseric\u00f3rdia de Aveiro &#8211; PARTE III"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Um olhar sobre o patrim\u00f3nio<\/strong> | <em>A pretexto dos 600 anos da catedral\u00a0<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Ant\u00f3nio Leandro*<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A prof\u00edcua digress\u00e3o que o Infante D. Pedro fez pela Europa, apesar de se ter prolongado apenas por tr\u00eas anos, possibilitou-lhe efetuar uma reg\u00eancia durante a menoridade de D. Afonso V (desde os seis aos catorze anos), filho do irm\u00e3o D. Duarte que faleceu prematuramente em 1438, que foi ao encontro da pol\u00edtica e cultura humanista europeia que o infante tanto defendia e a qual conheceu bastante bem. Por outro lado, a reg\u00eancia angariou-lhe muitos inimigos, nomeadamente na nobreza que viram perder a sua for\u00e7a em favor do poder r\u00e9gio, situa\u00e7\u00e3o que era comum a muitos outros Estados europeus, nomeadamente na da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, nos Estados da Pen\u00ednsula It\u00e1lica e ainda na Europa Central. Para aumentar a tens\u00e3o da sua governa\u00e7\u00e3o, D. Pedro teve conflitos com D. Leonor, esposa de D. Duarte, pois esta queria assumir o poder, tal como o seu esposo tinha deixado prescrito em testamento, sendo apoiada pelas hostes da nobreza. Conquanto, merc\u00ea do apoio popular, nomeadamente da burguesia, mas tamb\u00e9m da dita nova nobreza, muita dela nobilitada por confirma\u00e7\u00e3o real desde D. Jo\u00e3o I, e contando ainda com o apoio de muitas cidades e concelhos, como o caso de Aveiro, representado por Jo\u00e3o Gon\u00e7alves Homem e Jo\u00e3o Pacheco<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, D. Pedro viu confirmada a sua reg\u00eancia nas Cortes de Lisboa em dezembro de 1439, levando ao declinar das pretens\u00f5es da vi\u00fava rainha que acabou por regressar \u00e0 sua origem, Arag\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Anteriormente, nas Cortes de Torres Novas, em novembro e dezembro de 1438, tinha-se chegado a um acordo de governa\u00e7\u00e3o partilhada entre D. Leonor e D. Pedro, proposta de media\u00e7\u00e3o apresentada pelo infante D. Henrique, Duque de Viseu, devido \u00e0 grande divis\u00e3o entre os decisores. Todavia, mais tarde, o apoio do infante D. Jo\u00e3o, um dos adelfos da <em>\u00cdnclita Gera\u00e7\u00e3o<\/em>, ao seu irm\u00e3o D. Pedro refor\u00e7ou a press\u00e3o do duque de Coimbra em exercer a reg\u00eancia sozinho. Neste per\u00edodo de cerca de um ano, muitos problemas palacianos se desenrolaram com exonera\u00e7\u00f5es e nomea\u00e7\u00f5es de cargos, dependendo das fa\u00e7\u00f5es apoiadas, e ainda se assistiu, entre os ex\u00e9rcitos apoiantes das duas causas, a pequenas batalhas, mais propriamente cercos, nomeadamente nas regi\u00f5es do Crato, Belver, entre outras, ou seja, nos territ\u00f3rios perten\u00e7a da Ordem do Hospital, apoiante de D. Leonor. Contudo, a 29 de dezembro de 1441, D. Leonor abandonaria Portugal em dire\u00e7\u00e3o ao seu reino, procurando apoio \u00e0 sua causa regente na sua fam\u00edlia real de Arag\u00e3o. Acabaria por falecer em fevereiro de 1445, em Toledo. S\u00f3 em 1456, as suas ossadas seriam tresladadas para o Mosteiro de Santa Maria da Vit\u00f3ria, na Batalha, por interm\u00e9dio do seu filho, D. Afonso V, j\u00e1 em pleno exerc\u00edcio mon\u00e1rquico<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Infante, enquanto regente do reino, foi representante da burguesia e da nova nobreza nobilitada, com forma\u00e7\u00e3o e experi\u00eancia, percebendo que estes grupos poderiam ser o motor de desenvolvimento econ\u00f3mico do pa\u00eds \u00e0 semelhan\u00e7a das outras economias europeias, efetuando para isso reformas nas finan\u00e7as e, \u00e0 imagem do novo esp\u00edrito humanista, cerrou fileiras \u00e0 autoridade senhorial, almejando centralizar o poder, reformou a administra\u00e7\u00e3o, preocupou-se com a forma\u00e7\u00e3o do clero devido \u00e0 renova\u00e7\u00e3o das doutrinas eclesi\u00e1sticas que estavam a vogar nos estados mais abertos aos novos ideais da \u00e9poca moderna e reformou a Universidade. \u00c9, tamb\u00e9m, neste per\u00edodo que Portugal se lan\u00e7a verdadeiramente na epopeia dos Descobrimentos Mar\u00edtimos, esteando o seu irm\u00e3o, o Infante D. Henrique, Duque de Viseu, nas tarefas das viagens mar\u00edtimas<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>, o qual tinha sido nomeado governador de Ceuta em 1416. D. Pedro, ao contr\u00e1rio da velha nobreza guerreira, defendeu a explora\u00e7\u00e3o da desconhecida costa africana e o abandono do norte de \u00c1frica, inclusive da pra\u00e7a de Ceuta em troca do seu irm\u00e3o mais novo, D. Fernando, <em>O Infante Santo<\/em>, cativo dos mu\u00e7ulmanos no desastre da Batalha de T\u00e2nger, em 1437, acabando por falecer em Fez no ano de 1443. D. Pedro sempre se mostrou contra aquela conquista de T\u00e2nger e em abril de 1440 enviou uma expedi\u00e7\u00e3o, comandada por D. Fernando de Castro<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>, o qual se fez acompanhar pelo seu filho D. \u00c1lvaro de Castro, futuro 1\u00ba Conde de Monsanto, para acordar a troca de Ceuta pelo seu irm\u00e3o. Esta expedi\u00e7\u00e3o foi atacada, perto do cabo de S\u00e3o Vicente, por uma carraca genovesa, levando \u00e0 morte de D. Fernando de Castro, tendo o seu filho D. \u00c1lvaro de Castro, assumindo o comando<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>. Esta ato belicoso, a par das exig\u00eancias desconfi\u00e1veis do vizir Oat\u00e1cida do Magrebe, impediu o intento de D. Pedro<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>. Por outro lado, demonstra a import\u00e2ncia para todos os povos mercadores do sul da Europa, fundamentalmente para os italianos, n\u00e3o s\u00f3 de Ceuta, mas, tamb\u00e9m, do norte de \u00c1frica para o com\u00e9rcio no Mediterr\u00e2neo e ainda em termos religiosos na luta contra os mouros. A preocupa\u00e7\u00e3o do regente com as quest\u00f5es comerciais e com os seus portos ficou bem patente na miss\u00e3o que entregou a D. \u00c1lvaro de Castro de juntar uma armada, apoiada pelos habitantes das p\u00f3voas costeiras, para combater os cors\u00e1rios que \u201c\u2026 andavam a roubar navios portugueses, castelhanos e outros que vinham comerciar no Reino\u2026\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>. Segundo Alfredo Pinheiro Marques, foi no per\u00edodo de reg\u00eancia de D. Pedro que os descobrimentos da costa de \u00c1frica Ocidental se efetivaram verdadeiramente, ou seja, que se efetuaram viagens no desconhecido a sul do Cabo Bojador, pois at\u00e9 aqui j\u00e1 a terra estava cartografada: \u201ca verdadeira fronteira era \u2013 como sempre s\u00e3o as fronteiras nesta \u00e9poca \u2013 uma extensa \u00e1rea de rarefac\u00e7\u00e3o logo imediatamente a sul: a desola\u00e7\u00e3o des\u00e9rtica e in\u00f3spita dos litorais saarianos da Maurit\u00e2nia. Esses extensos litorais, onde era penos\u00edssimo navegar, e de onde era dif\u00edcil regressar (contra os ventos cont\u00ednuos de Nordeste), foram ultrapassados a partir de 1441, em plena reg\u00eancia do Infante D. Pedro\u201d<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>. O mesmo autor afirma ainda que foi por a\u00e7\u00e3o de D. Pedro enquanto regente, em 1439, que o povoamento dos A\u00e7ores foi realizado atrav\u00e9s da vinda de flamengos. Este processo deveu-se \u00e0 proximidade que tinha com a sua irm\u00e3 D. Isabel, Duquesa da Borgonha e Condessa da Flandres, casada com Filipe III da Borgonha, com quem o infante tamb\u00e9m mantinha boas rela\u00e7\u00f5es<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>. Por seu lado, Douglas Lima afirma que j\u00e1 em 1433, ano em que D. Duarte sobre ao trono j\u00e1 havia muitos flamengos em Portugal e que as rela\u00e7\u00f5es entre estas duas regi\u00f5es j\u00e1 era firma<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>, desconhecendo-se efetivamente o papel que desempenhou D. Pedro enquanto esteve na corte de Filipe III. Todavia, \u00e9 o mesmo autor que assevera que a reg\u00eancia de D. Pedro \u201c\u2026 permitiu que refor\u00e7asse os la\u00e7os que ligavam Portugal \u00e0 regi\u00e3o da Flandres\u201d<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>, o que de certo modo vai ao encontro da ideia de Alfredo Pinheiro Marques.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para alcan\u00e7ar os seus outros tr\u00eas objetivos, D. Pedro empreendeu o casamento de sua filha, D. Isabel, com o futuro monarca portugu\u00eas, o que viria a concretizar-se a 6 de maio de 1447; entregou a dire\u00e7\u00e3o dos ex\u00e9rcitos a seu filho, D. Pedro, <em>O Condest\u00e1vel<\/em>; e coligiu as <em>Ordena\u00e7\u00f5es Afonsinas<\/em> com o intuito de \u201c&#8230; nivelar a P\u00e1tria com as outras na\u00e7\u00f5es, onde o sistema feudal acabara os seus dias ou apressadamente agonizava\u201d<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a>. Nos anos de reg\u00eancia, D. Pedro n\u00e3o se manteve nos principais locais habituais de resid\u00eancia da corte (Lisboa, Santar\u00e9m e \u00c9vora), deslocando-se por outros lugares do pa\u00eds, mormente pelo seu ducado e senhorios, tendo o futuro monarca acompanhado o seu tio, tal como esteve presente nas cortes convocadas pelo regente, entre 1440 e 1447, em Lisboa, Torres Vedras e \u00c9vora<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a>. Quando o Infante entregou o poder ao seu sobrinho, nas Cortes de Lisboa em 1446, n\u00e3o obstante de inicialmente se manter como conselheiro do jovem rei a pedido do pr\u00f3prio, a nobreza fomentou, por todos os ardis, intrigas de forma a D. Pedro perder o poder que possu\u00eda junto do novo monarca, tendo este, supostamente, dispensado os seus pr\u00e9stimos nos in\u00edcios de 1448.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sua longa viagem moldou o seu esp\u00edrito aos novos ideais e a uma vis\u00e3o cosmog\u00f3nica bastante alargada, tendo adquirido outros h\u00e1bitos e absorvido novas pr\u00e1ticas que eram comuns no estrangeiro: preocupou-se com a administra\u00e7\u00e3o efetiva do seu ducado e dos seus senhorios e atendeu \u00e0s solicita\u00e7\u00f5es das suas comunidades, procurando colocar nos diversos territ\u00f3rios pessoas da sua confian\u00e7a que revelassem o saber e a mentalidade moderna alvitrada nas suas obras anteriormente analisadas. Mesmo no per\u00edodo de reg\u00eancia do reino nunca descurou as suas preocupa\u00e7\u00f5es e obriga\u00e7\u00f5es para com as suas terras e os seus habitantes, \u201cposto que D. Pedro nunca tenha deixado de se deslocar \u00e0s terras do seu ducado mondeguino, notamos que no ano de 1445 as suas estadias na zona de Coimbra, Tent\u00fagal e Montemor-o-Velho, estendidas, ainda, a Penela e a Aveiro, foram particularmente alongadas\u201d<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a>, tendo estanciado em Aveiro entre 14 de julho e 18 de agosto desse ano<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a>. Do mesmo modo, teve os seus pr\u00f3prios artistas, tal como seu pai tamb\u00e9m tinha tido, numa clara atitude mecen\u00e1tica t\u00edpica da mentalidade humanista. Protegeu-os, patrocinou obras e concedeu merc\u00eas, ou confirmou as j\u00e1 concedidas anteriormente, como por exemplo ao pintor Ant\u00f3nio Florentin e a Pero Affonso Gallego, o qual j\u00e1 tinha trabalhado tamb\u00e9m para seu pai<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">[16]<\/a>. Outros artistas trabalharam para o Infante, como Lu\u00eds Dantas, Louren\u00e7o Martins e Mestre Pedro, contudo o seu pintor de c\u00e2mara foi Afonso Gon\u00e7alves<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\">[17]<\/a> e, al\u00e9m destes, tamb\u00e9m escultores, ourives, cal\u00edgrafos, mestres de obras e cronistas produziram obras de sua encomenda<a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\">[18]<\/a>. Embora nem Pedro Dias nem Francisco Pato Macedo, nas obras citadas, se refiram especificamente a arquitetos, somos da opini\u00e3o que alguns fariam parte do seu s\u00e9quito art\u00edstico, pois, como se sabe, patrocinou e encomendou muitas obras arquitet\u00f3nicas e para tal teria os seus arquitetos e mestre de obras<a href=\"#_ftn19\" name=\"_ftnref19\">[19]<\/a>. Tomemos como exemplos algumas obras arquitet\u00f3nicas que o infante D. Pedro patrocinou como: o seu Pa\u00e7o em Tent\u00fagal, a igreja de Santa Maria de Mour\u00e3o na mesma vila; o Convento dominicano de Nossa Senhora da Miseric\u00f3rdia em Aveiro, a continua\u00e7\u00e3o das obras da muralha nesta mesma vila; o restauro da igreja de S\u00e3o Miguel de Penela; protegeu o Convento franciscano de Tent\u00fagal, instituiu uma capela no Mosteiro de Odivelas e preocupou-se com obras de carater p\u00fablico, como muros, fontes, pontes e at\u00e9 imaginou um aqueduto na capital do seu ducado<a href=\"#_ftn20\" name=\"_ftnref20\">[20]<\/a>. Para a realiza\u00e7\u00e3o destas e de muitas outras obras o Infante D. Pedro, Duque de Coimbra e Senhor de Aveiro teria de ter no seu manancial de artistas tamb\u00e9m arquitetos.<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h5 style=\"text-align: right;\">Imagem: Igreja de Santa Maria de Mour\u00e3o (atual Igreja Matriz de Tent\u00fagal)<\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">Retirado de: https:\/\/www.visitarportugal.pt\/coimbra\/montemor-velho\/tentugal\/igreja-matriz<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> MORENO, Humberto Baquero \u2013 <em>A Batalha de Alfarrobeira. Antecedentes e significado hist\u00f3rico<\/em>. Coimbra: Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra; 1979. p. 56.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Sobre esta profunda e complexa quest\u00e3o que dividiu o pa\u00eds nos anos de 1438 a 1442, pelo menos at\u00e9 as Cortes de \u00c9vora deste \u00faltimo ano terem confirmado a decis\u00e3o das Cortes de Lisboa de 1439, consultar GOMES, Saul Ant\u00f3nio \u2013 <em>Reis de Portugal. D. Afonso V<\/em>\u2026 pp. 44-55.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> FERREIRA, Maria Em\u00edlia Cordeiro \u2013 &#8220;Pedro, Infante D&#8221;. em <em>Dicion\u00e1rio de Hist\u00f3ria de Portugal, <\/em>vol. V. Dire\u00e7\u00e3o de Joel Serr\u00e3o. Porto: Livraria Figueirinhas; 1985. pp. 29-31. GASPAR, Jo\u00e3o Gon\u00e7alves \u2013 <em>A Princesa Santa Joana e a sua \u00e9poca (1452-1490)<\/em>. Aveiro. Edi\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara Municipal de Aveiro. 1988. 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o. pp. 20-22.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> D. Fernando de Castro foi 1\u00ba Senhor de An\u00e7\u00e3 e 1\u00ba Senhor de S\u00e3o Louren\u00e7o do Bairro, Morgado do Paul de Boquilobo e da Quinta da Penha Verde em Sintra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> BORGES, Marco Oliveira \u2013 \u201cD. \u00c1lvaro de Castro (1\u00ba Conde de Monsanto) perante os desafios da expans\u00e3o portuguesa no s\u00e9culo XV\u201d. em <em>Revista de Hist\u00f3ria da Sociedade e Cultura<\/em>, n.\u00ba 14. Coimbra: Centro de Hist\u00f3ria da Sociedade e Cultura da faculdade de Letras da Universidade Coimbra; 2014, pp. 97-98.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> COSTA, Jo\u00e3o Paulo Oliveira e \u2013 Antrop\u00f3nimos, PEDRO, Infante D. (1392-1449), p.1. Compulsado em http:\/\/www.fcsh.unl.pt\/cham\/eve\/content.php?printconceito=922 (vers\u00e3o em pdf)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> [7] BORGES, Marco Oliveira \u2013 \u201cD. \u00c1lvaro de Castro (1\u00ba Conde de Monsanto) perante os desafios da expans\u00e3o portuguesa no s\u00e9culo XV\u201d\u2026 pp. 89-90.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> MARQUES, Alfredo Pinheiro \u2013 <em>A maldi\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria do Infante D. Pedro e as origens dos Descobrimentos Portugueses<\/em>. Figueira da Foz: CEMAR-Centro de Estudos do Mar; 1994. p. 86.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> MARQUES, Alfredo Pinheiro \u2013 <em>A maldi\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria do Infante D. Pedro e as origens dos Descobrimentos Portugueses<\/em>\u2026 p. 86<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> LIMA, Douglas Mota Xavier \u2013 <em>O Infante D. Pedro e as alian\u00e7as externas de Portugal (1425-1449)<\/em>. Disserta\u00e7\u00e3o de mestrado em Hist\u00f3ria apresentado no Departamento de Hist\u00f3ria do Instituto de Ci\u00eancias Humanas e Filosofia da Universidade Federal Fluminense. Niter\u00f3i: S\/E; 2012.\u00a0 Retirado de http:\/\/www.historia.uff.br\/stricto\/td\/1590.pdf pp. 160-162.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> LIMA, Douglas Mota Xavier \u2013 <em>O Infante D. Pedro e as alian\u00e7as externas de Portugal (1425-1449)<\/em>\u2026 p. 163.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> GASPAR, Jo\u00e3o Gon\u00e7alves \u2013 <em>A Princesa Santa Joana e a sua \u00e9poca (1452-1490)<\/em>\u2026 p. 22.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> GOMES, Saul Ant\u00f3nio \u2013 <em>Reis de Portugal. D. Afonso V<\/em>. Dire\u00e7\u00e3o de Roberto Carneiro. Coordena\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de Artur Teodoro de Matos e Jo\u00e3o Paulo Oliveira e Costa. Mem Martins: C\u00edrculo de Leitores e Centro de Estudos dos Povos e Culturas de Express\u00e3o Portuguesa; 2006. p. 57.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> GOMES, Saul Ant\u00f3nio \u2013 <em>Reis de Portugal. D. Afonso V<\/em>\u2026 p. 57.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a> MORENO, Humberto Baquero \u2013 <em>A Batalha de Alfarrobeira. Antecedentes e significado hist\u00f3rico<\/em>\u2026 p. 234.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a> DIAS, Pedro \u2013 &#8220;Escultores e pintores que trabalharam para o Infante D. Pedro, Duque de Coimbra&#8221;. em<em> Biblos<\/em>, vol. LXIX. Coimbra: Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra; 1993. pp. 495-496.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[17]<\/a> DIAS, Pedro \u2013 &#8220;Escultores e pintores que trabalharam para o Infante D. Pedro, Duque de Coimbra&#8221;\u2026 pp. 496-497.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref18\" name=\"_ftn18\">[18]<\/a> DIAS, Pedro \u2013 &#8220;Escultores e pintores que trabalharam para o Infante D. Pedro, Duque de Coimbra&#8221;\u2026 pp. 498-501 e MACEDO, Francisco Pato de \u2013 &#8220;O Infante D. Pedro. Patrono e Mecenas&#8221;. em <em>Biblos, <\/em>Vol. LXIX. Coimbra: F.L.U.C.; 1993. p. 461.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref19\" name=\"_ftn19\">[19]<\/a> LEANDRO, Ant\u00f3nio Cruz \u2013 \u201cO Mosteiro de Nossa Senhora da Miseric\u00f3rdia\u201d. em <em>Mem\u00f3rias gr\u00e1ficas dos antigos conventos e mosteiros de Aveiro<\/em>. Dire\u00e7\u00e3o de Francisco Messias Trindade Ferreira e Porf\u00edrio Ant\u00f3nio Correia. Aveiro: Edi\u00e7\u00e3o do Arquivo Distrital de Aveiro; 2017. pp. 54-55.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref20\" name=\"_ftn20\">[20]<\/a> Conferir esta ideia em MACEDO, Francisco Pato de \u2013 &#8220;O Infante D. Pedro. Patrono e Mecenas&#8221;\u2026 pp. 459-490.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<hr \/>\n<h6 style=\"padding-left: 240px; text-align: justify;\">*Licenciado em Hist\u00f3ria de Arte pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra: Mestre em Patrim\u00f3nio e Turismo pela Universidade do Minho; Professor; Formador de professores na \u00e1rea da Hist\u00f3ria de Arte; Investigador de hist\u00f3ria e patrim\u00f3nio local, nomeadamente de Arte Sacra, escrevendo assiduamente artigos para diversas publica\u00e7\u00f5es, como as revistas Terras de Antu\u00e3, Albergue e Cucujanis.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um olhar sobre<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17441,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[200,201,199],"tags":[],"class_list":["post-17440","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-antonio-leandro","category-jubileu-da-catedral","category-um-olhar-sobre-o-patrimonio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17440","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17440"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17440\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17442,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17440\/revisions\/17442"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17441"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17440"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17440"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17440"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}