{"id":14204,"date":"2022-04-05T09:36:43","date_gmt":"2022-04-05T08:36:43","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=14204"},"modified":"2022-04-05T09:36:43","modified_gmt":"2022-04-05T08:36:43","slug":"pe-georgino-rocha-domingo-de-ramos-portico-da-pascoa-humilhado-na-morte-glorificado-na-ressurreicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/pe-georgino-rocha-domingo-de-ramos-portico-da-pascoa-humilhado-na-morte-glorificado-na-ressurreicao\/","title":{"rendered":"Pe. Georgino Rocha | Domingo de Ramos, P\u00f3rtico da P\u00e1scoa &#8211; Humilhado na morte, glorificado na ressurrei\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\"><strong>\u00a0Pe. Georgino Rocha<em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Hoje, domingo de Ramos, n\u00e3o somente recordamos um feito hist\u00f3rico, mas um acontecimento de fe; fazemos solene profiss\u00e3o de fe em que a cruz e morte de Cristo s\u00e3o, definitivamente, uma vit\u00f3ria. Palmas e ramos, sinais populares de vit\u00f3ria, manifestam que a morte na Cruz \u00e9 caminho de vit\u00f3ria.\u00a0<em>Lc 22, 14 \u2013 23, 56<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">A paix\u00e3o de Jesus condensa e realiza, de forma sublime, o seu amor pelo bem dos outros. Mostra, com clareza, o centro da sua vida e miss\u00e3o. Une, de modo feliz, a dedica\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas, com o desejo intenso de Deus Pai salvar a todos\/as. Leva ao extremo a capacidade de doa\u00e7\u00e3o que perdoa aos verdugos, suporta o abandono dos amigos, vibra e chora com a dor da multid\u00e3o, aceita a ajuda dos que o acompanham na caminhada p\u00fablica, solidariza-se com a sorte dos exclu\u00eddos e condenados e cond\u00f3i com toda a humanidade.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">\u201cTrata-se da humildade do homem que vive em autenticidade e coer\u00eancia e que, portanto, mantem e defende a sua dignidade. Ser humilde \u00e9 renunciar \u00e0 autosufici\u00eancia e reconhecer-se nas m\u00e3os de Algu\u00e9m maior que o pr\u00f3prio eu\u2026; \u00e9 despojar-se de si mesmo, esvaziar-se sem ficar vazio ou derrotado; \u00e9 viver a radicalidade da verdadeira obedi\u00eancia, ou o que \u00e9 o mesmo, aprender a escutar a voz de Deus nos acontecimentos que nos rodeiam ou nos cercam e n\u00e3o claudicar, ser coerentes, seguir em frente fi\u00e9is ao projeto de Deus para a humanidade\u201d.\u00a0<em>Jos\u00e9 Antonio<\/em>\u00a0Homil\u00e9tica 2022\/2.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Toda a vida de Jesus est\u00e1 centrada nos demais que, em nome de Deus, quer libertar da indiferen\u00e7a e insensibilidade, do preconceito e do medo, da satisfa\u00e7\u00e3o instalada e da rela\u00e7\u00e3o ego\u00edsta. Centrada neles para lhes abrir horizontes como os seus e suscitar uma entrega t\u00e3o generosa como a sua. A paix\u00e3o de Jesus consiste em viver para os outros, correr os riscos desta op\u00e7\u00e3o e pagar a respectiva factura de incompreens\u00e3o e morte. N\u00e3o \u00e9 simples compaix\u00e3o ou ing\u00e9nua comisera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">\u201cO projeto libertador de Jesus entrou em choque com as autoridades, que se sentiram incomodadas com a den\u00fancia de Jesus: n\u00e3o estavam dispostas a renunciar poder, influ\u00eancia, dom\u00ednio, privil\u00e9gios. Por isso, prenderam Jesus, julgaram-no, condenaram-no e pregaram-no na cruz. A morte de Jesus \u00e9 a consequ\u00eancia do an\u00fancio do Reino que provocou tens\u00f5es e resist\u00eancias\u201d. P. Ant\u00f3nio Costa.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">O amor de miseric\u00f3rdia f\u00e1-lo partilhar a ceia memorial com os amigos, ser compreensivo com os disc\u00edpulos no Jardim das Oliveiras, olhar compassivo a Pedro negador, a acolher com ternura o choro das mulheres de Jerusal\u00e9m, confrontar Herodes e Pilatos com a verdade, aceitar a desejada colabora\u00e7\u00e3o de Sim\u00e3o de Cirene, acolher as impreca\u00e7\u00f5es dos soldados e as lamenta\u00e7\u00f5es dos condenados, contemplar o grupo de fi\u00e9is seguidores junto \u00e0 cruz, entregar o cuidado da M\u00e3e a Jo\u00e3o e deste \u00e0quela, morrer confiante nos bra\u00e7os do Pai, que surpreende na manh\u00e3 da Ressurrei\u00e7\u00e3o. \u00c9 a Pascoa que, em festa, celebramos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">O amor de Jesus faz-se ora\u00e7\u00e3o de perd\u00e3o pelos seus algozes e por aqueles que o condenaram, faz-se oferta de salva\u00e7\u00e3o ao ladr\u00e3o arrependido: \u201cHoje, estar\u00e1s comigo no Para\u00edso\u201d, faz-se morte que suscita vida nova. E o centuri\u00e3o romano, ao ver o que ocorria, reconhece Jesus como um homem justo e d\u00e1 gl\u00f3ria a Deus. De facto, afirma Boff \u201ct\u00e3o humano, s\u00f3 Deus\u201d.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/photos\/palma-domingo-de-ramos-hosana-4934832\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/pixabay.com\/pt\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0Pe. 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