{"id":16661,"date":"2024-03-07T07:00:14","date_gmt":"2024-03-07T07:00:14","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=16661"},"modified":"2024-01-18T12:17:10","modified_gmt":"2024-01-18T12:17:10","slug":"sabes-leitor-2-marca-de-agua-do-livro-de-viktor-frankl-a-voz-que-grita-por-um-sentido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/sabes-leitor-2-marca-de-agua-do-livro-de-viktor-frankl-a-voz-que-grita-por-um-sentido\/","title":{"rendered":"Sabes, leitor&#8230; | 3 | Marca de \u00e1gua do livro de Viktor Frankl, &#8216;A voz que grita por um sentido&#8217;"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: right;\">Rubrica \u2018Sabes, leitor, que estamos ambos na mesma p\u00e1gina\u2019** | <em>Marca de \u00e1gua de livros que deixam marcas profundas<\/em><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Parceria: <a href=\"https:\/\/www.federacaopelavida.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa pela Vida<\/em><\/a> e<em> Comiss\u00e3o Diocesana da Cultura<\/em><\/h6>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Lu\u00eds Manuel Pereira da Silva*<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<pre style=\"padding-left: 80px;\"><strong>O autor e a obra<\/strong><\/pre>\n<h5 style=\"text-align: right; padding-left: 280px;\">Viktor Frankl, <em>A voz que grita por um sentido: como redescobrir a dimens\u00e3o humanista da psicoterapia<\/em>, Alfragide, Lua de papel, 2021.<\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sou um admirador de Viktor Frankl (1905-1997 \u2013 neurologista nascido na \u00c1ustria) desde os meus tempos de faculdade, altura em que um amigo mission\u00e1rio de Barcelona, Francisco Xavier, me falou do seu pensamento e das suas intui\u00e7\u00f5es fundamentais. Est\u00e1vamos em 1992. Durante 7 anos, procurei, em v\u00e3o, uma tradu\u00e7\u00e3o de algum dos seus livros at\u00e9 que, em 1999, encontrei, na livraria Victor Jara, em Salamanca, o seu \u2018o homem em busca de sentido\u2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(Uns amigos enviaram-me de Curitiba, pouco tempo depois, outra edi\u00e7\u00e3o da mesma obra, desta feita, brasileira\u2026 \u00c9 assim a vida de quem se deleita com a leitura: \u2018contamina\u2019 quem o envolve\u2026).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ler Viktor Frankl alterou o meu modo de compreender porque adoec\u00edamos, mentalmente, interiormente. A sua intui\u00e7\u00e3o fundamental, que apresentarei nas \u2018marcas de \u00e1gua\u2019, come\u00e7ou a assomar-lhe ao pensamento ainda na d\u00e9cada de 30, em que as taxas de suic\u00eddio cresciam entre os jovens universit\u00e1rios vienenses. O que fora uma intui\u00e7\u00e3o, nessa d\u00e9cada, vem a confirmar-se, na d\u00e9cada seguinte, quando a guerra e a persegui\u00e7\u00e3o nazi o levaram a passar por quatro campos de concentra\u00e7\u00e3o, como ele mesmo refere neste livro que, agora, nos faz estar na mesma p\u00e1gina, car\u00edssimo leitor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Viktor Frankl \u00e9 autor de outros livros como \u2018O homem em busca de sentido\u2019, \u2018Um sentido para a vida\u2019, \u2018Dizer sim \u00e0 vida, apesar de tudo\u2019 e \u00e9 considerado o criador da terceira escola psicologia de Viena, ap\u00f3s a psican\u00e1lise de Freud e a psicologia individual de Adler.<\/p>\n<pre style=\"padding-left: 80px;\"><strong>Marcas de \u00e1gua <\/strong><strong>(o que fica, depois de se deixar o livro)<\/strong><\/pre>\n<p style=\"text-align: justify;\">A intui\u00e7\u00e3o fundamental de Viktor Frankl parte da constata\u00e7\u00e3o de que as abordagens psicoterap\u00eauticas conhecidas at\u00e9 ent\u00e3o enfermavam de reducionismo que pressup\u00f5e que o ser humano \u2018n\u00e3o \u00e9 mais do que\u2019, confinando-o \u00e0 sua dimens\u00e3o biol\u00f3gica. Frankl prop\u00f5e-se superar este erro dos reducionismos e pressup\u00f5e que o ser humano \u00e9, fundamentalmente, um ser em busca de sentido, criando, por isso, a logoterapia que, como ele mesmo define, consiste na \u2018terapia atrav\u00e9s do sentido\u2019 (p. 17). Uma das observa\u00e7\u00f5es que ele fizera, nos campos de concentra\u00e7\u00e3o em que estivera preso, \u00e9 que as pessoas que sobreviviam n\u00e3o eram necessariamente mais fortes, em termos f\u00edsicos, mas sim em termos do sentido das suas exist\u00eancias. Ter um sentido conferia-lhes maior capacidade de resist\u00eancia f\u00edsica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Soma-se a esta intui\u00e7\u00e3o fundamental uma vis\u00e3o antropol\u00f3gica que n\u00e3o exclui nenhuma dimens\u00e3o do ser humano, numa articula\u00e7\u00e3o sist\u00e9mica que o faz enfrentar todas as grandes quest\u00f5es do ser humano a que se associam perturba\u00e7\u00f5es e dist\u00farbios: do alimentar ao sexual, do laboral ao familiar, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Frankl faculta-nos, ainda, neste livro, para al\u00e9m de dados para perceber a utilidade da logoterapia, ferramentas para compreender a insufici\u00eancia de algumas psicoterapias que se bastam em identificar a etiologia dos problemas de ordem psicol\u00f3gica mas sem conseguirem tratar o c\u00edrculo vicioso de que se alimentam as doen\u00e7as desse foro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste livro, o autor descreve algumas das t\u00e9cnicas desenvolvidas pela logoterapia, recolhendo testemunhos de pessoas tratadas com recurso a elas, detalhando, entre outras, a t\u00e9cnica da inten\u00e7\u00e3o paradoxal que prop\u00f5e ao paciente enfrentar aquilo que outras t\u00e9cnicas propunham evitar a todo o custo. Frankl, n\u00e3o s\u00f3 descreve os efeitos esperados com esta t\u00e9cnica, mas tamb\u00e9m como \u00e9 que ela mesma atua, ficando evidenciada fundamenta\u00e7\u00e3o te\u00f3rica de uma pr\u00e1tica que a leitura atenta p\u00f5e ao dispor do pr\u00f3prio leitor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como refere, citando um terapeuta de nome Agras, \u2018a inten\u00e7\u00e3o paradoxal exp\u00f5e efetivamente o paciente \u00e0 situa\u00e7\u00e3o que ele receia, para tentar provocar as consequ\u00eancias temidas do seu comportamento, em vez de evitar as situa\u00e7\u00f5es. Assim, uma mulher com agorafobia e que tem medo de desmaiar se passear sozinha \u00e9 orientada para fazer isso deliberadamente e desmaiar. Quando descobre que n\u00e3o \u00e9 capaz, isso permite-lhe enfrentar a sua condi\u00e7\u00e3o f\u00f3bica.\u2019 (p. 129)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os casos de recupera\u00e7\u00e3o com recurso a esta t\u00e9cnica s\u00e3o in\u00fameros e descritos, com detalhe e humor, ao longo do livro que apresenta ideias de enorme atualidade, seja no que concerne \u00e0 leitura da pessoa, na sua individualidade, seja no que respeita \u00e0 vida em sociedade. Destaquemos, a este prop\u00f3sito, a refer\u00eancia ao facto de que a felicidade deve ser uma consequ\u00eancia e n\u00e3o um objetivo (p. 78), constata\u00e7\u00e3o particularmente oportuna, nestes tempos t\u00e3o obsessivamente concentrados na ideia da busca da felicidade como meta, esquecendo que, como ele mesmo refere, a sobreviv\u00eancia depende de um \u2018para qu\u00ea\u2019 e um \u2018para quem\u2019 que, esses sim, geram a aut\u00eantica felicidade (p. 35). Em mat\u00e9ria de an\u00e1lise de sociedade, sublinhemos a sua afirma\u00e7\u00e3o de que existe uma tr\u00edade da neurose de massas: a depress\u00e3o, a agress\u00e3o e a depend\u00eancia (p. 25) que ele considera sintomas do \u2018v\u00e1cuo existencial\u2019.<\/p>\n<pre style=\"text-align: justify; padding-left: 80px;\"><strong>Na mesma p\u00e1gina que o autor (cita\u00e7\u00f5es)<\/strong><\/pre>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018[\u2026] pilares principais em que assenta o sistema da logoterapia: a vontade de sentido, o sentido da vida e a liberdade da vontade.\u2019 (p. 11)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018[\u2026] o reducionismo \u00e9 o exato oposto do humanismo. O reducionismo, diria eu, \u00e9 sub-humanismo. [\u2026] o homem revelasse como um ser em busca de um sentido \u2013 uma busca que, feita em v\u00e3o, explica muitos dos males da nossa era.\u2019 (p. 15)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Uma tradu\u00e7\u00e3o literal do termo \u201clogoterapia\u201d \u00e9 \u201cterapia atrav\u00e9s do sentido\u201d, do <em>logos<\/em>. Claro que tamb\u00e9m podia ser traduzida por \u201ccura atrav\u00e9s do sentido\u201d embora isto introduzisse uma sugest\u00e3o religiosa que n\u00e3o est\u00e1 necessariamente presente na logoterapia. Em qualquer dos casos, a logoterapia \u00e9 uma (psico)terapia centrada no sentido.\u2019 (p. 17)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018A sensa\u00e7\u00e3o de falta de sentido, o v\u00e1cuo existencial, aumenta e alastra a um ponto tal que pode, na verdade, ser designado como uma neurose de massas.\u2019 (p. 23)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018[\u2026] foi estabelecida , para al\u00e9m de qualquer d\u00favida razo\u00e1vel, uma rela\u00e7\u00e3o significativa entre o consumo de drogas e um prop\u00f3sito na vida.\u2019 (p. 25)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018[\u2026] a busca de um sentido \u00e9 uma caracter\u00edsticas exclusiva do ser humano.\u2019 (p. 28)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018O argumento de que n\u00e3o se deve pensar no homem de uma forma demasiado elevada parte do princ\u00edpio de que \u00e9 perigoso sobrevaloriz\u00e1-lo. Mas \u00e9 muito mais perigoso subvaloriz\u00e1-lo, como observou Goethe. O ser humano, em especial a gera\u00e7\u00e3o mais jovem, pode ser corrompido se for subvalorizado. Pelo contr\u00e1rio, se reconhecermos as aspira\u00e7\u00f5es mais elevadas do homem \u2013 com a sua vontade de sentido \u2013 ent\u00e3o tamb\u00e9m seremos capazes de as incentivar e mobilizar.\u2019 (p. 30)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Claro que um logoterapeuta n\u00e3o consegue dizer a um doente o que \u00e9 o sentido, mas pelo menos pode mostrar-lhe que h\u00e1 um sentido na vida, que est\u00e1 ao alcance de todos e que, mais do que isso, a vida guarda o seu sentido sob todas as circunst\u00e2ncias. Mant\u00e9m-se literalmente plena de sentido at\u00e9 ao derradeiro momento, at\u00e9 ao \u00faltimo suspiro.\u2019 (p. 41)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018A liberdade humana \u00e9 uma liberdade finita. O homem n\u00e3o est\u00e1 livre de condi\u00e7\u00f5es. Mas \u00e9 livre para assumir uma atitude perante elas. As condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o o determinam por completo. Dentro de certos limites, depende dele sucumbir ou render-se \u00e0s condi\u00e7\u00f5es.\u2019 (p. 48)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018\u00c9 a coisifica\u00e7\u00e3o que abre a porta \u00e0 manipula\u00e7\u00e3o. E vice-versa. Para manipular seres humanos e preciso em primeiro lugar coisific\u00e1-los e, para isso, doutrin\u00e1-los segundo as linhas do pandeterminismo.\u2019 (p. 54)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018O niilismo de ontem ensinava o \u201cnada\u201d. O reducionismo de hoje prega o \u201cn\u00e3o \u00e9 mais do que\u201d. (p. 57)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018A liberdade pode degenerar em mera arbitrariedade, a menos que seja vivida com responsabilidade. \u00c9 por isso que eu recomendaria que a Est\u00e1tua da Liberdade na Costa Leste fosse complementada por uma Est\u00e1tua da Responsabilidade na Costa Oeste.\u2019 (p. 62)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018O homem n\u00e3o deixar\u00e1 de odiar enquanto lhe for ensinado que s\u00e3o os impulsos e os mecanismos que o fazem odiar. \u00c9 ele que odeia!\u2019 (p. 74)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018No clima impessoal da sociedade industrial, cada vez mais pessoas sofrem obviamente com um sentimento de solid\u00e3o \u2013 a solid\u00e3o da \u201cmultid\u00e3o solit\u00e1ria\u201d.\u2019 (p. 75)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018A sexualidade humana \u00e9 sempre mais do que simples sexo, e \u00e9 mais do que sexo na medida em que serve como express\u00e3o f\u00edsica de qualquer coisa metassexual: \u00e9 a express\u00e3o f\u00edsica do amor. S\u00f3 na medida em que o sexo cumpra esta fun\u00e7\u00e3o ser\u00e1 uma experi\u00eancia verdadeiramente recompensadora.\u2019 (p. 83)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Os jovens [\u2026] n\u00e3o devem deixar-se contaminar pelo desprezo universal com o qual uma sociedade orientada para a juventude considera os velhos. De outro modo, se tiverem a sorte de envelhecerem, ver\u00e3o como o seu desprezo pelos velhos se transforma em desprezo por si mesmos.\u2019 (p. 110)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018<em>Responder<\/em> \u00e0 vida significa <em>sermos respons\u00e1veis<\/em> pelas nossas vidas.\u2019 (p. 116)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018O medo [\u2026] tende a provocar precisamente aquilo que \u00e9 receado e, por isso, a ansiedade antecipat\u00f3ria pode desencadear, e provavelmente f\u00e1-lo-\u00e1, aquilo que o paciente tanto teme. Assim se estabelece um c\u00edrculo vicioso que se autoalimenta: o sintoma evoca a fobia; a fobia provoca o sintoma; e a recorr\u00eancia do sintoma refor\u00e7a a fobia.\u2019 (p. 121)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Como \u00e9 poss\u00edvel quebrar um mecanismo de retorno deste g\u00e9nero? [\u2026] Bem, \u00e9 precisamente isto que se prop\u00f5e a inten\u00e7\u00e3o paradoxal, que pode ser definida como um processo pelo qual o doente \u00e9 encorajado a fazer, ou a desejar que aconte\u00e7a, exatamente aquilo de que tem medo (o primeiro caso aplica-se ao doente f\u00f3bico, o segundo ao obsessivo-compulsivo). Assim, o doente f\u00f3bico deixa de fugir dos seus medos e o obsessivo-compulsivo deixa de lutar com as suas obsess\u00f5es e compuls\u00f5es. De qualquer modo, o medo patog\u00e9nico \u00e9 substitu\u00eddo por um desejo paradoxal. Quebra-se assim o c\u00edrculo vicioso de ansiedade antecipat\u00f3ria.\u2019 (p. 123)<\/p>\n<hr \/>\n<h5 style=\"text-align: right;\">**T\u00edtulo retirado de Daniel Faria, <em>Dos l\u00edquidos<\/em>, Porto, Edi\u00e7\u00e3o Funda\u00e7\u00e3o Manuel Le\u00e3o, 2000, p. 137<\/h5>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: right;\">*Professor, Presidente da Comiss\u00e3o Diocesana da Cultura<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Autor de &#8216;Ensaios <em>de<\/em> liberdade&#8217;, &#8216;Bem-nascido&#8230; Mal-nascido&#8230; Do &#8216;filho perfeito&#8221; ao filho humano&#8217; e de &#8216;Teologia, ci\u00eancia e verdade: fundamentos para a defini\u00e7\u00e3o do estatuto epistemol\u00f3gico da Teologia, segundo Wolfhart Pannenberg&#8217;<\/h6>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: right;\"><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rubrica \u2018Sabes, leitor,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":16663,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,55,198],"tags":[],"class_list":["post-16661","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-programa-diocesano-de-livros-e-leituras","category-luis-manuel-pereira-da-silva","category-sabes-leitor-que-estamos-ambos-na-mesma-pagina"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16661","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16661"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16661\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16996,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16661\/revisions\/16996"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16663"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16661"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16661"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16661"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}