{"id":1513,"date":"2017-07-09T22:43:50","date_gmt":"2017-07-09T21:43:50","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=1513"},"modified":"2017-07-09T22:44:53","modified_gmt":"2017-07-09T21:44:53","slug":"xv-domingo-do-tempo-comum-ano-a","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/xv-domingo-do-tempo-comum-ano-a\/","title":{"rendered":"XV Domingo do Tempo Comum (Ano A)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">Pe. Franclim Pacheco<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1514 size-large\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/MT-XV-Domingo-1-724x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"724\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/MT-XV-Domingo-1-724x1024.jpg 724w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/MT-XV-Domingo-1-212x300.jpg 212w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/MT-XV-Domingo-1-768x1086.jpg 768w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/MT-XV-Domingo-1-600x848.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 724px) 100vw, 724px\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1515 aligncenter\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/MT-XV-Domingo-2-1024x600.jpg\" alt=\"\" width=\"641\" height=\"375\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/MT-XV-Domingo-2-1024x600.jpg 1024w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/MT-XV-Domingo-2-300x176.jpg 300w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/MT-XV-Domingo-2-768x450.jpg 768w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/MT-XV-Domingo-2-600x352.jpg 600w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/MT-XV-Domingo-2-512x300.jpg 512w\" sizes=\"auto, (max-width: 641px) 100vw, 641px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Breve coment\u00e1rio<br \/>\nCom o texto deste domingo come\u00e7a o discurso central do evangelho de Mateus, o discurso das par\u00e1bolas, em que o evangelista re\u00fane toda uma s\u00e9rie de ensinamentos de Jesus acerca do mist\u00e9rio do Reino. A \u00abcasa\u00bb donde Jesus sai \u00e9 aquela onde ele mora em Cafarnaum e onde se encontra com os seus disc\u00edpulos para os instruir e a sua sa\u00edda \u00e9 posta em rela\u00e7\u00e3o com a do semeador (saiu Jesus &#8211; saiu o semeador). O seu \u00absair\u00bb tem como objectivo f\u00edsico ou concreto a margem do lago de Genesar\u00e9, embora o texto lhe chame mar, usando a linguagem comum. A sua sa\u00edda atrai uma multid\u00e3o que o obriga a subir para um barco para da\u00ed lhes falar, usando a linguagem das par\u00e1bolas.<br \/>\nPar\u00e1bola \u00e9 uma narrativa, imaginada ou verdadeira, que se apresenta com o fim de ensinar uma verdade. Difere da alegoria porque esta personifica atributos e qualidades pessoais como termos de compara\u00e7\u00e3o, ao passo que a par\u00e1bola faz-nos ver as pessoas na sua maneira de proceder e de viver. Tamb\u00e9m difere da f\u00e1bula, onde encontramos seres fantasiosos, j\u00e1 que aquela se limita ao que \u00e9 humano e poss\u00edvel.<br \/>\nO emprego cont\u00ednuo que Jesus fez das par\u00e1bolas est\u00e1 em perfeita concord\u00e2ncia com o m\u00e9todo de ensino feito ao povo no templo e na sinagoga. Elas aparecem no Antigo Testamento (2Sm 12,1-4) e de modo especial nos profetas (Is 5,1-12; Ez 17,1-10). Os escribas e doutores da Lei faziam grande uso das par\u00e1bolas e da linguagem figurada para ilustrar o seu ensino. Assim eram as Haggadoth [plural de haggadah = narra\u00e7\u00f5es] dos livros rab\u00ednicos. A par\u00e1bola tantas vezes usada por Jesus no seu minist\u00e9rio (Mc 4,34) servia para esclarecer os seus ensinamentos, referindo-se \u00e0 vida comum e aos interesses humanos, para manifestar a natureza do seu reino e para experimentar a disposi\u00e7\u00e3o dos seus ouvintes (Mt 21,45; Lc 20,19). Era um m\u00e9todo muito usado no Oriente, apropriado ao ensino indirecto dos valores e das realidades da vida.<br \/>\nA narra\u00e7\u00e3o fala dum semeador, n\u00e3o dum lavrador, e a sua actividade \u00e9 caracterizada pelo contraste entre perda de sementes (13,4-7) e fruto abundante (13,8). Al\u00e9m disso devemos notar uma diferen\u00e7a entre a riqueza dos pormenores com que \u00e9 descrita a perda das sementes e a forma concisa do fruto abundante. Mas \u00e0 quantidade das experi\u00eancias de insucesso e de desilus\u00e3o representadas pelas v\u00e1rias perdas de sementes (\u00e0 beira do caminho&#8230; em terreno pedregoso&#8230; entre espinhos&#8230;) contrap\u00f5e-se a grande colheita que faz esquecer a experi\u00eancia negativa da perda. De facto, espinhos e partes pedregosas eram comuns na terra da Palestina da \u00e9poca e os carreiros pisados que atravessavam os campos eram impenetr\u00e1veis para as sementes. As numerosas cavernas existentes abrigavam pombas e pardais que aguardavam as sementes para se alimentarem.<br \/>\n\u00c0 pergunta \u00abporqu\u00ea as par\u00e1bolas?\u00bb Jesus diz que fala assim pelo facto de as multid\u00f5es n\u00e3o compreenderem. Ele n\u00e3o pretende for\u00e7ar a entender. De facto, at\u00e9 agora Jesus falou e agiu com clareza, mas as multid\u00f5es nada compreenderam; tendo em conta isto, recorre \u00e0 linguagem das par\u00e1bolas que, sendo mais velada, poder\u00e1 estimular as multid\u00f5es a pensar mais e melhor, a reflectir nos obst\u00e1culos que impedem a sua compreens\u00e3o do ensinamento do Jesus. Parecem repetir-se as circunst\u00e2ncias do tempo de Isa\u00edas, quando o povo estava fechado \u00e0 mensagem de Deus (Is 6,9-10).<br \/>\nOs disc\u00edpulos s\u00e3o aqueles que acolheram em Jesus e na sua palavra a misteriosa revela\u00e7\u00e3o da senhoria de Deus e, por isso, s\u00e3o destinat\u00e1rios da promessa que diz respeito \u00e0 sua condi\u00e7\u00e3o final: a posse plena dos bens messi\u00e2nicos. Em rela\u00e7\u00e3o aos outros realiza-se a amea\u00e7a do ju\u00edzo que se refere ao servo que, com medo, escondeu o talento do seu senhor: \u00abser-lhe-\u00e1 tirado o que tem\u00bb. \u00c9 a perda das prerrogativas ligadas ao estatuto de povo de Deus, na sequ\u00eancia da longa hist\u00f3ria de infidelidades de Israel de que faz eco o texto de Isa\u00edas com a refer\u00eancia \u00e0 cegueira e \u00e0 surdez que impedem a cura, isto \u00e9, a salva\u00e7\u00e3o. Os disc\u00edpulos crentes s\u00e3o declarados \u00abfelizes\u00bb porque participam daquela \u00e9poca messi\u00e2nica esperada por \u00abprofetas e justos\u00bb do Antigo Testamento.<br \/>\nA explica\u00e7\u00e3o da par\u00e1bola atinge o seu cume ao apresentar o ouvinte ideal: aquele que escuta e compreende a Palavra, isto \u00e9, p\u00f5e-na em pr\u00e1tica de forma activa e perseverante. Esta \u00e9 a base para a apresenta\u00e7\u00e3o das outras situa\u00e7\u00f5es de inconst\u00e2ncia e infidelidade, de perseveran\u00e7a por causa da tribula\u00e7\u00e3o e da persegui\u00e7\u00e3o que se exprime em insultos, cal\u00fanias, acusa\u00e7\u00f5es e rejei\u00e7\u00f5es. Todas estas circunst\u00e2ncias fazem parte do dia-a-dia da comunidade de crist\u00e3os a quem o evangelho de Mateus \u00e9 dirigido.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Franclim Pacheco<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1516,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46,18,13,54],"tags":[],"class_list":["post-1513","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-autores","category-olhar-sobre-os-evangelhos","category-olhares","category-pe-julio-franclim-do-couto-e-pacheco"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1513","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1513"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1513\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1517,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1513\/revisions\/1517"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1516"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1513"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1513"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1513"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}