{"id":16678,"date":"2023-11-28T07:00:55","date_gmt":"2023-11-28T07:00:55","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=16678"},"modified":"2023-12-22T14:36:55","modified_gmt":"2023-12-22T14:36:55","slug":"um-olhar-sobre-o-patrimonio-1-a-pretexto-dos-600-anos-da-catedral-antonio-leandro-a-mensagem-dominicana-da-fundacao-periodo-fini-medievo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/um-olhar-sobre-o-patrimonio-1-a-pretexto-dos-600-anos-da-catedral-antonio-leandro-a-mensagem-dominicana-da-fundacao-periodo-fini-medievo\/","title":{"rendered":"Um olhar sobre o patrim\u00f3nio | 1 | A pretexto dos 600 anos da Catedral &#8211; Ant\u00f3nio Leandro: A MENSAGEM DOMINICANA: DA FUNDA\u00c7\u00c3O PER\u00cdODO FINI-MEDIEVO"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Um olhar sobre o patrim\u00f3nio<\/strong> | <em>A pretexto dos 600 anos da catedral\u00a0<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Ant\u00f3nio Leandro*<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O espanhol Domingos de Gusm\u00e3o nasceu em Caleruega, prov\u00edncia de Burgos, Espanha, ent\u00e3o reino de Castela, decorria o dia 24 de junho de 1170. Pertencia \u00e0 pequena nobreza, mas rica, e era filho de F\u00e9lix Fernan Ruiz, tamb\u00e9m conhecido por D. F\u00e9lix de Gusm\u00e3o, e de Joana Aza. Tinha dois irm\u00e3os, Menes e Ant\u00f3nio (este viria a ser sacerdote e faleceria prematuramente) e era sobrinho de um outro sacerdote, sendo a sua fam\u00edlia conhecida pela sua forte devo\u00e7\u00e3o. O seu nome parece, mesmo, ter sido escolhido por sua m\u00e3e em homenagem a S\u00e3o Domingos de Silos, a quem ter\u00e1 invocado durante a gravidez. Desde cedo, o jovem Domingos foi preparado para ingressar na vida eclesi\u00e1stica e aos quatorze anos foi para a escola da Catedral de Pal\u00eancia estudar Teologia e Filosofia, recolhendo-se, por volta dos vinte e quatro anos, no Cabido dos C\u00f3negos Regrantes da Catedral de Osma e passado pouco tempo foi ordenado sacerdote, tornando-se posteriormente superior do Cabido<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1203, o Bispo de Osma, Diego de Acebes ou D. Azevedo, como tamb\u00e9m era conhecido, convidou-o para o acolitar numa embaixada \u00e0 Dinamarca a fim de tratar dos esponsais do filho do Rei D. Afonso VIII de Castela. \u00c9 nesta viagem que, ao atravessarem o sul de Fran\u00e7a, mais precisamente na regi\u00e3o do Languedoc, contactam com os C\u00e1taros, ou tamb\u00e9m chamados Albigenses devido \u00e0 cidade de Albi concentrar grande parte daqueles excessivos e deturpados crentes. Da mesma forma, tomam conhecimento da grande missiona\u00e7\u00e3o a que se devotava o clero dinamarqu\u00eas. Perante este contexto e luculentos pela ard\u00eancia de tamanha f\u00e9, em 1206, dirigem-se \u00e0 Santa S\u00e9, incumbindo-lhes o Papa Inoc\u00eancio III a tarefa devocional de evangeliza\u00e7\u00e3o no seio da comunidade daquela regi\u00e3o francesa. Percorrem, ent\u00e3o, toda a \u00e1rea pregando e argumentando contra os her\u00e9ticos, elevando <em>a devotio<\/em> como o seu principal poder e obtendo alguns resultados: um grupo de mulheres c\u00e1taras converteu-se e os mission\u00e1rios, para o seu recolhimento, fundam um mosteiro em Prouille, na zona de Fangeaux, sendo o primeiro de Dominicanas da segunda ordem. Todavia, o Bispo faleceu em dezembro de 1207<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar desta adversidade Domingos de Gusm\u00e3o n\u00e3o descor\u00e7oou e reuniu seis companheiros, incluindo, ao que parece, o seu irm\u00e3o Manes, para continuarem a perseverante a\u00e7\u00e3o pr\u00e9dica e em 1215 j\u00e1 estavam cientes da ordem religiosa que queriam formar, tendo o Bispo Foulques de Toulouse recolhido-os na sua diocese e confiou-lhes a igreja de S. Romain. Convicto do importante papel que queria desempenhar na evangeliza\u00e7\u00e3o, o futuro S\u00e3o Domingos dirigiu-se ao IV Conc\u00edlio de Latr\u00e3o a fim de confirmar a constitui\u00e7\u00e3o da sua ordem, confrontando-se, no entanto, com uma proposta para proibir a funda\u00e7\u00e3o de novas ordens religiosas. Perante este entrave, o mesmo com que se deparou tamb\u00e9m Francisco de Assis, o qual teve a mesma inten\u00e7\u00e3o que o cl\u00e9rigo espanhol, mas na medida em que o objetivo era o impedimento da aprova\u00e7\u00e3o de novas regras eclesi\u00e1sticas, Domingos de Gusm\u00e3o viu-se obrigado a escolher uma regra j\u00e1 existente, elegendo a de Santo Agostinho, \u00e0 qual adjudicou estatutos pr\u00f3prios. \u00c9, ent\u00e3o, redigida a<em> Regula ad servus Dei<\/em> que expressa verdadeiramente o ideal de perfei\u00e7\u00e3o crist\u00e3 que S\u00e3o Domingos preconizou. Por\u00e9m, o <em>Liber Consuetudinum<\/em> consigna especificamente os verdadeiros pilares dominicanos<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>. Inoc\u00eancio III aprovou, ent\u00e3o, a ordem; Hon\u00f3rio III confirmou-a a 22 de dezembro de 1216 e em 21 de janeiro do ano seguinte \u00e9 aprovada a funda\u00e7\u00e3o com a designa\u00e7\u00e3o de Ordem dos Pregadores<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A prega\u00e7\u00e3o continuava a ser a miss\u00e3o especial e o dever primo, mas para o desenvolvimento desta apost\u00f3lica tarefa era necess\u00e1rio os pregadores terem um aprofundado e correto conhecimento da literatura b\u00edblica, o que tornava imperioso o estudo profundo das Sagradas Escrituras. Para isto, Domingos de Gusm\u00e3o fomentou o ingresso nas Universidades (entenda-se Universidade segundo o conceito medieval de corpora\u00e7\u00e3o de estudos religiosa<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>) e concedeu dispensas individuais para facilitar tal minist\u00e9rio, a salva\u00e7\u00e3o dos homens e principalmente o estudo e an\u00e1lise dos escritos religiosos. \u00c9 por este altru\u00edsta e compuls\u00f3rio motivo que alguns dos primog\u00e9nitos conventos s\u00e3o fundados pr\u00f3ximos de Universidades<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a> e muitos outros passam a integrar uma Universidade<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>. \u00c9 neste sentido que o fundador da Ordem dos Pregadores decide viver num convento em Bolonha, um dos principais centros universit\u00e1rios europeus da \u00e9poca. S\u00e3o Domingos fundiu os elementos tradicionais da Igreja, que ainda vigoravam na baixa Idade M\u00e9dia, mas n\u00e3o por muitos s\u00e9culos como a pr\u00e1tica de muitos cl\u00e9rigos viriam a comprovar, numa unidade equilibrada de pobreza, penit\u00eancia e prega\u00e7\u00e3o, aditando-lhe o estudo rigoroso, bem patente na exig\u00eancia, no Cap\u00edtulo Geral de 1220, de um professor graduado em cada convento<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>, como preconizava a <em>Carta Magna<\/em>. Esta fus\u00e3o unit\u00e1ria de elementos sacrossantos seria quase um precursor de alguns ideais que caraterizariam o final da era medieval, que como todas as \u00e9pocas de crise ideol\u00f3gico-cultural exacerbam o sentimento religioso entrecruzado com pr\u00e1ticas profanas, e se explanaria na literatura coeva na qual \u201ca vida da corte e a pretens\u00e3o aristocr\u00e1tica s\u00e3o denegadas em favor da solid\u00e3o, do trabalho e do estudo\u201d<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>. No ano seguinte, a 6 de agosto de 1221, morria o fundador da ordem e, logo de seguida, a 3 de julho de 1234 Greg\u00f3rio IX, que conheceu pessoalmente Domingos, canonizou-o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ordem continuou a sua senda com os seus preceitos e teve alguns grandes te\u00f3logos, tais como: Alberto Magno, Pedro de Tarentaise, Raimundo de Pe\u00f1aforte, Santo Antonino e Savonarola, a quem o c\u00e9lebre pintor renascentista Boticelli dedicou, segundo alguns historiadores, a sua obra cr\u00edtico-aleg\u00f3rica intitulada <em>A Cal\u00fania<\/em>, conquanto o mais importante de todos ter\u00e1 sido Tom\u00e1s de Aquino, cujas ideias, uma verdadeira filosofia teol\u00f3gica, foram muito seguidas durante a Idade M\u00e9dia. O s\u00e9culo XIII foi, sem d\u00favida, o s\u00e9culo de ouro dos dominicanos, mas no final do per\u00edodo medieval os franciscanos apresentam-se como os seus grandes opositores, apesar de terem sido fundados durante o mesmo conc\u00edlio, de serem, tamb\u00e9m, uma ordem mendicante e de os pr\u00f3prios ide\u00e1rios de S\u00e3o Francisco de Assis serem muito semelhantes aos de S\u00e3o Domingos de Gusm\u00e3o, havendo, mesmo, algum paralelismo nas suas <em>Regulas<\/em>. Ambas as ordens ficam tamb\u00e9m conhecidas como mendicantes devido \u00e0 sua devo\u00e7\u00e3o pela humildade e oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 riqueza do clero e as duas procuram uma nova prega\u00e7\u00e3o, nomeadamente junto de comunidades mais urbanas. Contudo, se os dominicanos se assemelhavam a Jesus Cristo e aos seus ap\u00f3stolos na humildade da prega\u00e7\u00e3o e da evangeliza\u00e7\u00e3o, os franciscanos, por seu lado, imitavam O Messias no an\u00fancio e prega\u00e7\u00e3o da Boa-Nova, mas destas \u201c&#8230; disputas surgiu um grande respeito e amor m\u00fatuos\u201d<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>.<\/p>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Imagem: S\u00e3o Domingos [cadeiral da S\u00e9 de Aveiro]<\/h6>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> William A. Hinnebusch, <em>Breve hist\u00f3ria da Ordem dos Pregadores, <\/em>Porto, Secretaria da Fam\u00edlia Dominicana, 1985, p. 16.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> William A. Hinnebusch, <em>Breve hist\u00f3ria da Ordem dos Pregadores, <\/em>Porto, Secretaria da Fam\u00edlia Dominicana, 1985, pp. 16-18.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Ant\u00f3nio Gomes da Rocha Mada\u00edl \u2013 &#8220;Constitui\u00e7\u00f5es que no s\u00e9culo XV regeram o Mosteiro de Jesus de Aveiro da Ordem de S\u00e3o Domingos&#8221;. in<em> Arquivo do Distrito de Aveiro<\/em>. Vol. XVII. Aveiro, 1951. pp. 67-68.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> William A. Hinnebusch, <em>Breve hist\u00f3ria da Ordem dos Pregadores, <\/em>Porto, Secretaria da Fam\u00edlia Dominicana, 1985, pp. 20 &#8211; 21.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Sobre a diferen\u00e7a do conceito de Universidade consultar Manuel Lopes de Almeida \u2013 \u201cM\u00e9ritos e dem\u00e9ritos da hist\u00f3ria dominicana em Portugal. in <em>Actas do I Encontro sobre hist\u00f3ria dominicana<\/em>. Porto. Arquivo Hist\u00f3rico Dominicano Portugu\u00eas. 1979. Vol. II. p. 20.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Maria Helena da Cruz Coelho e Jo\u00e3o Jos\u00e9 da Cunha Matos, &#8220;O Convento Velho de S. Domingos em Coimbra. Contributo para a sua hist\u00f3ria&#8221; em <em>Actas do II Encontro sobre Hist\u00f3ria Dominicana<\/em>, Vol. III, Tomo 2, Porto, Arquivo Hist\u00f3rico Dominicano Portugu\u00eas, 1984, p. 42.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Manuel Lopes de Almeida \u2013 \u201cM\u00e9ritos e dem\u00e9ritos da hist\u00f3ria dominicana em Portugal. in <em>Actas do I Encontro sobre hist\u00f3ria dominicana<\/em>. Porto. Arquivo Hist\u00f3rico Dominicano Portugu\u00eas. 1979. Vol. II. pp. 20-21.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> William A. Hinnebusch, <em>Breve hist\u00f3ria da Ordem dos Pregadores, <\/em>Porto, Secretaria da Fam\u00edlia Dominicana, 1985, pp. 13-14 e 27.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Johan Huizinga \u2013 <em>O decl\u00ednio da Idade M\u00e9dia<\/em>. Braga. Editora Ulisseia. 1996. p. 135.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> William A. Hinnebusch, <em>Breve hist\u00f3ria da Ordem dos Pregadores, <\/em>Porto, Secretaria da Fam\u00edlia Dominicana, 1985, p. 61.<\/p>\n<hr \/>\n<h6 style=\"padding-left: 240px; text-align: justify;\">*Licenciado em Hist\u00f3ria de Arte pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra: Mestre em Patrim\u00f3nio e Turismo pela Universidade do Minho; Professor; Formador de professores na \u00e1rea da Hist\u00f3ria de Arte; Investigador de hist\u00f3ria e patrim\u00f3nio local, nomeadamente de Arte Sacra, escrevendo assiduamente artigos para diversas publica\u00e7\u00f5es, como as revistas Terras de Antu\u00e3, Albergue e Cucujanis.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um olhar sobre<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":16679,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[200,201,199],"tags":[],"class_list":["post-16678","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-antonio-leandro","category-jubileu-da-catedral","category-um-olhar-sobre-o-patrimonio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16678","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16678"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16678\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16684,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16678\/revisions\/16684"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16679"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16678"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16678"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16678"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}