{"id":1658,"date":"2017-07-23T21:06:13","date_gmt":"2017-07-23T20:06:13","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=1658"},"modified":"2017-07-23T21:06:13","modified_gmt":"2017-07-23T20:06:13","slug":"xvii-domingo-do-tempo-comum-ano-a","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/xvii-domingo-do-tempo-comum-ano-a\/","title":{"rendered":"XVII Domingo do Tempo Comum (Ano A)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">Pe. Franclim Pacheco<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-1659 aligncenter\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/XVII-Tempo-Comum-A.jpg\" alt=\"\" width=\"682\" height=\"580\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/XVII-Tempo-Comum-A.jpg 614w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/XVII-Tempo-Comum-A-300x255.jpg 300w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/XVII-Tempo-Comum-A-600x510.jpg 600w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/XVII-Tempo-Comum-A-353x300.jpg 353w\" sizes=\"auto, (max-width: 682px) 100vw, 682px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Breve coment\u00e1rio<br \/>\nTermina neste domingo o discurso em par\u00e1bolas que preenche todo o cap\u00edtulo 13 do evangelho segundo Mateus.<br \/>\nO ponto fundamental das duas primeiras par\u00e1bolas n\u00e3o est\u00e1 no achado do tesouro ou da p\u00e9rola, mas na decis\u00e3o que tomam os dois protagonistas em vender tudo o que t\u00eam para comprar o que descobriram ou encontraram. No primeiro caso trata-se provavelmente dum jornaleiro que se v\u00ea perante um tesouro escondido no campo em que est\u00e1 a trabalhar. Isto facilmente poderia acontecer na Palestina pois, em tempos de guerra e de invas\u00f5es os propriet\u00e1rio enterravam os seus bens, em moedas ou j\u00f3ias, e por vezes morriam sem ter podido revelar o esconderijo a familiares ou amigos. A \u00fanica hip\u00f3tese de ficar com o tesouro \u00e9 desfazer-se de tudo o que tem para comprar aquele campo. Segundo o costume da \u00e9poca, o tesouro n\u00e3o pertence a quem o encontra mas ao dono do campo. Por isso, n\u00e3o basta t\u00ea-lo encontrado. \u00c9 preciso comprar o campo para se tornar tamb\u00e9m propriet\u00e1rio do tesouro.<br \/>\n\u00c9 clara a mensagem desta par\u00e1bola: o Reino de Deus \u00e9 um valor supremo, uma preciosidade \u00fanica e inestim\u00e1vel. Vale a pena qualquer sacrif\u00edcio e ren\u00fancia para o obter, para fazer parte dele, mas isto exige sabedoria para tomar a decis\u00e3o radical. O acento n\u00e3o est\u00e1 posto no sofrimento que tal escolha pode comportar ma na alegria da descoberta.<br \/>\nO protagonista da segunda par\u00e1bola \u00e9 um negociante que arrisca tudo o que tem para comprar uma p\u00e9rola que sabe valer a pena. A par\u00e1bola apresenta a mesma mensagem do tesouro escondido mas, al\u00e9m da preciosidade do Reino, mostra tamb\u00e9m a sua beleza incompar\u00e1vel, para al\u00e9m se sublinhar a \u00abprocura\u00bb. O Reino de Deus \u00e9 algo a procurar sem tr\u00e9guas. Mas a descoberta ser\u00e1 sempre surpreendente e superior ao esperado.<br \/>\nO sentido religioso destas duas par\u00e1bolas s\u00f3 se pode captar em toda a sua profundidade se forem confrontadas com as senten\u00e7as evang\u00e9licas em que Jesus prop\u00f5e um escolhe decisiva e radical perante o reino de Deus. Exemplo desta decis\u00e3o \u00e9 a dos disc\u00edpulos que deixam tudo para seguir Jesus (Mt 4,20.22; 8,22; 9,9; 19,21.27.29).<br \/>\nA terceira par\u00e1bola retoma o tema da par\u00e1bola do trigo e do joio. Serve-se da imagem da pesca no lago de Tiber\u00edades, onde havia mais de vinte esp\u00e9cies de peixes, em que eram usadas grandes redes de arrasto, puxadas por dois barcos, e que apanhavam toda a esp\u00e9cie de peixes. Ao chegarem \u00e0 margem, os pescadores faziam a escolha dos peixes bons, que colocavam nas canastras, lan\u00e7ando fora os que n\u00e3o prestavam ou eram impuros perante a Lei (Lv 11,10-11). S\u00e3o dois tempos distintos: a pesca e a separa\u00e7\u00e3o dos bons e dos maus. Para a comunidade dos disc\u00edpulos, agora \u00e9 o tempo da pesca ao largo, o tempo de lan\u00e7ar a rede do evangelho para apanhar a todos sem distin\u00e7\u00e3o. A separa\u00e7\u00e3o final, o ju\u00edzo, cabe somente a Deus.<br \/>\nA \u00faltima parte, dirigida aos disc\u00edpulos, define o seu estatuto de disc\u00edpulos com uma semelhan\u00e7a que sublinha tamb\u00e9m a sua responsabilidade. O disc\u00edpulo n\u00e3o \u00e9 um adepto duma escola ou doutrina mas \u00e9 aquele que entra na l\u00f3gica do reino dos c\u00e9us como foi apresentada no discurso em par\u00e1bolas. Daqui a sua sabedoria compar\u00e1vel \u00e0 dum dono de casa que \u00abtira do seu tesouro coisas novas e antigas\u00bb. A novidade \u00e9 a \u00abjusti\u00e7a superior\u00bb que surge da nova interpreta\u00e7\u00e3o definitiva da vontade de Deus j\u00e1 revelada aos antigos. O evangelista quer, assim, harmonizar a novidade messi\u00e2nica, revelada e realizada por Jesus, com a promessa b\u00edblica antiga.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. 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