{"id":1285,"date":"2017-06-25T19:31:14","date_gmt":"2017-06-25T18:31:14","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=1285"},"modified":"2017-06-25T19:31:14","modified_gmt":"2017-06-25T18:31:14","slug":"xiii-domingo-do-tempo-comum-ano-a","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/xiii-domingo-do-tempo-comum-ano-a\/","title":{"rendered":"XIII Domingo do Tempo Comum (Ano A)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">Pe. Franclim Pacheco<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1287 aligncenter\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/XIII-Domingo-Comum-A.jpg\" alt=\"\" width=\"704\" height=\"508\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/XIII-Domingo-Comum-A.jpg 704w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/XIII-Domingo-Comum-A-300x216.jpg 300w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/XIII-Domingo-Comum-A-600x433.jpg 600w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/XIII-Domingo-Comum-A-416x300.jpg 416w\" sizes=\"auto, (max-width: 704px) 100vw, 704px\" \/><\/p>\n<p>Breve coment\u00e1rio<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O texto deste domingo \u00e9 o final do \u00abdiscurso da miss\u00e3o\u00bb, isto \u00e9, das palavras que Jesus dirige aos Doze, depois de os ter escolhido, enviados agora em miss\u00e3o, a proclamar: \u00abO Reino dos c\u00e9us est\u00e1 pr\u00f3ximo\u00bb. Jesus come\u00e7a por alertar os disc\u00edpulos das dificuldades que ir\u00e3o encontrar e que, ao tempo da composi\u00e7\u00e3o do evangelho, j\u00e1 est\u00e3o a viver: \u00abEis que eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos\u00bb (v. 16). Segue-se um apela \u00e0 confian\u00e7a e a n\u00e3o ter medo (\u00abN\u00e3o temais\u00bb: v. 26) de proclamar abertamente a Boa Nova, apesar das divis\u00f5es que ela possa causar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O an\u00fancio do Evangelho n\u00e3o \u00e9 pac\u00edfico (\u00ab\u2026 vim trazer\u2026 a espada\u00bb: v. 34) e as maiores dificuldades, os maiores inimigos que ir\u00e3o encontrar ser\u00e3o os amigos, os familiares, isto \u00e9, aqueles de quem menos se espera, incluindo os de \u00abcasa\u00bb, da pr\u00f3pria comunidade crist\u00e3 (vv. 35-36). No fundo, a n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia hist\u00f3rica em rela\u00e7\u00e3o ao an\u00fancio de paz feito por Jesus ir\u00e1 encontrar eco na actua\u00e7\u00e3o dos disc\u00edpulos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste contexto insere-se a p\u00e1gina deste domingo. Se os disc\u00edpulos de Jesus s\u00e3o aqueles que partilham sem reservas o seu destino, devem ter em conta a divis\u00e3o e os conflitos at\u00e9 nas rela\u00e7\u00f5es familiares. A perten\u00e7a a Cristo n\u00e3o passa atrav\u00e9s do cl\u00e3 familiar, nem se transmite com a heran\u00e7a do sangue. \u00c9 uma escolha pessoal que, por vezes, pode p\u00f4r em discuss\u00e3o at\u00e9 os la\u00e7os familiares. Na exig\u00eancia de seguimento proposta por Jesus ressoa o absoluto de Deus que n\u00e3o admite concorrentes (\u00abO pai ou a m\u00e3e\u2026 o filho ou a filha\u2026 mais do que a mim\u00bb).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tema da cruz e de encontrar\/perder a vida, que j\u00e1 encontr\u00e1mos nas condi\u00e7\u00f5es para seguir Jesus (16,24-25), depois do 1\u00ba an\u00fancio da paix\u00e3o, \u00e9 aqui retomado para acentuar a radicalidade da escolha pr\u00e1tica e existencial que implica uma fidelidade total a Cristo e ao evangelho. Naquele tempo, a cruz era a pena de morte que o imp\u00e9rio romano infligia aos bandidos e marginais. Tomar a cruz e lev\u00e1-la atr\u00e1s de Jesus era o mesmo que aceitar ser marginalizado pelo sistema injusto do Imp\u00e9rio. A cruz de Jesus \u00e9 a consequ\u00eancia do empenhamento livremente assumido de revelar a Boa Nova que Deus \u00e9 Pai e que, portanto, todas as pessoas devem ser aceites e tratadas como irm\u00e3os e irm\u00e3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este modo de falar era bastante comum entre os primeiros crist\u00e3os porque exprimia o que eles estavam a viver. Por exemplo, Paulo, para poder ser fiel a Jesus e ganhar a sua vida, teve que perder tudo o que tinha, uma carreira, a estima da sua gente, sofreu persegui\u00e7\u00f5es. O mesmo sucedeu a muitos crist\u00e3os. Os crist\u00e3os eram, por esse facto, perseguidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jesus identifica-se com o mission\u00e1rio e com o disc\u00edpulo. Para estes \u00e9 muito importante saber que n\u00e3o est\u00e3o s\u00f3s. Se s\u00e3o fi\u00e9is \u00e0 sua miss\u00e3o, ter\u00e3o a certeza que Jesus se identifica com eles e, atrav\u00e9s de Jesus, o Pai \u00e9 revelado \u00e0queles a quem o mission\u00e1rio e o disc\u00edpulo anunciam a Boa Nova. E assim como Jesus revela nele o rosto do Pai, assim o disc\u00edpulo deve ser espelho onde as pessoas possam captar alguma coisa do amor de Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O evangelista encerra este \u00abmanual\u00bb dos enviados com algumas normas sobre o acolhimento. Se, por um lado, s\u00e3o rejeitados e perseguidos, tamb\u00e9m encontrar\u00e3o a solidariedade e o acolhimento de muitos. Os v\u00e1rios enviados representam Jesus, o enviado do Pai por excel\u00eancia: o \u00abprofeta\u00bb, o \u00abjusto\u00bb, o que se fez \u00abpequeno\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quem pratica o acolhimento solid\u00e1rio e generoso, que vai do simples copo de \u00e1gua \u00e0 hospitalidade, para com os enviados de Jesus \u00e9 prometida a recompensa correspondente e, mais ainda, a recompensa final reservada a todos aqueles que praticaram, mesmo de forma an\u00f3nima, a solidariedade evang\u00e9lica (Mt 25, 34-40: \u00abVinde, benditos de meu Pai\u2026\u00bb). \u00c9 este o sentido profundo da declara\u00e7\u00e3o solene: \u00abN\u00e3o perder\u00e1 a sua recompensa!\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. 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