{"id":16216,"date":"2023-07-01T12:47:06","date_gmt":"2023-07-01T11:47:06","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=16216"},"modified":"2023-07-01T12:47:06","modified_gmt":"2023-07-01T11:47:06","slug":"tiago-ramalho-as-leis-da-cidade-6-o-para-que-do-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/tiago-ramalho-as-leis-da-cidade-6-o-para-que-do-estado\/","title":{"rendered":"Tiago Ramalho | As leis da cidade 6 | O para qu\u00ea do Estado"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: right;\"><em>As leis da cidade<\/em> | Espa\u00e7o dedicado a textos sobre legisla\u00e7\u00e3o<\/h6>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Tiago Azevedo Ramalho<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">[O texto introdut\u00f3rio pode consultar-se <a href=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/tiago-ramalho-as-leis-da-cidade-1-a-revisao-da-constituicao-1\/\">aqui<\/a>.]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; 10.<u> <em>As tarefas fundamentais do Estado.<\/em><\/u><em> \u2013 <\/em>Inicia o texto constitucional com um conjunto de \u00abprinc\u00edpios fundamentais\u00bb (artigos 1.\u00ba a 11.\u00ba) entendidos como grandes linhas de refer\u00eancia da organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica portuguesa: a caracteriza\u00e7\u00e3o dos seus elementos constituintes \u2013 o poder pol\u00edtico soberano de uma Rep\u00fablica organizada como Estado de Direito democr\u00e1tico (1.\u00ba e 2.\u00ba, 6.\u00ba e 10.\u00ba), o c\u00edrculo de cidad\u00e3os (4.\u00ba) e a delimita\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio (5.\u00ba) \u2013, os grandes crit\u00e9rios de ac\u00e7\u00e3o nas rela\u00e7\u00f5es internacionais (7.\u00ba), o modo de recep\u00e7\u00e3o do Direito Internacional (8.\u00ba), as tarefas fundamentais do Estado (9.\u00ba) e os s\u00edmbolos nacionais (11.\u00ba).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Numa perspetiva geral, os diferentes projetos parecem rever-se nestas grandes linhas de refer\u00eancia \u2013 ali\u00e1s, se o n\u00e3o fizessem, espelhariam uma inten\u00e7\u00e3o de ruptura constitucional. Assim, s\u00e3o naturalmente de pormenor \u2013 mas nalguns casos especialmente relevantes enquanto espelho de novas preocupa\u00e7\u00f5es pol\u00edticas \u2013 as propostas feitas neste \u00e2mbito dos \u00abprinc\u00edpios fundamentais\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Duas for\u00e7as pol\u00edticas prop\u00f5em modifica\u00e7\u00f5es no <em>incipit <\/em>da Constitui\u00e7\u00e3o, o seu artigo primeiro. Procura-o o Partido Chega, propondo inserir-se que a Rep\u00fablica portuguesa se baseia, n\u00e3o s\u00f3 \u00abna dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade livre, justa e solid\u00e1ria\u00bb, como igualmente no \u00abtrabalho\u00bb, e o PAN, que prop\u00f5e uma refer\u00eancia \u00e0 dimens\u00e3o intergeracional da constru\u00e7\u00e3o da sociedade e ao respeito pela natureza e pelos animais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais at\u00e9 do que discutir o m\u00e9rito destas propostas \u2013 com uma outra formula\u00e7\u00e3o, tender\u00e1 a ser poss\u00edvel um consenso alargado acerca do seu valor \u2013, ser\u00e1 talvez de ponderar o lugar mais apropriado para as verter no texto constitucional. Em lugar do artigo 1.\u00ba \u2013 norma que, j\u00e1 na vers\u00e3o atual, padece de certa prolixidade \u2013, parece realmente mais ajustado considerar o art. 7.\u00ba, relativo aos crit\u00e9rios de ac\u00e7\u00e3o do Estado a n\u00edvel internacional, e o art. 9.\u00ba, relativo \u00e0s tarefas fundamentais do Estado, como os lugares pr\u00f3prios para altera\u00e7\u00f5es. E assim entenderam, ali\u00e1s, a generalidade das for\u00e7as pol\u00edticas cujos projetos tocaram normas integrantes do princ\u00edpio do texto constitucional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assinalam-se v\u00e1rias converg\u00eancias. Primeiro: a preocupa\u00e7\u00e3o com a coes\u00e3o territorial e o ordenamento do territ\u00f3rio, mat\u00e9ria que, nestas \u00faltimas d\u00e9cadas, assumiu primeira relev\u00e2ncia, dada a grosseira assimetria entre regi\u00f5es. \u00c9 ponto devidamente destacado por v\u00e1rios projectos (9.\u00ba, e) PAN; 9.\u00ba, g) e i) PSD; 9.\u00ba, g) PCP; 9.\u00ba, h) e f) PS). Segundo: a justi\u00e7a intergeracional (9.\u00ba, e) PAN; 9.\u00ba, a) CH). Terceiro: o desenvolvimento sustent\u00e1vel (9.\u00ba, a) PS, 9.\u00ba, a) CH). Quarto: o respeito pelo ambiente, seja no cuidado dos recursos naturais, seja na protec\u00e7\u00e3o a animais, seja na preocupa\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica (7.\u00ba, 2 PSD; 7.\u00ba, 8 BE; 9.\u00ba, e) PAN; 9.\u00ba, f) PS; 9.\u00ba, e) L). Detectam-se, em suma, v\u00e1rios \u00abconsensos de sobreposi\u00e7\u00e3o\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outras propostas de altera\u00e7\u00e3o ao artigo 9.\u00ba circunscrevem-se aos projectos particulares da cada for\u00e7a pol\u00edtica: a erradica\u00e7\u00e3o da pobreza (9.\u00ba, d) PS); a protec\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio cultural do povo portugu\u00eas (9.\u00ba, e) PS); a promo\u00e7\u00e3o de la\u00e7os com comunidades portuguesas resistentes no estrangeiro (9.\u00ba, j) PS); a garantia da independ\u00eancia nacional e a protec\u00e7\u00e3o de fronteiras, com certa l\u00f3gica securit\u00e1ria (9.\u00ba, a) e i) CH); a promo\u00e7\u00e3o do \u00ablivre desenvolvimento de personalidade de cada cidad\u00e3o\u00bb (9.\u00ba, d) CH); o combate a todas as formas de discrimina\u00e7\u00e3o (9.\u00ba, h) L); e a promo\u00e7\u00e3o de uma adequada integra\u00e7\u00e3o de imigrantes (9., i) PCP).<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: right;\">Imagem de\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/12813914-12813914\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=4291292\">Manfred Zajac<\/a>\u00a0por\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=4291292\">Pixabay<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As leis da<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":16217,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[193,144],"tags":[],"class_list":["post-16216","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-as-leis-da-cidade","category-tiago-azevedo-ramalho"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16216","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16216"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16216\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16218,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16216\/revisions\/16218"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16217"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16216"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16216"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16216"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}