{"id":13237,"date":"2021-09-28T09:50:34","date_gmt":"2021-09-28T08:50:34","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=13237"},"modified":"2021-09-28T09:52:04","modified_gmt":"2021-09-28T08:52:04","slug":"pe-georgino-rocha-domingo-xxvii-do-tempo-comum-amar-a-verdade-do-matrimonio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/pe-georgino-rocha-domingo-xxvii-do-tempo-comum-amar-a-verdade-do-matrimonio\/","title":{"rendered":"Pe. Georgino Rocha | Domingo XXVII do Tempo Comum &#8211; Amar a verdade do matrim\u00f3nio"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\"><strong><em>Pe. Georgino Rocha\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">A atrac\u00e7\u00e3o do homem pela mulher, e desta para com ele, faz parte da natureza humana e expressa-se em cren\u00e7as e ritos de rela\u00e7\u00e3o, segundo as culturas e as religi\u00f5es; entre n\u00f3s, normalmente \u00e9 no casamento natural e no matrim\u00f3nio crist\u00e3o. Aponta, por isso, para Deus, a fonte de todo o amor e o criador dos bens originais. \u00c9 a partir do projecto divino que a rela\u00e7\u00e3o humana conjugal tem pleno sentido e adquire for\u00e7a de irradia\u00e7\u00e3o como ideal a atrair todos aqueles que se sentem chamados a \u201cser uma s\u00f3 carne\u201d. \u00c9 a partir desta matriz existencial que se podem valorar outras experi\u00eancias de relacionamento que configuram aquela atrac\u00e7\u00e3o natural\u00a0<em>Mc 10, 2-16.<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">O Papa Francisco, na habitual entrevista com jornalistas no avi\u00e3o de regresso da Peregrina\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica \u00e0 Eslov\u00e1quia, disse, entre v\u00e1rios assuntos, que falou com as autoridades h\u00fangaras sobre a pluralidade de situa\u00e7\u00f5es que se verificam hoje no campo da rela\u00e7\u00e3o sexual. E um jornalista adianta que o Conselho da Europa tinha tomado uma resolu\u00e7\u00e3o a pedir o reconhecimento dos casamentos homossexuais e queria saber o que pensava o Santo Padre.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Subdivido a resposta em dois per\u00edodos para clareza do meu texto.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">\u201c\u00c9 importante que os Estados tenham a possibilidade de apoi\u00e1-los civilmente, de dar-lhes seguran\u00e7a de heran\u00e7a, sa\u00fade, etc, n\u00e3o s\u00f3 para os homossexuais mas para todas as pessoas que queiram se associar. Mas casamento \u00e9 casamento. Isto n\u00e3o significa conden\u00e1-los, eles s\u00e3o nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s, devemos acompanh\u00e1-los. H\u00e1 leis civis, por exemplo, para vi\u00favas que querem se associar a uma lei para ter servi\u00e7os\u2026 h\u00e1 o Pacto Civil de Solidariedade e Concubinato na Fran\u00e7a\/PACS, mas nada a ver com o casamento como sacramento que \u00e9 entre um homem e uma mulher. \u00c0s vezes, criam confus\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Jesus anda em miss\u00e3o por terras da Galileia e Judeia. Saem-lhe ao encontro alguns fariseus que pretendem \u201cental\u00e1-lo\u201d e arranjar um motivo de acusa\u00e7\u00e3o. Lan\u00e7am-lhe a pergunta ardilosa sobre o div\u00f3rcio, entendido como acto de generosidade do homem para com a mulher, com quem estava casado. \u00c0 pergunta manhosa responde Jesus com pergunta de \u201cgarrote\u201d. Os fariseus deviam conhecer bem as senten\u00e7as de Mois\u00e9s. E sabiam que, em certos casos, era permitido passar um certificado de div\u00f3rcio. De facto assim acontece. Respondem \u201ccertinho\u201d. E Jesus explica o proceder de Mois\u00e9s e re-situa a rela\u00e7\u00e3o conjugal na sua matriz original.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">O rep\u00fadio da mulher pelo homem, e deste por ela, \u00e9 fruto da \u201cesclerose\u201d do cora\u00e7\u00e3o, da dureza e secura dos sentimentos e gestos que asfixiam o amor, do progressivo distanciamento e frieza nas rela\u00e7\u00f5es afectivas que for\u00e7am a agonia de qualquer \u201cinteresse\u201d conjugal. Jesus constata, n\u00e3o condena. Mas anuncia a beleza do matrim\u00f3nio vivido segundo o projecto de Deus confiado ao homem e \u00e0 mulher, sua imagem e semelhan\u00e7a. Duas pessoas sexualmente diferentes chamadas \u00e0 unidade de reciprocidade complementar de \u201cuma s\u00f3 carne\u201d, isto \u00e9, de assumirem a alegria da doa\u00e7\u00e3o m\u00fatua, de viverem a construir um \u201cn\u00f3s\u201d na realiza\u00e7\u00e3o de cada um e na fecundidade do casal, de transmitirem a vida que acolheram com tanta disponibilidade.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Continua o Papa Francisco: \u201cTodos s\u00e3o irm\u00e3os e irm\u00e3s, o Senhor \u00e9 bom, ele quer a salva\u00e7\u00e3o de todos, mas, por favor, n\u00e3o fa\u00e7a a Igreja negar sua verdade. Muitas pessoas com orienta\u00e7\u00e3o homossexual aproximam-se da penit\u00eancia, pedem conselhos ao padre, a Igreja as ajuda, mas o sacramento do matrim\u00f3nio \u00e9 outra coisa\u201d.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">A fam\u00edlia surge como o fruto mais saboroso do matrim\u00f3nio. Nela, o casal vai crescendo no amor de doa\u00e7\u00e3o fiel. Nela, os filhos encontram o ambiente favor\u00e1vel \u00e0 sua identidade masculina e feminina, ao equil\u00edbrio do seu desenvolvimento relacional e afectivo. Nela, a sociedade e a Igreja espelham a sua ac\u00e7\u00e3o \u201csubsidi\u00e1ria\u201d e, dela, recebem as crian\u00e7as, prendas do presente e garantes do futuro, como cidad\u00e3os que podem vir a ser crist\u00e3os.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: right;\">Imagem de\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/stocksnap-894430\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=698501\">StockSnap<\/a>\u00a0por\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=698501\">Pixabay<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Georgino Rocha\u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":13238,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50,14],"tags":[],"class_list":["post-13237","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-pe-georgino-rocha","category-temas-para-debate"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13237","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13237"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13237\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13239,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13237\/revisions\/13239"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13238"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13237"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13237"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13237"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}