{"id":1410,"date":"2017-07-02T21:47:07","date_gmt":"2017-07-02T20:47:07","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=1410"},"modified":"2017-07-03T08:46:12","modified_gmt":"2017-07-03T07:46:12","slug":"xiv-domingo-do-tempo-comum-ano-a","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/xiv-domingo-do-tempo-comum-ano-a\/","title":{"rendered":"XIV Domingo do Tempo Comum (Ano A)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">Pe. Franclim Pacheco<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1411 aligncenter\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/XIV-Domingo-Tempo-comum-ano-A.jpg\" alt=\"\" width=\"716\" height=\"455\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/XIV-Domingo-Tempo-comum-ano-A.jpg 716w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/XIV-Domingo-Tempo-comum-ano-A-300x191.jpg 300w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/XIV-Domingo-Tempo-comum-ano-A-600x381.jpg 600w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/XIV-Domingo-Tempo-comum-ano-A-472x300.jpg 472w\" sizes=\"auto, (max-width: 716px) 100vw, 716px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Breve coment\u00e1rio<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para melhor entender o texto de hoje \u00e9 bom situ\u00e1-lo no seu contexto. No evangelho de Mateus, o discurso da Miss\u00e3o, em que Jesus d\u00e1 instru\u00e7\u00f5es aos ap\u00f3stolos enviados a anunciar o Reino, ocupa todo o cap. 10. Na parte narrativa encontramos incompreens\u00f5es e resist\u00eancias: Jo\u00e3o Baptista e o povo n\u00e3o o compreendem (Mt 11,1-15); as grandes cidades \u00e0 volta do mar da Galileia n\u00e3o querem abrir-se \u00e0 sua mensagem (Mt 11,20-24); os escribas e doutores n\u00e3o s\u00e3o capazes de perceber a prega\u00e7\u00e3o de Jesus (Mt 11,25), nem os parentes o entendem (Mt 12,46-50). S\u00f3 os pequenos entendem e aceitam a Boa Nova do reino (Mt 11,25-30). Os outros querem holocaustos, isto \u00e9, os animais oferecidos em sacrif\u00edcio a Deus, mas Jesus quer miseric\u00f3rdia (Mt 12, 8). A resist\u00eancia contra Jesus leva os fariseus a procurar mat\u00e1-lo (Mt 12, 9-14). Eles chamam-lhe Belzebu (Mt 12,22-32). Mas Jesus n\u00e3o volta atr\u00e1s: continua a assumir a miss\u00e3o de Servo, descrito pelo profeta Isa\u00edas (Is 42,1-4) e citado por inteiro por Mateus (Mt 12, 15-21).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na linha deste contexto, Jesus \u00e9 apresentado como o Messias esperado, mas diferente do que a maioria esperava. N\u00e3o \u00e9 o Messias nacionalista, nem um juiz severo, nem um Messias rei poderoso. Mas \u00e9 o Messias humilde e servo que n\u00e3o quebra a cana j\u00e1 fendida, nem apaga a torcida fumegante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Encontramos no texto de hoje uma das raras ora\u00e7\u00f5es de b\u00ean\u00e7\u00e3o referidas pelos evangelhos, mais ainda, a \u00fanica, se excluirmos a invoca\u00e7\u00e3o no Gets\u00e9mani. \u00c0 chegada dos seus disc\u00edpulos que tinham sido enviados em miss\u00e3o, Jesus reconhece publicamente e proclama em louvor e ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as que o Pai, na sua livre iniciativa e benevol\u00eancia escolheu \u00abos pequeninos\u00bb como destinat\u00e1rios da revela\u00e7\u00e3o. Estes pequeninos s\u00e3o opostos aos \u00abs\u00e1bios e inteligentes\u00bb que, por sua vez, na tradi\u00e7\u00e3o prof\u00e9tica s\u00e3o opostos aos humildes e pobres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Perante o acolhimento da mensagem do Reino por parte dos pequeninos, Jesus experimenta uma enorme alegria e, espontaneamente, transforma a sua alegria em ora\u00e7\u00e3o de j\u00fabilo e ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as ao Pai. Os s\u00e1bios e doutores daquele tempo tinham criado uma s\u00e9rie de leis relacionadas com a pureza legal que impunham ao povo em nome de Deus (Mt 15,1-9). Eles pensavam que Deus exigia todas estas observ\u00e2ncias para que o povo pudesse ter paz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a lei do amor, revelada por Jesus, afirmava o contr\u00e1rio: o que importa n\u00e3o \u00e9 o que fazemos a Deus, mas sobretudo o que Deus, no seu grande amor, faz por n\u00f3s! Jesus, sendo o Filho, conhece o Pai e sabe que o que o Pai queria quando, no passado, tinha chamado Abra\u00e3o e Sara para formar um povo ou quando entregou a Lei a Mois\u00e9s para firmar a Alian\u00e7a. A intimidade com o Pai oferecia-lhe um crit\u00e9rio novo que o colocava em contacto directo com o autor da B\u00edblia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Jesus convida todos os que est\u00e3o cansados e promete-lhes repouso. O povo daquele tempo vivia cansado com o duplo peso dos impostos mas tamb\u00e9m das observ\u00e2ncias exigidas pelas leis da pureza legal. \u00abTomai o meu jugo sobre v\u00f3s e aprendei de mim que sou manso e humilde cora\u00e7\u00e3o\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao tempo de Jesus era costume os homens usarem um jugo curvo sobre os ombros para transportar cargas de uma forma equilibrada. Os fariseus comparavam Lei a um jugo glorioso que devia ser levado com alegria. No entanto, a maneira como apresentavam a lei com os seus 613 mandamentos, transformavam-na num jugo pesad\u00edssimo que criava problemas de consci\u00eancia pelo facto de n\u00e3o se conseguir cumprir tudo de forma perfeita, tornando-se, assim, num jugo insuport\u00e1vel e numa carga pesada. Jesus veio libertar o homem do jugo da lei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O jugo da vontade de Deus deixou de ser um jugo opressivo e duro, mas gera agora a paz gloriosa prometida aos humildes e mansos, garantia da salva\u00e7\u00e3o definitiva. O jugo de Jesus \u00e9 suave e o seu fardo \u00e9 leve, n\u00e3o porque n\u00e3o seja exigente mas porque tirou carga legalista. Fazer a vontade de Deus deixou de ser um c\u00f3digo ou um sistema moral a interpretar e a seguir, para ser simplesmente seguir Jesus, o Filho, que revela e realiza a vontade de Deus de modo definitivo e pleno.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. 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