{"id":16452,"date":"2023-09-28T10:14:22","date_gmt":"2023-09-28T09:14:22","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=16452"},"modified":"2023-09-28T10:26:40","modified_gmt":"2023-09-28T09:26:40","slug":"republicacao-luis-manuel-pereira-da-silva-na-igreja-todos-tem-lugar-mas-nem-tudo-tem-lugar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/republicacao-luis-manuel-pereira-da-silva-na-igreja-todos-tem-lugar-mas-nem-tudo-tem-lugar\/","title":{"rendered":"[Republica\u00e7\u00e3o] Lu\u00eds Manuel Pereira da Silva | Na Igreja, todos t\u00eam lugar, mas nem tudo tem lugar"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: right;\">[Republica\u00e7\u00e3o | artigo originalmente publicado em 2022 (edi\u00e7\u00e3o de 31 de agosto de 2022) do <a href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Correio do Vouga<\/a> e no blogue <a href=\"http:\/\/teologicus.blogspot.com\/2022\/08\/na-igreja-todos-tem-lugar-mas-nem-tudo.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.teologicus.blogspot.com<\/a>]<\/h6>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Lu\u00eds Manuel Pereira da Silva*<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estarmos em crise, em tens\u00e3o, em busca, define-nos, enquanto humanos e, de modo particularmente denso, enquanto crist\u00e3os. Mas os tempos parecem ser de particular perplexidade e, segundo alguns, de caos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Onde fica o cristianismo, perante a vertigem que parece tomar conta de tudo? Dever\u00e1 reconhecer que nada mais tem a dizer de novo e aceitar como leg\u00edtimo todo o comportamento apresentado como sinal de progresso e revolu\u00e7\u00e3o? Dever\u00e1, por\u00e9m, bastar-se em adotar uma atitude de fixa\u00e7\u00e3o e fixidez, \u2018porque sempre assim se pensou\u2019?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Comecemos por denunciar o registo que as nossas interroga\u00e7\u00f5es permitem evidenciar: ser\u00e1 muito redutor se tudo se confinar a um dualismo que se basta em rotular como sendo \u2018progresso\u2019 ou \u2018tradi\u00e7\u00e3o\u2019, \u2018progressismo\u2019 ou \u2018conservadorismo\u2019, como se o avan\u00e7o ou a conserva\u00e7\u00e3o fossem, por si mesmos, necessariamente bondosos. Caber\u00e1 sempre perguntar sobre \u2018para onde progredimos\u2019 e sobre \u2018o que conservamos\u2019. De outro modo, estaremos em simples movimentos (para diante ou para tr\u00e1s) que nada significam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esvaziemos, por isso, o dualismo e tomemos como refer\u00eancia outro crit\u00e9rio: o da busca sincera da verdade. Essa, sim, coloca-nos numa tens\u00e3o &#8211; o homem \u00e9 um ser tensional, encaminha-se para algum lugar, encaminha-se para um horizonte\u2026 se n\u00e3o for assim, vive, apenas, seduzido pelo \u2018aroma de um tempo flutuante\u2019, como pertinentemente diagnostica Byung-Chul Han -, tens\u00e3o que nos faz caminhar de algum lugar para outro lugar, num dinamismo digno de um verdadeiro peregrino, met\u00e1fora que considero ser das mais pertinentes para definir a condi\u00e7\u00e3o humana, mas que a p\u00f3s-modernidade vai esvaziando, subsumindo o homem na mera soma de agoras&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ora, regressemos \u00e0 ideia da busca da verdade\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitos s\u00e3o os que, hoje, defendem que o cristianismo tem de ser fiel a Jesus Cristo (e tem! Tem, mesmo!), mas tomam de Jesus Cristo o que Ele tem de agrad\u00e1vel, \u2018arom\u00e1tico\u2019 (para evocar Han), mas n\u00e3o o tomam no todo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jesus Cristo revolucionou, bem certo, mas n\u00e3o foi um revolucion\u00e1rio pol\u00edtico, como tantos pretendem. A sua revolu\u00e7\u00e3o \u00e9 a da verdadeira convers\u00e3o de cora\u00e7\u00e3o e de cora\u00e7\u00f5es. E essa revolu\u00e7\u00e3o ainda est\u00e1 a operar-se. Ningu\u00e9m \u00e9 propriet\u00e1rio dela, pelo que se imp\u00f5e grande humildade (espero t\u00ea-la, ao longo desta reflex\u00e3o\u2026).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tomemos, ent\u00e3o, como crit\u00e9rio a a\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em mat\u00e9rias que respeitam ao comportamento humano, \u00e0 moralidade e \u00e0 rela\u00e7\u00e3o entre o agir concreto e a normatividade, \u00e9 particularmente significativa a a\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo perante a mulher apanhada em adult\u00e9rio, como nos \u00e9 contada pelo evangelista Jo\u00e3o (8,1-11).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9, com efeito, a a\u00e7\u00e3o de Jesus, tal como se no-la apresenta o evangelista, que mais tem suscitado discuss\u00e3o e dificuldades de encontro, nestes tempos em que mat\u00e9rias de moral (em particular de moral sexual) s\u00e3o descritas como sendo daquelas em que o cristianismo mais dificuldade tem evidenciado (dizem-nos) em corresponder ao que Jesus Cristo pretende dele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Olhemos a narrativa apresentada por Jo\u00e3o que proponho que seja lida com aten\u00e7\u00e3o, para que seja not\u00f3ria a surpresa em rela\u00e7\u00e3o ao excerto escolhido (sigo aqui a edi\u00e7\u00e3o disponibilizada em <a href=\"http:\/\/www.paroquias.org\/\">http:\/\/www.paroquias.org\/<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201c1<\/em><em>*<\/em><em>Jesus foi para o Monte das Oliveiras.\u00a02De madrugada, voltou outra vez para o templo e todo o povo vinha ter com Ele. Jesus sentou-se e p\u00f4s-se a ensinar.\u00a03Ent\u00e3o, os doutores da Lei e os fariseus trouxeram-lhe certa mulher apanhada em adult\u00e9rio, colocaram-na no meio\u00a04e disseram-lhe: \u00abMestre, esta mulher foi apanhada a pecar em flagrante adult\u00e9rio.\u00a05Mois\u00e9s, na Lei, mandou-nos matar \u00e0 pedrada tais mulheres. E Tu que dizes?\u00bb 6Faziam-lhe esta pergunta para o fazerem cair numa armadilha e terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se para o ch\u00e3o, p\u00f4s-se a escrever com o dedo na terra. 7Como insistissem em interrog\u00e1-lo, ergueu-se e disse-lhes: \u00abQuem de v\u00f3s estiver sem pecado atire-lhe a primeira pedra!\u00bb \u00a08E, inclinando-se novamente para o ch\u00e3o, continuou a escrever na terra.\u00a09Ao ouvirem isto, foram saindo um a um, a come\u00e7ar pelos mais velhos, e ficou s\u00f3 Jesus e a mulher que estava no meio deles. 10Ent\u00e3o, Jesus ergueu-se e perguntou-lhe: \u00abMulher, onde est\u00e3o eles? Ningu\u00e9m te condenou?\u00bb 11Ela respondeu: \u00abNingu\u00e9m, Senhor.\u00bb Disse-lhe Jesus: \u00abTamb\u00e9m Eu n\u00e3o te condeno.\u201d [\u2026]<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Muitos s\u00e3o os que terminam a sua an\u00e1lise aqui.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se, de facto, o evangelho terminasse aqui, caberia defender um cristianismo que, em nome do acolhimento de todos, deveria acolher tudo, sem restri\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1, por\u00e9m, que recordar, com honestidade, que o evangelho termina com a afirma\u00e7\u00e3o<em> \u201cVai e de agora em diante n\u00e3o tornes a pecar.\u201d<\/em> (Jo 8,11b)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E este \u00e9 o \u2018detalhe\u2019 que os tempos relativistas parecem pretender esquecer. \u00c9 bom, ali\u00e1s, recordar que Jesus, nesta per\u00edcope, est\u00e1 a ser confrontado pelos especialistas na Lei, pelo que sabia que n\u00e3o podia colocar em causa a lei, sem que tal comportasse para Ele custos elevados. A sua abordagem \u00e9, ali\u00e1s, inteligent\u00edssima: responde, apresenta o novo, sem, por\u00e9m, colocar em causa o que lhe \u00e9 transmitido pela tradi\u00e7\u00e3o, sabedoria que a p\u00f3s-modernidade parece ter perdido: responde, apresenta o novo, mas n\u00e3o sabe recolher o que recebe da tradi\u00e7\u00e3o. Como recorda Lipovetsky, no seu livro \u2018o imp\u00e9rio do ef\u00e9mero\u2019, a categoria fundamental deste tempo \u00e9 a forma \u2018moda\u2019, entendida como a busca permanente do \u2018novo\u2019, num frenesim infinito\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 essa, por\u00e9m, a atitude de Jesus Cristo, nesta cena t\u00e3o humanamente profunda: uma \u00e9 a pessoa; outra bem distinta \u00e9 a sua a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E esta \u00e9 a novidade que o cristianismo tem para apresentar, neste contexto. E \u00e9 isto que \u00e9 dif\u00edcil de entender.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas discuss\u00f5es em que se problematiza a a\u00e7\u00e3o do cristianismo deveria explicitar-se de que se est\u00e1 a falar: de leis morais? Se sim, a lei moral, no prisma crist\u00e3o \u00e9 clara: h\u00e1 atos bons e atos maus; h\u00e1 atos ordenados e atos desordenados; h\u00e1 atos humanizadores e atos desumanizadores; h\u00e1 atos bondosos e atos maldosos; h\u00e1 pecado e virtude. Se estamos no plano da discuss\u00e3o sobre a lei, ent\u00e3o, o cristianismo tem a apresentar que todo o ato humano \u00e9 moralmente interpret\u00e1vel, pois n\u00e3o h\u00e1 atos neutros e in\u00f3cuos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, enfim, se estamos a falar das leis do Estado, ent\u00e3o, elas devem ser abstratas, abeirar-se, tanto quanto poss\u00edvel, da bondade moral e, por isso, a atitude crist\u00e3 deve ser clara: a lei deve ser justa, sob pena de redundar num sentimentalismo que pode gerar injusti\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se, por\u00e9m, estamos a falar sobre a pessoa concreta que os realiza, a atitude de Jesus Cristo \u00e9 a do acolhimento daquele que apresenta um cora\u00e7\u00e3o verdadeiramente dispon\u00edvel para a convers\u00e3o. [Mas, antes de progredirmos na reflex\u00e3o, sublinhemos este detalhe: o da disponibilidade para a convers\u00e3o. Na verdade, em muitas das discuss\u00f5es sobre mat\u00e9rias de natureza moral (sejam elas do \u00e2mbito da moral social &#8211; a atitude perante a pobreza, a injusti\u00e7a, a desigualdade, etc. \u2013 sejam do \u00e2mbito da moral pessoal \u2013 sobre o adult\u00e9rio, a viol\u00eancia sexual, as diversas orienta\u00e7\u00f5es, etc.), a pergunta sobre o que tem o cristianismo a dizer deveria sempre pressupor a disponibilidade para a convers\u00e3o, sem a qual o cristianismo fica reduzido a um moralismo e a uma descri\u00e7\u00e3o normativa, por um lado, aparentando ser arrogante a atitude dos que parecem pretender ter a norma final sobre como dever\u00e1 pensar-se o pr\u00f3prio cristianismo. A tenta\u00e7\u00e3o \u00e9, hoje, vulgar: em lugar de acolher o desafio que Jesus Cristo faz \u00e0 convers\u00e3o dos comportamentos arrisca-se legitimar os comportamentos pressupondo que Jesus Cristo os legitimaria. N\u00e3o o fez, em rela\u00e7\u00e3o ao adult\u00e9rio; n\u00e3o nos parece que o fizesse em rela\u00e7\u00e3o a outros mais modernos\u2026 Quem \u00e9 acolhida \u00e9 a mulher, a pessoa; n\u00e3o o seu \u2018pecado\u2019.]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 luz desta an\u00e1lise, h\u00e1 que concluir que o cristianismo tem a apresentar uma proposta que \u00e9, efetivamente, \u00fanica, singular. \u00c9 \u00fanica e singular porque encontra o adequado equil\u00edbrio entre dois extremos hoje t\u00e3o radicalizados: nem, em nome da perman\u00eancia da lei, se define como legalista, moralista ou indiferente \u00e0 pessoa; nem, em nome do acolhimento da pessoa, redunda num relativismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 este, como recordava Karl Barth, o \u2018terr\u00edvel\u2019 \u00abe\u00bb cat\u00f3lico: firmes nos princ\u00edpios \u00abe\u00bb acolhedores para com as pessoas. Nem a firmeza da lei sem o acolhimento da pessoa; nem o acolhimento sem a firmeza da lei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Face a isto, caber\u00e1 concluir que, nas comunidades crist\u00e3s, todos t\u00eam lugar, mas nem tudo tem lugar, pois h\u00e1 comportamentos que realizam a pessoa, na sua integralidade, na sua abertura ao outro e ao Outro, e h\u00e1 comportamentos que n\u00e3o a realizam e denunciam por si mesmos o fechamento em si pr\u00f3prio ou se bastam na busca do igual a si mesmo, como se o outro n\u00e3o nos merecesse um amor integral, mas fosse reduzido a uma condi\u00e7\u00e3o de alter-ego.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acolher o outro n\u00e3o significa, neste registo, aceitar a bondade das suas a\u00e7\u00f5es. Pode significar, mesmo, o dever de, em nome da corre\u00e7\u00e3o fraterna (t\u00e3o presente nas primeiras comunidades e, ainda hoje, nas ordens religiosas: porque n\u00e3o nas demais comunidades crist\u00e3s?), lhe evidenciar que a sua a\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 bondosa ou humanamente plena, mas que a pessoa que ele \u00e9, e sempre dispon\u00edvel \u00e0 convers\u00e3o, \u00e9 acolhida por Deus, acolhimento que se expressa, de forma concreta, na comunidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Daqui dimana um desafio duplo: para a sociedade, aceitando este repto feito pelo cristianismo de acolher todos, ainda que problematizando os comportamentos; para as comunidades crist\u00e3s, sabendo distinguir entre o dever de evidenciar a verdade da integralidade do agir moral, sem, por\u00e9m, deixar de acolher cada um que nelas procura ref\u00fagio e cuidado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 a atitude do Bom pastor, t\u00e3o belamente retratado na igreja de Santa Madalena, em Vezelay, numa das colunas onde Jesus Cristo \u00e9 apresentado como carregando aos ombros o traidor e suicida Judas Iscariotes. Tom\u00e1-lo em ombros n\u00e3o significa legitimar a trai\u00e7\u00e3o e o suic\u00eddio, mas permitir o \u2018gotejar\u2019 da esperan\u00e7a numa boca sequiosa\u2026<\/p>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: right;\">*Professor, Presidente da Comiss\u00e3o Diocesana da Cultura<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Autor de &#8216;Bem-nascido&#8230; Mal-nascido&#8230; Do &#8216;filho perfeito&#8221; ao filho humano&#8217;, &#8216;Ensaios <em>de<\/em> liberdade&#8217; e de &#8216;Teologia, ci\u00eancia e verdade: fundamentos para a defini\u00e7\u00e3o do estatuto epistemol\u00f3gico da Teologia, segundo Wolfhart Pannenberg&#8217;<\/h6>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Imagem: Capitel da Bas\u00edlica de Santa Madalena, s\u00e9c. XII [Vezelay] | Retrata Judas enforcado e Jesus a lev\u00e1-lo aos ombros | Recolhida <a href=\"https:\/\/portugues.clonline.org\/not%C3%ADcias\/igreja\/2016\/07\/11\/sujar-as-m%C3%A3os-como-jesus\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[Republica\u00e7\u00e3o | artigo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":16453,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[55],"tags":[],"class_list":["post-16452","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-luis-manuel-pereira-da-silva"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16452","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16452"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16452\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16456,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16452\/revisions\/16456"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16453"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16452"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16452"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16452"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}