{"id":1296,"date":"2017-06-27T10:18:04","date_gmt":"2017-06-27T09:18:04","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=1296"},"modified":"2019-05-06T12:19:36","modified_gmt":"2019-05-06T11:19:36","slug":"livro-fracassos-da-corte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/livro-fracassos-da-corte\/","title":{"rendered":"Livro: Fracassos da Corte (obra desconhecida e in\u00e9dita, sendo Santa Joana a protagonista)"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\">Livro:\u00a0<em>Fracassos da Corte<\/em><\/h3>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Obra Moral baseada na vida da Princesa Joana de Portugal, Dominicana<\/em>.<\/p>\n<h6 style=\"text-align: center;\">Autor: Giovanni Mutti<\/h6>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1297 aligncenter\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Capa-de-fracassos-da-corte-714x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"284\" height=\"407\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Capa-de-fracassos-da-corte-714x1024.jpg 714w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Capa-de-fracassos-da-corte-209x300.jpg 209w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Capa-de-fracassos-da-corte-768x1101.jpg 768w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Capa-de-fracassos-da-corte-600x860.jpg 600w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Capa-de-fracassos-da-corte.jpg 1906w\" sizes=\"auto, (max-width: 284px) 100vw, 284px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00ab\u00c9 sabido que s\u00e3o muito numerosas as publica\u00e7\u00f5es sobre a Padroeira de Aveiro; todavia, mais uma se veio agora catalogar na sua lista, cuja leitura nos encanta e prende.\u00bb &#8211; Mons. Jo\u00e3o Gon\u00e7alves Gaspar, Postulador da causa da Canoniza\u00e7\u00e3o de Joana de Avis, Infanta de Portugal,<strong> no Pref\u00e1cio da obra. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O AUTOR.<\/strong> Frei Giovanni Maria Muti, dominicano de Veneza, viveu entre 1649 e 1727. Escreveu pe\u00e7as de teatro, obras de reflex\u00e3o pol\u00edtica e moral e pe\u00e7as musicais. Algumas das suas obras: Quaresimale, Penna Politica, La Gismonda, La Madalena Penitente, Problemi, La Magia de Caratteri, I Tre Impegni del Divino Amore, La Penna Volante Ridotta al Morale, Il Concistoro Generale De\u2019 Santi Delineato In Panegirici Sagri, Cicisbeo, Il Trono di Salomone, Motetti a Otto Voci.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Da introdu\u00e7\u00e3o ao livro <em>Fracassos da corte<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00abFracassos da Corte<\/em>, a pe\u00e7a de teatro que agora se traduz para portugu\u00eas e para a cena, da autoria do dominicano Frei Giovanni Maria Muti &#8211; que a escreveu e editou em 1682, em Veneza -, apresenta um t\u00edtulo <em>(I fallimenti di Corte<\/em>) que n\u00e3o convoca de imediato a descodifica\u00e7\u00e3o do seu assunto. Versa a pequena pe\u00e7a sobre a vida da Princesa Joana de Portugal, que viveu reclusa e levando vida de monja no mosteiro de Jesus de Aveiro (da ordem de S. Domingos), entre 4 de agosto de 1472 e 12 de maio de 1490, ano da sua morte. Em 1471 entrara primeiramente no cen\u00f3bio de Odivelas, da ordem de Cister, onde sua tia, D. Filipa de Lencastre, irm\u00e3 da m\u00e3e, estava recolhida, vindo a optar entretanto, no ano seguinte, pelo Mosteiro de Jesus de Aveiro, por raz\u00f5es de exig\u00eancia espiritual, que a levavam a escolher uma casa religiosa onde se vivesse uma vida mais severa de apertada e rigorosa observ\u00e2ncia, no que foi tamb\u00e9m acompanhada por sua tia. Em rigor, D. Joana nunca chegou a professar, conforme era seu expresso desejo em 1475, porque o seu estatuto de potencial herdeira do trono de Portugal (v\u00ednculo de que nunca a libertaram) a isso a impediu. No entanto, realizou todo o cerimonial pr\u00f3prio da profiss\u00e3o, cortando os cabelos e envergando o h\u00e1bito, s\u00f3 n\u00e3o fazendo votos. De facto, apesar da sua insist\u00eancia, a comiss\u00e3o de te\u00f3logos convocada e reunida para se debru\u00e7ar sobre o problema n\u00e3o autorizou a profiss\u00e3o religiosa. Ali\u00e1s, quando, por v\u00e1rias vezes, houve peste em Aveiro, a Princesa foi obrigada a abandonar o convento para n\u00e3o correr perigo de vida, tendo vivido ent\u00e3o no mosteiro de Santa Clara de Coimbra, no Porto, em Avis, em Abrantes, etc., at\u00e9 as v\u00e1rias epidemias estarem debeladas, regressando novamente ao seu mosteiro, meses depois. (\u2026)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(\u2026) Da vida de D. Joana, no entanto, a pe\u00e7a apenas se concentra no ano de 1471, porque foi nesse ano que se jogou a grande decis\u00e3o e o grande conflito que opunha a vontade da princesa \u00e0 vontade do Rei. Todo o resto da sua vida, que constitui tamb\u00e9m um comp\u00eandio de santidades, foi deixado de lado por n\u00e3o conter tanta mat\u00e9ria dram\u00e1tica. De lado ficaram as esmolas e a educa\u00e7\u00e3o do sobrinho D. Jorge, filho bastardo de D. Jo\u00e3o II, que este lhe pediu para ela educar no mosteiro. Todas as sa\u00eddas da Infanta por motivo de peste (que a fizeram sofrer a condi\u00e7\u00e3o de privilegiada, numa vida de simplicidade que para si escolhera) s\u00e3o tamb\u00e9m omitidas. \u00c9 igualmente silenciado o grande desgosto de n\u00e3o poder professar fazendo votos (sobretudo o de castidade), por nunca a terem desligado do estatuto de poss\u00edvel procriadora de herdeiros da coroa. Ao fechar a porta do mosteiro, no final da pe\u00e7a, fecha-se tamb\u00e9m a porta sobre a observa\u00e7\u00e3o da restante vida de Joana de Portugal, ganhando a pe\u00e7a em for\u00e7a dram\u00e1tica e em concentra\u00e7\u00e3o temporal e de a\u00e7\u00e3o. Entre a narrativa manuscrita ou impressa da vida de Joana Princesa de Portugal, inicialmente redigida por Soror Margarida Pinheira, e a dramaturgia de Muti vai n\u00e3o s\u00f3 a diferen\u00e7a intr\u00ednseca \u00e0s modalidades estruturais e discursivas de um g\u00e9nero liter\u00e1rio, mas a dist\u00e2ncia entre a organiza\u00e7\u00e3o cronol\u00f3gica total pr\u00f3pria das narrativas hagiogr\u00e1ficas e a h\u00e1bil sele\u00e7\u00e3o de um momento de vida da Princesa, que se propiciasse simultaneamente \u00e0 constru\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica e \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o eficaz e persuasiva.\u00bb<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Excertos retirados da introdu\u00e7\u00e3o escrita por<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-size: 1.8rem;\">Isabel Moruj\u00e3o &#8211; 4 de Abril de 2017, 424 anos ap\u00f3s a beatifica\u00e7\u00e3o de Joana de Portugal, em 1693.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Faculdade de Letras da Universidade do Porto<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">CITCEM<\/p>\n<pre>MUTI, Giovanni Maria \u2013 <em>Fracassos da Corte.\r\n<strong>Aveiro: Editora Tempo Novo, 2017<\/strong><\/em>\r\n\r\nTradutor: Pe. Doutor J\u00falio Franclim do Couto e Pacheco. \r\nIntrodu\u00e7\u00e3o: Professora Doutora Isabel Moruj\u00e3o.\r\nPref\u00e1cio: Monsenhor Jo\u00e3o Gon\u00e7alves Gaspar\r\n<\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livro:\u00a0Fracassos da Corte<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1297,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[28,11,115,9,116,131],"tags":[],"class_list":["post-1296","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-httpdiocese-aveiro-ptculturaa-comissao","category-acontece","category-atividades-da-comissao","category-programa-diocesano-de-livros-e-leituras","category-teatro","category-teatro-2017"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1296","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1296"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1296\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1308,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1296\/revisions\/1308"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1297"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1296"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1296"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1296"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}