{"id":1371,"date":"2017-07-29T14:36:30","date_gmt":"2017-07-29T13:36:30","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=1371"},"modified":"2017-06-30T14:45:05","modified_gmt":"2017-06-30T13:45:05","slug":"1371-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/1371-2\/","title":{"rendered":"Aveirense ilustre &#8211; Manuel Tavares, aguarelista de renome internacional"},"content":{"rendered":"<p><em>Aveirense ilustre<\/em><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Manuel Tavares, aguarelista de renome internacional<\/h2>\n<p style=\"text-align: center;\">Cardoso Ferreira (Textos)<\/p>\n<h6>Natural de Oliveira de Azem\u00e9is, Manuel Tavares imp\u00f4s-se no panorama art\u00edstico nacional como um aguarelista de renome internacional e um ex\u00edmio retratista da Ria de Aveiro.<\/h6>\n<p>Apesar de ainda hoje, mais de quatro d\u00e9cadas ap\u00f3s o seu falecimento, continuarem a surgir quadros seus \u00e0 venda em galerias portuguesas, e at\u00e9 mesmo estrangeiras, Manuel Tavares \u00e9 uma figura algo lend\u00e1ria, porque pouco se sabe sobre a sua vida pessoal, exceto que nasceu no Couto de Cucuj\u00e3es (concelho de Oliveira de Azem\u00e9is), no ano de 1911, e que faleceu no ano de 1974.<\/p>\n<p>Como Aveiro foi uma das terras onde viveu e onde exp\u00f4s regularmente, e como pouco se sabe sobre o seu local de resid\u00eancia e o seu quotidiano na cidade, h\u00e1 quem \u201cpinte\u201d a vida de Manuel Tavares com um \u201cmanto de nevoeiro\u201d t\u00e3o t\u00edpico desta regi\u00e3o, chegando a dizer que o artista viveu num barco t\u00edpico da Ria de Aveiro, facto que poder\u00e1 advir da enorme quantidade, e qualidade, de quadros em que retratou a ria, as suas gentes e as terras ribeirinhas.<\/p>\n<p>No entanto, e n\u00e3o obstando ter sido um autodidata que nunca frequentou escolas de arte, a sua obra art\u00edstica faz dele um dos nomes mais relevantes na aguarela portuguesa do s\u00e9culo XX, como o provam os in\u00fameros quadros que todos os anos surgem em cat\u00e1logos de galerias, tanto portuguesas como estrangeiras.<\/p>\n<p>Manuel Tavares distinguiu-se como paisagista, tema em que se destacam as marinhas e a ria, e tamb\u00e9m como retratista de trechos citadinos. Das muitas exposi\u00e7\u00f5es que realizou individualmente h\u00e1 que real\u00e7ar as que tiveram lugar em Lisboa, no ano de 1942, em Almada (1961), Coimbra (1936). Das mostras coletivas em que participou, os destaques v\u00e3o para as ocorridas na Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa (1950 e 1952), a primeira Exposi\u00e7\u00e3o dos Artistas de Aveiro (1970), a Grande Exposi\u00e7\u00e3o dos Artistas Portugueses (1935) e ainda exposi\u00e7\u00f5es realizadas em Lisboa (1952, 1966 e 1974), Almada (1961), Faro (1968), Matosinhos (1953 e 1963) e Porto (1935).<\/p>\n<p>A t\u00edtulo p\u00f3stumo, a galeria aveirense \u201cGrade\u201d realizou, entre 19 de maio e 3 de junho de 1979, uma exposi\u00e7\u00e3o de homenagem a Manuel Tavares. Este aguarelista tamb\u00e9m esteve representado na exposi\u00e7\u00e3o \u201cAveiro \u2013 Natureza e Arte\u201d, ocorrida no Museu de Aveiro, em setembro de 2015, juntamente com Artur Prat, Fausto Sampaio, Fausto Gon\u00e7alves, Jos\u00e9 de Pinho, Eduarda Lapa, H\u00e9lder Bandarra, A. Martin Maqueda, Carlos Rodrigues Santos, Jaime Borges e Vasco Branco.<\/p>\n<p>Em 1944, Manuel Tavares pintou as aguarelas encomendadas pela Empresa Fabril do Norte para ilustrar dois dos seus ent\u00e3o famosos calend\u00e1rios art\u00edsticos. Um deles, foi dedicado a temas rurais, como o ciclo do milho, e outro aos rios portugueses, trabalhos onde demonstra \u00e0-vontade na execu\u00e7\u00e3o da aguarela, de mancha solta e grande economia de meios.<\/p>\n<p>Manuel Tavares est\u00e1 representado em diversos museus, nomeadamente no Museu Soares dos Reis (Porto), de Aveiro, de Beja, de Faro e de Matosinhos, bem como em cole\u00e7\u00f5es privadas, portuguesas como estrangeiras.<\/p>\n<p>Tal como o Hotel Arcada, de Aveiro, possu\u00eda aguarelas de Manuel Tavares, tamb\u00e9m o Hotel de Abrantes, inaugurado em 1954, tinha aguarelas deste artista aveirense, como refere o \u201cJornal de Abrantes\u201d, publicado no dia 10 de outubro de 1954.<\/p>\n<p><em><strong>Alguns depoimentos<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Depois de ter trabalhado como entalhador nas oficinas \u201cMartins e Candeias\u201d, em Aveiro, onde \u201cfoi artista muito cotado\u201d. No cat\u00e1logo da exposi\u00e7\u00e3o \u201c100 anos de artes pl\u00e1sticas. Aveiro 1882 \u2013 1982\u201d, referindo-se a Manuel Tavares, o artista ilhavense C\u00e2ndido Teles escreveu \u201cconviveu, a partir de 1938, em Aveiro com o aguarelista Alberto Sousa, que o entusiasmou \u00e0 pr\u00e1tica da aguarela. Foi um int\u00e9rprete fiel da Ria de Aveiro, tendo particular interesse o esmero com que trata os c\u00e9us e as \u00e1guas serenas\u201d. Mais tarde, quando da exposi\u00e7\u00e3o evocativa de Manuel Tavares, promovida pela galeria \u201cGrade\u201d, este mesmo artista ilhavense real\u00e7ou que Manuel Tavares foi \u201co primeiro aguarelista que vi interpretar os motivos da nossa ria, facto que me causou forte impress\u00e3o e constituiu grande incentivo no come\u00e7o da minha vida art\u00edstica\u201d.<\/em><\/p>\n<p><em>Para o cr\u00edtico de arte M\u00e1rio de Oliveira, Manuel Tavares \u201cfoi dos maiores aguarelistas nacionais, pincelando a aguarela, com espontaneidade e grande impulso emocional\u201d.<\/em><\/p>\n<p><em>Ana Maria Lopes, no seu blog Marintimidades, sublinha que apesar de Manuel Tavares ser um \u201caguarelista de ambientes rurais, foi dos ambientes urbanos (Lisboa, Porto Aveiro), que nos deixou os melhores clich\u00e9s. E, para mim, \u00e9 o pintor da \u00e1gua, de c\u00e9us azuis que nos retrata as marinhas de Aveiro, os moliceiros lagunares, os saleiros no canal de S. Roque e as redes a secar na Costa Nova, que mais me encanta (\u2026) Mas, o que mais impress\u00e3o me causou era o modo como o pintor conseguia obter os seus c\u00e9us t\u00e3o luminosos e as suas \u00e1guas t\u00e3o transparentes\u201d.<\/em><\/p>\n<p><em>Tamb\u00e9m no blog da galeria Lambertini se pode ler que Manuel Tavares um \u201caguarelista portugu\u00eas, com uma produ\u00e7\u00e3o prol\u00edfica, foi na express\u00e3o dos seus contempor\u00e2neos, uma figura paradigm\u00e1tica. Ter\u00e1 produzido milhares de aguarelas, grande parte retratando a sua zona de naturalidade &#8211; Aveiro &#8211; fixando em manchas subtis a labuta de camponeses e pescadores, enquadrados pelos rios e plan\u00edcies portuguesas. Alguns evocam a venda de aguarelas nos Restauradores (Lisboa) e a visita sem desfalecimento a consult\u00f3rios de m\u00e9dicos e advogados, comerciantes e industriais, tentando vender as muitas obras que ia produzindo com aparente facilidade (\u2026) Todos os anos, dezenas de aguarelas de Manuel Tavares, surgem \u00e0 venda nas principais casas leiloeiras portuguesas. Continua a ter colecionadores fi\u00e9is\u201d.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em><strong>\u00a0(A rubrica \u00abAveirenses ilustres\u00bb \u00e9 promovida em parceria com o jornal diocesano\u00a0<a href=\"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Correio do Vouga<\/a>)<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aveirense ilustre Manuel<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1372,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46,64,65,13],"tags":[],"class_list":["post-1371","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-autores","category-aveirenses-ilustres","category-cardoso-ferreira","category-olhares"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1371","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1371"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1371\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1380,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1371\/revisions\/1380"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1372"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1371"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1371"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1371"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}