{"id":13755,"date":"2021-12-27T14:16:56","date_gmt":"2021-12-27T14:16:56","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=13755"},"modified":"2021-12-27T18:44:31","modified_gmt":"2021-12-27T18:44:31","slug":"livros-e-leituras-recensao-de-a-idade-media-a-verdadeira-idade-das-luzes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/livros-e-leituras-recensao-de-a-idade-media-a-verdadeira-idade-das-luzes\/","title":{"rendered":"Livros e leituras | Recens\u00e3o de &#8216;A Idade M\u00e9dia: a verdadeira idade das luzes&#8217;"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: right;\">Seb FALK<em>, A Idade M\u00e9dia: a verdadeira idade das luzes<\/em>, Lisboa, Bertrand Editora, 2021.<\/h6>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>O fim de um mito<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">(Ou \u2018como ter nas m\u00e3os um meio eficaz de repor justi\u00e7a\u2019)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fake news!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Andamos preocupados \u2013 quase obcecados com a mat\u00e9ria. De tal modo que nos levam a crer (fake new!) que as fake news s\u00e3o de hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este livro n\u00e3o \u00e9 \u2013 nem por sombras! \u2013 sobre \u2018fake news\u2019. Mas prop\u00f5e-se enfrentar uma das mais consolidadas \u2018fake news\u2019 dos \u00faltimos tr\u00eas s\u00e9culos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso mesmo!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cerca de trezentos anos!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trata-se de uma \u2018fake new\u2019 que serviu interesses e que alimenta, ainda hoje, muitos preconceitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Partamos \u00e0 sua descoberta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sua den\u00fancia formula-se no pr\u00f3prio t\u00edtulo do livro: \u2018A Idade M\u00e9dia: a verdadeira idade das luzes\u2019 (Talvez se pudesse ter optado por \u2018a verdadeira idade da luz\u2019, tendo em conta o que o autor refere, na p\u00e1gina 162, a pretexto dos estudos medievais sobre a luz de que resultaram a cria\u00e7\u00e3o dos \u00f3culos, mas admite-se a op\u00e7\u00e3o da tradutora por \u2018a verdadeira idade das luzes\u2019, aludindo ao t\u00edtulo autoatribu\u00eddo pelos iluministas\u2026).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E que den\u00fancia se vislumbra ali?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A de que a Idade M\u00e9dia foi tudo menos uma idade de trevas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas essa \u2018fake\u2019 (a de que a Idade M\u00e9dia era idade de trevas) fez caminho \u2013 muito caminho! \u2013 e continua, hoje, bem consolidada. (Dado o curto-circuito entre \u2018Idade M\u00e9dia\u2019 e \u2018Igreja\u2019, quando, numa discuss\u00e3o, se quer silenciar a for\u00e7a argumentativa de um crist\u00e3o, logo se evoca a \u2018tenebrosa\u2019 condi\u00e7\u00e3o da Idade M\u00e9dia. E tudo fica arrumado! Nada melhor do que um bom preconceito para acabar com uma discuss\u00e3o!)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem n\u00e3o se lembra da teoria de que a Idade M\u00e9dia acreditava que a terra era plana?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sim, quem n\u00e3o se lembra? Disso davam eco (ainda hoje?) os livros de Hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E a lembran\u00e7a \u00e9 t\u00e3o forte que at\u00e9 nos custa a crer que n\u00e3o fosse assim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas n\u00e3o o era, de facto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Idade M\u00e9dia n\u00e3o acreditava que a terra fosse plana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre n\u00f3s, portugueses, j\u00e1 os professores Henrique Leit\u00e3o, Jorge Buescu e outros denunciaram essa fake new, com muita erudi\u00e7\u00e3o e detalhe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seb Falk demonstra-o, neste livro, de forma muito detalhada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para tal, recorda, entre outras coisas, que um dos tratados mais estudados, durante a Idade M\u00e9dia, era o \u2018tratado da esfera\u2019 que teve em Jo\u00e3o Sacrobosco (1230) um dos seus maiores proponentes. A esfera era, bem certo, o orbe celeste, mas, tamb\u00e9m, a Terra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, apesar deste facto, a Hist\u00f3ria e a hist\u00f3ria da Hist\u00f3ria, ap\u00f3s a revolu\u00e7\u00e3o francesa e durante o s\u00e9culo XIX, veiculou a ideia de que os medievais (at\u00e9 lhe chamou \u2018Idade M\u00e9dia\u2019, para estabelecer uma ponte vazia entre os antigos e os modernos!) eram obscurantistas e defendiam (imagine-se!) que a Terra era plana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre n\u00f3s (Seb Falk n\u00e3o conta este detalhe), chegou-se ao ponto de consolidar a teoria (a fake new) de que a Idade M\u00e9dia acreditava numa terra plana com a tese de que Crist\u00f3v\u00e3o Colombo n\u00e3o obtivera o apoio da corte portuguesa porque entre esta se continuava a acreditar que a terra era plana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como consolidar um preconceito<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A verdade \u00e9 outra!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como conta Jorge Buescu, num artigo com o t\u00edtulo \u2018a terra nunca foi plana\u2019 (no livro \u2018da falsifica\u00e7\u00e3o de euros aos pequenos mundos\u2019), a coroa portuguesa n\u00e3o apoiou a empresa de chegar \u00e0 India pelo ocidente, porque sabia que a dist\u00e2ncia era t\u00e3o grande que seria um investimento no vazio, pois Colombo nunca chegaria l\u00e1. A sorte deste foi ter-lhe aparecido a Am\u00e9rica, no caminho!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ora, esta e outras teses s\u00e3o demolidas neste livro de Seb Falk.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um livro extraordin\u00e1rio!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Extraordin\u00e1rio pelo rigor do autor, pela erudi\u00e7\u00e3o em linguagem simples com que aborda cada tem\u00e1tica e porque \u00e9 profundamente respeitador do leitor. Veja-se, a t\u00edtulo ilustrativo, a qualidade das notas (que, para um leitor habitual, deviam ser de rodap\u00e9, mas as edi\u00e7\u00f5es atuais optam por coloc\u00e1-las no final, o que dificulta a leitura em vaiv\u00e9m\u2026 Deixo o repto!). Seb Falk n\u00e3o faz cita\u00e7\u00e3o de cita\u00e7\u00e3o: vai \u00e0s fontes!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E faz um ensaio de hist\u00f3ria da ci\u00eancia como quem escreve um romance policial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo come\u00e7a com a investiga\u00e7\u00e3o sobre o verdadeiro autor de um tratado, a partir de uma investiga\u00e7\u00e3o feita por Derek Price, na d\u00e9cada de 50, que se interrogava sobre o efetivo escritor de uma obra que nos dava instru\u00e7\u00f5es detalhadas para a constru\u00e7\u00e3o de um derivado do astrol\u00e1bio que permitiria identificar, com precis\u00e3o, a localiza\u00e7\u00e3o dos planetas. (Tenha-se em conta que tudo era baseado, exclusivamente, na investiga\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica em articula\u00e7\u00e3o com as dedu\u00e7\u00f5es arton\u00f3micas, pois ainda se tinha de esperar pela inven\u00e7\u00e3o do telesc\u00f3pio\u2026 Mas a lucidez e o rigor matem\u00e1tico denunciam um verdadeiro esp\u00edrito cient\u00edfico de quem parte <em>\u00e0 demanda<\/em> da verdade).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo come\u00e7a a\u00ed e vai-se desfiando at\u00e9 nos levar ao quotidiano da vida medieval, onde descobrimos o fasc\u00ednio da descoberta e a frescura da liberdade intelectual, tantas vezes hoje pretendida e amarfanhada. Ilustra esta liberdade a hist\u00f3ria de uma greve ocorrida no s\u00e9culo XIII, na universidade de Paris, em que os mestres reivindicavam liberdade perante o poder pol\u00edtico. A sua reivindica\u00e7\u00e3o saiu vencedora. (Sim, n\u00e3o podemos esquecer que as universidades \u2013 Bolonha, Salamanca, Oxford, Montpellier, Paris, Coimbra, Lisboa, etc. \u2013 nasceram na Idade M\u00e9dia! E que j\u00e1 ent\u00e3o a \u2018circula\u00e7\u00e3o\u2019 dos intelectuais entre universidades era uma pr\u00e1tica habitual!).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pela m\u00e3o de Seb Falk, compreendemos que os nomes maiores da ci\u00eancia moderna n\u00e3o nasceram do nada (Mas a forma como \u00e9 feita a hist\u00f3ria da ci\u00eancia deixa, muitas vezes, o travo amargo de uma conce\u00e7\u00e3o emergentista dos grandes nomes: como se aparecessem sem \u2018gigantes aos ombros dos quais se encavalitam\u2019. Sim, tamb\u00e9m esta frase, cuja autoria \u00e9 tantas vezes atribu\u00edda a Isaac Newton, \u00e9 da responsabilidade do medieval Bernard de Chartres!). Percebemos as ra\u00edzes medievais do pensamento astron\u00f3mico (devedor \u00e0 influ\u00eancia crist\u00e3 e mu\u00e7ulmana que recebeu nos estudos universit\u00e1rios que fez em Crac\u00f3via, Bolonha, P\u00e1dua e Ferrara) de Cop\u00e9rnico, que responde, com o heliocentrismo, a interroga\u00e7\u00f5es de sempre colocadas pela teoria defendida (e muito discutida) por Ptolomeu, no seu Almagesto, mas mais proximamente formuladas por Peuerbach e Regiomontanus, ou as origens do pr\u00f3prio pensamento de Leibniz no admirado Richard Swineshead (s\u00e9culo XIV), autor do Livro dos c\u00e1lculos, que lhe valeu a alcunha de \u2018calculador\u2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Falk aborda, ainda (e muito escapa a esta resumida recens\u00e3o de leitor entusiasmado \u2013 exigente tarefa se imp\u00f5e ao pr\u00f3ximo autor que tomarei em m\u00e3os, ap\u00f3s esta t\u00e3o fecunda leitura!), a quest\u00e3o do impacto do heliocentrismo nas mentalidades. Curiosamente, tamb\u00e9m as fakes s\u00e3o abundantes no que respeita a esta mat\u00e9ria. Bem nos recordamos todos de ouvir dizer que o heliocentrismo demolira a vis\u00e3o arrogante que o geocentrismo vincava. Seb Falk recorda, por\u00e9m, que \u2018os pensadores medievais imaginavam muitas vezes a Terra ao fundo, e n\u00e3o no centro, do vasto Universo; e estar t\u00e3o longe quanto poss\u00edvel da perfei\u00e7\u00e3o dos c\u00e9us n\u00e3o era propriamente uma posi\u00e7\u00e3o desej\u00e1vel. \u00c9 por isso que, na obra de Galileu <em>Di\u00e1logo sobre os dois principais sistemas do Mundo, Ptolemaico e Coperniciano<\/em>, o astr\u00f3nomo florentino p\u00f3s o seu porta-voz, Salviati, a afirmar que \u00abestamos a tentar tornar [a Terra] mais nobre e mais perfeita [\u2026] e de certa forma a coloc\u00e1-la nos c\u00e9us, de onde os vossos fil\u00f3sofos a baniram\u00bb.\u2019<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a fake new respetiva defende que os medievais \u00e9 que eram arrogantes! (Na era dos emojis, deixo ao leitor imaginar qual escolheria!&#8230;)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Idade M\u00e9dia: idade luminosa com sombras\u2026 Como as demais \u00e9pocas!<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chegados aqui, imp\u00f5e-se uma pergunta: mas a idade m\u00e9dia era s\u00f3 luminosidade e esta beleza de que aqui falamos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(Obviamente que o autor n\u00e3o esconde os aspetos menos luminosos desta \u00e9poca. Isso \u00e9, ali\u00e1s, frequentemente recordado, por exemplo, quando apresenta o paralelismo entre o desenvolvimento astron\u00f3mico e a influ\u00eancia dos reptos da astrologia.)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Duas notas nos merece esta constata\u00e7\u00e3o da presen\u00e7as de aspetos opacos na idade m\u00e9dia: que todas as \u00e9pocas tiveram (e ter\u00e3o) as suas opacidades \u2013 veja-se como, em pleno s\u00e9culo XXI, continuam a proliferar, e com forte influ\u00eancia, as mentalidades que negam, por exemplo, que na gravidez humana esteja em desenvolvimento vida humana! Ou que defendem que existam ra\u00e7as desigualmente humanas, etc\u2026 (na luminosa \u00e9poca da ci\u00eancia, continuam a verificar-se obscuridades deste teor\u2026) \u2013 e, por outro lado, que as zonas de sombra pressup\u00f5em a luz. N\u00e3o poderemos fixar-nos nas sombras, omitindo a origem luminosa perante a qual emerge zona sombria. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Idade M\u00e9dia, a op\u00e7\u00e3o tem sido amplificar a sombra, omitindo a for\u00e7a da luz. Seb Falk desafia a que se olhe a Idade M\u00e9dia pelo seu lado luminoso: \u2018a verdadeira idade da Luz\u2019!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o pense, por\u00e9m, o leitor, que o livro se desenrola ao longo de mais de 400 p\u00e1ginas com a repeti\u00e7\u00e3o de \u2018veja, na Idade M\u00e9dia n\u00e3o eram como pensa\u2019. O livro \u00e9, como acima descrito, uma esp\u00e9cie de \u2018romance policial\u2019 baseado em factos e dados de investiga\u00e7\u00e3o. E at\u00e9 \u00e9 humilhante constatar quanto desconhec\u00edamos. E quanto podemos descobrir quando, honestamente, deixamos que a hist\u00f3ria de cada \u00e9poca fale por si, sem que lhe imponhamos os nossos preconceitos. Factos, factos e mais factos! Nomes e descobertas e linhas de discuss\u00e3o. Num desenrolar de novelo que nos fascina, da primeira \u00e0 \u00faltima p\u00e1gina. E, quando j\u00e1 termin\u00e1mos a leitura, o autor formula um conjunto de sugest\u00f5es que nos fazem partir \u00e0 aventura de sermos n\u00f3s mesmos a ver como funcionava o \u2018equatorium\u2019 (Ah, eis o nome do instrumento alternativo ao astrol\u00e1bio, proposto por John Westwyk \u2013 an\u00f3nimo na nossa recens\u00e3o como permanecera an\u00f3nimo durante quase 500 anos\u2026) ou como pensou Richard de Wallingford (que ilustra a capa do livro) o primeiro rel\u00f3gio mec\u00e2nico ou, ainda, a procurar saber um pouco sobre os nomes dos desconhecidos tradutores das grandes obras cl\u00e1ssicas, originalmente escritas em grego ou \u00e1rabe, vertidas pela sua m\u00e3o para latim. Seb Falk resgata do sil\u00eancio da hist\u00f3ria nomes de tradutores como o de Gerardo de Cremona ou de Alfred Shareshill\u2026 (Ilustres desconhecidos mas de quem todos falam quando dizem que Arist\u00f3teles e Avicena foram recebidos nas universidades da Idade M\u00e9dia!)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pr\u00f3prio autor assume que n\u00e3o quer ma\u00e7ar os leitores com a sucess\u00e3o de nomes de insignes figuras medievais. Enuncia alguns dos preteridos numa lista final que inclui sugest\u00f5es muitos \u00fateis de outros livros e sites onde poder\u00e3o encontrar-se estas e outras informa\u00e7\u00f5es relevantes. O livro deixa, no leitor que acaba de fazer a viagem que nos \u00e9 proposta, a sensa\u00e7\u00e3o de que nada ser\u00e1 como dantes\u2026 Bem certo que demolir um preconceito n\u00e3o \u00e9 tarefa f\u00e1cil. Mas a argumenta\u00e7\u00e3o, que \u00e9 pura descri\u00e7\u00e3o factual, n\u00e3o deixa margem para d\u00favidas. Em nome da verdade, h\u00e1 que reconhecer que a Idade que os modernos quiseram chamar \u2018m\u00e9dia\u2019 foi rica de pensamento e descobertas cient\u00edficas. Este \u00e9, por isso, um livro de justi\u00e7a\u2026 Um livro que coloca nas suas m\u00e3os um meio de repor a verdade onde as fake news t\u00eam abundado.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Lu\u00eds Silva<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Seb FALK, A<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":13756,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,55],"tags":[],"class_list":["post-13755","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-programa-diocesano-de-livros-e-leituras","category-luis-manuel-pereira-da-silva"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13755","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13755"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13755\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13764,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13755\/revisions\/13764"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13756"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13755"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13755"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13755"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}