{"id":1375,"date":"2017-08-12T14:39:57","date_gmt":"2017-08-12T13:39:57","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=1375"},"modified":"2017-06-30T14:44:02","modified_gmt":"2017-06-30T13:44:02","slug":"1375-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/1375-2\/","title":{"rendered":"Aveirense ilustre &#8211; Francisco Castro Matoso, magistrado e pol\u00edtico"},"content":{"rendered":"<p><em>Aveirense ilustre<\/em><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Francisco Castro Matoso, magistrado e pol\u00edtico<\/h2>\n<p style=\"text-align: center;\">Cardoso Ferreira (Textos)<\/p>\n<h6 style=\"text-align: justify;\">Francisco de Castro Matoso da Silva Corte-Real nasceu no dia 23 de novembro de 1832, em Oliveirinha (concelho de Aveiro), e faleceu no dia 16 de agosto de 1905, na cidade de Lisboa, tendo ficado sepultado na sua terra natal. Foi o primeiro contribuinte para a constru\u00e7\u00e3o do (antigo) Hospital de Aveiro.<\/h6>\n<p style=\"text-align: justify;\">Francisco Castro Matoso foi o filho primog\u00e9nito de Maria Augusta de Meneses da Silva e Castro e de Francisco Joaquim de Castro Pereira Corte-Real. Este \u00faltimo, um feirense (da ent\u00e3o Vila da Feira, hoje Santa Maria da Feira) ligado \u00e0 fam\u00edlia Fij\u00f3 e \u00faltimo morgado da Casa da Oliveirinha, foi membro da Junta Governativa de Aveiro e presidente da C\u00e2mara Municipal de Aveiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tal como o irm\u00e3o, Jos\u00e9 Luciano de Castro (que liderou o Partido Progressista e, por tr\u00eas vezes, presidiu ao Conselho de Ministros), Francisco Castro Matoso tamb\u00e9m se formou em Direito na Universidade de Coimbra (1854), dedicando-se depois profissionalmente \u00e0 magistratura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como magistrado, foi delegado do procurador r\u00e9gio na Vila da Feira e juiz de Direito de Primeira Inst\u00e2ncia de terceira classe em Nisa e Benavente. No ano de1866, j\u00e1 era o procurador r\u00e9gio junto do Tribunal da Rela\u00e7\u00e3o do Porto. Ap\u00f3s ter sido promovido a juiz de Direito de segunda classe, no ano de 1870, exerceu em Sintra, no Porto, aqui como ajudante do procurador-geral da Coroa e Fazenda (1878) e, no ano seguinte, na comarca de Coimbra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de ter ascendido \u00e0 Segunda Inst\u00e2ncia, no ano de 1885 foi colocado na Rela\u00e7\u00e3o dos A\u00e7ores. Ainda nesse ano, foi transferido para o Tribunal da Rela\u00e7\u00e3o de Lisboa. No dia 18 de junho de 1901, foi nomeado presidente do Tribunal da Rela\u00e7\u00e3o de Lisboa, cargo que come\u00e7ou a exercer no dia seguinte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda nesse ano de 1901, passou a juiz conselheiro do Supremo Tribunal de Justi\u00e7a, cargo com que terminou a sua carreira de magistrado, facto ocorrido tamb\u00e9m em 1901.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pol\u00edtico, Par do Reino <\/strong><strong>e Ministro<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A par da sua carreira de magistrado, Francisco Castro Matoso tamb\u00e9m se dedicou \u00e0 pol\u00edtica, \u00e1rea onde teve um papel relevante, mas que ficou na \u201csombra\u201d da vida pol\u00edtica exercida pelo irm\u00e3o Jos\u00e9 Luciano de Castro, que assumiu um maior protagonismo na pol\u00edtica nacional do per\u00edodo final da Monarquia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na vida pol\u00edtica, Francisco Castro Matoso foi deputado em sete legislaturas, ocorridas entre 1884 e 1897, tendo sido eleito pela primeira vez pelo c\u00edrculo de Aveiro, e depois pelo de Coimbra (1887, 1889, 1890, 1892, 1894 e 1897), motivo pelo que o seu nome consta da topon\u00edmia coimbr\u00e3 (rua entre a escadaria monumental da Universidade e a rotunda do monumento ao Papa).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ano de 1898, foi promovido a Par do Reino vital\u00edcio. No ano em que faleceu (1905), foi designado vice-presidente da C\u00e2mara dos Pares do Reino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aliando a sua faceta de magistrado e de pol\u00edtico, Francisco Castro Matoso integrou as comiss\u00f5es do C\u00f3digo Penal (1888) e da Reforma Judici\u00e1ria (1890).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Francisco Castro Matoso tamb\u00e9m desempenhou cargos executivos no governo, nomeadamente ministro das Obras P\u00fablicas. Foi no exerc\u00edcio desse cargo que teve um papel fulcral para a constru\u00e7\u00e3o da ponte sobre o rio Vouga em S. Jo\u00e3o de Loure e da esta\u00e7\u00e3o dos caminhos de ferro nas Quint\u00e3s, entre outras obras de relevo na regi\u00e3o. De real\u00e7ar ainda que Francisco Castro Matoso foi o grande impulsionador da constru\u00e7\u00e3o do Hospital de Aveiro, tendo sido tamb\u00e9m o primeiro contribuinte para a sua realiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No munic\u00edpio de Aveiro h\u00e1 diversas ruas com o top\u00f3nimo \u201cCastro Matoso\u201d e a Escola EB 2.3 de Oliveirinha tamb\u00e9m tem por patrono este seu ilustre natural.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Tio do diretor do Di\u00e1rio de Not\u00edcias<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Augusto Maria de Castro, irm\u00e3o de Jos\u00e9 Luciano de Castro e de Francisco de Castro Matoso, juiz do Supremo Tribunal, foi pai de Augusto de Castro Sampaio Corte-Real (Porto,11-01-1883 \u2013 Estoril, 24-07-1971), que foi advogado, pol\u00edtico, jornalista, diplomata (entre 1924 e 1947: Londres, Vaticano, Bruxelas, Roma e Paris) e dramaturgo. O sobrinho do \u201caveirense not\u00e1vel\u201d deste m\u00eas \u00e9, contudo, mais conhecido como diretor do Di\u00e1rio de Not\u00edcias. Liderou o matutino lisboeta de 1919 a 1924 e de 1939 a 1971 \u2013 per\u00edodo em que o jornal teve grande expans\u00e3o e esteve muito conotado com o regime. O espet\u00e1culo anual \u201cNatal dos Hospitais\u201d foi uma das iniciativas que promoveu enquanto diretor do Di\u00e1rio de Not\u00edcias.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em><strong>\u00a0(A rubrica \u00abAveirenses ilustres\u00bb \u00e9 promovida em parceria com o jornal diocesano\u00a0<a href=\"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Correio do Vouga<\/a>)<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aveirense ilustre Francisco<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1376,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46,64,65,13],"tags":[],"class_list":["post-1375","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-autores","category-aveirenses-ilustres","category-cardoso-ferreira","category-olhares"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1375","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1375"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1375\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1378,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1375\/revisions\/1378"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1376"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1375"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1375"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1375"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}