{"id":13440,"date":"2021-10-22T12:01:56","date_gmt":"2021-10-22T11:01:56","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=13440"},"modified":"2021-10-22T12:01:56","modified_gmt":"2021-10-22T11:01:56","slug":"documento-d-antonio-moiteiro-dar-novo-impulso-a-catequese","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/documento-d-antonio-moiteiro-dar-novo-impulso-a-catequese\/","title":{"rendered":"Documento | D. Ant\u00f3nio Moiteiro &#8211; Dar Novo Impulso \u00e0 Catequese"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Estimados catequistas e pais com filhos na catequese<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Amigos catequizandos: crian\u00e7as, adolescentes, jovens e adultos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A todos os que se preocupam com a educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3 dos mais novos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1. A Catequese na Miss\u00e3o da Igreja<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0A pastoral da Igreja n\u00e3o pode prescindir do contexto sociocultural em que se vive. Sempre que a Igreja sente necessidade de rever e de aperfei\u00e7oar a sua a\u00e7\u00e3o evangelizadora, passa sempre pela renova\u00e7\u00e3o da catequese. O novo\u00a0<em>Diret\u00f3rio para a Catequese<\/em>\u00a0trata do lugar central e insubstitu\u00edvel que a catequese ocupa na miss\u00e3o evangelizadora da Igreja, a qual se v\u00ea diante da necessidade de uma real inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 vida crist\u00e3 que forne\u00e7a bases s\u00f3lidas para a caminhada \u201crumo \u00e0 maturidade em Cristo\u201d (cf.\u00a0<em>Ef\u00a0<\/em>4,13). No seguimento de Jesus, que \u00e9 o caminho, a catequese \u00e9 uma caminhada que \u00e9 preciso fazer e renovar. Um processo consistente de\u00a0<em>Inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 Vida Crist\u00e3<\/em>\u00a0\u00e9 indispens\u00e1vel ao tipo de miss\u00e3o que os sinais dos tempos pedem \u00e0 Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Devemos ver \u201ceste tempo\u201d, em que o fosso entre a f\u00e9 professada e a f\u00e9 vivida cada vez \u00e9 maior, como oportunidade para promover mais qualidade e entusiasmo na miss\u00e3o da catequese. Assistimos \u00e0 necessidade de uma catequese que apresente a f\u00e9 da Igreja de modo integral, rigoroso e fundamentado, capaz de dar resposta \u00e0s realidades com que nos deparamos. Trata-se, com aud\u00e1cia, de recorrer aos meios ao alcance e ser testemunhas cred\u00edveis de Jesus Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que \u00e9 a Catequese?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O termo \u2018catequese\u2019, de origem grega, significa \u2018ressoar\u2019. A catequese \u00e9, portanto, um processo de educa\u00e7\u00e3o na f\u00e9, um progressivo crescimento na compreens\u00e3o, na assimila\u00e7\u00e3o das verdades reveladas, do sentido da vida, da vida em comunidade \u2013 um elemento fundamental da inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA finalidade definitiva da catequese \u00e9 a de fazer com que algu\u00e9m se ponha, n\u00e3o apenas em contacto, mas em comunh\u00e3o, em intimidade com Jesus Cristo\u201d (<em>CT<\/em>\u00a080). A Catequese interpela a pessoa para dar sua resposta de f\u00e9 pessoal ao \u201cmist\u00e9rio da salva\u00e7\u00e3o\u201d que lhe \u00e9 anunciado. Resposta que nasce do encontro pessoal com Jesus Cristo, e se transforma, inseparavelmente, num encontro pessoal com a comunidade dos disc\u00edpulos que creem: a Igreja. A catequese \u00e9, pois, a experi\u00eancia de um novo modo de viver como parte da fam\u00edlia humana. Para tal, urge deixar-se levar pela experi\u00eancia de Deus, pelo testemunho e pela intimidade com a Palavra de Deus, por meio da Sagrada Escritura. N\u00e3o se pode limitar a uma instru\u00e7\u00e3o meramente doutrinal, mas precisa de ser uma verdadeira escola de forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3. Portanto, \u00e9 necess\u00e1rio cultivar a amizade com Cristo na ora\u00e7\u00e3o, o apre\u00e7o pela Eucaristia, a experi\u00eancia comunit\u00e1ria, compromisso apost\u00f3lico mediante um permanente servi\u00e7o aos outros; assumir uma catequese vivencial, a exemplo das primeiras comunidades crist\u00e3s (cf.\u00a0<em>At<\/em>\u00a02,42;\u00a0<em>At<\/em>\u00a04,33).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 perguntas que brotam da vida. \u201c<em>De que conversais pelo caminho?<\/em>\u201c, disse Jesus aos disc\u00edpulos de Ema\u00fas na tarde do dia de P\u00e1scoa (cf.\u00a0<em>Lc<\/em>\u00a024,17) \u2013 Jesus quer entend\u00ea-los nos seus sofrimentos, nas suas ang\u00fastias e nas suas buscas. Fazei v\u00f3s tamb\u00e9m como o Mestre. Dores, sofrimentos, persegui\u00e7\u00e3o acompanham a miss\u00e3o de quem abre novos caminhos, mas \u00e9 preciso n\u00e3o desanimar. O catequista deve inspirar-se no modo de agir de Deus na revela\u00e7\u00e3o do seu plano de amor, na paci\u00eancia e na compreens\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Catequese na Miss\u00e3o Evangelizadora da Igreja<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda a criatura<\/em>\u201d (<em>Mc<\/em>\u00a016,15). \u201c<em>Ide, pois, e fazei que todas as na\u00e7\u00f5es se tornem disc\u00edpulos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Esp\u00edrito Santo e ensinando-os a observar tudo quanto vos ordenei<\/em>\u201d (<em>Mt\u00a0<\/em>28,19-20). \u201c<em>Recebereis uma for\u00e7a, a do Esp\u00edrito Santo, que descer\u00e1 sobre v\u00f3s e sereis minhas testemunhas\u2026 at\u00e9 aos confins da terra<\/em>\u201d (<em>At<\/em>\u00a01,8).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A catequese \u00e9 sempre o \u2018ressoar\u2019, o \u2018ecoar\u2019 da evangeliza\u00e7\u00e3o, ou do primeiro an\u00fancio \u2013 caminho que oferece condi\u00e7\u00f5es para testemunhar a f\u00e9 na Igreja e no mundo. A catequese \u00e9, sem d\u00favida, a chave do segredo de toda a obra da evangeliza\u00e7\u00e3o, cujos destinat\u00e1rios s\u00e3o todos os homens e o homem todo.\u00a0<em>\u00abO<\/em>\u00a0<em>Senhor declara-me que me formou desde o ventre materno, para ser o seu servo, para lhe reconduzir Jacob e para lhe congregar Israel. Assim me honrou o Senhor. O meu Deus tornou-se a minha for\u00e7a. Disse-me: \u201cN\u00e3o basta que sejas meu servo, s\u00f3 para restaurares as tribos de Jacob e reunires os sobreviventes de Israel. Vou fazer de ti luz das na\u00e7\u00f5es, para que a minha salva\u00e7\u00e3o chegue at\u00e9 aos confins da terra\u201d\u00bb (Is<\/em>\u00a049,5-6).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00abA finalidade da a\u00e7\u00e3o catequ\u00e9tica consiste precisamente em favorecer uma profiss\u00e3o de f\u00e9 viva, expl\u00edcita e atuante\u00bb (<em>DGC<\/em>\u00a066). \u201c<em>Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda a criatura: Quem acreditar e for batizado ser\u00e1 salvo<\/em>\u201d (<em>Mc<\/em>\u00a016,15). A miss\u00e3o da Igreja \u00e9 anunciar o Evangelho para que os ouvintes acreditem que Jesus Cristo \u00e9 o Salvador do mundo, o Filho de Deus e, acreditando, tenham a vida em seu nome (cf.\u00a0<em>Jo\u00a0<\/em>20,31). A catequese desenrola-se nesta linha. Tem em vista transmitir a Palavra de Deus que revela o seu des\u00edgnio de salva\u00e7\u00e3o realizado em Jesus Cristo de modo a despertar a f\u00e9 e a convers\u00e3o ao Senhor e a viver em comunh\u00e3o com Ele (<em>CT<\/em>\u00a05 e 6).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A catequese \u00e9 um momento estruturante da evangeliza\u00e7\u00e3o, a qual precisa de ser entendida como um processo que integra v\u00e1rios momentos com uma sequ\u00eancia pr\u00f3pria, como etapas de um itiner\u00e1rio din\u00e2mico, em que os momentos se completam e implicam mutuamente. A catequese \u00e9, pois, um momento do processo de evangeliza\u00e7\u00e3o, o momento \u201cfundamental\u201d e \u201cpriorit\u00e1rio\u201d de evangeliza\u00e7\u00e3o, pois lan\u00e7a as bases que podem dar solidez \u00e0 vida crist\u00e3 (cf.\u00a0<em>DGC<\/em>\u00a063 e 64). Uma catequese evangelizadora \u00e9 uma catequese que n\u00e3o se limita a uma dimens\u00e3o funcional em ordem \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o de festas e de sacramentos, mas que est\u00e1 ao servi\u00e7o da matura\u00e7\u00e3o da f\u00e9 dos catequizandos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Inicia\u00e7\u00e3o Crist\u00e3<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No processo de crescimento na f\u00e9 h\u00e1 uma fase fundamental em que se lan\u00e7am os alicerces da vida crist\u00e3 e que condiciona, portanto, o edif\u00edcio futuro da vida de f\u00e9: \u00e9 a inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3. Por inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 entende-se o caminho de inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 vida crist\u00e3 em todas as suas dimens\u00f5es que, gra\u00e7as, sobretudo, aos sacramentos do Batismo, Confirma\u00e7\u00e3o e Eucaristia, introduzem no mist\u00e9rio de Cristo e da sua Igreja, e realizam o processo de tornar-se crist\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 procura introduzir os crist\u00e3os na din\u00e2mica do an\u00fancio\/testemunho do kerigma, que consiste em proclamar que em Jesus Cristo, Filho de Deus feito homem, morto e ressuscitado, a salva\u00e7\u00e3o \u00e9 oferecida a todas as pessoas, como dom da gra\u00e7a e da miseric\u00f3rdia de Deus. Os elementos que nos indicam o conte\u00fado do primeiro an\u00fancio, ou Kerigma apost\u00f3lico, s\u00e3o eminentemente trinit\u00e1rios: Cristo foi condenado \u00e0 morte na cruz, morreu e foi sepultado; Deus Pai ressuscitou-o e exaltou-o, sentando-o \u00e0 sua direita; em seu nome foi enviado o Esp\u00edrito Santo para o perd\u00e3o dos pecados (convite \u00e0 convers\u00e3o); os ap\u00f3stolos s\u00e3o testemunhas de tudo isto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A\u00a0<em>pr\u00e1tica da inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 f\u00e9<\/em>\u00a0recebeu, no s\u00e9culo II, o nome de\u00a0<em>catecumenado\u00a0<\/em>(aquele que deve\u00a0<em>s<\/em>er iniciado). Atualmente, recomenda-se o catecumenado como a pedagogia mais adequada para fazer crist\u00e3os. Refere o\u00a0<em>Diret\u00f3rio para a Catequese<\/em>\u00a0que \u00aba necessidade de fazer do processo de inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 uma aut\u00eantica introdu\u00e7\u00e3o experiencial \u00e0 globalidade da vida de f\u00e9 leva a olhar para o catecumenado como uma imprescind\u00edvel fonte de inspira\u00e7\u00e3o\u00bb (<em>DpC<\/em>\u00a0242). \u201cVisa iniciar \u00e0 f\u00e9 e \u00e0 vida crist\u00e3 e conduzir ao encontro pleno com o mist\u00e9rio de Cristo na comunidade crist\u00e3\u201d (cf.\u00a0<em>DC<\/em>\u00a061 e 63). Devemos oferecer a todos um itiner\u00e1rio de inicia\u00e7\u00e3o para o Batismo ou para a Confirma\u00e7\u00e3o ou, ainda, para retomar a vida crist\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O primeiro an\u00fancio, que cada crist\u00e3o \u00e9 chamado a realizar, \u00e9 resposta ao mandato de Jesus: \u00abIde\u00bb. Tem a capacidade de p\u00f4r o Povo de Deus em situa\u00e7\u00e3o de vigil\u00e2ncia e em marcha \u2013 o que acolhe o an\u00fancio torna-se disc\u00edpulo e, por isso, necessariamente, mission\u00e1rio. A catequese parte da condi\u00e7\u00e3o que o pr\u00f3prio Jesus indicou, \u00abaquele que crer\u00bb, aquele que se converter, aquele que se decidir. As duas a\u00e7\u00f5es s\u00e3o essenciais e reclamam-se mutuamente: ir e acolher, anunciar e educar, chamar e inserir (cf.\u00a0<em>DGC<\/em>\u00a061).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pretende-se, assim, que crian\u00e7as e pais\/educadores possam experienciar a alegria do encontro com Jesus Cristo, que nos revela o Pai na for\u00e7a do Esp\u00edrito, sendo introduzidos aos principais mist\u00e9rios da f\u00e9 crist\u00e3; possam caminhar num grupo de f\u00e9 como disc\u00edpulos de Jesus, aderindo ao seu projeto num dinamismo de convers\u00e3o permanente, escutando a sua Palavra e vivendo na pr\u00e1tica da ora\u00e7\u00e3o e, finalmente, sejam introduzidos \u00e0 liturgia e \u00e0 vida da Igreja mediante um itiner\u00e1rio formativo e pela celebra\u00e7\u00e3o dos sacramentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2. O An\u00fancio do Evangelho na Igreja Apost\u00f3lica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Livro dos Atos dos Ap\u00f3stolos, sobretudo nos seus primeiros cap\u00edtulos, fala-nos da\u00a0<em>viagem<\/em>\u00a0<em>do Evangelho no mundo<\/em>\u00a0e mostra-nos a maravilhosa liga\u00e7\u00e3o entre a Palavra de Deus e o Esp\u00edrito Santo que inaugura o tempo da evangeliza\u00e7\u00e3o. Muito significativo \u00e9 o discurso de Pedro no dia de Pentecostes (<em>At\u00a0<\/em>2,14-26: primeiro an\u00fancio Kerigm\u00e1tico ou an\u00fancio de Jesus Cristo e o seu mist\u00e9rio de salva\u00e7\u00e3o). Diante da sua prega\u00e7\u00e3o os ouvintes comovidos perguntaram: \u201c<em>Que devemos fazer, irm\u00e3os?<\/em>\u201d Na resposta de Pedro encontramos as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para come\u00e7ar a fazer parte da comunidade dos disc\u00edpulos de Jesus: \u201c<em>Convertei-vos e pe\u00e7a cada um o batismo em nome de Jesus Cristo; recebereis, ent\u00e3o, o dom do Esp\u00edrito Santo\u201d\u00a0<\/em>(<em>At<\/em>\u00a02,37-41). N\u00e3o h\u00e1 aqui refer\u00eancia expl\u00edcita \u00e0\u00a0<em>inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3,\u00a0<\/em>mas apresentam-se muitos dados significativos sobre a entrada na comunidade dos disc\u00edpulos de Jesus. Tal itiner\u00e1rio, conforme os\u00a0<em>Atos dos Ap\u00f3stolos\u00a0<\/em>e as\u00a0<em>cartas<\/em><em>\u00a0de Paulo,<\/em>\u00a0\u00e9 constitu\u00eddo por: prega\u00e7\u00e3o do Evangelho, acolhimento da f\u00e9 e convers\u00e3o; a catequese, entendida como \u201cinstru\u00e7\u00e3o\u201d; a verifica\u00e7\u00e3o das disposi\u00e7\u00f5es do candidato; o Batismo, como\u00a0<em>mergulho\u00a0<\/em>(imers\u00e3o) no mist\u00e9rio pascal de Cristo; o dom do Esp\u00edrito Santo, a incorpora\u00e7\u00e3o ativa no grupo dos disc\u00edpulos (Confirma\u00e7\u00e3o) e a participa\u00e7\u00e3o no Corpo de Cristo (Eucaristia).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A prega\u00e7\u00e3o dos ap\u00f3stolos d\u00e1 imediatamente lugar \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de comunidades crist\u00e3s. O processo come\u00e7ava com um encontro fortuito ou procurado, onde tinha lugar o primeiro an\u00fancio, podendo este completar-se ou explicitar-se noutros encontros. Os que se interessavam pela mensagem crist\u00e3 eram convidados para as reuni\u00f5es comunit\u00e1rias, em que se encontravam com outros crentes que celebravam e partilhavam a sua f\u00e9. Pouco a pouco, estes encontros iam propiciando uma ades\u00e3o mais firme ao grupo dos amigos de Jesus, at\u00e9 que se dava a integra\u00e7\u00e3o plena na comunidade dos crentes em Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O primeiro an\u00fancio teve como principais destinat\u00e1rios pessoas previamente vinculadas a redes sociais a que os primeiros crist\u00e3os tiveram acesso atrav\u00e9s das fam\u00edlias, as comunidades judias, as associa\u00e7\u00f5es de artes\u00e3os e outros grupos. A sua vincula\u00e7\u00e3o a estes grupos, atrav\u00e9s da hospitalidade, permitia encontrarem-se com pessoas a que de outra forma n\u00e3o podiam aceder.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O An\u00fancio do Evangelho<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O an\u00fancio da ressurrei\u00e7\u00e3o que come\u00e7ou a difundir-se entre os disc\u00edpulos de Jesus, logo ap\u00f3s a sua morte, \u00e9 o primeiro testemunho a evocar. Este primeiro an\u00fancio foi \u00fanico e peculiar porque n\u00e3o ia dirigido aos que desconheciam Jesus, mas aos seus pr\u00f3prios disc\u00edpulos; \u00fanico porque dele brotaram todos os outros an\u00fancios. Evocar este an\u00fancio \u00e9 importante porque nos recorda que a evangeliza\u00e7\u00e3o\u00a0<em>ad extra<\/em>, isto \u00e9, para fora, deve ir sempre precedida de uma evangeliza\u00e7\u00e3o\u00a0<em>ad intra<\/em>, isto \u00e9, para dentro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A crucifix\u00e3o n\u00e3o era uma morte qualquer, mas uma forma de execu\u00e7\u00e3o reservada aos criminosos, e n\u00e3o s\u00f3 porque provocava sofrimento horr\u00edvel, mas porque se tratava de um suplicio degradante. Este aspeto da crucifix\u00e3o \u00e9 determinante para captar o impacto que a morte de Jesus teve entre os seus seguidores. Estes, cativados pelos seus ensinamentos e formas de atuar, viam nele um enviado de Deus. A crucifix\u00e3o afirmava o contr\u00e1rio, e gera-se nos disc\u00edpulos um conflito entre o que tinham pensado dele e o que p\u00fablica e oficialmente se disse e fez. Inicialmente ficaram desorientados, mas nos dias seguintes come\u00e7ou a difundir-se a not\u00edcia de que Deus o havia ressuscitado de entre os mortos. A origem desta not\u00edcia temos que a situar numa s\u00e9rie de experi\u00eancias vividas pelos disc\u00edpulos. Uma delas \u00e9 a narrativa do sepulcro vazio (<em>Mc<\/em>\u00a016,1-8). \u00ab<em>N\u00e3o est\u00e1 aqui, ressuscitou<\/em>\u00bb. Outra, aparece nas apari\u00e7\u00f5es do ressuscitado, das que j\u00e1 falava S. Paulo como de uma tradi\u00e7\u00e3o recebida (<em>1Co\u00a0<\/em>15,5-8). Ambas expressavam a convic\u00e7\u00e3o de que a morte de Jesus n\u00e3o tinha sido a \u00faltima palavra sobre Ele. Proclamavam que Deus o tinha ressuscitado de entre os mortos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tanto a afirma\u00e7\u00e3o de Maria Madalena como a dos disc\u00edpulos, \u00ab<em>Vi o Senhor<\/em>\u00bb (<em>Jo<\/em>\u00a020,18) \u00ab<em>Vimos o Senhor<\/em>\u00bb (<em>Jo<\/em>\u00a020,25), pressup\u00f5em o reconhecimento de que Jesus havia sido constitu\u00eddo Senhor pela ressurrei\u00e7\u00e3o, expressando assim uma convic\u00e7\u00e3o de f\u00e9. A cena pascal dos disc\u00edpulos de Ema\u00fas representa esta transforma\u00e7\u00e3o e o an\u00fancio que brota da experi\u00eancia do encontro com o Ressuscitado. Quando o Senhor desapareceu do lado deles, regressaram a Jerusal\u00e9m e encontraram reunidos os Onze e os que estavam com eles, a dizer: \u00ab<em>Verdadeiramente o Senhor ressuscitou e apareceu a Sim\u00e3o. E eles contaram o que lhes tinha acontecido pelo caminho e como Jesus se lhes dera a conhecer, ao partir o p\u00e3o<\/em>\u00bb (<em>Lc<\/em>\u00a024,33-35). \u00c9 de real\u00e7ar o ambiente entusiasta e a comunica\u00e7\u00e3o de viv\u00eancias que transformou aqueles disc\u00edpulos abatidos pelo tr\u00e1gico final do seu Mestre em testemunhas do Ressuscitado. O aspeto mais caracter\u00edstico deste primeiro an\u00fancio \u00e9 que n\u00e3o \u00e9 destinado aos de fora, mas aos que j\u00e1 pertenciam ao grupo dos disc\u00edpulos de Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir de Jerusal\u00e9m o Evangelho chegou a Antioquia e a outras paragens. Foram muitos os que acreditaram e se converteram ao Senhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3. A Convers\u00e3o como Finalidade da Catequese\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O termo \u201cdisc\u00edpulo\u201d abre-nos o caminho evang\u00e9lico e eclesial para chegar \u00e0 pessoa que se encontra com Jesus Cristo vivo e vive a partir d\u2019Ele. O disc\u00edpulo de Cristo \u00e9 algu\u00e9m que encontrou e recebeu o Senhor, entra em comunh\u00e3o de vida e miss\u00e3o com Jesus Cristo. Vive \u00ab<em>os mesmos sentimentos que est\u00e3o em Cristo Jesus<\/em>\u00bb (<em>Fl<\/em>\u00a02,5).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No relato normativo da primeira evangeliza\u00e7\u00e3o, a convers\u00e3o aparece como a consequ\u00eancia e a meta do processo evangelizador. A miss\u00e3o n\u00e3o pretendia s\u00f3 informar, instruir ou convencer, mas levar a uma mudan\u00e7a radical nas pessoas, promovendo a sua ades\u00e3o \u00e0 mensagem proclamada e a sua incorpora\u00e7\u00e3o no grupo dos que que viviam conforme a mensagem. Como j\u00e1 referi anteriormente, a experi\u00eancia do Pentecostes desemboca no an\u00fancio do Kerigma, o qual d\u00e1 lugar \u00e0 convers\u00e3o massiva dos ouvintes (umas tr\u00eas mil pessoas) (<em>At<\/em>\u00a02,41).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se os estudos tradicionais sobre o fen\u00f3meno da convers\u00e3o p\u00f5em a \u00eanfase na mensagem, o aspeto em que Paulo e os seus companheiros mais se det\u00eam, ao evocar o primeiro an\u00fancio, n\u00e3o \u00e9 no conte\u00fado, mas no modo como o realizaram. Recordam que o primeiro an\u00fancio aconteceu no meio de grande sofrimento e insultos (1Tes 2,2); n\u00e3o se preocuparam em agradar aos homens, mas a Deus (1Tes 2,4); N\u00e3o buscaram nunca os seus interesses, nem gl\u00f3ria por parte dos homens; ainda que se pudessem impor como ap\u00f3stolos de Cristo, optaram por ser afetuosos e atuar como uma m\u00e3e cuida dos filhos (1Tes 2,5-7). Neste clima de proximidade, em que as rela\u00e7\u00f5es interpessoais desempenham um papel decisivo no processo de convers\u00e3o, o an\u00fancio teve lugar n\u00e3o nas pra\u00e7as p\u00fablicas, mas nas casas (as igrejas dom\u00e9sticas), nas sinagogas e nas oficinas em que trabalhavam para ganhar a vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ambiente em que Paulo e os seus companheiros contactaram com os habitantes de Tessal\u00f3nica recorda-se \u00abSabeis que, tal como um pai trata cada um dos seus filhos, tamb\u00e9m a cada um de v\u00f3s exort\u00e1vamos, encoraj\u00e1mos e advertimos a caminhar de maneira digna de Deus, que vos chama ao seu reino e \u00e0 sua gl\u00f3ria\u00bb (1Tes 2,11-12). O resultado destes encontros foi um acolhimento entusiasta da boa not\u00edcia, ao ponto de a resposta dos tessalonicenses ser apresentada como exemplo para todos os crentes na Maced\u00f3nia e na Acaia. Mas Paulo sabia que aquela f\u00e9 insipiente seria posta \u00e0 prova e necessitaria de ser confirmada \u2013 da\u00ed tentar v\u00e1rias vezes voltar a visit\u00e1-los e a entrar em contacto com eles mesmo \u00e0 dist\u00e2ncia. Aquele acolhimento do primeiro an\u00fancio tinha sido apenas o primeiro passo de um vasto itiner\u00e1rio de matura\u00e7\u00e3o da f\u00e9 que inicialmente tinham abra\u00e7ado. Seriam necess\u00e1rias outras exorta\u00e7\u00f5es e esclarecimentos para que aqueles disc\u00edpulos amadurecessem a sua f\u00e9, pusessem em pr\u00e1tica uma \u00e9tica do amor m\u00fatuo, da inclus\u00e3o, da solidariedade e comunh\u00e3o fraterna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4. O Novo Itiner\u00e1rio Nacional de Catequese<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 medida que a Igreja toma consci\u00eancia da descristianiza\u00e7\u00e3o do ambiente social, procura responder a esta situa\u00e7\u00e3o renovando a sua a\u00e7\u00e3o pastoral numa perspetiva de evangeliza\u00e7\u00e3o. Os tempos requerem que demos a devida \u00eanfase \u00e0 catequese, nomeadamente com adultos e com os jovens. Toda a catequese, em especial a dos adultos, p\u00f5e o acento em garantir a vida de f\u00e9, e inclusive suscit\u00e1-la e despert\u00e1-la quando se extinguiu ou sobrevive com debilidade. Nenhuma dimens\u00e3o da pessoa humana ser\u00e1 descurada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O novo Itiner\u00e1rio Nacional de Catequese surge na sequ\u00eancia da renova\u00e7\u00e3o da catequese que foi propiciada pelo novo\u00a0<em>Diret\u00f3rio para a Catequese<\/em>. \u00c9 o conjunto da inf\u00e2ncia e da adolesc\u00eancia que este itiner\u00e1rio pretende renovar; criar uma catequese capaz de envolver e dar destaque \u00e0 fam\u00edlia, como protagonista, onde os filhos e os pais fazem uma caminhada de f\u00e9 e a sua inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este itiner\u00e1rio \u00e9 feito por etapas. Considerando o catecumenado como um \u00ablugar t\u00edpico de inicia\u00e7\u00e3o, catequese e mistagogia\u00bb (<em>DpC<\/em>\u00a063), o itiner\u00e1rio de inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 vida crist\u00e3 segue os seus tempos fundamentais: o tempo da primeira evangeliza\u00e7\u00e3o, o tempo do catecumenado, ao fim do qual se chega \u00e0 purifica\u00e7\u00e3o ou ilumina\u00e7\u00e3o e \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o dos sacramentos da Inicia\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 e, finalmente, o tempo da mistagogia. O discipulado aparece depois da inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Privilegia-se um acompanhamento do processo de ades\u00e3o a Jesus Cristo no qual as etapas s\u00e3o mais balizadas pela maturidade da pessoa do que pela idade \u2013 uma catequese inclusiva, dirigida n\u00e3o s\u00f3 \u00e0s crian\u00e7as, mas tamb\u00e9m \u00e0s fam\u00edlias. A este n\u00edvel, adquire especial relevo o dinamismo de progressividade. Procure-se implementar uma catequese atrativa que introduza no conhecimento do mist\u00e9rio de Cristo<em>,\u00a0<\/em>buscando mostrar a beleza da Eucaristia dominical e que os leve a descobrir nela Cristo vivo e o mist\u00e9rio fascinante da Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5. A forma\u00e7\u00e3o na catequese, uma prioridade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ser catequista \u00e9 a resposta a um chamamento, sentido no \u00edntimo do cora\u00e7\u00e3o, que impele a falar de Jesus e a aproximar d\u2019Ele quantos desejam conhec\u00ea-lo. Fazer disc\u00edpulos de Jesus, hoje, significa investir forte e corajosamente na catequese. O novo\u00a0<em>Diret\u00f3rio para a Catequese<\/em>\u00a0mostra a f\u00e9 como algo que necessita sempre de amadurecimento, que se vai aperfei\u00e7oando \u00e0 medida que vai sendo vivida. Afirma o mesmo\u00a0<em>Diret\u00f3rio<\/em>\u00a0que para serem testemunhas cred\u00edveis da f\u00e9, \u201c<em>os catequistas\u00a0<\/em>sejam, ao mesmo tempo<em>, mestres, educadores e testemunhas<\/em>\u201d (DC 135b).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os desafios que atualmente se nos apresentam\u00a0 requerem identidade crist\u00e3 mais pessoal e fundamentada. O catequista ser\u00e1 o guia seguro que conduzir\u00e1 o catequizando a Cristo. A prepara\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua \u00e9 crucial e decisiva. No atual plano de forma\u00e7\u00e3o de catequistas, o \u201c<em>Ser Catequista<\/em>\u201d, que altera o paradigma da catequese, corresponde ao primeiro passo de um percurso formativo que pretende potenciar a identidade do catequista de\u00a0<em>disc\u00edpulo mission\u00e1rio<\/em>\u00a0e que h\u00e1 de crescer sempre mais nas etapas formativas seguintes. N\u00e3o se pretende \u2018ensinar\u2019, mas criar espa\u00e7o e oportunidade para o encontro, pois somente um catequista que tenha feito o encontro com Cristo est\u00e1 em condi\u00e7\u00f5es de o anunciar aos outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00abA forma\u00e7\u00e3o do catequista compreende v\u00e1rias dimens\u00f5es. A mais profunda refere-se ao\u00a0<em>ser<\/em>\u00a0catequista, ainda antes do\u00a0<em>fazer\u00a0<\/em>de catequista. Com efeito, a forma\u00e7\u00e3o ajuda-o a amadurecer como pessoa, como crente e como ap\u00f3stolo. Esta dimens\u00e3o relaciona-se hoje tamb\u00e9m com a conce\u00e7\u00e3o de\u00a0<em>saber ser com<\/em>\u00a0que torna evidente at\u00e9 que ponto a identidade pessoal \u00e9 sempre uma identidade relacional. Al\u00e9m disso, para que o catequista desempenhe a sua fun\u00e7\u00e3o de maneira adequada, a forma\u00e7\u00e3o estar\u00e1 atenta tamb\u00e9m \u00e0 dimens\u00e3o do\u00a0<em>saber<\/em>, que implica uma dupla fidelidade \u00e0 mensagem e \u00e0 pessoa no contexto em que vive. Por fim, sendo a catequese um ato comunicativo e educativo, a forma\u00e7\u00e3o n\u00e3o esquecer\u00e1 a dimens\u00e3o do\u00a0<em>saber fazer<\/em>\u00bb (<em>Diret\u00f3rio para a Catequese<\/em>\u00a0136).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta forma\u00e7\u00e3o deve ter tamb\u00e9m um ritmo de inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 e de catequese de adultos, em pequenas comunidades, de modo a favorecer o an\u00fancio e a reflex\u00e3o sobre a voca\u00e7\u00e3o que o ser humano \u00e9 chamado a viver no matrim\u00f3nio, na fam\u00edlia, na Igreja e na sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A a\u00e7\u00e3o catequ\u00e9tica encontra o seu lugar na comunidade eclesial. O caminho da catequese \u00e9 uma jornada individual e comunit\u00e1ria. A viv\u00eancia no grupo de catequese deve ser vista como uma verdadeira experi\u00eancia comunit\u00e1ria de Igreja, que se vai alargando e inserindo o catequizando noutras experi\u00eancias comunit\u00e1rias \u2013 a pessoa, e cada pessoa, \u00e9 o ponto de partida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na catequese, por vezes, ensinamos o que achamos necess\u00e1rio sem ouvir o que est\u00e1 no cora\u00e7\u00e3o do interlocutor. Tenhamos sempre presente que o di\u00e1logo serve tanto para criar la\u00e7os como para formar e indicar os procedimentos pedag\u00f3gicos mais adequados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Amigo catequista, reflexo de toda esta tomada de consci\u00eancia, ser catequista n\u00e3o \u00e9 uma tarefa opcional, mas parte integrante da identidade crist\u00e3, porque \u00e9 a difus\u00e3o vivencial da voca\u00e7\u00e3o. Inspirados nas caracter\u00edsticas da pedagogia divina, fazei das vossas catequeses, das vossas obras e dos vossos lugares de presen\u00e7a, lugares de an\u00fancio expl\u00edcito do Evangelho de Jesus Cristo, para que este seja capaz de iluminar aqueles que o escutam e que os leve a projetar a sua vida a partir dos valores do Reino, confiando na a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito que torna novas todas as coisas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aveiro, 18 de outubro de 2021 \u2013 Festa do evangelista S. Lucas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2020 Ant\u00f3nio Manuel Moiteiro Ramos,\u00a0<em>o vosso amigo e pastor<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estimados catequistas e<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":13441,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47,12],"tags":[],"class_list":["post-13440","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-d-antonio-manuel-moiteiro-ramos","category-documentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13440","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13440"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13440\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13442,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13440\/revisions\/13442"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13441"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13440"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13440"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13440"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}