{"id":14714,"date":"2022-06-29T18:54:46","date_gmt":"2022-06-29T17:54:46","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=14714"},"modified":"2022-06-29T18:54:46","modified_gmt":"2022-06-29T17:54:46","slug":"aveiro-e-a-historia-escritor-julio-dinis-em-aveiro-e-na-gafanha-da-nazare","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/aveiro-e-a-historia-escritor-julio-dinis-em-aveiro-e-na-gafanha-da-nazare\/","title":{"rendered":"Aveiro e a Hist\u00f3ria | Escritor J\u00falio Dinis em Aveiro e na Gafanha da Nazar\u00e9"},"content":{"rendered":"<p><em>Aveiro e a Hist\u00f3ria<\/em><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Escritor J\u00falio Dinis em Aveiro e na Gafanha da Nazar\u00e9<\/h2>\n<p style=\"text-align: center;\">Cardoso Ferreira (textos)<\/p>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Parceria com o<a href=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cv\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> Correio do Vouga<\/a><\/h6>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: justify;\">Em setembro de 1864, o escritor J\u00falio Dinis, cujo nome real era Joaquim Guilherme Gomes Coelho, passou alguns dias na cidade de Aveiro, alojado na casa de um primo situada na atual Rua Gustavo Ferreira Pinto Basto, altura em que tamb\u00e9m visitou a Gafanha da Nazar\u00e9.<\/h6>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-14716\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/foto-de-1905-1024x768.jpg\" alt=\"\" width=\"292\" height=\"219\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/foto-de-1905-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/foto-de-1905-300x225.jpg 300w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/foto-de-1905-768x576.jpg 768w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/foto-de-1905-600x450.jpg 600w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/foto-de-1905-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/foto-de-1905-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/foto-de-1905-1320x990.jpg 1320w\" sizes=\"auto, (max-width: 292px) 100vw, 292px\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-14715 alignnone\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/atual-1024x768.jpg\" alt=\"\" width=\"293\" height=\"220\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/atual-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/atual-300x225.jpg 300w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/atual-768x576.jpg 768w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/atual-600x450.jpg 600w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/atual-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/atual-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/atual-1320x990.jpg 1320w\" sizes=\"auto, (max-width: 293px) 100vw, 293px\" \/><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center;\">Foto da casa de Jos\u00e9 Est\u00eav\u00e3o na revista &#8220;Aveiro e o seu Distrito&#8221;, publica\u00e7\u00e3o semestral da Junta Distrital, n.\u00ba 21, de 1976, e aspeto da rua na atualidade.<\/h6>\n<p style=\"text-align: justify;\">A desloca\u00e7\u00e3o \u00e0 cidade de Aveiro ocorreu durante a estadia do escritor em Ovar, terra natal do pai e onde a partir de finais de abril de 1863, se hospedou em casa de familiares, casa essa que hoje \u00e9 a Casa-Museu J\u00falio Dinis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Praticamente desde que chegou a Ovar, o escritor manifestou a inten\u00e7\u00e3o de se deslocar a Aveiro. Numa carta escrita de Ovar, em 11 de maio de 1863, dizia que \u201cconto por toda a semana que vem partir para Aveiro\u201d. No entanto, pelos mais diversos motivos, essa viagem foi sendo adiada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em carta datada de 3 de julho de 1863, o escritor referia alguns desses motivos, ao escrever \u201cem primeiro lugar, desde que principiei a sentir que robustecia em Ovar, fui adiando a minha partida, intimidado pelas descri\u00e7\u00f5es t\u00e9tricas que os facultativos daqui me faziam de Aveiro; em segundo lugar, concorreram cartas de fam\u00edlia em que se me pedia que me demorasse at\u00e9 que se pusesse em explora\u00e7\u00e3o o caminho de ferro, para me visitarem; em terceiro, a sa\u00edda de Aveiro de um primo em casa de quem tinha de me hospedar, porque na aus\u00eancia dele seria eu obrigado a aceitar a hospitalidade da fam\u00edlia, que conhe\u00e7o pouco ou nada e, por isso, a viver pouco \u00e0 vontade, condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel para eu viver bem\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A oportunidade para se deslocar a Aveiro ocorreu em setembro do ano seguinte, conforme carta que J\u00falio Dinis escreveu a Cust\u00f3dio Passos, datada de 28 de setembro de 1864: \u201cEscrevo-te de Aveiro. S\u00e3o 7 horas da manh\u00e3 do hist\u00f3rico dia de S, Miguel\u00a0 (\u2026) Aveiro causou-me uma impress\u00e3o agrad\u00e1vel ao sair da esta\u00e7\u00e3o; menos agrad\u00e1vel ao internar-me no cora\u00e7\u00e3o da cidade, horr\u00edvel vendo chover a c\u00e2ntaros na manh\u00e3 de ontem, e imensas nuvens cor de chumbo a amontoarem-se sobre a minha cabe\u00e7a; mas, sobretudo intensamente apraz\u00edvel, quando, depois de estiar, subi pela margem do rio e atravessei a ponte da Gafanha para visitar uma elegante propriedade rural que o primo, em casa de quem estou hospedado, teve o bom gosto de edificar ali. \u2212 Imaginei-me transportado \u00e0 Holanda, onde, como sabes, nunca fui, mas que suponho deve ser assim uma coisa nos s\u00edtios em que for bela. Proponho-me visitar hoje os t\u00famulos de Santa Joana e o de Jos\u00e9 Est\u00eav\u00e3o, duas peregrina\u00e7\u00f5es que eu n\u00e3o podia deixar de fazer desde que vim aqui\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A casa do primo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A casa onde J\u00falio Dinis se alojou ser\u00e1 o pr\u00e9dio que ainda hoje existe na esquina da Rua Gustavo Ferreira Pinto Basto com a Rua 31 de Janeiro. Na referida carta, o escritor referia \u201ca casa em que moro fica fronteira \u00e0 que pertenceu ao Jos\u00e9 Est\u00eav\u00e3o. H\u00e1 ainda, vest\u00edgios das obras que ele projetava fazer-lhe e que, por sua morte, ficaram incompletas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jos\u00e9 Estev\u00e3o era propriet\u00e1rio de uma casa situada na esquina da Rua Gustavo Ferreira Pinto Basto com a Rua Lu\u00eds Cipriano (pai desse parlamentar aveirense), do lado oposto da resid\u00eancia do primo de J\u00falio Dinis. Lu\u00eds Cipriano Coelho de Magalh\u00e3es faleceu no dia 17 de mar\u00e7o de 1857, precisamente nessa habita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse facto \u00e9 corroborado pela seguinte passagem do livro Jos\u00e9 Estev\u00e3o \u2013 Discursos Parlamentares: \u201cPoucos dias depois da morte do pai, defendia ele, no tribunal de Aveiro, alguns dos seus amigos pol\u00edticos, processados por motivos eleitorais. Do sal\u00e3o do tribunal via-se, na casa fronteira, apenas separada por uma estreita travessa, a janela do quarto onde o santo velho falecera. Num momento, evocou, n\u00e3o sei a prop\u00f3sito de qu\u00ea, a sua mem\u00f3ria. Os olhos voltaram-se repentinamente para a janela e cobriram-se, encheram-se de l\u00e1grimas. \u00abSe ele fosse vivo \u2013 exclamou solu\u00e7ando -, podia ouvir-me dali\u00bb. Numa como\u00e7\u00e3o profunda, todo o tribunal chorou\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<h4 style=\"text-align: justify;\"><strong>J\u00falio Dinis<\/strong><\/h4>\n<h4 style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft  wp-image-14717\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/julio-dinis.jpg\" alt=\"\" width=\"237\" height=\"133\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/julio-dinis.jpg 770w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/julio-dinis-300x169.jpg 300w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/julio-dinis-768x432.jpg 768w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/julio-dinis-600x337.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 237px) 100vw, 237px\" \/>Joaquim Guilherme Gomes Coelho, mais conhecido pelo pseud\u00f3nimo J\u00falio Dinis, nasceu no Porto, a 14 de novembro de 1839, e faleceu nessa mesma cidade, no dia 12 de setembro de 1871.<\/h4>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Era filho de Jos\u00e9 Joaquim Gomes Coelho, natural de Ovar e m\u00e9dico-cirurgi\u00e3o pela Escola M\u00e9dico-Cir\u00fargica do Porto, e de Ana Constan\u00e7a Potter Pereira, natural do Porto, mas com ascend\u00eancia brit\u00e2nica.<\/h4>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Formou-se em medicina na Escola M\u00e9dico-Cir\u00fargica do Porto no ano de 1861.<\/h4>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Utilizou pela primeira vez o pseud\u00f3nimo J\u00falio Dinis em 1860.<\/h4>\n<h4 style=\"text-align: justify;\"><strong>Morreu sem ter completado 32 anos, mas deixou uma not\u00e1vel obra liter\u00e1ria, que inclui t\u00edtulos como \u201cAs Pupilas do Senhor Reitor\u201d, \u201cA Morgadinha dos Canaviais\u201d e \u201cUma fam\u00edlia inglesa\u201d<\/strong><\/h4>\n<h4 style=\"text-align: justify;\"><\/h4>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aveiro e a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[179,65],"tags":[],"class_list":["post-14714","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-aveiro-e-a-historia","category-cardoso-ferreira"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14714","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14714"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14714\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14724,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14714\/revisions\/14724"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14714"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14714"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14714"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}