{"id":150,"date":"2017-01-16T18:55:11","date_gmt":"2017-01-16T18:55:11","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=150"},"modified":"2017-05-19T14:10:26","modified_gmt":"2017-05-19T14:10:26","slug":"150","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/150\/","title":{"rendered":"Leituras que nos abrem para a grande quest\u00e3o do sentido"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Leituras que nos abrem para a grande quest\u00e3o do sentido,<\/strong><br \/>\nJorge Pires Ferreira<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-151\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/as-minhas-leituras.jpg\" alt=\"as-minhas-leituras\" width=\"300\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/as-minhas-leituras.jpg 300w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/as-minhas-leituras-200x300.jpg 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><br \/>\n<em><span style=\"text-decoration: underline;\">A minhas leituras<\/span><\/em><br \/>\nLuigi Giussani |\u00a0Tenacitas |\u00a0232 p\u00e1ginas<\/p>\n<p>Luigi Giussani (1922-2005) \u00e9 mais conhecido como o padre que fundou o movimento Comunh\u00e3o e Liberta\u00e7\u00e3o, na d\u00e9cada de 1950, hoje presente em mais de 70 pa\u00edses, incluindo Portugal. Menos conhecida ser\u00e1 a sua faceta de apreciador e mesmo estudioso da literatura e do cinema. \u201cAmante\u201d talvez seja a palavra mais adequada.<\/p>\n<p>Na realidade, Giussani sempre se dedicou a mostrar a \u201cpertin\u00eancia da f\u00e9\u201d para com as \u201cexig\u00eancias da vida\u201d, como afirma o objetivo b\u00e1sico do movimento Comunh\u00e3o e Liberta\u00e7\u00e3o. E nas exig\u00eancias da vida sobressaem as da cultura. Ou antes, pelas grandes obras culturais passam os dramas, alegrias, sofrimentos, absurdos e reden\u00e7\u00f5es da vida humana. Da\u00ed que, no programa educativo do seu movimento, que come\u00e7ou e \u00e9 em grande parte juvenil, esteja a leitura e medita\u00e7\u00e3o de textos. N\u00e3o necessariamente cat\u00f3licos. E para facilitar a leitura, Giussani criou a cole\u00e7\u00e3o \u201cOs livros do esp\u00edrito crist\u00e3o\u201d, na qual editou em 1996 este \u201cAs minhas leituras\u201d, que foi publicado em Portugal em 2010, dando t\u00edtulo a uma nova cole\u00e7\u00e3o da editora Tenacitas.<\/p>\n<p>Em \u201cAs minhas leituras\u201d est\u00e3o reunidas 12 confer\u00eancias sobre autores ou obras liter\u00e1rias, a que se juntam tr\u00eas textos sobre filmes. Vale a pena referi-los, pois, num livro com este, pode-se come\u00e7ar por qualquer lado. E um autor familiar pode levar-nos a outros desconhecidos. E num at\u00e9 agora desconhecido podemo-nos confrontar \u201ccom as palavras cheias de arte e de engenho da melhor literatura e, atrav\u00e9s dela, com quest\u00f5es mais agudas da consci\u00eancia humana\u201d, como se afirma na nota do editor da edi\u00e7\u00e3o portuguesa. Os t\u00edtulos, ent\u00e3o:<\/p>\n<ol>\n<li>Giacomo Leopardi no auge do seu g\u00e9nio prof\u00e9tico<\/li>\n<li>Uma leitura de Pascoli sobre os \u00faltimos destinos<\/li>\n<li>O drama de Clemente Rebora<\/li>\n<li>O problema da convers\u00e3o em Ada Negri<\/li>\n<li>A forma do eu: Dante e S\u00e3o Paulo<\/li>\n<li>Montale, a raz\u00e3o e o imprevisto<\/li>\n<li>O amor como gerador do humano. Leitura de <em>A Anuncia\u00e7\u00e3o a Maria<\/em>, de Paul Claudel<\/li>\n<li>Consci\u00eancia da Igreja no mundo moderno, nos <em>Coros de \u00abA Rocha\u00bb<\/em>, de T. S. Eliot<\/li>\n<li>A descoberta de D. Juan. Leitura de <em>Miguel Ma\u00f1ara<\/em>, de O. V. Milosz<\/li>\n<li>A voz que resiste nas trevas. \u00c0 volta das poesias e de um romance de Par Lagerkvist<\/li>\n<li>Reavivar o humano. Sobre algumas cartas de Emmanuel Mounier<\/li>\n<li>A liberdade e a gratuidade. \u00c0 volta de duas p\u00e1ginas de Charles P\u00e9guy<\/li>\n<\/ol>\n<p>Os t\u00edtulos dos textos tr\u00eas filmes:<\/p>\n<ol start=\"13\">\n<li>O \u00edmpeto da vida. Sobre o filme de <em>Ordet<\/em>, de C. T. Dreyer<\/li>\n<li>A trag\u00e9dia do moralismo. Sobre o filme <em>Dies Irae<\/em>, de C. T. Dreyer<\/li>\n<li>O car\u00e1cter concreto do sentido religioso. Sobre o filme <em>Deus precisa dos homens<\/em>, de J. Delannoy.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Entrei neste livro pelo texto n\u00famero 8, relativo a T. S. Eliot, um autor de que tinha lido os \u201cQuatro Quartetos\u201d (\u00c1tica), mas n\u00e3o \u201cTerra desolada\u201d, e alguns dos \u201cEnsaios Escolhidos\u201d (Cotovia), mas sem ter visto o musical \u201cCats\u201d (sim, inspira-se numa s\u00e9rie de poemas de Eliot sobre a \u201cpsicologia felina\u201d). Fiquei a conhecer os admir\u00e1veis versos dos Coros de \u201cA Rocha\u201d sobre a posi\u00e7\u00e3o da Igreja num mundo que j\u00e1 n\u00e3o a quer, um mundo que transforma igrejas em lojas, que ao fim de semana passeia de carro ou, se estiver mau tempo, fica \u201cem casa a ler os jornais\u201d \u2013 ou nas redes sociais \u2013 e sobre como os pr\u00f3prios crist\u00e3os s\u00e3o assaltados pelo ceticismo. \u201cTer\u00e1 sido a Igreja que abandonou a humanidade ou foi a humanidade que abandonou a Igreja?\u201d, interrogava-se Giussani, a partir do poema de Eliot, nas tr\u00eas confer\u00eancias que deram origem ao oitavo texto. \u201cA resposta [de Eliot] \u00e9 afirmativa em ambos os casos\u201d, diz Giussani. E isso provoca-nos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Leituras que<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":454,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"image","meta":{"footnotes":""},"categories":[48,46,9],"tags":[],"class_list":["post-150","post","type-post","status-publish","format-image","has-post-thumbnail","hentry","category-antonio-jorge-pires-ferreira","category-autores","category-programa-diocesano-de-livros-e-leituras","post_format-post-format-image"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=150"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":455,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150\/revisions\/455"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/454"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=150"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=150"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=150"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}