{"id":17023,"date":"2024-01-22T12:36:33","date_gmt":"2024-01-22T12:36:33","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=17023"},"modified":"2024-01-22T12:36:33","modified_gmt":"2024-01-22T12:36:33","slug":"um-olhar-sobre-o-patrimonio-4-a-pretexto-dos-600-anos-da-catedral-pedro-o-infante-das-sete-partidas-duque-de-coimbra-senhor-de-aveiro-e-fundador-do-mosteiro-de-nossa-senhora-da-misericoridi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/um-olhar-sobre-o-patrimonio-4-a-pretexto-dos-600-anos-da-catedral-pedro-o-infante-das-sete-partidas-duque-de-coimbra-senhor-de-aveiro-e-fundador-do-mosteiro-de-nossa-senhora-da-misericoridi\/","title":{"rendered":"Um olhar sobre o patrim\u00f3nio | 4 | A pretexto dos 600 anos da Catedral &#8211; PEDRO, O INFANTE DAS SETE PARTIDAS:  DUQUE DE COIMBRA, SENHOR DE AVEIRO E FUNDADOR  DO MOSTEIRO DE NOSSA SENHORA DA MISERIC\u00d3RIDIA DE AVEIRO | PARTE I"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Um olhar sobre o patrim\u00f3nio<\/strong> | <em>A pretexto dos 600 anos da catedral\u00a0<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Ant\u00f3nio Leandro*<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_17024\" aria-describedby=\"caption-attachment-17024\" style=\"width: 241px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-17024\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Banner_of_Arms_of_Peter_Duke_of_Coimbra.png\" alt=\"\" width=\"241\" height=\"259\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Banner_of_Arms_of_Peter_Duke_of_Coimbra.png 599w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Banner_of_Arms_of_Peter_Duke_of_Coimbra-280x300.png 280w\" sizes=\"auto, (max-width: 241px) 100vw, 241px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-17024\" class=\"wp-caption-text\">Imagem 1 &#8211; Bandeira do Infante D. Pedro<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lisboa, 9 de dezembro de 1392. A Rainha consorte, esposa de D. Jo\u00e3o I, D. Filipa de Lencastre, nascida em Leicester, Inglaterra, em mar\u00e7o de 1360, dava \u00e0 luz o seu terceiro filho, de seu nome Pedro. \u00a0D. Filipa de Lencastre era filha de Jo\u00e3o de Gante, 1\u00ba Duque de Lencastre, e de Branca de Lencastre e era neta, por via paterna, do Rei Eduardo III de Inglaterra (fundador da Ordem de Jarrateira em 1348) e de Filipa de Hainault. Nasceu em mar\u00e7o de 1360, desconhecendo-se o dia exato, e faleceu em Lisboa a 19 de julho de 1415 de peste bub\u00f3nica, presumivelmente no Mosteiro de Odivelas, poucos dias antes do arranque da expedi\u00e7\u00e3o a Ceuta. Aos dezoito anos recebeu a distin\u00e7\u00e3o de pertencer \u00e0 Ordem de Jarrateira. Por influ\u00eancia do apoio de Inglaterra a Portugal, aquando das Batalhas com Castela pelo trono portugu\u00eas, nomeadamente as ocorridas no ano de 1385, como a de Trancoso (29 de maio) e a de Aljubarrota (14 de agosto), D. Filipa de Lencastre casou com D. Jo\u00e3o I de Portugal, primeiro rei da segunda dinastia ap\u00f3s a crise din\u00e1stica de 1383-85, no ano de 1387 na catedral da cidade do Porto. Encontra-se sepultada na Capela do Fundador no Mosteiro de Santa Maria da Vit\u00f3ria, na Batalha, pante\u00e3o da Dinastia de Avis, no t\u00famulo duplo do casal, ao centro da capela, sob o fecho da elegante e vibrante ab\u00f3bada estrelada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O filho Pedro ter\u00e1 sido, provavelmente, o mais dado \u00e0s letras e artes, o mais culto e o de mais nobre forma\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia que ficaria conhecida na Hist\u00f3ria de Portugal, por alta cria\u00e7\u00e3o de Lu\u00eds de Cam\u00f5es, como <em>\u00cdnclita Gera\u00e7\u00e3o<\/em>: &#8220;\u2026 Foy Pryncype de grande conselho, prudente, e de viva memoria, e foy bem latinado, e assaz mistyco em ciencias e doutrinas de letras, edado muyto ao estudo\u2026&#8221;<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, segundo as palavras do cronista Ruy de Pina. Contudo, para al\u00e9m destas carater\u00edsticas, foi ainda reconhecido como \u201c&#8230; contemplativo, cavalheiresco, benigno, prudente, s\u00e1bio. Era louro. Tinha nas veias o sangue da m\u00e3e, e no rosto assinalada a ascend\u00eancia\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, assim o descreveria, bem mais tarde, um dos mais importantes pensadores da apelidada \u201cGera\u00e7\u00e3o de 70\u201d, Joaquim Pedro de Oliveira Martins numa \u00e9poca, segunda metade do s\u00e9culo XIX, em que se come\u00e7a a recuperar a mem\u00f3ria do Infante D. Pedro, duque de Coimbra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s uma cuidada educa\u00e7\u00e3o, aplicada a todos os filhos, o Infante D. Pedro tomou parte na expedi\u00e7\u00e3o e conquista da cidade africana mu\u00e7ulmana de Ceuta, em 1415, ao lado dos seus irm\u00e3os, Duarte e Henrique, sendo todos eles, logo de imediato, sagrados cavaleiros por seu pai, D. Jo\u00e3o I, cognominado <em>O de Boa Mem\u00f3ria<\/em>. No regresso, em Tavira, o infante D. Pedro foi intitulado Duque de Coimbra<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>, \u201c\u2026 tendo-lhe sido, ent\u00e3o, atribu\u00eddas as terras e povoa\u00e7\u00f5es na regi\u00e3o do Baixo Mondego e a faixa litoral at\u00e9 Aveiro\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>, ainda que n\u00e3o as recebesse todas de uma vez numa s\u00f3 outorga. Conv\u00e9m ressalvar que algumas terras daquela faixa costeira nunca chegaram a ser sua perten\u00e7a, mais especificamente os lugares situados logo a norte do Cabo Mondego, como \u00e9 o caso de Quiaios, que pertenciam aos c\u00f3negos regrantes de Santo Agostinho do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, apesar das insistentes tentativas do infante para as adquirir<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>. Explica-se, assim, facilmente os posteriores t\u00edtulos oficiais, entre outros, concernentes com o seu estatuto de terratenente daquela faixa costeira de: Senhor Mira, Senhor de Montemor, Senhor de Buarcos e Senhor de Aveiro, numa longa extens\u00e3o de territ\u00f3rio com forte liga\u00e7\u00e3o ao mar, talvez, deste modo, se dilucidando as suas pol\u00edticas de promo\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio, de defesa da explora\u00e7\u00e3o da costa africana pelo mar e ainda de outras atividades mar\u00edtimas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_17025\" aria-describedby=\"caption-attachment-17025\" style=\"width: 388px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-17025\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/estatuainfante-1-C\u251c\u2502pia.jpg\" alt=\"\" width=\"388\" height=\"530\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/estatuainfante-1-C\u251c\u2502pia.jpg 608w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/estatuainfante-1-C\u251c\u2502pia-220x300.jpg 220w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/estatuainfante-1-C\u251c\u2502pia-600x819.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 388px) 100vw, 388px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-17025\" class=\"wp-caption-text\">Imagem 2 &#8211; Est\u00e1tua em bronze do Infante D. Pedro em Mira da autoria do escultor Andr\u00e9 Alves, inaugurada a 13 de dezembro de 1996. Fotografada por Jorge Neves em 2005.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 bastante prov\u00e1vel que, nominalmente, o senhorio de Aveiro n\u00e3o lhe tenha sido entregue de imediato no regresso da vitoriosa expedi\u00e7\u00e3o a Ceuta, mas ter\u00e1 sido com certeza em data anterior ao ano de 1431 e, possivelmente, apenas ap\u00f3s o regresso da sua prolongada viagem pela Europa, ou seja, entre 1428 e 1431. Humberto Baquero Moreno afirma que \u201ca \u00faltima doa\u00e7\u00e3o que seu pai lhe fez \u00e9 de 1432. Abrangia todas as ilhas e lez\u00edrias da foz de Aveiro, compreendendo todas as rendas que lhe pertenciam\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>. E o seu territ\u00f3rio continuou a aumentar no reinado do seu irm\u00e3o, D. Duarte, o qual reinou de 1433 a 1438, que lhe outorgou os direitos \u201c\u2026 do couto de Avel\u00e3s de Cima e de Ferreiros, dos reguengos de Quintela e de Arcos, dos lugares de \u00cdlhavo e da vila de Milho e dos casais de S\u00e1\u2026\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>, estas \u00faltimas localidades com clara liga\u00e7\u00e3o \u00e0 naveg\u00e1vel Ria de Aveiro e, de forma indireta, ao mar, tendo em conta a forma\u00e7\u00e3o costeia do s\u00e9culo XV. No seguimento destas outorgas, D. Afonso V, seu sobrinho, em 1448, logo ap\u00f3s o fim da reg\u00eancia de D. Pedro, entrega-lhe o Senhorio de Aveiro por doa\u00e7\u00e3o perp\u00e9tua, apesar de D. Jo\u00e3o I j\u00e1 ter feito anteriormente a doa\u00e7\u00e3o de forma vital\u00edcia<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>. Provavelmente, esta altera\u00e7\u00e3o tenha sido uma tentativa de demonstra\u00e7\u00e3o do poder real por parte de D. Afonso V ao seu tio, conhecidas que eram j\u00e1 os seus profundos desentendimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta \u00faltima, ent\u00e3o, vila demonstrou grande preocupa\u00e7\u00e3o pelo seu desenvolvimento, como \u00e9 o caso da continua\u00e7\u00e3o e conclus\u00e3o das obras da cintura de muralhas, anteriormente iniciadas pelo seu pai<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>, e moderniza\u00e7\u00e3o cultural, ainda que dentro dos par\u00e2metros teol\u00f3gicos crist\u00e3os, como \u00e9 exemplo do estabelecimento, por sua vontade, da primeira ordem clerical no Mosteiro de Nossa Senhora da Miseric\u00f3rdia, atual catedral, entregue aos frades da Ordem de S\u00e3o Domingos, em 1423. O pr\u00f3prio infante comprou diversos terrenos para a edifica\u00e7\u00e3o do novo cen\u00f3bio<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>. E foi ainda por pedido de D. Pedro ao rei, seu irm\u00e3o, D. Duarte que Aveiro obteve autoriza\u00e7\u00e3o para a realiza\u00e7\u00e3o de uma feira franca em 1434<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>, expressando a vontade da popula\u00e7\u00e3o, por um lado, e, por outro, a preocupa\u00e7\u00e3o do seu senhor com o desenvolvimento de Aveiro<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a>. Todavia, esta preocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi exclusiva para com a urbe de Aveiro. Tamb\u00e9m os feirantes de Coimbra tiveram preocupa\u00e7\u00f5es similares apelando, nas Cortes de Lisboa em 1439, ao infante alguns pedidos, nomeadamente a autoriza\u00e7\u00e3o para alterar o per\u00edodo em que decorreria a sua feira, os quais estariam relacionados com a feira franca de Montemor<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a>. Durante a sua reg\u00eancia, a 12 de julho de 1444, D. Pedro aceitou os pedidos dos Homens-bons da, ent\u00e3o, vila de Guimar\u00e3es para conceder as regalias antes solicitadas relativas aos impostos tributados sobre os produtos comercializados na feira anual que tinha a dura\u00e7\u00e3o de quinze dias<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a>, demonstrando, por um lado, a sua aposta no desenvolvimento do com\u00e9rcio e, por outro, o enlevo e devo\u00e7\u00e3o que seu pai j\u00e1 tinha tamb\u00e9m expressado pela Nossa Senhora da Oliveira de Guimar\u00e3es quando lhe prometeu oferecer o seu loudel no caso de vit\u00f3ria em Aljubarrota, promessa que cumpriu<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 de todo importante para a hist\u00f3ria do senhorio de Aveiro esclarecer que esta urbe j\u00e1 tinha sido, desde o s\u00e9culo X, mas especialmente desde a cent\u00faria de duzentos, senhorio repartido por outros membros da alta nobreza, como s\u00e3o os casos dos filhos e at\u00e9 netos de D. Pero Afonso e D. Urraca, os quais acabaram por doar as suas partes ao Mosteiro de Celas de Coimbra e ao Mosteiro de S\u00e3o Jo\u00e3o de Tarouca. O \u00faltimo senhor laico, deste ramo, que se conhece foi D. Pero Anes Gago, mas nos in\u00edcios do s\u00e9culo XIV regressou \u00e0s m\u00e3os da coroa por interm\u00e9dio do rei D. Dinis. Por\u00e9m, a vila voltaria a conhecer outros senhores devido \u00e0 doa\u00e7\u00e3o de D. Fernando \u00e0 sua esposa D. Leonor, voltando a comunidade a sentir a mesma instabilidade jur\u00eddico-financeira do s\u00e9culo XIII. Conquanto, a nova dinastia avisina seria fulcral para a estabiliza\u00e7\u00e3o administrativa e consequente crescimento, pois, em 1407, passaria, de novo, para a coroa por interven\u00e7\u00e3o de D. Jo\u00e3o I<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">[16]<\/a> e, passados alguns anos, o mesmo monarca entregaria, como acima j\u00e1 afirm\u00e1mos, ao seu filho, o infante D. Pedro, Duque de Coimbra, Senhor de Aveiro e fundador do Mosteiro de Nossa Senhora da Miseric\u00f3rdia de Aveiro.<\/p>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Imagem 1: Bandeira do Infante D. Pedro (retirada da Wikip\u00e9dia)<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right; padding-left: 200px;\">Imagem 2: Est\u00e1tua em bronze do Infante D. Pedro em Mira da autoria do escultor Andr\u00e9 Alves, inaugurada a 13 de dezembro de 1996. Fotografada por Jorge Neves em 2005<\/h6>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> PINA, Ruy \u2013 <em>Chronica do senhor Rey D. Affonso V<\/em>. Lisboa: Academia Real das Sciencias; 1901, p. 433.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> MARTINS, Oliveira \u2013 <em>Os filhos de D. Jo\u00e3o I<\/em>. Lisboa: Editora Ulisseia; 1998, p. 89.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> DIAS, Pedro \u2013 &#8220;Escultores e pintores que trabalharam para o Infante D. Pedro, Duque de Coimbra&#8221;, em<em> Biblos<\/em>, vol. LXIX. Coimbra: Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra; 1993, p. 491.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> ERMIT\u00c3O, Jos\u00e9 N. R. \u2013 <em>O Infante D. Pedro das Sete partidas<\/em>. Compulsado em http:\/\/cfidp.esgc.pt\/file.php\/1\/Microsoft_Word_-_INFANTE_D_PEDRO.pdf, p. 1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> MARQUES, Alfredo Pinheiro \u2013 <em>A maldi\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria do Infante D. Pedro e as origens dos Descobrimentos Portugueses<\/em>. Figueira da Foz: CEMAR-Centro de Estudos do Mar; 1994, p. 92.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> MORENO, Humberto Baquero \u2013 <em>A Batalha de Alfarrobeira. Antecedentes e significado hist\u00f3rico<\/em>. Coimbra: Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra; 1979, p. 258.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> MORENO, Humberto Baquero \u2013 <em>A Batalha de Alfarrobeira. Antecedentes e significado hist\u00f3rico<\/em>\u2026 p. 258.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> SILVA, Maria Jo\u00e3o Violante \u2013 <em>Aveiro Medieval. <\/em>Aveiro: C\u00e2mara Municipal de Aveiro<em>. <\/em>1991<strong>, <\/strong>p. 77 e MORENO, Humberto Baquero \u2013 <em>A Batalha de Alfarrobeira. Antecedentes e significado hist\u00f3rico<\/em>\u2026 p. 261.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Sobre a quest\u00e3o de quem iniciou a constru\u00e7\u00e3o da muralha, tradicionalmente atribu\u00edda a D. Pedro, atribui\u00e7\u00e3o com a qual n\u00e3o concordamos consultar LEANDRO, Ant\u00f3nio Cruz \u2013 \u201cO Mosteiro de Nossa Senhora da Miseric\u00f3rdia\u201d, em <em>Mem\u00f3rias gr\u00e1ficas dos antigos conventos e mosteiros de Aveiro<\/em>. Dire\u00e7\u00e3o de Francisco Messias Trindade Ferreira e Porf\u00edrio Ant\u00f3nio Correia. Aveiro: Edi\u00e7\u00e3o do Arquivo Distrital de Aveiro; 2017, p. 48 e SILVA, Maria Jo\u00e3o Violante \u2013 <em>Aveiro Medieval<\/em>\u2026 p. 13. Esta autora prova que a iniciativa da constru\u00e7\u00e3o das muralhas foi iniciativa de seu pai, D. Jo\u00e3o I, em data anterior a 1413.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Arquivo da Universidade de Coimbra \u2013 <em>Convento de S\u00e3o Domingos<\/em>, \u201cLivro de Lembran\u00e7as de Missas\u201d, fl.2 citado em LEANDRO, Ant\u00f3nio Cruz \u2013 \u201cO Mosteiro de Nossa Senhora da Miseric\u00f3rdia\u201d \u2026 pp. 52 e 53.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> SILVA, Maria Jo\u00e3o Violante \u2013 <em>Aveiro Medieval<\/em>&#8230; p. 76.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> SILVA, Maria Jo\u00e3o Violante \u2013 <em>Aveiro <\/em>Medieval\u2026 pp. 76-79. Esta autora elenca um conjunto de a\u00e7\u00f5es empreendidas por D. Pedro demonstrativas do crescimento do senhorio de Aveiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> COELHO, Maria Helena da Cruz \u2013 <em>A feira de Coimbra no contexto das feiras medievais portuguesas<\/em>. Coimbra: Edi\u00e7\u00e3o do INATEL \u2013 Delega\u00e7\u00e3o de Coimbra; 1993, pp. 25-27.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> Arquivo Municipal Alfredo Pimenta \u2013 <em>Cole\u00e7\u00e3o de Pergaminhos da C\u00e2mara Municipal<\/em>, \u201cCarta do Infante Dom Pedro sobre a feira na vila de Guimar\u00e3es\u201d. Compulsado em: <a href=\"https:\/\/archeevo.amap.pt\/details?id=123544&amp;detailsType=Description\">https:\/\/archeevo.amap.pt\/details?id=123544&amp;detailsType=Description<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a> O loudel de D. Jo\u00e3o I encontra-se no Museu Alberto Sampaio em Guimar\u00e3es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a> SILVA, Maria Jo\u00e3o Violante \u2013 <em>Aveiro Medieval. <\/em>pp. 64-75. Nestas p\u00e1ginas a autora particulariza os senhores e esmi\u00fa\u00e7a as constantes altera\u00e7\u00f5es de senhores do s\u00e9culo XIII ao XV.<\/p>\n<hr \/>\n<h6 style=\"padding-left: 240px; text-align: justify;\">*Licenciado em Hist\u00f3ria de Arte pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra: Mestre em Patrim\u00f3nio e Turismo pela Universidade do Minho; Professor; Formador de professores na \u00e1rea da Hist\u00f3ria de Arte; Investigador de hist\u00f3ria e patrim\u00f3nio local, nomeadamente de Arte Sacra, escrevendo assiduamente artigos para diversas publica\u00e7\u00f5es, como as revistas Terras de Antu\u00e3, Albergue e Cucujanis.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um olhar sobre<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17025,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[200,201,199],"tags":[],"class_list":["post-17023","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-antonio-leandro","category-jubileu-da-catedral","category-um-olhar-sobre-o-patrimonio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17023","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17023"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17023\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17027,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17023\/revisions\/17027"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17025"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17023"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17023"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17023"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}