{"id":1598,"date":"2017-07-16T17:34:51","date_gmt":"2017-07-16T16:34:51","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=1598"},"modified":"2017-07-16T17:34:51","modified_gmt":"2017-07-16T16:34:51","slug":"xvi-domingo-do-tempo-comum-ano-a","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/xvi-domingo-do-tempo-comum-ano-a\/","title":{"rendered":"XVI Domingo do Tempo Comum (Ano A)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">Pe. Franclim Pacheco<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-1600 aligncenter\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/XVI-Comum-1-724x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"724\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/XVI-Comum-1-724x1024.jpg 724w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/XVI-Comum-1-212x300.jpg 212w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/XVI-Comum-1-768x1086.jpg 768w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/XVI-Comum-1-600x848.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 724px) 100vw, 724px\" \/> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1602 aligncenter\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/XVI-Comum-2-1024x561.jpg\" alt=\"\" width=\"714\" height=\"391\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/XVI-Comum-2-1024x561.jpg 1024w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/XVI-Comum-2-300x164.jpg 300w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/XVI-Comum-2-768x421.jpg 768w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/XVI-Comum-2-600x329.jpg 600w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/XVI-Comum-2-547x300.jpg 547w\" sizes=\"auto, (max-width: 714px) 100vw, 714px\" \/><\/p>\n<p>Breve coment\u00e1rio<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Continuamos a escutar neste domingo o discurso das par\u00e1bolas em que \u00e9 revelado progressivamente o mist\u00e9rio do Reino de Deus ou, na linguagem do evangelista Mateus, do Reino dos C\u00e9us. Habitualmente n\u00e3o \u00e9 feita a explica\u00e7\u00e3o das par\u00e1bolas. A par\u00e1bola do trigo e do joio \u00e9 uma das poucas, juntamente com a do semeador, que \u00e9 interpretada. Mas a par\u00e1bola e a sua interpreta\u00e7\u00e3o s\u00e3o colocadas em dois contextos, com destinat\u00e1rios diferentes: a par\u00e1bola \u00e9 dirigida \u00e0 multid\u00e3o enquanto a explica\u00e7\u00e3o \u00e9 dada apenas aos disc\u00edpulos em casa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Sem ter em conta a interpreta\u00e7\u00e3o, \u00e9 f\u00e1cil identificar o sentido da boa semente\/trigo com a \u00abpalavra do reino\u00bb (Mt 13,19) da par\u00e1bola do semeador. Tal como naquela par\u00e1bola existe um opositor, o maligno, assim na nova par\u00e1bola h\u00e1 o \u00abinimigo\u00bb que semeia o joio, opondo-se, desta maneira, \u00e0 miss\u00e3o de Jesus que proclama o evangelho do Reino. Ao tempo da comunidade, a par\u00e1bola constitui uma resposta \u00e0s dificuldades dos disc\u00edpulos que constatam as resist\u00eancias e a rejei\u00e7\u00e3o da parte dum grupo crescente de judeus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A resposta que a par\u00e1bola d\u00e1 pode ser resumida assim: a oposi\u00e7\u00e3o \u00e9 obra do advers\u00e1rio; bem e mal, crentes e incr\u00e9dulos coexistem ao longo da hist\u00f3ria que vai do primeiro an\u00fancio ao ju\u00edzo definitivo; no tempo interm\u00e9dio n\u00e3o se podem antecipar o ju\u00edzo e a separa\u00e7\u00e3o reservados para o fim e que s\u00e3o da compet\u00eancia do Senhor, \u00fanico juiz; este \u00e9 o tempo de crescimento e de actua\u00e7\u00e3o da palavra proclamada e acolhida, isto \u00e9, o tempo da miss\u00e3o, da paciente e perseveran\u00e7a espera.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tamb\u00e9m \u00e9 f\u00e1cil estabelecer os pontos de contacto entre as duas par\u00e1bolas g\u00e9meas do gr\u00e3o de mostarda e do fermento. Os elementos narrativos est\u00e3o dispostos de modo a dar realce ao contraste entre um in\u00edcio pequeno e insignificante e o momento final: o gr\u00e3o de mostarda era conhecido popularmente como a semente mais pequena, podendo tornar-se, em condi\u00e7\u00f5es ambientais favor\u00e1veis, numa \u00e1rvore de 3\/4 metros de altura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O mesmo contraste est\u00e1 presente numa pequena por\u00e7\u00e3o de fermento colocado em tr\u00eas medidas farinha, ou seja, a cerca de 60\/70 quilos. Aos judeus que aguardam uma manifesta\u00e7\u00e3o prod\u00edgios e triunfalista do Reino de Deus, o evangelista responde com a hist\u00f3ria paradoxal destas duas par\u00e1bolas. A manifesta\u00e7\u00e3o da realeza de Deus \u00e9 insignificante, mas a esperan\u00e7a dos disc\u00edpulos, como a de Jesus, est\u00e1 projectada para o cumprimento final que corresponde \u00e0s promessas de Deus testemunhadas pelas Escrituras. De facto, quando o evangelista Mateus escreve aos crist\u00e3os do seu tempo, j\u00e1 se come\u00e7am a ver sinais da abertura mission\u00e1ria da Igreja aos povos, preanunciada por Ezequiel (17,22-23) na imagem dos p\u00e1ssaros que se acolhem \u00e0 sombra da \u00e1rvore plantada por Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mateus conclui as tr\u00eas par\u00e1bolas com uma breve reflex\u00e3o sobre o significado de falar em par\u00e1bolas: trata-se da revela\u00e7\u00e3o do reino aos crentes (disc\u00edpulos) e o ocultar do projecto de Deus aos n\u00e3o-crentes (judeus). Este modo de ver corresponde \u00e0 vis\u00e3o hist\u00f3rico-salv\u00edfica de Mateus, apresentada como de costume numa cita\u00e7\u00e3o b\u00edblica adaptada com liberdade ao contexto. Nas par\u00e1bolas de Jesus cumpre-se a palavra prof\u00e9tica do Antigo Testamento, quer para a forma \u00abem par\u00e1bolas\u00bb quer para o conte\u00fado, ou seja a revela\u00e7\u00e3o do des\u00edgnio misterioso de Deus que abra\u00e7a toda a hist\u00f3ria salv\u00edfica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Na parte final o cen\u00e1rio muda. Jesus volta a entrar em casa e os disc\u00edpulos pedem-lhe que explique a par\u00e1bola do joio. Mas, ao lermos com aten\u00e7\u00e3o, verificamos que estamos perante um novo texto que s\u00f3 vagamente tem a ver com a par\u00e1bola do joio. Pela linguagem usada v\u00ea-se que se trata duma catequese tardia adaptada \u00e0 comunidade crist\u00e3 de origem judaica, com o objectivo de a incentivar num tempo de desmotiva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. 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