{"id":15441,"date":"2022-12-31T10:53:38","date_gmt":"2022-12-31T10:53:38","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=15441"},"modified":"2022-12-31T10:53:38","modified_gmt":"2022-12-31T10:53:38","slug":"bento-xvi-ele-amou-nos-primeiro-e-continua-a-ser-o-primeiro-a-amar-nos-por-isso-tambem-nos-podemos-responder-com-o-amor-dce-17","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/bento-xvi-ele-amou-nos-primeiro-e-continua-a-ser-o-primeiro-a-amar-nos-por-isso-tambem-nos-podemos-responder-com-o-amor-dce-17\/","title":{"rendered":"Bento XVI: &#8216;Ele amou-nos primeiro e continua a ser o primeiro a amar-nos; por isso, tamb\u00e9m n\u00f3s podemos responder com o amor.&#8217; (DCE 17)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">Bento XVI, o &#8216;sapient\u00edssimo&#8217;, pela sua pr\u00f3pria palavra:<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\" align=\"left\">(<em>Deus Caritas est<\/em> 17)<\/p>\n<p align=\"left\">\n<figure id=\"attachment_15443\" aria-describedby=\"caption-attachment-15443\" style=\"width: 584px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-15443 size-full\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/8.jpg\" alt=\"\" width=\"584\" height=\"391\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/8.jpg 584w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/8-300x201.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 584px) 100vw, 584px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-15443\" class=\"wp-caption-text\">SNPC | Vaticano, dezembro de 2009<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"left\">&#8220;Com efeito, ningu\u00e9m jamais viu a Deus tal como Ele \u00e9 em Si mesmo. E, contudo, Deus n\u00e3o nos \u00e9 totalmente invis\u00edvel, n\u00e3o se deixou ficar pura e simplesmente inacess\u00edvel a n\u00f3s. Deus amou-nos primeiro \u2014 diz a <i>Carta de Jo\u00e3o<\/i>\u00a0citada (cf. 4, 10) \u2014 e este amor de Deus apareceu no meio de n\u00f3s, fez-se vis\u00edvel quando Ele \u00ab enviou o seu Filho unig\u00e9nito ao mundo, para que, por Ele, vivamos \u00bb (<i>1 Jo<\/i>\u00a04, 9). Deus fez-Se vis\u00edvel: em Jesus, podemos ver o Pai (cf.<i>\u00a0Jo<\/i>\u00a014, 9). Existe, com efeito, uma m\u00faltipla visibilidade de Deus. Na hist\u00f3ria de amor que a B\u00edblia nos narra, Ele vem ao nosso encontro, procura conquistar-nos \u2014 at\u00e9 \u00e0 \u00daltima Ceia, at\u00e9 ao Cora\u00e7\u00e3o trespassado na cruz, at\u00e9 \u00e0s apari\u00e7\u00f5es do Ressuscitado e \u00e0s grandes obras pelas quais Ele, atrav\u00e9s da ac\u00e7\u00e3o dos Ap\u00f3stolos, guiou o caminho da Igreja nascente. Tamb\u00e9m na sucessiva hist\u00f3ria da Igreja, o Senhor n\u00e3o esteve ausente: incessantemente vem ao nosso encontro, atrav\u00e9s de homens nos quais Ele Se revela; atrav\u00e9s da sua Palavra, nos Sacramentos, especialmente na Eucaristia. Na liturgia da Igreja, na sua ora\u00e7\u00e3o, na comunidade viva dos crentes, n\u00f3s experimentamos o amor de Deus, sentimos a sua presen\u00e7a e aprendemos deste modo tamb\u00e9m a reconhec\u00ea-la na nossa vida quotidiana. Ele amou-nos primeiro, e continua a ser o primeiro a amar-nos; por isso, tamb\u00e9m n\u00f3s podemos responder com o amor. Deus n\u00e3o nos ordena um sentimento que n\u00e3o possamos suscitar em n\u00f3s pr\u00f3prios. Ele ama-nos, faz-nos ver e experimentar o seu amor, e desta \u00ab antecipa\u00e7\u00e3o \u00bb de Deus pode, como resposta, despontar tamb\u00e9m em n\u00f3s o amor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"left\">No desenrolar deste encontro, revela-se com clareza que o amor n\u00e3o \u00e9 apenas um sentimento. Os sentimentos v\u00e3o e v\u00eam. O sentimento pode ser uma maravilhosa centelha inicial, mas n\u00e3o \u00e9 a totalidade do amor. Ao in\u00edcio, fal\u00e1mos do processo das purifica\u00e7\u00f5es e amadurecimentos, pelos quais o\u00a0<i>eros\u00a0<\/i>se torna plenamente ele mesmo, se torna amor no significado cabal da palavra. \u00c9 pr\u00f3prio da maturidade do amor abranger todas as potencialidades do homem e incluir, por assim dizer, o homem na sua totalidade. O encontro com as manifesta\u00e7\u00f5es vis\u00edveis do amor de Deus pode suscitar em n\u00f3s o sentimento da alegria, que nasce da experi\u00eancia de ser amados. Tal encontro, por\u00e9m, chama em causa tamb\u00e9m a nossa vontade e o nosso intelecto. O reconhecimento do Deus vivo \u00e9 um caminho para o amor, e o sim da nossa vontade \u00e0 d&#8217;Ele une intelecto, vontade e sentimento no acto globalizante do amor. Mas isto \u00e9 um processo que permanece continuamente em caminho: o amor nunca est\u00e1 \u00ab conclu\u00eddo \u00bb e completado; transforma-se ao longo da vida, amadurece e, por isso mesmo, permanece fiel a si pr\u00f3prio.\u00a0<i>Idem velle atque idem nolle<\/i>\u00a0\u2014 querer a mesma coisa e rejeitar a mesma coisa \u00e9, segundo os antigos, o aut\u00eantico conte\u00fado do amor: um tornar-se semelhante ao outro, que leva \u00e0 uni\u00e3o do querer e do pensar. A hist\u00f3ria do amor entre Deus e o homem consiste precisamente no facto de que esta comunh\u00e3o de vontade cresce em comunh\u00e3o de pensamento e de sentimento e, assim, o nosso querer e a vontade de Deus coincidem cada vez mais: a vontade de Deus deixa de ser para mim uma vontade estranha que me imp\u00f5em de fora os mandamentos, mas \u00e9 a minha pr\u00f3pria vontade, baseada na experi\u00eancia de que realmente Deus \u00e9 mais \u00edntimo a mim mesmo de quanto o seja eu pr\u00f3prio. Cresce ent\u00e3o o abandono em Deus, e Deus torna-Se a nossa alegria (cf.<i>\u00a0Sal\u00a0<\/i>73\/72, 23-28).&#8221;<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: right;\" align=\"left\">Foto: <a href=\"https:\/\/www.snpcultura.org\/bento_xvi_85_anos_85_fotos.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">SNPC &#8211; F\u00e1tima, maio de 2010<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bento XVI, o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":15442,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11,156],"tags":[],"class_list":["post-15441","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-acontece","category-efemerides"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15441","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15441"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15441\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15444,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15441\/revisions\/15444"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15442"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15441"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15441"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15441"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}